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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Rússia espera que Putin e Obama falem sobre Síria no G20

O presidente russo, Vladimir Putin (E), e o presidente americano, Barack Obama
Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Barack Obama, não programaram uma reunião bilateral na cúpula do G20 que começa neste fim de semana na China, mas é provável que aproveitem a reunião para, pelo menos, falarem sobre a Síria, disse nesta quarta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

"Não está prevista uma reunião, mas acreditamos que é muito provável que Putin e Obama tenham a oportunidade de conversar durante a cúpula. De uma forma ou de outra, está claro que ambos vão trocar opiniões sobre o assunto sírio", disse Peskov em entrevista coletiva.

Apesar de todas as diferenças que os dois líderes mantêm sobre o presente e o futuro da Síria, Rússia e Estados Unidos vêm cooperando como nunca neste assunto nas últimas semanas, tanto para coordenar suas operações no terreno, como para assentar o caminho para a paz no país árabe.

Os dois países negociam no mais alto nível um cessar-fogo durável na Síria, mas não foram capazes até agora de coincidir em quais milícias armadas sírias pertencem à oposição moderada e quais fazem parte de organizações terroristas.

O governo americano reconheceu que os jihadistas da Frente al Nusra lutam ao lado da oposição moderada em Aleppo e prometeu separar seus aliados dos terroristas, mas também acusou o regime sírio de Bashar al Assad, que é um aliado da Rússia, de bombardear a população civil e exigiu o fim desses ataques.

A Rússia, por sua vez, defende que a operação militar em Aleppo, a segunda cidade mais importante do país, tem objetivos humanitários e denuncia que parte da oposição armada apoiada pelos EUA se nega a respeitar o cessar-fogo e prefere lutar lado a lado com os terroristas.

Fonte: EFE

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Chanceleres de Rússia e EUA dialogam sobre Síria

O secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, reunidos em Genebra no dia 26/08/2016
O secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, estavam reunidos em Genebra desde as 08h00 GMT (05h00 de Brasília) para tentar dar um novo impulso às negociações de paz para a Síria.

A reunião é realizada em um hotel diante do lago Leman.

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, declarou na quinta-feira que a reunião entre os dois responsáveis das Relações Exteriores era "importante" e terá "um verdadeiro impacto" nas "iniciativas políticas da ONU para reativar o processo político na Síria".

Já foram realizadas várias sessões de negociações para colocar fim ao conflito na Síria, que deixou mais de 290.000 mortos em cinco anos, em Genebra, desde o início do ano, mas sem dar frutos.

Moscou e Washington têm o grupo extremista Estado Islâmico como inimigo comum, mas a Rússia apoia política e militarmente o regime de Damasco, enquanto os Estados Unidos apoiam a oposição síria, que exige a saída do presidente Bashar al-Assad.

Fonte: AFP

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Rússia admite que ainda não foi capaz de acabar com doping

O novo laboratório antidoping do Rio de Janeiro será inaugurado em setembro
O ministro de Esportes da Rússia, Vitaly Mutko, admitiu nesta segunda-feira que o país ainda não foi capaz de acabar com o problema do doping, mas pediu que as organizações internacionais reconheçam os passos importantes que, segundo ele, já foram dados no combate ao problema.

"Não fomos capazes de acabar com o problema de doping. Muitos técnicos e, infelizmente, os próprios atletas estão convencidos de que sem doping não é possível ganhar", declarou Mutko à agência russa de notícias "TASS".

Apontado por veículos da imprensa internacional como principal responsável pelo sistema de doping na Rússia, Mutko considera que esses treinadores e atletas acreditam que a fiscalização não é imparcial.

"Esse é o maior erro. Eles não confiam no sistema de exames antidoping. Acreditam que ele tem defeitos, que existem dois pesos e duas medidas", destacou o dirigente.

Mutko reconheceu que a Rússia "ainda tem um enorme trabalho pela frente", mas disse que "só um cego ou um mal-intencionado não consegue ver os passos concretos" que o país deu nos últimos meses.

O russo também avisou que o relatório McLaren ainda não foi concluído. Realizado pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), o documento reúne acusações contra autoridades do país e do Serviço Federal de Segurança (antiga KGB), que teriam promovido um programa estatal de dopagem.

