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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

YouTube muda regra de anúncios e gera revolta

Logo do YouTube
Desde a noite da quarta-feira, 31, uma mudança na política de monetização de vídeos no YouTube veio à tona após a reclamação de alguns youtubers dos Estados Unidos.

De acordo com as novas regras, vídeos com conteúdo "pouco apropriado para anunciantes" não terão mais os anúncios no início e, portanto, não vão gerar lucro para os canais.

A política já havia sido anunciada no ano passado, mas parece que só agora está sendo aplicada. O youtuber Philip De Franco foi o primeiro a falar sobre o assunto, e revelou, via Twitter, que 12 de seus vídeos foram desmonetizados sem aviso prévio de acordo com as novas regras.

Depois disso, a hashtag #YouTubeIsOverParty tomou conta do Twitter americano, e é um dos tópicos mais comentados desta quinta, 1, e outros youtubers também expuseram problemas relacionados à mudança.

Entre os conteúdos que são considerados "não amigáveis para anunciantes", estão conteúdo sexual, como nudez e humor relacionado a sexo; apologia às drogas; discurso de ódio e temas controversos, como guerra, política, desastres naturais e tragédias. A medida causou revolta nas redes e muitos querem uma posição da plataforma de vídeos.

Fonte: Estadão Conteúdo

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Como conseguir upgrade para viajar sempre em primeira classe

Nova cabine de primeira classe da Air France
Até pouco tempo atrás, mesmo se você tivesse um status médio com uma companhia aérea, você poderia conseguir facilmente um upgrade da classe econômica para business ou primeira em muitos, senão na maioria, de seus voos.

Mas isso mudou. Hoje em dia, conseguir um upgrade gratuito virou exceção, e não regra, para os passageiros frequentes. Entenda por que -- e veja o que você pode fazer a respeito.

“Está ficando mais difícil conseguir um upgrade”, explica Gary Leff, fundador do blog de pontos e milhas View from the Wing, “porque as companhias aéreas estão monetizando os assentos de primeira classe de uma maneira que não costumavam fazer”.

Uma economia saudável nos EUA e em outros países significa que existem mais passageiros premium -- e mais pessoas com dinheiro para gastar em upgrades pagos.

Além disso, diz Leff, as tarifas de primeira classe já não são tão caras, então é mais fácil convencer os passageiros a comprá-las.

Cerca de quarenta empresas aéreas, como Singapore, Etihad e Virgin Atlantic, passaram a oferecer assentos premium em leilão em uma plataforma chamada Plusgrade.

A maioria delas permite que você faça um lance uma semana antes da data do voo e poucos dias depois avisa se você ganhou.

Como se pode deduzir, cada pessoa que ganha um leilão fica com um assento que poderia ter ido -- gratuitamente -- para um passageiro frequente.

As companhias americanas tradicionais até agora têm resistido à tendência dos leilões, mas a disponibilidade de upgrades minguou por outros motivos.

Por um lado, as fusões entre grandes companhias -- como Delta e Northwest, United e Continental e, mais recentemente, American Airlines e US Airways -- concentraram o número de passageiros de elite em menos programas.

O número de passageiros de elite que disputam um upgrade aumentou, porém o número de assentos premium nos aviões continuou o mesmo.

Como se tornar um passageiro VIP

Apesar da redução da disponibilidade de upgrades e da concorrência feroz, você ainda pode tentar conseguir um upgrade. Se você entender como as companhias aéreas fazem essa distribuição, o sistema está em suas mãos, no entanto, de um modo geral, a maioria das operadoras aéreas é muito precavida com seus algoritmos.

Cada empresa define suas próprias regras e pondera distintos fatores, como o nível do status de elite, códigos específicos de tarifa, quanto você gastou em suas passagens e se você tem um cartão de crédito associado à companhia aérea.

Para conseguir um upgrade, você pode tentar algumas estratégias:

Use milhas para comprar um upgrade

Participe de um leilão: as políticas podem variar de acordo com as empresas e rotas, mas você pode conseguir grandes descontos em bilhetes que antes não poderia pagar.

Escolha o avião: empresas usam aviões diferentes, às vezes nas mesmas rotas. Você pode alterar sua estratégia de acordo com o número de assentos premium do voo.

Evite rotas de negócios: voos com um maior número de viajantes de negócios possuem maior competição para upgrade. "Não voe quando a maioria dos viajantes de negócios voam, como nas manhãs de segunda-feira e quinta-feira e sexta-feira à tarde entre 17h e 19h30", diz Leff.

"O meio do dia de terças-feiras, quartas-feiras e sábados são sua melhor aposta . Voe durante as férias".

