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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Começa leitura de parecer sobre processo contra Cunha

O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, faz sua defesa no Conselho de Ética da Casa, dia 19/05/2016
Começou na tarde desta quarta-feira, 1º, a leitura do parecer do relator Marcos Rogério (DEM-RO) sobre o processo por quebra de decoro parlamentar do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Após sete meses de trâmite, os membros do Conselho de Ética tomarão conhecimento do conteúdo do relatório, que deve pedir a cassação do mandato de Cunha.

O parecer tem 84 páginas e a leitura deve levar mais de uma hora. O presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), anunciou que está disposto a dedicar toda a sessão desta tarde para a apresentação das conclusões de Rogério.

Se a leitura for interrompida pelo início da ordem do dia, Araújo disse que retomará os trabalhos ainda hoje, assim que for concluída a votação no plenário.

O objetivo é não atrasar o processo e votar o pedido de cassação de Cunha na próxima semana. "Quero acabar a leitura do relatório hoje", declarou.

Fonte: Estadão

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Zavascki libera denúncia contra Cunha para julgamento no STF

Presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou hoje (19) para julgamento na Corte a denúncia na qual o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é acusado de corrupção na Operação Lava Jato.

O julgamento deverá ocorrer em março, após a intimação de todas partes do processo. Caberá ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, definir a data de julgamento, quando os ministros deverão decidir se Cunha se tornará réu.

O presidente da Câmara foi denunciado em agosto do ano passado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo suposto recebimento de propina para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado.

De acordo com Janot, Cunha recebeu US$ 5 milhões para viabilizar a contratação de dois navios-sonda junto ao estaleiro Samsung Heavy Industries em 2006 e 2007.

O negócio foi formalizado sem licitação e ocorreu por intermediação do empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, e o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

O caso foi descoberto a partir do acordo de delação premiada firmado pelo consultor Júlio Camargo, que também participou do negócio e recebeu US$ 40,3 milhões da Samsung Heavy Industries para concretizar a contratação, segundo a denúncia.

Em outra acusação que consta no inquérito, Janot afirma que Eduardo Cunha pediu, em 2011, à ex-deputada e atual prefeita de Rio Bonito (RJ) Solange Almeida, que também foi denunciada, a apresentação de requerimentos à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara para pressionar o estaleiro, que parou de pagar as parcelas da propina.

Segundo Janot, não há dúvida de que Cunha foi o verdadeiro autor dos requerimentos.

Cunha nega as acusações de recebimento de propina e afirma que não vai deixar a presidência da Casa.

Fonte: Exame

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Adele não quer que Trump use sua música em campanha

Cantora britânica Adele em show na Alemanha, dia 6/12/2015
A cantora britânica Adele afirmou hoje que não quer que o pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Donald Trump utilize uma de suas canções para promover sua campanha eleitoral.

O polêmico empresário americano, cujo slogan de campanha é "Vamos fazer os EUA grandes de novo", utilizou como fundo musical "Rolling In The Deep", do segundo álbum de Adele, "21".

"Adele nunca deu permissão para que a sua música seja utilizada em qualquer campanha política", confirmou a porta-voz da cantora à imprensa britânica nesta segunda-feira.

Vários admiradores da artista também expressaram desaprovação em comentários no Twitter, nos quais alguns se mostravam "ofendidos em nome de Adele".

Durante um comício que Trump fez em Lexington, na Carolina do Sul, "Rolling In The Deep", que ganhou vários prêmios, começou a tocar enquanto o político subia ao palco para discursar, o que gerou estranheza em um correspondente da rede "BBC" nos EUA.

O polêmico magnata, que já fez comentários xenófobos e islamofóbicos, é fã da música de Adele. Essa, no entanto, não é a primeira vez que Trump tem problemas ao escolher a música de seus comícios.

No ano passado, o líder do Aerosmith, Steven Tyler, o obrigou a parar de tocar "Dream On" com fins políticos.

Fonte: Exame

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Partidos latino-americanos e chinês têm acordo de cooperação

Homens trabalham para construir símbolo do Partido Comunista
O Partido Comunista da China (PCCh) e representantes de 27 formações políticas da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) aprovaram nesta quarta-feira uma declaração conjunta em que definiram manter canais de diálogo e colaborar na formação de futuros líderes.