O dirigente classificou a atuação da equipe olímpica da Rússia nos Jogos do Rio de Janeiro como "bastante bem-sucedida", mesmo com a ausência de representantes do país no atletismo, no remo e no levantamento de peso, alvos de veto por causa do escândalo de doping.

No total, os atletas russos conquistaram 56 medalhas.

"Por isso, foi muito difícil competir no mesmo nível que países como EUA, Reino Unido e China", destacou Mutko.

O ministro ressaltou a diversidade das conquistas, que aconteceram em 18 modalidades distintas, além do time campeão feminino no handebol.

Os quatro ouros na esgrima e as vitórias na luta olímpica, no judô, na ginástica rítmica e no nado sincronizado também foram muito celebradas.

Atletas russos sofreram com vaias nos Jogos, principalmente na natação, onde o principal alvo foi Yulia Efímova. Os protestos, no entanto, diminuíram no decorrer das competições.

A maiores decepções do país foram as equipes de vôlei, já que a feminina caiu nas quartas de final e a masculina, campeã olímpica em Londres, terminou em quarto.

Mutko tem contado com o apoio público de Yelena Isinbayeva, recordista mundial no salto com vara, na luta para conseguir o retorno do atletismo russo às competições internacionais já em 2017.

A bicampeã olímpica da modalidade anunciou na última sexta a sua aposentadoria e disse que quer presidir em breve a federação de atletismo do país.

Fonte: EFE

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Putin está irritado


O chefe do Kremlin está irritado, e se pode notar. Irritado e cansado. Mais um ano, e já se passaram três desde o primeiro, convidou-nos, os presidentes das maiores agências de notícias do mundo, para um encontro com ele, em pessoa, por ocasião do Fórum de São Petersburgo. Cansado, porque acumulava mais de 12 horas seguidas de reuniões e discursos, de cumprimentar pessoas e falar em diferentes palcos, e para a última reunião de todas, a que programou com as agências, chegou tão esgotado que até deixou sem perguntas, diretamente porque sim, meus colegas da "France Presse", da alemã "DPA" e da japonesa "Kyodo", nada menos.

E Putin está irritado por vários motivos. Em primeiro lugar, pela resolução que deixa o atletismo da Rússia fora das competições olímpicas do Rio de Janeiro. E ainda, provavelmente inclusive mais, pelo que ele chama de "corrida armamentista" dos americanos, que vai obrigar a seu país - avisou uma e outra vez - a modernizar ao máximo seu arsenal nuclear, por isso o mundo pode voltar a cair em uma situação inevitável de Guerra Fria, "se as tropas da Otan persistirem em se espalhar" por Polônia, Romênia e os demais países de sua fronteira.

E também está irritado, embora menos, porque é responsabilizado por todos os supostos males que acontecem no planeta, entre eles, por exemplo, o Brexit. Sobre este tema, Putin diz com clareza que o que não entende, nem ele nem quase ninguém, é como o primeiro-ministro britânico David Cameron, estando contra o referendo sobre a permanência ou saída do Reino Unido na União Europeia, teve a ideia de convocar a votação a respeito. E se pergunta com total clareza: "Para que iniciou este processo? Para chantagear a Europa outra vez? Qual é seu verdadeiro objetivo?".

Putin está cansado e irritado, sim, embora aparente amabilidade. Chegou ao nosso encontro com três horas de atraso (no ano passado foram cinco), impecavelmente usando terno azul-escuro e uma gravata grená amarronzada e sequer nos deu a mão, como das outras vezes. Sentou-se diretamente em sua cadeira e começou a falar e gesticular. Também não colocou no menu linguado da Crimeia, como há dois anos, mas caviar do Cáspio com chá preto, enquanto ele se serviu com chá branco com limão. Tudo no meio de uma parafernália impressionante de assessores, garçons, câmeras, fotógrafos e pessoas de seu séquito por todas as partes, em um cenário novo e moderno, inaugurado em função do Fórum Econômico de São Petersburgo deste ano.

Outro dos motivos do mal-estar de Putin é ser perguntado constantemente sobre a saúde da economia russa. Alguém disse que a Rússia está em crise? Em recessão está, pois neste ano a atividade econômica voltou a se contrair, embora menos do que o previsto: só 1,2% do PIB. Mas no Fórum de São Petersburgo quase não se notou a crise. Vieram mais empresas e multinacionais do que nunca, e foi aberto um espaço ultramoderno e megagigante para debates, apresentações e entrevistas coletivas, com muita aparelhagem eletrônica, entorno digital, tecnologia de vanguarda e, certamente, mármores, carpetes e madeiras de vários tipos.

