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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Quase 900 mil pessoas obtiveram cidadania europeia em 2014


Em 2014, cerca de 890 mil pessoas adquiriram a cidadania de um dos Estados-Membros da União Europeia (UE), segundo estudo divulgado hoje (13) pelo Eurostat, o banco de dados europeu. Entre os que obtiveram a cidadania naquele ano, 89% eram cidadãos de países de fora da UE, cerca de 788 mil pessoas.

O número foi menor do que o registrado em 2013, quando 981 mil pessoas obtiveram a cidadania europeia. Desde 2009, já são mais de 5 milhões de novos cidadãos.

Marrocos foi o país com o maior número de concessões obtidas (92.700), dos quais 88% foram requeridas na Espanha, Itália ou França.

A Albânia foi o segundo país com mais cidadanias obtidas (41 mil), das quais 96% adquiridas da Grécia ou da Itália. A Turquia aparece em terceiro lugar, com 37.500 cidadanias obtidas, das quais 60% provenientes da Alemanha.

Em seguida, aparecem a Índia (35.300, com maioria de cidadanias britânicas); o Equador (34.800) e a Colômbia (27.800), ambos com maioria espanhola; e o Paquistão (25.100, com aproximadamente 50% de cidadanias britânicas).

Cidadãos da UE

Em quinze países da UE, pelo menos 9 em cada 10 cidadanias concedidas foram para pessoas não-europeias. Na Estônia, por exemplo, 100% das cidadanias foram concedidas a cidadãos de fora da UE. Na Bulgária, a percentual foi de 99%, enquanto na Espanha, Lituânia e Romênia a taxa ficou em 98%. A Grécia e a Letônia apresentaram índice de 97%; Dinamarca, Portugal e Eslovênia (95%), Polônia (94%), Itália (93%), Reino Unido (92%), Croácia (91%) e França (90%).

Luxemburgo, Hungria e Malta foram os únicos países onde a maioria das pessoas que adquiriram a cidadania já eram cidadãos da UE. Os romenos (24.300 pessoas) e os poloneses (16.100) foram os dois maiores grupos de cidadãos europeus a adquirirem cidadania de outro país da UE.

No caso de Luxemburgo, os cidadãos portugueses foram os que mais obtiveram cidadania, seguidos por italianos, franceses, belgas e alemães. Já na Hungria, os pedidos foram quase todos de cidadãos romenos; e em Malta, os britânicos representaram a maior parcela.

A Espanha foi o país que mais concedeu cidadanis (205.900), o que representa 23% de todas as cidadanias concedidas na UE em 2014. Em seguida aparecem Itália (15%), Reino Unido (14%), Alemanha e França (12%).

Em 2014, as maiores taxas de naturalização foram registradas na Suécia, na Hungria e em Portugal. Essa taxa é calculada levando-se em conta o número de pessoas que adquiriram a nacionalidade de um país em relação à quantidade de estrangeiros residentes naquele país.

Em Portugal, para cada 100 estrangeiros residentes, 5,3 obtiveram a cidadania naquele ano. Entre as 20.168 pessoas que obtiveram cidadania portuguesa, 23% eram brasileiras (4.656 pessoas).

A União Europeia inclui Bélgica, Bulgária, República Checa, Dinamarca, Alemanha, Estônia, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Croácia, Itália, Chipre, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Hungria, Malta, Países Baixos, Áustria, Polônia, Portugal, Romênia, Eslovênia, Eslováquia, Finlândia, Suécia e Reino Unido.

Fonte: Agência Brasil

sábado, 4 de junho de 2016

Portugal é o segundo país que mais recebe refugiados em programa da UE


Mais de 300 refugiados, provenientes da Grécia e da Itália, chegaram a Portugal nas últimas semanas. O acolhimento dessas pessoas faz parte do compromisso assumido pelo país de receber, até o final do ano que vem, pelo menos 4,5 mil refugiados. Até o momento, o país ocupa o segundo lugar entre as nações da União Europeia que mais refugiados recebeu dentro do programa de recolocação. A França é o primeiro, com 700 refugiados realocados.

Diante da maior crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial, os 28 países da União Europeia se comprometeram, em setembro do ano passado, a acolher 160 mil pessoas até 2017 por meio de programas de acolhimento de refugiados.