Após dois dias de reuniões do I Fórum de Partidos Políticos China-Celac, foi aprovado o documento em que os partidos destacaram a necessidade de fomentar a cooperação "no atual contexto internacional de mudança e ajuste" e de trabalharem juntos em setores como inovação, ciência, tecnologia ou educação.

Os 60 políticos que participaram do fórum, organizado conjuntamente pelo PCCh e pelo Movimento Aliança País do Equador (que está na presidência temporária da Celac) dediciram repetir no futuro este fórum de partidos, "baseado nos princípios de respeito, igualdade, pluralidade, inclusão e busca de terrenos comuns".

O PCCh anunciou que convidará nos próximos cinco anos 1.200 quadros de formações políticas da América Latina e do Caribe para visitar a China em missões de estudo e troca.

A declaração conjunta assinalou a necessidade de evitar "ingerências" na política dos países latino-americanos e da China, e destacaram "a necessidade imperativa de respeitar a eleição autônoma, por cada uma das nações, em seu caminho de desenvolvimento de acordo com suas condições próprias".

Ressaltaram também a importância de intensificar os intercâmbios de experiências de partido e de Estado para "aumentar o entendimento e a confiança mútua".

Participaram do fórum, realizado em Pequim, entre outros, o vice-presidente do Equador, Jorge Glas; a presidente do partido costa-riquenho Ação Cidadã, Margarita Bolaños, e Julio César Valentín, do Partido da Libertação Dominicana.

O Partido Nacionalista do Peru, o PT e o Partido Nacional de Honduras foram outros dos participantes deste encontro.

A China mostrou grande interesse em dialogar com este novo bloco quase desde o momento de sua criação.

Isso foi cristalizado este ano com a realização da cúpula ministerial China-Celac, em janeiro também em Pequim, com a participação dos presidentes da Venezuela (Nicolás Maduro), do Equador (Rafael Correa) e da Costa Rica (Luis Guillermo Solís).

Fonte: Exame/Abril

Mais de 60 mil querem barrar entrada de Trump no Reino Unido

Donald Trump
Mais de 60.000 pessoas assinaram nesta quarta-feira um manifesto para proibir a entrada do político americano Donald Trump no Reino Unido por incitar o ódio, em resposta a sua proposta de fechar os Estados Unidos aos muçulmanos.

Trump, que busca ser o candidato republicano nas eleições presidenciais de 2016, e que até o momento é o favorito, é filho de uma escocesa e tem dois campos de golfe nesta região do norte.

"O Reino Unido proibiu a entrada de muitos indivíduos por incitação ao ódio", constata o manifesto dirigido pelo Parlamento britânico (https://petition.parliament.uk/petitions/114003).

"Se o Reino Unido vai seguir aplicando o critério de 'conduta inaceitável' aos que querem entrar no país, deve ser aplicado justamente tanto aos ricos quanto aos pobres, aos fracos e aos poderosos", conclui o manifesto intitulado "Proíbam a entrada de Donald Trump no Reino Unido".

O manifesto superou as 10.000 assinaturas, o número necessário para que o governo tenha que responder a ele.

Se forem alcançadas as 100.000, e é provável que isso ocorra ainda nesta quarta-feira, o Parlamento terá que debater a proposta.

O local onde recebeu mais assinaturas foi a Escócia, segundo um mapa que permite consultar sua procedência.

Paralelamente a este manifesto, circula outro pedindo à Universidade Robert Gordon de Aberdeen, Escócia, que retire o título honorífico que lhe foi concedido em 2010.

O político justificou seu exemplo colocando como exemplo o massacre de Paris - 130 mortos em vários atentados simultâneos em 13 de novembro - e a situação em Londres.

"Paris não é mais o que era. Há partes de Paris que estão radicalizadas, às quais a polícia se nega a ir (...). Há locais em Londres e outras regiões onde a polícia teme por sua vida", afirmou.

Fonte: Exame/Abril

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Venezuela critica acusações dos EUA sobre morte de opositor

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro
A Venezuela afirmou nesta sexta-feira que são "falsas e insolentes" as declarações do porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, John Kirby, que pediu que o governo de Nicolás Maduro pare com as "campanhas de medo" depois do assassinato de um opositor político.