Até foram visitar Putin líderes ocidentais como Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, e Matteo Renzi, primeiro-ministro da Itália, o que provocou a ira dos países bálticos e do núcleo duro da UE. Algo que não pareceu pesar para Renzi. Ele foi visto com o chefe do Kremlin, deram juntos uma entrevista coletiva e assinaram acordos de 1,3 milhão de euros, apesar de, em teoria, estar proibido de assinar convênios de qualquer tipo com os russos. O que parece pouco importar a Renzi, pois não só assinou esse pacto, como pediu o fim das sanções à Rússia. Algo que também foi feito, na véspera, pelo ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, que jantou com Putin e pediu que se deixe de punir Moscou.

Não chegou a tanto Juncker, apesar de surpreender o fato de o presidente da Comissão Europeia ter dado respaldo ao presidente russo com sua presença em São Petersburgo. Juncker e também o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que apareceu por lá para falar no Fórum e debater com Putin as questões da Síria e do terrorismo mundial.

Foram tantas atividades e tantos discursos que, quando o relógio bateu meia-noite e cinco, o líder russo decidiu não se alongar e dar por encerrada sua jornada e deixar sem perguntas vários dos presidentes das agências que tinham ido a São Petersburgo para lhe fazer perguntas e ouvi-lo. Coisas da vida. E de Putin.

Fonte: EFE

Corredora que denunciou doping no atletismo russo poderá competir na Olimpíada


A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) permitiu a atleta russa Yulia Stepanova, participar de competições internacionais. Ela denunciou à Agência Mundial Antidoping (Wada) casos de uso de substâncias ilegais por atletas russos.

“O Conselho da IAAF tomou a decisão de admitir Yulia Stepanova nas competições internacionais como esportista independente, de acordo com a regra 22.1 A”, informou em nota.

A Wada apoiou a recomendação da comissão da IAAF de admitir Stepanova aos Jogos Olímpicos. Ao mesmo tempo, o nome da corredora não consta entre os participantes do próximo Campeonato da Europa.

Yulia Stepanova foi suspensa por dois anos, em 2013, por ter usado doping. Ela e seu marido Vitaly Stepanov foram os denunciantes principais do canal televisivo ARD, que fez um filme sobre o doping nos esportes russos. Em dezembro de 2014, o casal pediu asilo ao Canadá e agora vive nos Estados Unidos.

Em novembro de 2015, a Wada acusou a Rússia de violação das regras antidoping e recomendou à IAAF suspender os atletas russos das competições, incluindo os Jogos Olímpicos 2016, no Rio de Janeiro (Brasil).

Em 17 de junho, o Conselho da IAAF manteve a desqualificação da Federação Russa de Atletismo. O Comitê Olímpico Internacional disse depois que alguns dos esportistas poderão competir pela Rússia se a desqualificação for retirada individualmente.

Fonte: Agência Brasil

União Europeia estende sanções à Rússia até janeiro de 2017

A União Europeia ampliou as sanções contra a Rússia até o dia 31 de janeiro de 2017, diz um comunicado emitido hoje (1º).

"No dia 1º de julho de 2016 o Conselho da União Europeia prolongou as sanções econômicas contra certos setores da economia russa até 31 de janeiro de 2017", comunica o Conselho da UE.

Segundo o comunicado, a decisão foi tomada por unanimidade.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Putin diz aceitar que EUA são única superpotência mundial

O presidente russo Vladimir Putin
São Peterbusrgo - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira aceitar que os Estados Unidos provavelmente são a única superpotência do mundo e que está preparado para trabalhar com quem quer que esteja na Presidência dos EUA, mas ressaltou que não quer ser orientado pelos norte-americanos como deve viver.

Os comentários de Putin foram feitos após um período difícil nas relações EUA-Rússia, que têm sido prejudicadas por divergências sobre questões como a Ucrânia e a Síria.

Putin reiterou críticas ao que ele diz ter sido um papel equivocado dos Estados Unidos nos assuntos da Ucrânia, e diz que se opõe ao que considera ser uma tentativa dos EUA de impedir a Rússia de reparar suas relações com a União Europeia.

Mas ele também teve algumas palavras positivas sobre os antigos adversários da Guerra Fria.