Se você não quiser ter muita dor de cabeça fazendo cálculos, uma estratégia é comprar uma tarifa premium com desconto.

As companhias aéreas estão promovendo esses assentos premium e muitas vezes oferecem aos passageiros da classe econômica a chance de fazer o upgrade por “um pouquinho mais”.

As ofertas continuam no check-in e no aeroporto. Compare essas ofertas com as tarifas online da mesma rota para ver se valem a pena. Se você conseguir um assento em business ou primeira classe com um grande desconto, é melhor comprá-lo e não se preocupar com a loteria do upgrade.

Fonte: Bloomberg

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Phelps vai desembolsar R$ 176 mil por medalhas na Rio-2016M

Michael Phelps celebra mais uma vitória
O nadador americano Michael Phelps encerrou na última sexta-feira (12) sua participação na Rio-2016 com cinco ouros e uma prata, se tornando o maior vencedor da história dos Jogos Olímpicos. Mas tantas medalhas têm um preço.

De acordo com uma publicação no site Inc.com, feita por Steve Mendelsohn, responsável pela rede de dados Checkpoint da Thomson Reuters, os atletas americanos de elite estão na faixa tributária mais alta nos Estados Unidos, de 39,5%.

E, como Phelps ganhou 140 mil dólares pelos prêmios na Rio-2016, terá que desembolsar 55,3 mil dólares em impostos —ou cerca de 176,13 mil reais, de acordo com a cotação de fechamento de sexta-feira (3,185 reais).

Os atletas olímpicos dos EUA recebem 25 mil dólares (79,6 mil reais) por cada medalha de ouro que ganharem, 15 mil dólares (47,8 mil reais) por medalha de prata e 10 mil dólares (31,9 mil reais) por medalha de bronze.

Mas nem todos os esportistas americanos que conquistarem medalhas na Rio-2016 terão que pagar uma taxa de imposto tão salgada. Isso porque a faixa tributária nos EUA varia de acordo com os ganhos de cada pessoa.

Assim, os atletas que recebem menos e, portanto, estão no nível mais baixo de tributação, pagam uma alíquota de 10% de imposto. Nesse caso, terão que pagar 2,5 mil dólares (8 mil reais) por cada medalha de ouro que ganharem, 1,5 mil dólares (4,8 mil reais) por medalha de prata e mil dólares (3,2 mil reais) por medalha de bronze.

Polêmica

A cobrança de impostos sobre premiações de atletas no exterior é uma antiga polêmica nos Estados Unidos, segundo Mendelsohn. Enquanto algumas pessoas são contra a taxação, uma vez que os esportistas estão defendendo o país, outras acham natural que seja descontado um percentual sobre a renda recebida.

Mendelsohn citou uma conversa com Sean Packard, diretor da consultoria financeira voltada para atletas Octagon Financial Services, em que o executivo trata o assunto como algo "simples".

"Como é retratado pela crítica é que os atletas vão aos Jogos defender seu país, ganham medalhas e, de repente, são surpreendidos por um imposto", disse Packard. "Na verdade, eles estão ganhando uma renda, e pagando um imposto sobre essa renda", completou.

O executivo alega que os atletas se beneficiam de outras coisas ao receber medalhas olímpicas, como aprimoramento do marketing pessoal, o que pode render contratos financeiros de valores bem mais expressivos do que os impostos pagos pelas premiações.

Fonte: Exame

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Governo autoriza importação de feijão para reduzir o preço


O Palácio do Planalto anunciou hoje (22) que o governo vai liberar a importação de feijão de alguns países, com o objetivo de reduzir o preço do produto nos supermercados. A medida valerá para o feijão com origem na Argentina, no Paraguai e na Bolívia.

De acordo com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, está em estudo a possibilidade de importar o produto também do México e da China, segundo informações divulgadas pelo Portal do Planalto.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Feijão, o aumento se deve à seca em grande parte dos estados que produzem o grão. Com isso, houve queda na oferta e, com o aumento da demanda, os preços acabaram subindo. O preço do feijão-carioca chegou a R$ 10 em supermercados de vários estados brasileiros.

Maggi disse ainda que pretende propor às grandes redes de supermercado que busquem comprar o produto nas regiões onde a oferta é maior. “Pessoalmente tenho me envolvido nas negociações com os cerealistas, com os grandes supermercados, para que eles possam fugir do tradicional que se faz no Brasil, e ir diretamente à fonte onde tem esse produto e trazer. E, à medida que o produto vai chegando ao Brasil, nós temos certeza de que o preço cederá na medida em que o mercado for abastecido”, disse o ministro por meio do portal.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Salário mínimo teria que ser de R$ 3.777,93, segundo Dieese

Notas de 100 e 50 reais; real
R$ 3.777,93: este seria o valor de salário mínimo suficiente "para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência" no Brasil.