"A Venezuela rejeita as declarações do porta-voz do departamento de Estado John Kirby por serem ingerentes, insolentes e falsas", escreveu a chanceler Delcy Rodríguez em seu Twitter.

Ela considerou "deplorável o apoio que os Estados Unidos dão aos bandos criminososo conectados com a oposição venezuelana" e acrescentou que pretendem "vincular um assassinato por encomenda" às eleições legislativas de 6 de dezembro.

Na véspera, os Estados Unidos condenaram o assassinato do político Manuel Díaz, pedindo ao governo de Caracas que ponha um ponto final às "campanhas de medo" com a proximidade das eleições.

Em nota, o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, afirmou que o assassinato de Díaz foi "o mais letal de vários ataques e atos de intimidação recentes contra candidatos da oposição".

Nesse sentido, Washington pediu "ao governo da Venezuela que proteja todos os candidatos políticos", acrescentando que "campanhas de medo, violência e intimidação não têm lugar em uma democracia".

No comunicado, solicita-se ainda ao "Conselho Nacional Eleitoral que garanta que esta campanha seja conduzida de forma a estimular a plena participação dos venezuelanos".

O assassinato ocorreu na quarta-feira, durante durante um ato eleitoral na presença da esposa do dirigente preso Leopoldo López, e tornou ainda mais tensa já agressiva campanha para as eleições legislativas.

Luis Manuel Díaz, secretário-geral da Ação Democrática (AD) de Altagracia de Orituco, no estado de Guárico (centro), foi baleado na quarta à noite durante um comício eleitoral com Lilian Tintori, mulher de López, informou o porta-voz nacional do partido, deputado opositor Henry Ramos Allup.

Leopoldo López cumpre pena de quase 14 anos de prisão, após ter sido condenado pela acusação de estimular a violência nos protestos contra o governo, nos quais 43 pessoas morreram entre fevereiro e maio de 2014.

Em um ato público na quinta, o presidente Nicolás Maduro comentou o episódio.

"Houve um incidente lamentável em Guárico. Transfiro as condolências à família do falecido. As investigações começaram. O ministro do Interior já tem elementos que apontam para um homicídio por ajuste de contas entre grupos rivais", afirmou Maduro.

A Venezuela é um dos países com a maior taxa de homicídios no mundo, 53,7 por 100.000 habitantes em 2012, de acordo com o último relatório da ONU.

Os venezuelanos comparecerão às urnas em 6 de dezembro para escolher os 167 deputados de uma Assembleia unicameral, controlada pelo chavismo há 16 anos.

De acordo com várias pesquisas, a opositora MUD lidera as intenções de voto com uma vantagem de 14 a 35 pontos, mas o presidente Nicolás Maduro afirma ter um voto garantido de 40%.

Fonte:Exame/Abri

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

PSDB rompe com Cunha e pede que ele abandone o cargo

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) após entrevistas na Câmara
Alegando que a defesa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apresentada até o momento é inconsistente, o líder do PSDB Carlos Sampaio (SP) anunciou nesta quarta-feira, 11, a ruptura da bancada com o peemedebista.

O tucano, no entanto, disse que não haverá pressão pela saída de Cunha para não "paralisar" a Casa e deixou claro que o foco da oposição continua sendo a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Sampaio reuniu a bancada pela manhã para comunicar que fará o pronunciamento em plenário pedindo o afastamento de Cunha.

Ele admitiu que a medida não deve ter efeitos práticos sobre o peemedebista, mas alegou que o PSDB "não pode transigir com o que não é ético".

Ele lembrou que caberá agora a Cunha provar ao Conselho de Ética que não mentiu à CPI da Petrobras quando negou que tivesse contas ocultas no exterior.

O líder explicou que, em decisão unânime da bancada, os tucanos concluíram que a defesa prévia de Cunha não foi convincente e que as provas são contundentes. Ele chamou as entrevistas do fim de semana de "desastre".

"Se ele não tiver provas, certamente terá muitas dificuldades no Conselho de Ética", previu.