"A América é uma grande potência. Hoje, provavelmente, a única superpotência. Nós aceitamos isso", disse Putin no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo. "Queremos e estamos prontos para trabalhar com os Estados Unidos".

Fonte: REUTERS

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Rússia admite que crise deixou 5 milhões de cidadãos na linha da pobreza


A crise econômica que a Rússia atravessa deixou na pobreza aproximadamente cinco milhões de russos, admitiu nesta quarta-feira Andrei Belousov, assessor do presidente Vladimir Putin, em entrevista divulgada pela agência oficial "TASS".

"Os cidadãos que vivem com renda inferior ao mínimo vital somam atualmente 13% da população. Antes da crise o número era de 10%. São quase 5 milhões de novos pobres", disse Belousov, ex-ministro de Economia.

Em março, o governo estabeleceu a receita mínima para as pessoas em idade de trabalhar em 10.187 rublos (cerca de R$ 542) mensais.

"Estamos diante de um problema muito grave", disse o assessor presidencial, acrescentando que pode levar vários anos para que a Rússia volte ao nível anterior a crise.

Belousov indicou que, apesar da mudança de foco, existe um consenso de que o modelo anterior ao crescimento econômico "praticamente se esgotou".

"Obter (esse modelo) mais de 1-2 % de crescimento é quase irreal. E se fosse possível, não seria nada produtivo. Aconteceriam novas bolhas e, depois, uma nova recessão", explicou.

Daí, acrescentou o assessor de Putin, a necessidade de buscar novas fontes de crescimento e criar novos mecanismos que permitam alcançar taxas anuais de expansão da economia na ordem de 4%.

"Há sinais de que foi alcançada uma certa estabilização (da economia), mas ao mesmo tempo há uma série de importantes assuntos estruturais que não foram resolvidos", afirmou.

Belousov indicou que uma série de setores ficaram na "zona de risco", entre eles o automobilístico, a indústria ferroviária, a construção e a indústria leve.

O assessor da presidência acrescentou que o governo russo adotou e lançou programas anti-crise para estabilizar esses setores.

"Entendemos que os programas anti-crise são medidas transitórias e exigem soluções estratégicas", frisou.

Fonte: EFE

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Rússia pode estar por trás de ciberataques na Alemanha

Ciberataques
Indícios apontam que autoridades russas estiveram por trás de uma campanha de ciberataques sob o nome de Sofacy/APT 28, que tinha como alvo, principalmente, a câmara baixa do Parlamento alemão, anunciou nesta sexta-feira o serviço interior de inteligência alemão.

"Uma das campanhas mais ativas e agressivas do momento é a campanha Sofacy/APT 28. O Escritório de Proteção da Constituição (a agência interior de inteligência) vê indícios de uma pilotagem estatal russa", segundo um comunicado.

"Os ciberataques dos serviços de inteligência russos formam parte de operações de alcance internacional que buscam obter informações estratégicas. Algumas destas operações podem remontar a um período de entre sete e 11 anos", afirma o documento.

O Bundestag, câmara baixa do Parlamento alemão, foi atacado pelo vírus Troie Sofacy na primavera de 2015 que "comprometeu sua rede de dados".

A agência interior de inteligência da Alemanha também citou "a campanha Sandworm" que tem um "objetivo de cibersabotagem".

"Além das instituições governamentais, os alvos (dos ataques) são empresas de telecomunicações, de energia e universidades e instituições educacionais", informa a mesma fonte.

Segundo o chefe do serviço de inteligência alemão, Hans-Georg Maassen, o "ciberespaço é um lugar para uma guerra híbrida" e abriu "novos espaços para a espionagem e a sabotagem".

"A segurança informática das instituições governamentais, administrativas, econômicas, científicas e de pesquisa estão permanentemente ameaçadas", declarou.

Fonte: AFP

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Rússia desmantela grupo que planejava atentados em Moscou

KGB / FSB da rússia
O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB, antiga KGB) informou nesta quarta-feira que desmantelou um grupo de terroristas com origem em países da Ásia Central que planejava realizar atentados em Moscou durante os feriados prolongados deste mês de maio.

"O FSB deteve um grupo de cidadãos de países centro-asiáticos que planejavam uma série de atentados na região de Moscou durante as festas de maio, por ordem de organizações terroristas internacionais que atuam nos territórios da Síria e a Turquia", afirmou o órgão em comunidade divulgado hoje.