O cálculo é feito mensalmente desde 1994 pela Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) com base em valores da cesta básica.

O cálculo de maio subiu em relação a abril (R$ 3.716,77), mas ficou abaixo de janeiro (R$ 3.795,24).

O salário mínimo "necessário" é 4,3 vezes maior do que o salário mínimo atualmente vigente no Brasil, de 880 reais.

Em maio de 2015, o valor "suficiente" era de R$ 3.377,62, o equivalente a 4,8 vezes o salário mínimo do período, de 788 reais.

Cálculo

A lei determina que o reajuste anual do salário mínimo tem como base a soma da variação do INPC (inflação para população de baixa renda) no ano anterior, acrescido da taxa de crescimento real do PIB dois anos antes.

Já que o PIB ficou parado em 2014 e teve queda em 2015, o que vai se repetir em 2016, o próximo aumento real ficará no mínimo para 2019 (isso se a lei não mudar nesse ínterim).

Desejo X Realidade

Em um vídeo, o economista Carlos Eduardo Gonçalves explica quais seriam as consequências práticas se o salário mínimo "necessário" fosse estabelecido por lei:

"O que vai acontecer com a pessoa hoje empregada que ganha um salário baixo? (...) Você acha que elas vão continuar todas empregadas ganhando R$ 3.700 ou elas vão ser mandadas emboras porque a contribuição delas pro produto final da empresa não vale esses R$ 3.700?".

Veja o vídeo:
Fonte: Exame

sábado, 4 de junho de 2016

Smartphone vai se tornar carteira digital, diz Febraban

Samsung Pay
O seu smartphone já faz quase tudo hoje em dia, mas a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) ainda acredita que ele poderá se tornar a sua carteira digital em breve.

De acordo com Gustavo Fosse, diretor setorial de tecnologia e automação bancária da Febraban, os aparelhos poderão ser usados para pagamentos em lojas físicas, tomando o lugar do cartão de crédito de plástico, e até mesmo para debitar crédito em catracas de transporte público (ônibus, metrô ou trem).

O primeiro cenário já está próximo, com o lançamento anunciado do Samsung Pay, a carteira virtual da Samsung, que deve acontecer nos próximos meses. A Apple também tem um serviço similar, mas que ainda está em fase de negociação no Brasil e não há previsão oficial de estreia.

Fosse, entretanto, lembra que nada impede que os próprios bancos lancem suas próprias carteiras digitais no futuro. O pagamento poderia ser realizado por uma tecnologia chamada NFC, presente em smartphones topo de linha e em alguns intermediários avançados. Ela promove uma comunicação segura com o terminal de pagamentos da loja física, dispensando o uso do cartão de plástico.

O uso do smartphone para realizar pagamentos em transporte público ainda não tem previsão de acontecer, pois é algo que depende de parcerias com prefeituras. Em São Paulo, a inovação mais recente neste campo é a possibilidade de recarregar o Bilhete Único dentro do ônibus (334 veículos permitem a ação, mas ainda estão em fase de testes).

A visão da Febraban sobre o futuro do uso dos smartphones tem base em dados de uso, coletados pela Deloitte para o relatório chamado Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2015.

No ano passado, o crescimento de uso de mobile banking foi de 138% em relação ao ano de 2014. Ou seja, os brasileiros fizeram 11,2 bilhões de transações bancárias pelo celular, enquanto, no passado, eram 4,7 bilhões.

Paschoal Baptista, sócio da Deloitte e especialista na indústria de serviços financeiros, vê o crescimento relacionado com o aumento de smartphones. “É algo natural e o brasileiro está menos receoso de realizar operações pelo celular”, afirmou Baptista.

Para garantir a segurança e a oferta de um bom serviço mobile, os bancos gastam muito com tecnologia. No ano passado, os investimentos e as despesas nesse setor somaram 19,2 bilhões de reais, sendo que 44% em software, 35% em hardware, e 20% em telecomunicações.

Os principais bancos do país contam com aplicativos que já são diferentes das versões para navegadores, indica Baptista. Isso estimula o uso pelo celular.

Na visão dos porta-vozes, alguns dos recursos mais atraentes são a possibilidade de pagar contas usando a câmera para a leitura de códigos de barras e de gerenciar as finanças a qualquer momento do dia.

Com essa cultura disseminada, a adoção do smartphone como carteira digital deve ser algo que acontecerá em breve.