“Portugal, em termos absolutos, é o segundo país que mais recebeu refugiados. Foram cerca de 300 até agora. Mas isto corresponde a menos de 10% da nossa disponibilidade inicial [que era de acolher 4.500]. Os números mais recentes mostram que só foram disponibilizados, por todos os países da UE, cerca de 7 mil vagas”, disse o coordenador da organização não governamental Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR) de Portugal, Rui Marques.

De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), em 2014 o número de pessoas deslocadas por guerras atingiu o recorde de 59,5 milhões. Os conflitos obrigaram 42,5 mil pessoas a deixarem suas casas por dia, em média.

Em 2015, pelo menos 1 milhão de refugiados chegaram a Europa, a metade era composta de sírios fugindo da guerra em seu país.

Para Rui Marques, a Europa precisa de ações integradas que contribuam para solucionar os problemas migratórios. “No contexto da guerra da Síria, a União Europeia tem que ser participativa na construção de um processo de paz efetivo. Enquanto não houver paz na Síria, não terminará o fluxo de refugiados, porque as pessoas naturalmente fogem da guerra”, afirmou.

Ainda segundo ele, é necessário que a Europa apoie efetivamente, com mais recursos, os refugiados que estão abrigados em países vizinhos aos conflitos, como o Líbano, a Jordânia e a Turquia e também os campos de refugiados, onde há pessoas que querem permanecer próximas a seus países de origem, com condições dignas de vida, com escolas e serviços de saúde adequados.

“Como se sabe, na Europa, há uma grande tensão em relação ao acolhimento dos refugiados. Nós queremos, junto à opinião pública portuguesa, combater a ignorância e o medo, sensibilizando para uma cultura de acolhimento. O objetivo é que possa haver cada vez mais uma atitude positiva”, afirmou Marques à Agência Brasil.

De acordo com o Conselho Português para os Refugiados (CPR), a Europa tem desempenhado um papel modesto e o número de refugiados reinstalados no mundo anualmente tem ficado aquém das necessidades identificadas pela Acnur, raramente ultrapassando os 10% dos pedidos.

Rui Marques afirmou ainda que o processo de recolocação proposto pela UE tem se mostrado lento. “É muito lento e burocrático e faz com que aquele que era o objetivo europeu de reintegrar refugiados não atinja a quantidade que deveria. A UE não tem mecanismos para que esses processos corram rapidamente. Na Grécia, por exemplo, por causa da avalanche de pedidos, todo o procedimento é lento e eles não dão conta de processar.”

Portugal disponibilizou, até o momento, 700 vagas para refugiados em todo o país, 300 já foram preenchidas com pessoas vindas da Grécia (sírios e iraquianos) e da Itália (majoritariamente eritreus).

De acordo com a PAR, instituição composta por 320 organizações da sociedade civil, Portugal optou por não ter centros de refugiados. O modelo adotado pelo país é o comunitário, no qual instituições anfitriãs recebem famílias e as ajudam na integração e autonomia.

“Ajudar as pessoas no acesso à moradia; à aprendizagem do português; à inserção no mercado de trabalho, conforme forem aptas para isso; à integração no sistema de saúde; e [à inserção das] crianças no sistema de educação”, afirma Marques.

Para Marques, Portugal tem uma realidade atípica, diferente da da UE, pois todos os políticos, mesmo os de extrema direita, não fazem propaganda contra os refugiados.

Números

Segundo a PAR, mais de 4 milhões de refugiados fogem atualmente de guerras, metade deles são crianças. Além disso, 12,2 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária, dos quais 7,6 milhões estão deslocados internamente.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), apenas nos primeiros sete meses de 2015, 133 mil crianças pediram asilo na Europa - uma média de 19 mil crianças por mês. Atualmente, mais de 5,6 milhões de crianças sírias precisam de ajuda humanitária. Cerca de 2 milhões de crianças continuam vivendo em zonas de difícil acesso no interior da Síria. Um quinto das escolas no país foram destruídas, danificadas ou são usadas como abrigos; 52 mil professores foram mortos ou fugiram do país. Mais de 2,6 milhões de crianças sírias e de países vizinhos continuam sem acesso à educação e mais de 100 mil crianças já nasceram em campos de refugiados.

De acordo com a Acnur, das 59,5 milhões de pessoas deslocadas forçadamente no mundo até o final de 2014, 19,5 milhões eram refugiadas; mais de 38 milhões foram deslocadas internamente e quase 2 milhões solicitaram refúgio. A Síria foi o país que gerou o maior número tanto de deslocados internos (7,6 milhões de pessoas) quanto de refugiados (3,88 milhões). Em seguida estão Afeganistão (2,59 milhões de refugiados) e Somália (1,1 milhão de refugiados).