Segundo o FSB, os agentes apreenderam "grande quantidade de armas, material explosivo e outros objetos para a atividade terrorista". "Os detidos estão prestando depoimento. Pelo interesse da investigação, a identidade deles não será revelada", diz a nota.

A Força Aérea da Rússia participa desde setembro do ano passado de uma operação militar na Síria contra os grupos terroristas Estado Islâmico (EI) e Frente al Nursa, em apoio ao regime do presidente do país, Bashar al Assad.

Os bombardeios russos contribuíram para reforçar as posições das tropas leais a Al Assad e debilitaram terroristas e rebeldes que atuam no território sírio.

Fonte: EFE

segunda-feira, 25 de abril de 2016

EUA doam US$ 10 mi a Chernobyl em aniversário do desastre

Acidente nuclear em Chernobyl completa 30 anos
Os Estados Unidos lembraram nesta segunda-feira o 30º aniversário do pior acidente nuclear da história, a explosão na usina de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, com o anúncio de que concederá outros US$ 10 milhões para ajudar a garantir a segurança e a saúde da população que vive na região.

Amanhã se completam três décadas do desastre na usina nuclear de Chernobyl, localizada a 120 quilômetros de Kiev e que liberou à atmosfera mais de 50 milhões de curies de radiação e contaminou vastas áreas de Ucrânia, Belarus e Rússia.

"Neste 30º aniversário do desastre de Chernobyl, nossos pensamentos continuam com as vítimas, desde os trabalhadores das equipes de emergência que deram suas vidas para prevenir um desastre ainda maior, àqueles que vivem nas áreas afetadas", disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, John Kirby.

"Os Estados Unidos marcam este aniversário com o anúncio de mais US$ 10 milhões para ajudar a garantir a segurança das gerações futuras que vivem na região afetada", acrescentou Kirby em comunicado.

Essa quantia se soma aos "mais de US$ 400 milhões que os Estados Unidos já doaram" nos últimos anos "ao esforço internacional para ajudar a Ucrânia a restaurar o lugar do acidente", disse o porta-voz.

O aniversário do desastre coincide com o final da vida útil da precária cobertura que foi construída para o reator número 4 de Chernobyl, onde houve o acidente, a fim de evitar vazamentos de radiação.

Por isso, um consórcio internacional está terminando de construir perto da usina uma nova proteção, uma estrutura gigante em forma de arco de 108 metros de altura, 150 de largura e 256 de comprimento que deve ser colocada sobre a antiga cobertura no final deste ano.

Fonte:Exame

quarta-feira, 23 de março de 2016

UE deve parar jogos geopolíticos e se unir a nós, diz Rússia


O chanceler russo Sergei Lavrov
A União Europeia deve parar seus "jogos geopolíticos" e se unir à Rússia na luta contra os "terroristas", afirmou nesta quarta-feira o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, um dia após os ataques de Bruxelas.

"Eu realmente espero que os europeus deixem de lado os jogos geopolíticos e se unam (à Rússia) para não permitir que os terroristas assumam o controle do nosso continente comum", declarou Sergei Lavrov ao início de uma reunião com o seu colega alemão, Frank-Walter Steinmeier, citado pela agência de notícias Ria Novosti.

A Europa enfrenta uma grave crise de segurança após os ataques de Bruxelas, que fez mais de 30 mortos e 200 feridos na terça-feira, quatro meses depois dos atentados de Paris, que mataram 130 pessoas.

O apelo de Lavrov é feito em um contexto de pressão diplomática internacional para resolver o conflito na Síria, enquanto negociações indiretas entre a oposição e o regime sírio avançam lentamente em Genebra desde o final de fevereiro.

"Eu não posso pessoalmente imaginar que depois de 250.000 mortes e 12 milhões de refugiados, Bashar al-Assad seja uma figura aceitável para todos os habitantes", declarou a este respeito o ministro alemão em uma entrevista à agência de notícias Interfax.

"O futuro político da Síria deve ser decidido na mesa de negociações" em Genebra, acrescentou.

Steinmeier se reuniu durante a tarde com o presidente russo Vladimir Putin para um "diálogo aberto e construtivo (...) que durou uma hora e meia", segundo um comunicado da chancelaria alemã.

