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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Como convencer alguém a mudar de ideia, segundo a ciência

Marionete
Persuadir alguém a mudar de opinião é uma tarefa muito difícil. A ciência, porém, descobriu alguns truques linguísticos que podem ajudar nesta empreitada.

De acordo com um estudo feito pela Universidade Cornell, nos Estados Unidos, argumentos persuasivos seguem determinadas dinâmicas.

Para realizar a pesquisa, os cientistas analisaram quase dois anos de publicações no ChangeMyView, um fórum do site Reddit em que um usuário apresenta um assunto e convida outros indivíduos a tentarem mudar sua teoria.

Quando o usuário admite que sua opinião foi alterada, ele precisa dar à pessoa um sinal de delta (a letra grega que é utilizada como sinal de mudança na matemática) que conseguiu persuadi-lo. Além disso, ele também tem a obrigação de explicar exatamente o que foi modificado em seu argumento.

A partir da análise de centenas de discussões, os pesquisadores perceberam que a persuasão está relacionada com números: quanto mais indivíduos tentarem persuadir uma pessoa, maior é a probabilidade de ela alterar seu ponto de vista.

Eles também notaram que os usuários que responderam à discussão de maneira mais rápida conseguiram persuadir o indivíduo antes do que aqueles que deram seu ponto de vista mais tarde. Isso significa que ter bom timing, quando você espera o momento certo para realizar uma ação, também é importante no poder da influência.

Uma linguagem utilizada por muitos dos usuários que auxiliou no convencimento é o da limitação ou da qualificação de algo a partir de condições ou exceções -- um exemplo é usar a frase "poderia ser o caso". No entanto, os cientistas apontam que essa técnica deve ser usada com parcimônia e o tom da conversa deve ser amistoso.

Outra maneira de argumentar que obteve bons resultados, mas também se mostrou como algo desastroso é a insistência. Em alguns casos, usuários conseguiram convencer outra pessoa após um longo debate. Porém, na maioria das vezes, isso se mostrou como algo chato e desnecessário.

Desse modo, a lição que fica é que se você não conseguiu convencer alguém após horas de discussão, provavelmente nunca conseguirá mudar a opinião dessa pessoa. Os próprios pesquisadores apontaram que as opiniões não mudaram na maioria dos casos do fórum do Reddit, um local conhecido por ter pessoas com a mente aberta.

Fonte: Exame

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Estudo desbanca mito dos "mil amigos" no Facebook

Amigos em restaurante
Ao contrário da crença popular, as redes sociais online não nos permitem ter mais amigos - é o que revela um estudo publicado nesta quarta-feira na revista da Royal Society Open Science.

O número máximo de pessoas com as quais nós podemos ter relações sinceras e fortes gira em torno de 150. Este valor foi definido pelo britânico Robin Dunbar, também autor do estudo, e estaria ligado ao tamanho de nosso cérebro.

No limite fisiológico, somam-se restrições de tempo para manter amizades verdadeiras e duradouras.

Assim, o conhecimento pode ser classificado por nível de afinidade: amigos, melhores amigos, bons amigos, amigos, conhecidos e, finalmente, as pessoas que conhecemos de vista.

De acordo com o estudo, os grupos foram avaliados e consistem, respectivamente, de 5, 15, 50, 150, 500 e 1.500 pessoas.

"Os amigos (estimados em 150) representam as pessoas com quem temos relações reais, com quem temos desenvolvido obrigações mútuas", disse à AFP Robin Dunbar, professor de psicologia na Universidade de Oxford.

Este número pode variar, mas fracamente. "É como se cada um de nós tivesse uma quantidade limitada de capital social e pudéssemos optar por investir menos, mas com mais pessoas, ou mais, mas com menos pessoas, sem exceder essa quantidade", explica o pesquisador.

Em teoria, as redes sociais que se desenvolvem na Internet devem limitar as restrições de tempo e espaço nos permite manter redes muito maiores.

Mas duas pesquisas separados realizadas no Reino Unido provam o contrário. Amizades online ou em "carne e osso", o número é limitado a 150.

De acordo com o estudo, as novas ferramentas de comunicação (como o Twitter ou Facebook) facilitam a manutenção das relações de amizade, mas não conseguem ultrapassar o número de Dunbar.

E de qualquer maneira, para que as amizades "online" sejam sustentáveis, precisamos nos ver de vez em quando.

"As pessoas podem ter 500 ou até 1.000 amigos no Facebook, mas isso inclui as pessoas que normalmente chamamos de conhecidas ou simplesmente pessoas que conhecemos de vista", nota Robin Dunbar.

Fonte: Exame

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Composto do plástico ajuda no aumento de peso, diz estudo

Os dias de se divertir estourando o plástico bolha estão contados
Um estudo feito por cientistas do Centro de Pesquisa Meio Ambiental Helmholz (UFZ) de Leipzig (Alemanha) comprovou o impacto dos ftalatos, compostos químicos usados para aumentar a flexibilidade dos pláticos, no metabolismo e no aumento do peso.

Os ftalatos, explicou o UFZ em comunicado, podem passar ao organismo através da pele ou da dieta e afetar o sistema hormonal, mas até agora não tinha sido investigado o processo metabólico que essas substâncias são capazes de desencadear.

Os pesquisadores, que publicaram seu trabalho na revista "PLOS ONE", consideram alarmantes os números de sobrepeso na sociedade atual e lembram que cada quilo acima do peso ideal aumenta o risco de doenças cardiovasculares, dano articular, inflamação crônica e câncer

Como causadores desse sobrepeso se encontram os maus hábitos alimentícios, a falta de exercício e fatores genéticos, mas também, destacam-se, compostos poluentes como os ftalatos.

Estas substâncias, utilizadas para abrandar os plásticos e fazê-los mais flexíveis, pode migrar sob determinadas circunstâncias e passar ao corpo humano através da dieta, transferência que se produz principalmente no caso de vasilhas alimentícias de produtos gordurosos como queijos e salsichas

A equipe científica de Leipzig comprovou que os ratos expostos ao ftalato DEHP através de água que consumiam ganharam peso de forma considerável, especialmente as fêmeas.

"É evidente que os ftalatos interferem seriamente no equilíbrio hormonal e que provocam mudanças significativas, por exemplo no aumento de peso, inclusive em baixas concentrações", ressalta o chefe do Departamento de biologia de sistemas moleculares do UFZ, Martin von Bergen,

Os pesquisadores comprovaram que, sob a influência dos ftalatos, a proporção de ácidos graxos insaturados no sangue aumentou e foi interrompido o metabolismo da glicose.

Também houve variação na composição de receptores no sangue, importantes para o metabolismo geral.

"No entanto, não há nenhuma explicação conclusiva de como os diferentes efeitos dos ftalatos no metabolismo influenciam entre si e, em última instância, conduzem ao aumento de peso", reconhece von Bergen.

A equipe científica tem intenção de continuar com suas pesquisas com o objetivo de proporcionar às autoridades informação sobre os riscos de determinadas substâncias químicas.

A pesquisa foi realizada em cooperação com o Centro de Pesquisa e Tratamento Adiposity Diseases da Universidade de Leipzig e o Hospital Universitário dessa mesma cidade.

Fonte: Exame