Presentes na entrevista, os titulares do Conselho de Ética da bancada, Nelson Marchezan Júnior (RS) e Betinho Gomes (PE) disseram que a posição do PSDB é pelo afastamento de Cunha, mas que no colegiado vão aguardar o parecer prévio sobre a admissibilidade do processo antes de se pronunciar.

Eles evitaram defender abertamente a cassação do deputado, porém disseram que querem o prosseguimento da investigação contra o peemedebista.

Aliança

Sampaio reconheceu que Cunha deu em sua gestão um protagonismo à oposição, afirmou que o peemedebista foi correto com a minoria, mas destacou que ninguém esperava o volume de denúncias contra ele.

Ele negou que houvesse até então uma aliança com o peemedebista. "Rompe quem tem aliança", afirmou. O tucano anunciou hoje que não participará mais das reuniões de bancada na residência oficial da presidência da Câmara.

Para Sampaio, Cunha já está sendo julgado e independentemente de ele deferir ou não o pedido de impeachment, a posição da bancada sobre sua permanência no comando da Casa não mudará.

"Temos uma causa mais importante para o País que é o impeachment de Dilma. Continuaremos perseguindo esse caminho em defesa do País", disse. O líder tucano afirmou que a bancada está "extremamente confiante" na abertura do processo de impeachment. "Se ele deferir, estará cumprindo sua missão", concluiu.

Mais cedo, Sampaio se reuniu com líderes da oposição para tentar convencê-los a seguir o mesmo posicionamento. DEM e PPS decidiram reunir as bancadas antes de se pronunciarem, mas tendem a seguir os tucanos. Já o Solidariedade manterá o apoio a Cunha.

Fonte:Exame/Abril

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

NY declara guerra à maconha sintética, conhecida como K2

Um homem prepara um cigarro de maconha sintética, em Nova York
A cidade de Nova York declarou nesta terça-feira guerra à maconha sintética, uma droga barata e perigosa que preocupa cada vez mais as autoridades.

Hoje, o prefeito Bill de Blasio sancionou três projetos de lei que reforçam as sanções contra a fabricação e a venda dessa droga, que apareceu nos anos 2000 e é conhecida como K2, Spice, Galaxy, Diamond, Rush ou Matrix.

As tabacarias que continuarem a vendê-la terão sua licença suspensa, ou mesmo cancelada. A venda de K2 pode acarretar um ano de prisão e uma multa de 5.000 dólares. Não há pena prevista para o consumidor.

"O K2 é uma ameaça à segurança e à saúde públicas", disse o prefeito, antes de firmar os projetos, que entram em vigor em 60 dias.

Nos Estados Unidos, ela é vendida de maneira legal como "incenso" em pequenos pacotes de material vegetal seco.

Segundo o Departamento de Saúde de Nova York, o uso da maconha sintética foi vinculado ao aparecimento de taquicardia, convulsões, hipertensão, perda da consciência, problemas renais e até óbito.

Uma pessoa morreu de overdose em Nova York, segundo as autoridades. Mais de 4.500 internações de emergência registradas desde o início do ano são atribuídas à droga.

Fonte: Exame/Abril

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

PSOL leva Cunha ao Conselho de Ética

Presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, confirmou a deputados do PSOL que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e parentes dele têm contas bancárias na Suíça, que foram bloqueadas por autoridades do país europeu.

Com base nessas informações, o PSOL vai representar contra Cunha na próxima terça-feira no Conselho de Ética da Câmara.

Fontes próximas à investigação confirmaram na quinta-feira que o banco usado por Cunha na Suíça foi o Julius Baer, o maior private bank independente daquele país.

A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo. De acordo com o jornal, o valor bloqueado teria sido de US$ 2,4 milhões.

O site do jornal O Globo informou na quinta-feira que um relatório do Ministério Público da Suíça diz que Cunha fechou duas das quatro contas que mantinha no Julius Baer em abril do ano passado, um mês depois do início da Operação Lava Jato.

As contas foram abertas em nome de offshores - como já havia adiantado o jornal O Estado de S. Paulo -, e tinham como beneficiários finais Cunha e a mulher dele, a jornalista Cláudia Cruz.