Este encontro deve ser seguido à noite por uma reunião com o secretário de Estado americano John Kerry, que chegou nesta quarta-feira na capital russa para tratar com Putin sobre a transição política na Síria.

Fonte: Exame

segunda-feira, 14 de março de 2016

Putin anuncia início da retirada de tropas russas da Síria

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante reunião sobre corrupção, dia 26/01/2016
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou nesta segunda-feira o início da retirada das tropas militares russas da Síria a partir desta terça-feira.

Segundo o presidente russo, a medida deve ajudar a servir como um estímulo para as negociações políticas na Síria. Putin disse que coordenou o movimento juntamente com o presidente sírio, Bashar al-Assad.

No entanto, Putin disse que a base aérea russa de Hemeimeem, localizada na província costeira de Latakia, na Síria, e uma academia naval no porto sírio de Tartous continuarão a operar.

Fonte: Exame

sexta-feira, 4 de março de 2016

Rússia construirá nave para enviar turistas ao espaço

nave espacial subindo
A agência espacial russa, Roscosmos, aprovou a construção de uma nave especificamente para enviar turistas ao espaço, anunciou nesta sexta-feira a KosmoKurs, a empresa que administrará essas viagens.

"Igor Komarov (chefe da Roscosmos) recebeu com entusiasmo o projeto", disse Pavel Pushkin, diretor-geral da KosmoKurs, a veículos de comunicação locais.

Pushkin explicou que o documento assinado entre a Roscosmos e a KosmoKurs, primeira companhia russa que administrará viagens turísticas ao espaço, permitirá o projeto e a construção de uma nave e um foguete portador.

Antes de alcançar um acordo com a Roscosmos, a empresa pactuou os aspectos técnicos do projeto com os principais construtores de aparelhos espaciais do país.

A nave em questão se elevará a uma altura de 200 quilômetros, mas não chegará a girar ao redor de nosso planeta, razão pela qual será um voo suborbital no qual os turistas poderão sentir durante vários minutos a falta de gravidade.

A KosmoKurs espera lançar em 2020 a primeira nave, na qual viajariam seis turistas, que teriam que pagar cerca de US$ 250 mil, muito menos que os US$ 50 milhões que desembolsaram os multimilionários que viajaram à Estação Espacial Internacional (ISS).

Por enquanto, todos os turistas viajaram a bordo de naves Soyuz russas e com destino à plataforma orbital em viagens organizadas pela companhia americana Space Adventures, mas tanto a Roscosmos como a Nasa consideram que nas naves tripuladas já não há lugar para neófitos.

A Rússia decidiu suspender durante vários anos as visitas turísticas à ISS devido à falta de espaço, já que agora a tripulação da plataforma se duplicou até seis tripulantes, e à decisão dos Estados Unidos de suspender os voos de suas naves.

A última candidata, a cantora britânica Sarah Brightman, desistiu no último momento de viajar à plataforma por "motivos familiares" após superar os testes de sobrevivência.

A ISS abriu suas portas a sete turistas espaciais: o americano Denis Tito (2001) foi o primeiro a viajar à plataforma; a americana de origem iraniana Anousha Ansari foi a primeira mulher turista em visitar a estação (2006) e o canadense Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil, o último, em 2009.

Fonte: Exame

quarta-feira, 2 de março de 2016

Alexander Milov has transformed a statue of the former Communist leader into the dark lord from Star Wars.


“I was born in the USSR, and I am a child of a country that doesn’t exist any more,” Ukrainian sculptor Alexander Milov tells BBC Culture over the phone from Odessa, via his English-speaking wife Margaret. “I wish to save the monuments of history. I’m trying to clean up the operating system and keep them on the hard drive of memory.” Margaret laughs at the metaphor.

Milov’s latest work looks unlike most historical monuments. Standing in an unprepossessing square next to a factory in Odessa, the slick black figure is more likely to be seen on a bedroom poster than in the pages of a textbook. According to the sculptor, this is the world’s first monument to Darth Vader – and it was made out of a statue of Vladimir Lenin that stood in the same place.

Yet it is far from being a publicity stunt. Milov is responding to the so-called ‘de-Communisation’ law passed by the Ukrainian parliament in April 2015, calling for the removal of Communist symbols such as monuments or place names. “We didn’t want to vandalise the statue but the monument to Lenin was due to be dismantled in connection with the new law,” says Milov. “I decided to take a monument to Lenin and transform it into a monument to Darth Vader, because at this moment Darth Vader is a political figure in Ukraine.”