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 7 de março de 2016

3 em cada 4 imigrantes chegaram aos EUA por vias legais

Menino com bandeira dos Estados Unidos na mão observa a Estátua da Liberdade
Dos 61 milhões de imigrantes que vivem nos Estados Unidos, 75% entraram no país pelas vias legais, indicou nesta segunda-feira um novo estudo do Center for Immigration Studies, com sede em Washington.

Segundo o relatório, que não especifica o total de imigrantes hispânicos, em dezembro de 2015 havia nos Estados Unidos mais de 61 milhões de imigrantes e seus filhos menores de idade nascidos no país, e dentro desse universo mais de 45,3 milhões tinham chegado legalmente, o que significa que somente um em cada quatro era imigrante ilegal.

Deste modo, um em cada cinco residentes atuais dos Estados Unidos é imigrante ou filho com menos de 18 anos de um pai imigrante, dados que contrastam fortemente com os de 1970, quando havia um imigrante para cada 15 residentes nos EUA.

"Estes números rompem totalmente com a história recente dos Estados Unidos, já que em 1970 havia só 13,5 milhões de imigrantes e seus filhos no país", afirmou o autor do estudo, Steven A. Camarota, em comunicado.

Outro dado revelador do documento é que a população imigrante cresceu seis vezes mais que a população total do país nestes últimos 45 anos, em que o número de recém-chegados aumentou um 353% e a população geral 59%.

Especialmente surpreendentes são os casos de alguns estados-chave para a comunidade latina, em que a população de imigrantes cresceu muito mais rápido do que a população geral do estado.

Por exemplo, na Geórgia eram 55 mil imigrantes em 1970 e 1,75 milhão em 2015 (3.058%), 25 vezes mais rápido do que a população geral do estado; e em Nevada o total de imigrantes saltou de 26 mil pessoas em 1970 para 821 mil em 2015 (3.002%), seis vezes mais rápido do que o total de residentes.

A imigração é um dos principais temas da campanha às eleições primárias presidenciais americanas; esse assunto é especialmente discutido na campanha dos pré-candidatos republicanos, incluindo o líder da disputa, o magnata Donald Trump, que utiliza um discurso beligerante contra os imigrantes ilegais que chegam através da fronteira com o México.

O estudo foi baseado em dados do Censo dos Estados Unidos de 2015.

Fonte: Exame

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Anonymus ataca 300 sites por imigrantes condenados a morte

Máscara do grupo de hackers Anonymous é vista em Washington, DC
O grupo de hackers "Anonymus" atacou nesta quarta-feira 300 sites do governo e de instituições judiciais da Tailândia em represália a condenação à morte de dois imigrantes birmaneses acusados de assassinar dois turistas britânicos.

O grupo reivindicou a autoria da ação em mensagem no Facebook com a mesma assinatura usada em 5 de janeiro, quando anunciou o ataque aos sites da polícia tailandesa.

A nova ação aconteceu depois que a Justiça tailandesa sentenciou com a pena de morte em 24 de dezembro Zaw Lin e Wai Phyo (também conhecido como Win Zaw Htun), ambos de 22 anos e nascidos em Mianmar.

Eles foram considerados culpados do assassinato de Hannah Witheridge, de 23 anos, e David Miller, de 24, em uma praia de Koh Tao, uma ilha paradisíaca da Tailândia, em setembro de 2014, após um processo cheio de irregularidades.

Grupos de apoio aos imigrantes denunciam que os dois acusados confessaram ter cometido os crimes depois de terem sido torturados pela polícia e vários especialistas colocaram em dúvida a confiabilidade dos exames de DNA usados pela Justiça.

"Anonymus fecha os sites de todos os tribunais de Justiça tailandeses em protesto pelo veredicto do caso dos assassinatos em Koh Tao. Anonymus apoia a campanha para pedir aos turistas que boicotem a Tailândia até que mude a maneira como a polícia tailandesa administra as investigações nas quais há turistas estrangeiros envolvidos", disse o grupo em sua mensagem.

Ontem, a irmã de Hanna, Laura Witheridge, qualificou a investigação policial de "mal feita" em mensagem no Facebook.

No texto, ela também revelou ter recebido ameaças e acusou a maioria dos policiais tailandeses de ser "corrupta".

