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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Russia denies Assad to blame for chemical attack, on course for collision with Trump


Russia denied on Wednesday that Syrian President Bashar al-Assad was to blame for a poison gas attack and said it would continue to back him, setting the Kremlin on course for its biggest diplomatic collision yet with Donald Trump's White House.

Western countries, including the United States, blamed Assad's armed forces for a chemical attack which choked scores of people to death in the town of Khan Sheikhoun in a rebel-held area of northern Syria on Tuesday.

Washington said it believed the deaths were caused by sarin nerve gas dropped by Syrian aircraft. But Moscow offered an alternative explanation that would shield Assad: that the poison gas belonged to rebels and had leaked from an insurgent weapons depot hit by Syrian bombs.

The United States, Britain and France have proposed a draft U.N. Security Council resolution that would pin the blame on Damascus. Kremlin spokesman Dmitry Peskov said Russia would argue its case blaming the rebels at the United Nations.

"Russia and its armed forces will continue their operations to support the anti-terrorist operations of Syria's armed forces to free the country," Peskov told reporters.

Video uploaded to social media showed civilians sprawled on the ground, some in convulsions, others lifeless. Rescue workers hose down the limp bodies of small children, trying to wash away chemicals. People wail and pound on the chests of victims.

The World Health Organization said the symptoms were consistent with exposure to a nerve agent.

Hasan Haj Ali, commander of the Free Idlib Army rebel group, called the Russian statement blaming the rebels a "lie" and said rebels did not have the capability to produce nerve gas.

"Everyone saw the plane while it was bombing with gas," he told Reuters from northwestern Syria. "Likewise, all the civilians in the area know that there are no military positions there, or places for the manufacture (of weapons)."

The incident is the first time Washington has accused Assad of using sarin since 2013, when hundreds of people died in an attack on a Damascus suburb. At that time, Washington said Assad had crossed a "red line" set by then-President Barack Obama.

Obama threatened an air campaign to topple Assad but called it off at the last minute after the Syrian leader agreed to give up his chemical arsenal under a deal brokered by Moscow, a decision which Trump has long said proved Obama's weakness.

The new incident means Trump is faced with same dilemma that faced his predecessor: whether to openly challenge Moscow and risk deep involvement in a Middle East war by seeking to punish Assad for using banned weapons, or compromise and accept the Syrian leader remaining in power at the risk of looking weak.

Trump described Tuesday's incident as "heinous actions by the Bashar al-Assad regime", but also faulted Obama for having failed to enforce the red line four years ago. Obama's spokesman declined to comment.

The draft U.N. Security Council statement drawn up by Washington, London and Paris condemned the attack and demanded an investigation. Russia has the power to veto it, which it has done to block all previous resolutions that would harm Assad, most recently in February.

France's foreign minister said the chemical attack showed Assad was testing whether the new U.S. administration would stand by Obama-era demands that he be removed from power.

"It's a test. That's why France repeats the messages, notably to the Americans, to clarify their position," Jean-Marc Ayrault told RTL radio. "I told them that we need clarity. What's your position?"

"BARBARIC REGIME"

Trump's response to a diplomatic confrontation with Moscow will be closely watched at home because of accusations by his political opponents that he is too supportive of Russian President Vladimir Putin.

He has previously said the United States and Russia should work more closely in Syria to fight against Islamic State.

U.S. intelligence agencies say Russia intervened in the U.S. presidential election last year through computer hacking to help Trump defeat Hillary Clinton. The FBI and two congressional committees are investigating whether figures from the Trump campaign colluded with Moscow, which the White House denies.

The chemical attack in Idlib province, one of the last major strongholds of rebels that have fought since 2011 to topple Assad, complicates diplomatic efforts to end a war that has killed hundreds of thousands of people and driven half of Syrians from their homes.

Over the past several months Western countries, including the United States, had been quietly dropping their demands that Assad leave power in any deal to end the war, accepting that the rebels no longer had the capability to topple him by force.

The use of banned chemical weapons would make it harder for the international community to sign off on any peace deal that does not remove him.

British Foreign Secretary Boris Johnson, who two months ago shifted his country's policy by saying Assad could be allowed to run for re-election, said on Wednesday that he must go.

"This is a barbaric regime that has made it impossible for us to imagine them continuing to be an authority over the people of Syria after this conflict is over."

Source: Reuters

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

EUA pede que Rússia e Turquia evitem escalada na Síria

Tanques do Exército da Turquia na fronteira com a Síria
Os Estados Unidos pediram, nesta segunda-feira, à Rússia e Turquia que evitem qualquer tipo de escalada no conflito sírio ante o tom cada vez mais violento que Moscou e Ancara empregam sobre suas operações miliares na Síria.

"É importante que russos e turcos dialoguem diretamente e tomem medidas para impedir uma escalada", disse à AFP um porta-voz do departamento de Estado.