Candidates with the name Darth Vader, and those of other Star Wars characters like Chewbacca and Yoda, registered to run in Ukraine’s 2014 parliamentary elections. “We are non-political,” says Milov, “but we decided with one shot to kill two hares, as the Russian saying goes. To save the Lenin monument but also take it away from the eyes – to make a new art piece with a new sense.”

He hopes to create a park with more Communist monuments. “We are gathering all these statues – like Lenin – and we would like to make a park of forlorn heroes of the epoch,” says Milov. “I want to take the statues out of the central squares of cities and put them in a different place like Disneyland, where they can be visited. It seems to me that if these statues are destroyed, people coming after us will have no possibility to make conclusions for themselves as to whether people needed them or not.”

Ideally, he says, he would keep the statues as they are. “But if we have no other options, I would turn them into characters from Soviet cartoons.”

To create his new sculpture, Milov strengthened the original structure and added a helmet and cape made out of titanium alloy – he also inserted a Wi-Fi router in Vader’s head. Despite the statue’s apparent glibness, it serves as a reminder that we can’t control which memories last and which don’t. “I wanted to make a symbol of American pop culture which appears to be more durable than the Soviet ideal.”

source: BBC

Astronautas voltam à Terra após quase um ano no espaço

Astronauta Mikhail Korniyenko recebendo ajuda após aterrissagem no Cazaquistão, dia 02/03/2016
Três astronautas da Estação Espacial Internacional, incluindo o norte-americano Scott Kelly e o russo Mikhail Kornienko, que passaram quase um ano no espaço, regressaram hoje (2) à Terra, após experiência que antecede uma potencial missão a Marte.

O cosmonauta russo Sergueï Volkov, o seu compatriota Mikhaïl Kornienko e o norte-americano Scott Kelly aterrissaram, conforme previsto, no Cazaquistão, anunciaram o centro de controle russo e a Nasa, a agência espacial norte-americana.

Kelly e Kornienko passaram 340 dias na Estação Espacial Internacional para preparar futuras missões a Marte, enquanto Sergueï Volkov esteve a bordo por mais de cinco meses.

Fonte: Exame

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Rússia convoca ONU por temer operação turca na Síria

Polícia e bandeira da Turquia na frente de igreja grega ortodoxa, dia 18/11/2015
A Rússia convocará nesta sexta-feira uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, depois que a Turquia defendeu uma operação militar terrestre na Síria com seus aliados, anunciou em um comunicado a diplomacia russa.

"A Rússia tem a intenção de convocar hoje uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para debater este tema, e submeter um projeto de resolução que consiste em por fim a todas as ações que socavam a soberania e a integridade territorial da Síria", indica o ministério russo das Relações Exteriores.

A Turquia defendeu uma intervenção militar terrestre da coalizão internacional na Síria, o que arruinaria definitivamente a possibilidade de um cessar-fogo, que devia inicialmente entrar em vigor nesta sexta.

Fonte: Exame

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Rússia pretende ter sua própria estação orbital até 2025

Lua é vista a partir da cidade alemã de Leverkusen, em 1 de outubro de 2014
A Rússia planeja ter sua própria estação orbital por volta de 2024 ou 2025, quando a Estação Espacial Internacional (ISS) deixará de funcionar, anunciou nesta terça-feira o subdiretor da corporação Energuia, Vladimir Soloviov.

A coluna vertebral da plataforma russa será formada por um laboratório espacial (MLM), um módulo de acoplamento (UM) e outro energético-científico (NEM), segundo a agência "Interfax".

O primeiro dos cinco módulos com os quais contará a estação, o MLM-U, será enviado à ISS já em 2017, explicou Soloviov, engenheiro do consórcio que fabrica as naves espaciais Soyuz.

Além disso, a estação contará com o apoio do aparelho espacial automático Oka-T, onde os inquilinos da futura estação russa realizarão experimentos.

No entanto, todos estes projetos estão pendentes do programa espacial para 2025 que será aprovado em março e cujo orçamento incluirá vários cortes devido à profunda recessão na qual está imersa a economia russa.

Segundo anteciparam hoje fontes do setor, o programa espacial russo se centrará na exploração da Lua, onde os astronautas russos pretendem chegar no final da próxima década.