Segundo a reportagem, as duas contas ainda ativas foram abertas em 2008 e numa delas o destinatário tem residência no mesmo endereço de Cunha e da mulher no Rio de Janeiro. O beneficiário é brasileiro e nasceu em 29 de setembro de 1958, data de nascimento de Cunha.

Ex-funcionários da Petrobras investigados na Operação Lava Jato também foram clientes do Julius Baer, como o ex-gerente executivo de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque e o ex-diretor de Internacional Jorge Zelada.

Em Berna, fontes confirmam que o banco está colaborando e que foi dele que veio em abril um informe apontando para suspeitas de lavagem de dinheiro. Oficialmente, a instituição se recusa a comentar o caso.

Um dos fatores que levantaram suspeitas entre os gerentes das contas foi a diferença entre a renda de Cunha e os valores movimentados.

O Ministério Público da Suíça não comentou a informação sobre o valor bloqueado nas contas atribuídas a Cunha no país europeu. Pessoas próximas ao processo indicam que as contas chegaram a movimentar "perto de US$ 5 milhões". A suspeita dos procuradores brasileiros é a de que Cunha possa ter outras contas no exterior.

Decoro

O documento encaminhado ao PSOL confirma também que o peemedebista é investigado por lavagem de dinheiro e corrupção.

"Este documento nos dá o elemento fundamental de uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar em desfavor do deputado Eduardo Cunha (RJ)", afirmou o deputado Chico Alencar (RJ), líder do PSOL.

"Com este documento formal e oficial, temos plena condição de fazer esta representação. As condições políticas para ele permanecer na presidência acabaram."

Cunha, mais uma vez, evitou ontem as perguntas sobre as contas na Suíça. "Já falei o que tinha que falar sobre isso", disse o presidente da Câmara. "Se eles entrarem (no Conselho de Ética), é um direito deles. Responderei na hora que tiver que responder."

Na semana passada, o PSOL apresentou questionamentos a Cunha sobre a denúncia de que ele e alguns parentes teriam depósitos em contas bancárias na Suíça.

Os mesmos questionamentos foram enviados também à Procuradoria-Geral da República, que encaminhou as respostas ontem à noite ao partido.

A Suíça investiga os pagamentos relacionados com a Petrobras desde março de 2014 e pediu que bancos entregassem à Justiça detalhes sobre dezenas de contas.

Após o Ministério Público suíço repassar à Procuradoria-Geral da República os dados, caberá agora a Rodrigo Janot decidir se pede abertura de um novo inquérito ou se apresenta nova denúncia contra o peemedebista.

Fonte: Exame

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Aprovação de projetos pode oxigenar economia de estados e municípios

Foto: Agência Senado
Projetos que estão aguardando  votação no Senado podem oxigenar a economia de estados e municípios diante do atual cenário de retração econômica do país. As proposta foram selecionadas durante duas reuniões com prefeitos e governadores, conduzidas pelos presidentes  do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).

Em agosto, o Senado aprovou e enviou à Câmara dos Deputados proposta de emenda à Constituição (PEC 84/2015) que proíbe a União de criar despesa para estados e municípios sem prever os recursos para seu custeio.

A matéria refere-se a uma das principais queixas dos entes federados, que se dizem incapazes de arcar com despesas em áreas como saúde, segurança e educação, a eles repassadas pelo governo federal.

Para amanhã (15), está previsto no Congresso Nacional a promulgação de emenda à Constituição que garante a destinação preferencial de recursos federais a projetos de irrigação no Nordeste e no Centro-Oeste.

A mudança trazida pela PEC78/2013 prorroga por mais 15 anos a obrigação de a União aplicar 20% dos recursos destinados à irrigação no Centro-Oeste e outros 50%, no Nordeste, de preferência no Semiárido.

As duas iniciativas integram a lista de propostas em análise pelo Senado desde maio deste ano, com objetivo de ajudar as unidades da federação a enfrentar a crise que atinge o Brasil e que ameaça a posição do país como opção para investimentos.