Após a sentença, milhares de cidadãos se manifestaram em Mianmar para denunciar que os dois condenados são inocentes e foram utilizados como "bode expiatório" pela polícia tailandesa.

Fonte: Exame

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Chegada de imigrantes à Grécia caiu bruscamente, diz agência

Refugiados afegãos chegam à Grécia
O número de imigrantes ilegais que chegaram à Grécia caiu bruscamente no mês passado, com provavelmente menos de 100 mil pessoas registradas pela agência de fronteiras da União Europeia, menos da metade do número de outubro, disse uma porta-voz da entidade nesta sexta-feira.

Destacando que os dados ainda não estavam completos, a porta-voz disse que mais de 200 mil pessoas chegaram ao litoral grego em outubro, e que as condições meteorológicas ruins podem ter reduzido o fluxo.

Ainda é cedo para estabelecer qualquer tendência após um acordo entre Turquia e UE no final de novembro para tentar limitar o número de imigrantes que deixam a Turquia, disse a porta-voz.

Fonte:Exame/Abril

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

UE e Turquia se reúnem em cúpula focada na crise migratória

Um policial que escoltava um grupo de refugiados da Croácia para a Eslovênia sorri e dá a mão a uma garotinha
Os líderes da União Europeia (UE) e Turquia se reunirão neste domingo em uma cúpula que deverá servir a Ancara para obter um novo impulso à sua adesão ao bloco e uma ajuda financeira de 3 bilhões de euros para deter a chegada de migrantes.

A cúpula acontecerá em um contexto de tensão internacional, poucos dias depois de a Turquia derrubar um caça-bombardeiro russo perto da fronteira com a Síria, de onde vem a grande maioria dos refugiados que chegam à Europa.

"Para a UE, a cúpula visa reduzir o fluxo de migrantes. Para os turcos, trata-se de dar um novo impulso ao processo de adesão" ao bloco, afirmou uma fonte envolvida nas negociações sobre o texto final.

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, defenderá em Bruxelas a posição de Ancara, e não o presidente Recep Tayyip Erdogan.

"O que é complicado é que haverá, ao mesmo tempo, uma negociação entre europeus e uma com os turcos", indicou outra fonte europeia.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, participará da cúpula convocada pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

A Alemanha, ansiosa em concluir um acordo com a Turquia, pressionou Tusk a convocar a cúpula, apesar da ameaça terrorista ainda presente na capital belga.

O objetivo é lançar a implementação do "plano de ação conjunto" negociado pela Comissão Europeia com Ancara, e que enumera uma série de compromissos, incluindo um controle das fronteiras com a UE.

A cúpula também ratificará a contribuição financeira da UE à Turquia, de 3 bilhões de euros, para ajudar Ancara a receber os refugiados em seu território.

Enquanto cerca de 700.000 imigrantes chegaram à Europa através da Turquia, o país também abriga cerca de 2,2 milhões de refugiados e requerentes de asilo.

O governo islâmico-conservador turco, reeleito recentemente, também não quer perder a chance de colher os frutos políticos desta nova cooperação.

A UE manifestou a sua vontade de acelerar o processo já em curso de isentar da obrigação de visto os cidadãos turcos que viajem para a Europa, além de se comprometer em "dar um novo impulso" às negociações de adesão da Turquia paralisadas há anos.

"Fomos informados de que o Capítulo 17 das negociações [sobre a política econômica e monetária] será aberto em meados de dezembro", declarou o presidente Erdogan na quinta-feira.

A UE concorda globalmente sobre o princípio desta nova cooperação, mas os membros do bloco permanecem divididos sobre o alcance das promessas e condições.

A UE criticou no início de novembro, "a tendência geral negativa no respeito ao Estado de Direito e aos direitos fundamentais" na Turquia e pediu ao novo governo turco "respostas a estas prioridades urgentes".

Quanto à ajuda financeira prometida, se todos concordarem em comprometer-se com 3 bilhões de euros, este montante será concedido "em um ano ou em duas fases", explicou uma fonte.

As tensões entre a Turquia e a Rússia, num momento em que a França procura forjar uma aliança contra o Estado islâmico, "complicaram ainda mais o diálogo, já difícil entre a UE e a Turquia", acredita Ian Lessern, especialista no German Marshall Fund, em Bruxelas.