Os Estados Unidos, que enviaram uma dúzia de astronautas à superfície lunar entre 1969 e 1972, cancelaram as últimas três missões Apolo por seu custo excessivo, e desde então não voltou ao satélite.

A extinta União Soviética, que tinha enviado o primeiro homem ao espaço exterior em 1961, Yuri Gagarin, suspendeu seu programa lunar imediatamente depois, com o que pôs fim à corrida espacial durante a Guerra Fria.

Os problemas de orçamento foram justamente os que, nos últimos anos, levaram EUA, Rússia e os demais países envolvidos na ISS a ampliar seu funcionamento, primeiro até 2020 e depois até 2024.

Fonte: Exame

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Polônio, a substância radioativa que matou o ex-espião russo

Elemento radioativo
Segundo o relatório da justiça britânica divulgado nesta quinta-feira, que afirmou que o presidente russo Vladimir Putin provavelmente aprovou o assassinato de Litvinenko, "as agências de segurança russas tinham acesso ao polônio, e experiência em seu uso".

"É uma substância muito rara", afirma o relatório do juiz Robert Owen. "Também vi provas de que o isótopo é difícil de produzir e perigoso de manipular. Além disso, embora o polônio 210 seja produzido e vendido comercialmente, está disponível apenas em quantidades minúsculas enviadas em contêineres selados".

"Uma remessa de polônio 210 que continha muitas vezes a quantidade ingerida por Litvinenko foi vendida em 2006 por 20.000 dólares", prosseguiu o relatório.

O polônio é utilizado normalmente como fonte de raios alfa para a pesquisa e a medicina, mas também, entre outras coisas, como fonte de calor nos veículos espaciais.

É um semimetal cinza prateado, de massa atômica 210 (símbolo 210Po), o número 84 na tabela periódica dos elementos de Mendeleev, que se sublima (passa diretamente do estado sólido ao gasoso) com rapidez, a partir dos 50 graus centígrados.

Sua vida média (prazo no qual perde a metade de sua atividade) é de 138 dias.

Solúvel, muito tóxico em doses ínfimas por inalação ou ingestão, o polônio está presente na fumaça dos cigarros. Sozinho pode provocar câncer por inalação nos animais de laboratório.

O polônio foi o primeiro elemento descoberto, em 1898, pela física francesa de origem polonesa Marie Sklodowska-Curie, em colaboração com seu marido, Pierre Curie. Em homenagem ao seu país natal, deu a este elemento o nome de polônio.

Marie Curie realizava, após a descoberta de "raios urânicos" por Antoine Becquerel, pesquisas sobre a radioatividade de pechblenda procedente das minas de prata de Boêmia.

A pechblenda, que contém essencialmente polônio, é um óxido de urânio utilizado há vários séculos como aglutinador nos vernizes para cerâmicas.

No entanto, em 10 gramas de urânio há, no máximo, um bilionésimo de grão de polônio (0,000000001), o mais raro dos elementos naturais.

Fonte: Exame

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Meteorito cai sobre lago Baikal na Rússia

Os quatro meteoritos forma descobertos há alguns meses no sul do país e tem 4,5 bilhões de anos
Um meteorito caiu sobre o lago Baikal na Rússia, o mais profundo do mundo, informou nesta quarta-feira o Observatório Astronômico da Universidade de Irkutsk (a Sibéria).

Nas imagens gravadas por testemunhas oculares do incidente ocorrido em 22 de outubro é possível ver como um grande bólido é visto a uma velocidade de entre 13 e 10 metros por segundo.

Uma das partes se desprendeu do meteoro antes do resto cair, supostamente, na superfície do lago a um quilômetro do litoral, segundo os cientistas, que estimaram sua massa em um quilo e seu tamanho em 10 centímetros.

Segundo o comunicado postado pelo observatório em seu site, o astro foi detectado a uma altura de 67,2 quilômetros e seu contato se perdeu a cerca de 62,1 quilômetros da Terra.

Os especialistas consideram que o meteorito foi desviado de sua trajetória original, motivo pelo qual foi parar em nosso planeta.

Em fevereiro de 2013 outro meteorito, embora de dezenas de toneladas de peso e vários metros de diâmetro, semeou o pânico ao cair em uma zona povoada da região russa dos Urais, onde deixou mais de mil feridos.


Fonte: Exame/Abril