Fonte: http://www.msnoticias.com.br/editorias/politica-mato-grosso-sul/aprovacao-de-projetos-pode-oxigenar-a-economia-de-estados-e/62322/

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Collor integra grupo dos mais influentes do Congresso

Lista divulgada pelo Departamento IntersindicaO senador Fernando Collor (PTB) está, mais uma vez, entre os 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, segundo a lista divulgada pelo
Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). A seleção leva em consideração a real influência que cada parlamentar exerce nos processos decisórios e sobre os demais parlamentares. Ao longo dos últimos oito meses, Collor pautou, com pronunciamentos no Senado e confecção de estudos, a discussão sobre reforma política e a maioridade penal.

Esta é a 22ª edição da seleção 'Cabeças do Congresso', e tem como base o acompanhamento dos trabalhos parlamentares, no período de fevereiro a julho de 2015. Collor, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e o deputado Maurício Quintella (PR) são os únicos alagoanos na lista, formada por 62 deputados e 38 senadores. Entre os senadores, estão Eunício Oliveira (PMDB-CE), Cristovam Buarque (PDT-DF), Aécio Neves (PSDB), Humberto Costa (PT-PE) e Acir Gurgacz (PDT-GO).
Os parlamentares que integram esse grupo seleto estão classificados em cinco categorias, de acordo com as habilidades de cada um: debatedores, articuladores/organizadores, formuladores, negociadores e formadores de opinião. Collor foi classificado na categoria 'formadores de opinião', que são, segundo o Diap, parlamentares que por sua respeitabilidade, credibilidade e prudência, chamados a arbitrar conflitos ou conduzir negociações políticas de grande relevância.
Ainda segundo o Diap, os parlamentares 'formadores de opinião' são políticos experientes, com trânsito fácil entre as diversas correntes e segmentos representados no Congresso e visão abrangente dos problemas do País, cuja opinião sobre o assunto influencia fortemente a decisão dos demais parlamentares.
"Constituem a elite do Poder Legislativo, embora não precisem, necessária e institucionalmente, estar em postos-chave, como liderança formal ou presidência de uma das Casas do Congresso. São os que se pode chamar de líderes de alta patente, respeitados e legitimados pelo grupo ou corrente política que lideram", reforça o Diap.
Sobre o Diap
O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar é formado por cerca de 900 entidades sindicais de trabalhadores congregando centrais, confederações, federações, sindicatos e associações distribuídas em todos os estados do País, das quais 90 são de Brasília.l de Assessoria Parlamentar coloca o senador entre os 100 parlamentares de mais influência.

Fonte: http://www.tribunahoje.com/noticia/153505/politica/2015/09/02/collor-integra-grupo-dos-mais-influentes-do-congresso.html

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

CPI da Petrobras vai a Curitiba ouvir presos da Operação Lava Jato

Ex-ministro da Casa Civil José Dirceu será ouvido nesta segunda-feira (31).
Comitiva de deputados realizará sessões da CPI na cidade até quinta (3).
Integrantes da CPI da Petrobras começam a ouvir presos da Operação Lava Jato a partir desta segunda-feira (31), em Curitiba. A comitiva de deputados deve ficar na cidade até quinta-feira (3) para, além de ouvir os presos, fazer acareações entre eles. As sessões serão realizadas às 9h, no prédio da Justiça Federal.
José Dirceu é preso pela PF na Operação Lava Jato (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
José Dirceu foi preso pela PF na 17ª fase da
Operação Lava Jato (Foto: Dida Sampaio/Estadão
Conteúdo)


Esta é segunda vez que os parlamentares vão à capital do Paraná para ouvir investigados que estão detidos na cidade. A primeira vez foi em maio.

Entre os presos que serão ouvidos, já nesta segunda, está o ex-ministro José Dirceu, que foi preso na 17ª fase da operação, no dia 3 de agosto. Segundo o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal , Dirceu participou da instituição do esquema de corrupção da Petrobras quando ainda estava na chefia da Casa Civil, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ex-ministro "repetiu o esquema do mensalão", conforme o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. Além disso, Dirceu foi "instituidor e beneficiário do esquema da Petrobras", mesmo durante e após o julgamento do mensalão, ainda segundo o procurador.
Também serão ouvidos nesta segunda-feira: Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras; Otávio Marques de Azevedo e Elton Negrão de Azevedo, executivos da Andrade Gutierrez; e João Antônio Bernardi, funcionário da empresa Saipem.