Fonte: Exame/Abril

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Desaparecimento de menino de três anos comove Berlim

Refugiados aguardam para receber assistência social em Berlim, Alemanha
Refugiados aguardam para receber assistência social em Berlim, Alemanha: muitos jornais informavam sobre o ocorrido

O desaparecimento de um refugiado de quatro anos, que pode ter sido vítima de um sequestro diante de um centro de acolhida em Berlim, provocava indignação nesta sexta-feira na Alemanha, enquanto a polícia buscava um homem que pode ter raptado o menino.

A polícia de Berlim divulgou imagens feitas por uma câmera de vigilância no dia 1º de outubro, nas quais o pequeno Mohamed aparece caminhando de mãos dadas com um homem, de entre 35 e 50 anos.

O menino, um bósnio refugiado na Alemanha, carregava um bicho de pelúcia na outra mão.

Ambos deixavam o centro de acolhida de refugiados, Lageso, onde todos os dias se formam imensas filas de espera de demandantes de asilo que tentam registrar sua chegada na Alemanha.

A polícia, que indicou ter confiado a investigação a um grupo especial, não descartou que se tratasse de um sequestro.

Muitos jornais informavam sobre o ocorrido, entre eles o mais lido, Bild, que afirmava que o menino chegou à Alemanha junto com sua mãe e seus irmãos de nove anos e cinco meses.

No dia de seu desaparecimento, a mãe, que fugiu da Bósnia-Herzegovina dois anos antes, foi receber as ajudas sociais às quais os refugiados têm direito, segundo o jornal.

Fonte: Exame/Abril
Cubanos aguardaram para ver reinauguração oficial da embaixada dos EUA em Havana
O número de cidadãos cubanos que imigraram para os Estados Unidos nos últimos meses disparou, coincidindo com o restabelecimento de relações diplomáticas entre ambos os países anunciado em dezembro de 2014, segundo dados divulgados do Pew Research Center publicanos nesta quinta-feira pelo The Washington Post. Durante os nove primeiros meses do ano fiscal e 2015 (de outubro de 2014 a junho de 2015) 27.296 cubanos entraram nos EUA, de acordo com números concedidos à instituição pelo Escritório de Alfândegas e Proteção Fronteiriça dos Estados Unidos.

Esse número representa um aumento de 78% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 15.341 cubanos entraram nos EUA, e está muito acima do total de entradas registradas em 2013, 2012 e 2011. No ano fiscal de 2011, por exemplo, entraram em território americano 7.759 cubanos, cerca de 25% dos registrados em apenas nove meses de 2015. O grande aumento no número de cubanos que abandonaram a ilha para chegar aos EUA aconteceu nos meses imediatamente posteriores ao anúncio do restabelecimento de relações, ou seja, entre janeiro e março de 2015.

Só durante esses três meses, 9.371 cubanos chegaram aos EUA, mais que o dobro dos 4.296 registrados ao longo dos três primeiros meses de 2014. Da maior parte dos cubanos que imigraram aos EUA, dois terços, entraram no país americano pelo Texas através do México, o que representa um aumento de 66% nas entradas por este setor em relação ao ano anterior.
No entanto, o maior aumento em porcentagem aconteceu em Miami, onde o número de entradas de cubanos passou de 2.992 nos nove primeiros meses do ano fiscal de 2014 para 7.167 no atual ano, ou seja, um aumento superior a 100%. De acordo com a Lei de Ajuste Cubano de 1966, os cubanos que imigram aos EUA recebem um tratamento especial, com o qual têm mais facilidades que aos imigrantes de outras nacionalidades. Depois de um ano de residência no país, os cubanos podem solicitar a residência permanente.

No entanto, nem todos os cubanos que desejaram entrar nos EUA conseguiram, e a guarda costeira americana apreendeu 2.927 migrantes que tentavam chegar por via marítima no ano fiscal de 2015, por isso foram retornados a Cuba ou enviados a outros países caso a alegassem que eram perseguidos pelo regime da ilha. Calcula-se que dois milhões de pessoas de ascendência cubana vivem nos Estados Unidos atualmente.

Fonte: Veja online

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A proposta da Áustria: países que não querem receber refugiados devem receber menos dinheiro da UE

Ministra austríaca diz que é preciso “responsabilidade solidária” na Europa. Critica os “muros” - uma referência à Hungria - e recomenda pressão financeira sobre quem não quer ajudar.

A ministra do Interior austríaca, Johanna Mikl-Leitner, defendeu esta segunda-feira uma redução das ajudas financeiras europeias aos países relutantes em receber mais refugiados, numa entrevista a uma televisão alemã.