O país americano se encontra comprometido em um situação incômoda, uma vez que Ancara é um de seus aliados no seio da coalizão contra o grupo Estado Islâmico, mas, ao mesmo tempo, Washington apoia os curdos da Síria, que agora são alvo dos bombardeios turcos.

Washington também é aliado da Rússia nos esforços para encontrar uma saída diplomática à guerra na Síria que se traduziram, na quinta-feira, em um acordo para um eventual "cessar de hostilidades" e uma "trégua humanitária".

Mas, há dez dias, os americanos pedem que Moscou cesse seus bombardeios no norte da Síria em apoio às forças governamentais do regime de Bashar Al-Assad.

Fonte: Exame

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Síria pode negociar, mas não com terroristas, diz Assad

O presidente sírio Bashar al-Assad, em Damasco
O presidente da Síria, Bashar al Assad, afirmou que seu governo está disposto a negociar uma solução política para a guerra que afeta seu país, mas não com organizações terroristas, e que não cogita deixar a Síria sob nenhuma circunstância.

Em entrevista exclusiva à Agência Efe, o líder sírio deixou aberta a via do diálogo, quando se aproxima um momento crítico dentro dos esforços internacionais encaminhados a pôr fim a um conflito bélico que entrará em breve em seu quinto ano e que causou várias centenas de milhares de mortes.

Reforçado no plano militar pela recente ajuda russa, Assad lembrou sua exigência de que, primeiro, é preciso acabar com a rebelião armada e, depois, dialogar "com uma oposição real, nacional e patriótica, que tenha suas raízes na Síria e que só se relacione com os sírios, não com qualquer outro Estado ou regime no mundo".

O presidente sírio cobrou que as potências ocidentais se concentrem em parar "o fluxo de terroristas" que chega a Síria e Iraque, "especialmente através da Turquia", assim como o "volume de dinheiro saudita e catariano" que, segundo ele, financia as atividades dos extremistas de ideologia sunita radical.

Para Assad, a Arábia Saudita, a Turquia e o Catar "são os principais responsáveis pelas atrocidades" cometidas pelo autodenominado Estado Islâmico (EI) e, se a comunidade internacional pressionasse estes três países para que deixassem de apoiar os terroristas, "este conflito terminaria em menos de um ano", afirmou taxativamente na entrevista, a primeira concedida por ele a uma agência internacional de notícias desde que começou o conflito.

O governante sírio dedicou palavras especialmente duras contra o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que, segundo ele, não mudará na "atitude criminosa" que "adota desde o começo da crise por meio do apoio aos terroristas de todas as formas possíveis".

A aspiração de Erdogan, segundo o presidente sírio, é transformar a Turquia no eixo para toda a região da ideologia adotada pelo grupo Irmandade Muçulmana, "e o último bastião de seu sonho é a Síria".

Segundo Assad, a recente derrubada do caça-bombardeiro russo pelo exército turco "foi uma reação insensata", mas que não reflete a forma de pensar de Erdogan, e sim "a realidade seu instinto, seu instinto visceral em relação à participação russa", um país cuja intervenção prejudicou a estratégia turca de domínio.

O presidente sírio criticou também o governo dos Estados Unidos porque "não se atreve a dizer que o Catar, desde o começo, e depois a Arábia Saudita, o tinha enganado" com relação à verdadeira natureza do levante que acontece na Síria.

Além disso, Bashar al Assad denunciou que tanto os Estados Unidos como a França não são "sérios" quando afirmam que querem acabar com os terroristas, porque o presidente Barack Obama falou a princípio em apenas "conter" o EI - e não em destrui-lo -, enquanto o chefe de Estado francês, François Hollande, só começou a buscar a aniquilação do EI depois do massacre ocorrido em outubro em Paris.

"Isto significa que este intenso bombardeio é só para dissipar a ira da opinião pública francesa, e não para lutar contra o terrorismo. Se você quer lutar contra o terrorismo, não espera que ocorram tiroteios para fazê-lo", enfatizou o líder sírio.

Assad estendeu a crítica à União Europeia, à qual reprova, salvo exceções, por não ter uma política independente.

"A pergunta que fazemos, não só durante esta crise, mas antes, durante digamos os últimos dez anos, especialmente depois da Guerra do Iraque, é: continua existindo uma Europa politicamente ou é apenas um satélite da política dos Estados Unidos?", questionou.

Já a Rússia, em sua opinião, não só está buscando a estabilidade na Síria e na região, mas ao atuar militarmente em seu país "está defendendo a Europa diretamente".

Assad negou que o presidente russo, Vladimir Putin, tenha lhe pedido algo em troca de sua decisiva ajuda militar, nem que deixe o poder ou que autorize a construção de uma nova base permanente russa na Síria.

"Quando os russos deram início a sua participação na guerra contra o terrorismo, as conquistas dos exércitos russo e sírio em duas semanas foram muito maiores que as da aliança (dirigida pelos EUA) durante mais de um ano", ressaltou.