Fonte: Exame

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Promotoria inocenta Messi de fraude, mas pede prisão do pai do jogador


A Promotoria da Espanha acredita que o atacante Lionel Messi não teve intenção de cometer fraude e pediu sua absolvição nesta sexta-feira, ao apresentar seu relatório final no julgamento do caso, mas pediu a prisão do pai do jogador, Jorge Horacio Messi, acusado de três crimes contra a Fazenda Pública.

"O julgamento esclareceu as dúvidas e mostrou a ausência de dolo (intenção) de Messi em praticar fraude. Por isso, peço a absolvição dele", afirmou a promotora Raquel Amado, que já tinha solicitado o arquivamento das denúncias contra o craque do Barcelona.

A Promotoria, porém, manteve o pedido de 18 meses de prisão para o pai de Messi, que também atua como seu representante, pela fraude de 4,1 milhões de euros dos direitos de imagem recebidos pelo jogador e sonegados nas declarações do Imposto de Renda entre 2007 e 2009.

O valor, mais os juros (cerca de 5 milhões de euros no total), já foram pagos pelo jogador em agosto de 2013.

"A fraude - através da criação de uma sociedade no Uruguai e a instrumentalização de outras duas na Suíça e no Reino Unido - foi executada por decisão do pai", destacou Raquel.

A promotora explicou que a estratégia do pai de Messi durante o período foi "transferir a responsabilidade para seus assessores fiscais (Juárez Veciana Advogados)", mas destacou que, para efeitos penais, essa tese não se sustenta.

"Neste tipo de fraudes, é óbvio que é preciso que alguém lhe venda a moto, mas também é necessário que o interessado queira comprá-la. Jorge Messi comprou a moto", afirmou a promotora.

A Advocacia do Estado, por outro lado, manteve o pedido de 22 meses de prisão para ambos acusados, pois considera que, apesar de Jorge Messi ter "supervisionado" a criação de toda a estrutura da fraude, "manteve" o filho informado sobre o processo.

"Jorge Horacio Messi explicou que teve uma conversa com seu filho sobre a conveniência de serem assessorados por alguém legalmente. Depois, não voltaram a falar mais sobre o tema? Para mim, o que disseram não tem nenhuma credibilidade", disse o advogado que representa o governo da Espanha, Mario Maza.

"O jogador não se interessar por essas questões não quer dizer que o pai não o informava sobre elas. Até uma criança de dez anos entende que é preciso pagar impostos", completou o advogado.

Por outro lado, o advogado de Messi, Enrique Bacigalupo, destacou que as empresas usadas na fraude não estavam em paraísos fiscais e que seu cliente não mostrou ser "indiferente ao cumprimento do dever". "Messi sempre confiou em seus assessores e em seu pai, pessoa a quem pediu para buscar esses assessores, diante de seu total desconhecimento sobre assuntos legais", completou Bacigalupo.

A defesa mais veemente foi feita pelo advogado do pai de Messi. Javier Sánchez-Vera. "Não há nenhum dado, nenhum documento concreto que mostre que Jorge Horacio Messi supervisionou toda a estrutura".

Segundo o advogado, Jorge Messi foi uma vítima de seu ex-sócio Rodolfo Schinocca, que o "enganou" ao supostamente embolsar parte do dinheiro recebido pelo Messi por um contrato com a Adidas.

Por esse motivo, o pai do jogador pediu ajuda ao escritório Juárez Veciana Advogados.

Sánchez-Vera também afirmou que Jorge Messi passa muito pouco tempo em Barcelona, porque mora na Argentina e, por isso, não deve pagar impostos na Espanha. "A única empresa que possui é a do Uruguai para faturar os serviços de representação de seu filho. Isso é perfeitamente legal. Qual é o problema?", questionou.

Fonte: EFE

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Criança descobre falha no Instagram e ganha 10 mil dólares

Logo do Instagram
Aprender programação cedo na vida tem suas vantagens para o mercado de trabalho e este é o caso de Jani, de 10 anos de idade. Ele descobriu uma falha no código do aplicativo do Instagram – que já foi corrigida – e se tornou a pessoa mais jovem a receber uma recompensa do Facebook: 10.000 dólares.

Ao mexer no código do app, o garoto finlandês descobriu que era possível forçar a remoção de comentários nas publicações dos usuários, algo que permitiria uma espécie de censura a quem conhecesse a técnica.

O prêmio dada a Jani faz parte do programa de caça a bugs, que é promovido pelo Facebook desde 2011. No total, a companhia já pagou o valor de 4,3 bilhões de dólares a mais de 800 pesquisadores de segurança digital por descobertas de falhas em seus apps. As recompensas normalmente têm valor menor que a concedida a Jani e giram em torno dos 1.780 dólares, segundo o Washington Post.