Fonte: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2015/08/cpi-da-petrobras-vai-curitiba-ouvir-presos-da-operacao-lava-jato.html

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Em sabatina, Janot rebate acusações de Collor

Denunciado pelo Ministério Público Federal ao Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato, o senador Fernando Collor (PTB-AL) fez várias acusações ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante a sabatina desta quarta-feira (26). Janot precisa ser aprovado pelo Senado para ser reconduzido ao cargo.

Entre vários questionamentos, Collor acusou Janot de querer ser visto como “novo super-homem” e de vazar informações sigilosas dos processos. Janot respondeu dizendo que “o que tem sido chamado de espetacularização da Lava Jato, nada mais é do que a aplicação de princípio fundamental de uma República: todos são iguais perante a lei”.

O senador alagoano afirmou que Janot agiu com promiscuidade à frente do Ministério Público, por ter acolhido contraventores em sua casa de Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro.

“Não participarei da exumação pública de um homem que sequer pode se defender”, rebateu Janot, depois de explicar que um dos contraventores a quem Collor se referia era seu irmão, morto há cinco anos.

Collor acusou Janot de ter contratado a empresa Oficina da Palavra, sem licitação, para fazer a campanha dele ao cargo de chefe do Ministério Publico Federal em 2013 e de, após ser eleito, ter nomeado o dono da empresa, Raul Pillati, como secretário de Comunicação da Procuradoria-Geral da República.

"A Oficina da Palavra não é empresa de publicidade, é uma empresa que, nesses contratos, presta consultoria e treinamento de media training [treinamento para se relacionar com a imprensa] para membros do Ministério Público Federal. Aliás, [a empresa]  presta treinamento de media training para vários ministérios públicos, juízes e magistrados de vários estados", explicou Janot.

O senador quis saber detalhes do aluguel de uma casa no Lago Sul por R$ 46 mil mensais, que não teria habite-se (documento que autoriza ocupação de imóvel) para uso da Procuradoria-Geral da República. Janot esclareceu que o imóvel foi alugado para abrigar a recém-criada 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público.

"Foi sugerida a locação do imóvel, segundo critérios técnicos e menor custo em relação à área útil. No entanto, por ter sido apresentada carta de habite-se materialmente falsa para uso institucional, expedida pela Administração Regional do Lago Sul, bem como plantas arquitetônicas diversas das que foram visadas por aquele órgão, antes da ocupação pelo MPF, o contrato foi rescindido, e não houve pagamento de aluguel”, respondeu o procurador-geral.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2015/08/26/interna_politica,594618/em-sabatina-janot-rebate-acusacoes-de-collor.shtml

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Temer deixa o dia a dia da articulação política do governo


Brasília - O vice-presidente Michel Temer deixará o dia a dia da articulação política do governo, que comanda desde abril. Temer continuará atuando na articulação do Executivo com os demais poderes, com um papel mais institucional.

As funções do chamado varejo da articulação política, como a negociação de cargos e emendas parlamentares, ficarão sob a responsabilidade do ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, pelo menos até o dia 1° de setembro.

Depois disso, o ministro deve passar a se dedicar exclusivamente à sua pasta.

A decisão de Temer foi comunicada à presidente Dilma Rousseff na manhã de hoje (24). O vice-presidente e Eliseu Padilha participaram da reunião de coordenação política, com outros ministros, e depois permaneceram no gabinete para a conversa com Dilma.

Em entrevista após a reunião, os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e das Cidades, Gilberto Kassab, defenderam a atuação de Temer no governo, independente da função que ele ocupe.

“O vice-presidente Temer tem sido vital na construção da agenda do governo e na sua aprovação no Congresso. Tenho certeza que em qualquer cargo ou função que entender melhor para seu desempenho, ele continuará sendo um importante agente de apoio, de construção e de contribuição", disse o ministro.

Segundo ele, "várias propostas foram melhoradas por contribuição ou sugestão do vice-presidente”, disse Barbosa.

Temer assumiu as funções da Secretaria de Relações Institucionais em abril, diante do agravamento da crise entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.

No período, ele foi responsável pela articulação da aprovação das medidas do ajuste fiscal na Câmara e no Senado.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/temer-deixa-o-dia-a-dia-da-articulacao-politica-do-governo