A propósito da visita do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, a Moscou, que ocorrerá nos próximos dias, o presidente sírio se mostrou absolutamente convicto da solidez sem fissuras da aliança entre Moscou e Damasco.

Perguntado se não teme algum tipo de negociação entre Rússia e EUA que seja realizada pelas costas de Damasco (em particular, uma troca de concessões entre os casos de Ucrânia e Síria), Assad comentou que "os russos são pragmáticos, mas ao mesmo tempo estão adotando uma política moral baseada em valores e princípios, não apenas em interesses, e o bom de sua posição é que não há conflito ou contradição entre seus valores e seus interesses".

Assad arescentou, ainda, que no caso de uma hipotética negociação, "os russos sabem muito bem que nenhuma solução pode ser aplicada se não for mediante um compromisso entre os sírios".

Fonte:Exame/Abril

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Presidente sírio visita Moscovo e agradece a Putin por ajuda

O presidente sírio Bashar al-Assad reuniu-se na terça-feira à noite em Moscovo com o homólogo russo Vladimir Putin, a quem agradeceu pela intervenção militar russa na Síria, na sua primeira viagem ao exterior desde o início da guerra civil em 2011.

A visita surpresa de Assad, anunciada por Moscovo e confirmada por Damasco após o retorno do presidente sírio a seu país, aconteceu no momento em que tem início a quarta semana de bombardeamentos russos.

O encontro é mais uma prova da determinação russa de apoiar a Síria e Assad, que aparece sorridente e relaxado nas imagens divulgadas pelo Kremlin.

"Gostaria de agradecer mais uma vez ao povo russo por seu apoio ao nosso país e expressar a esperança de que venceremos o terrorismo", declarou Assad, segundo a imprensa russa.
             
"Se não fosse pelas acções da Rússia, o terrorismo teria se propagado pela região, teria assumido o controlo de um território ainda maior", completou.

A reunião entre Assad e Putin aconteceu no Kremlin. Depois, os presidentes participaram num jantar ao lado dos principais ministros da área de Segurança e de vários diplomatas russos.
             
Estavam presentes os ministros russos da Defesa, Serguei Choigu, e dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, e os directores do Conselho de Segurança Russo, Nikolaï Patrushev, e de contra-espionagem (SVR), Mikhail Fradkov.
   
"A seu pedido, fornecemos uma ajuda valiosa ao povo sírio na luta contra o terrorismo", disse Putin.

"As operações aéreas russas na Síria acontecem dentro do direito internacional", afirmou Assad, de acordo com agência síria SANA.
         
Os dois concordaram que, depois das operações militares, deve aconter um "processo político".
           
"Estamos dispostos a fazer o que for possível não apenas na luta contra o terrorismo, mas também no processo político", disse Putin a Assad.

"Obviamente, todos entendem que qualquer acção militar requer os consequentes passos políticos", respondeu Assad.
           
Uma solução política do conflito é possível "com a participação de todas as forças políticas, étnicas e religiosas" do país, afirmou o presidente russo.

"A última palavra sobre a solução do conflito na Síria deve ser do povo sírio", insistiu Putin.

A Turquia reagiu com ironia à visita de Assad a Moscovo, ao mesmo tempo que apontou uma certa evolução na sua posição a respeito de uma solução para o conflito.

"Se Assad pudesse ficar por muito tempo em Moscovo, isto permitiria a seu povo recuperar e começar um período de transição", disse o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu.

Mas o chefe de Governo turco destacou que uma transição política na Síria deve encontrar uma "fórmula que garanta a saída" de Assad.

"Não se trata de uma transição com Assad, mas é necessário um período que garanta a sua saída", disse Davutoglu.
             
Em outro momento do encontro, Putin insistiu na importância que a intervenção na Síria tem para a segurança da Rússia.
             
"Não podemos permitir que pessoas da ex-União Soviética, com experiência militar e treinadas pelos terroristas na Síria, apareçam no território da Federação da Rússia", disse Putin.
       
"No mínimo 4.000 pessoas da ex-União Soviética lutam contra as tropas governamentais da Síria", completou o presidente russo.
             
Depois da visita de Assad, uma delegação parlamentar russa viajará na quinta-feira para a Síria.
             
No campo de batalha, o exército sírio prossegue com a ofensiva nas províncias centrais de Homs e Hama, assim como em Aleppo (norte).
           
Os ataques provocaram a fuga de quase 100.000 pessoas destas províncias, segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os governos dos Estados Unidos, que bombardeiam o grupo Estado Islâmico (EI) há mais de um ano, e da Rússia assinaram na terça-feira um memorando para impedir incidentes entre aviões dos dois países no espaço aéreo sírio, o que deve facilitar o apoio russo às forças sírias.

O conflito sírio, que começou em Março de 2011, já deixou mais de 250.000 mortos, quatro milhões de exilados e sete milhões de deslocados dentro do país.
             
Fonte: ANGOP