Para a ministra, a pressão sobre os governos deve aumentar e isso pode ser feito através de "uma redução", eventualmente "uma supressão", das ajudas financeiras europeias aos países que não demonstram "qualquer responsabilidade solidária".

É possível "aumentar (a pressão) através dos apoios financeiros, suprimindo-os ou reduzindo-os", disse Mikl-Leitner à televisão pública alemã ARD.

A Alemanha, que em 2015 prevê acolher 800.000 refugiados, quatro vezes mais que em 2014 e mais do que qualquer outro país da União Europeia (UE), defende uma maior repartição dos refugiados pelos vários países.

Uma proposta da Comissão Europeia para repartir os refugiados pelos países europeus através de um sistema de quotas foi recentemente rejeitada pelos líderes europeus.

Mikl-Leitner considerou por outro lado que a construção de vedações nas fronteiras, como na Hungria, para conter o fluxo de refugiados "é uma ilusão".

PENAS MAIS DURAS
A Áustria anunciou esta segunda-feira um agravamento das penas por tráfico de pessoas e um reforço do controlo nas autoestradas perto da fronteira com a Hungria, depois da descoberta na semana passada de uma camioneta com 71 migrantes mortos.

Os controlos de tráfego nas autoestradas iniciaram-se no domingo no estado de Burgenland (leste) e estão a ser realizados em coordenação com as autoridades da Hungria, Eslováquia e Alemanha.

"O alvo são os grupos de traficantes de migrantes. Os controlos são exercidos pela polícia de trânsito e as forças de segurança. Não é um controlo fronteiriço no sentido clássico, mantemos todos os compromissos da zona Schengen", disse a ministra do Interior, Johanna Mikl-Leitner, em conferência de imprensa.

A polícia está a mandar parar e a inspecionar todos os camiões e camionetas, segundo um porta-voz da polícia. Segundo os media austríacos, os controlos provocaram esta segunda-feira de manhã uma fila de 30 quilómetros na autoestrada que liga Budapeste a Viena.

Pouco depois do início da operação, cerca das 18h30 (19h30 em Lisboa) de domingo, a polícia descobriu 12 migrantes, três deles crianças, dentro de uma furgoneta com matrícula francesa. O condutor, cuja nacionalidade não foi divulgada, foi detido.

A ministra disse ainda que o Governo está a trabalhar numa alteração à legislação "para aumentar as penas contra as organizações de tráfico de seres humanos", sem no entanto adiantar pormenores.

As medidas anunciadas surgem na sequência da descoberta, na quinta-feira passada, de uma camioneta abandonada com 71 cadáveres de refugiados, na maioria sírios, entre os quais os de quatro crianças. "Na quinta-feira pudemos ver como estas máfias de tráfico de pessoas não têm escrúpulos", frisou a ministra.

Muitos dos migrantes detetados na Áustria atravessam, por vezes a pé, quatro ou cinco países até chegarem à Hungria, membro da União Europeia (UE) e do espaço de livre circulação Schengen, onde traficantes de pessoas os transportam - em camiões sobrelotados, sem água nem alimentos -- para países europeus mais ricos.

Fonte: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-08-31-A-proposta-da-Austria-paises-que-nao-querem-receber-refugiados-devem-receber-menos-dinheiro-da-UE

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

300 mil refugiados cruzaram o Mediterrâneo em 2015, diz ONU

A maioria dos passageiros resgatados pela Guarda Costeira italiana é proveniente da Síria, Bangladesh e África subsaariana
A maioria dos passageiros resgatados pela Guarda Costeira italiana é proveniente da Síria, Bangladesh e África subsaariana: o número divulgado pela ONU supera em 40% o recorde registrado nos últimos anos

Mais de 300 mil imigrantes cruzaram o Mar Mediterrâneo em 2015, de acordo com Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

O número supera em 40% o recorde registrado nos últimos anos.

Ainda de acordo com a agência, 200 mil imigrantes desembarcaram na Grécia neste ano.

As ilhas orientais do país receberam um fluxo noturno de centenas de refugiados sírios que cruzaram o Mediterrâneo em barcos e botes infláveis.

O fluxo de imigrantes na Grécia neste em 2015 se aproxima do recorde de 219 mil refugiados que atravessaram o Mediterrâneo no ano passado.

Fonte: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/mais-de-300-mil-refugiados-cruzaram-o-mediterraneo-neste-ano-diz-a-onu