O jovem recebeu um prêmio maior do que a média porque a falha encontrada por ele poderia afetar qualquer um dos mais de 400 milhões de usuários mensalmente ativos do Instagram.

Não se sabe como a falha foi encontrada na API (interface de programação do app), mas Jani e seu irmão têm o hábito de assistir vídeos sobre segurança digital no YouTube, de acordo com o site iltalehti.

O garoto planeja usar o dinheiro para comprar uma nova bicicleta, equipamento de futebol americano e novos computadores para seus irmãos.

Uma curiosidade: segundo os termos de serviço do Instagram, a idade mínima para utilizar o aplicativo é 13 anos de idade. Ou seja, Jani ainda precisa esperar três anos para poder publicar fotos na rede social sem violar a política de uso – apesar de sua descoberta.

Fonte: Exame

Entrada de dólares supera saída em US$ 6,5 bi em abril

Dinheiro, nota de dólar
Depois de dois meses seguidos de saldo negativo, mais dólares entraram do que saíram do país em abril. O saldo positivo do fluxo cambial ficou em US$ 6,515 bilhões, de acordo com dados divulgados hoje (4) pelo Banco Central (BC).

A maior parte do resultado positivo veio do fluxo comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações), com US$ 6,017 bilhões.

O fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimento direto no país, entre outras operações) ficou positivo em US$ 498 milhões no mês passado.

Nos quatro meses do ano, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 3,847 bilhões. O fluxo comercial registrou saldo positivo de US$ 13,045 bilhões e o comercial, resultado negativo de US$ 16,892 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Vendas de supermercados crescem 8,44% em março

Verduras no supermercado
Os supermercados de todo o país faturaram em março 8,44% mais do que em fevereiro último com valores já deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sobre março de 2015, houve alta de 4,16% e, no acumulado do primeiro trimestre de 2016, de 1,18%.

Os dados são da pesquisa Índice Nacional de Vendas Abras, calculado pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

O presidente da entidade, Fernando Yamada, atribuiu o crescimento ao fato de a páscoa ter sido comemorada em março. Observou que o período da páscoa é o segundo melhor em vendas para o setor.

Apesar do aumento, ele lembrou que os dois meses anteriores acumularam queda de 0,36% , manifestando a expectativa de um desempenho ruim ao longo do ano.

“Para abril , no entanto, a perspectiva é de recomposição na comparação com abril do ano passado. Com isso, continuamos com a mesma perspectiva com a qual iniciamos o ano, de uma queda de 1,8% nas vendas em 2016”, afirmou.

Crise

Essa projeção negativa, conforme Yamada, deve-se às incertezas quanto ao futuro da economia diante das turbulências políticas.

“Para voltarmos a crescer, precisamos estabilizar a crise política e voltar a planejar a médio e longo prazo, gerando mais empregos e renda para o trabalhador voltar a reativar o consumo”, defendeu.

A abras também informou que os preços dos 35 produtos que compõem a cesta pesquisada pela entidade aumentaram em média 1,07%, passando de R$ 456,22 (em fevereiro) para R$ 461,12 (em março).

Entre os itens que ficaram mais caros estão o leite longa vida, cerveja, detergente líquido para louças e açúcar. Já entre os produtos em queda estão a cebola, xampu, sabonete e tomate.

Por região, a cesta que teve o maior aumento foi a do Centro-Oeste (3,12%), com o valor de R$ 447,38. No Norte, foi verificada queda (-1,69%), com o valor de R$ 505,97.

Fonte: Exame

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Milionário se diz arrependido por esquema de propinas

Jogando futebol
Quando o ex-funcionário do Citigroup, Alejandro Burzaco, comprou uma participação minoritária em uma empresa de marketing esportivo argentina, em 2005, ele soube que sua nova firma vinha subornando autoridades do futebol por anos, segundo registros judiciais divulgados na segunda-feira.

Em vez de deixar a Torneos y Competencias, Burzaco escolheu pagar subornos e propinas a “várias” autoridades do futebol pelos direitos de marketing aos torneios, disse ele a um juiz dos EUA em Nova York, em novembro passado.

A transcrição da confissão de culpa de Burzaco, feita em um tribunal fechado ao público, foi divulgada na segunda-feira a pedido da Bloomberg News.

“Eu fui informado de que o acordo estava em vigor havia algum tempo”, disse Burzaco. “Eu sei que deveria ter ido embora naquele momento, mas em vez disso eu concordei em trabalhar para a Torneos e concordei em ter um papel ativo nos esquemas de propinas. Eu me arrependo da decisão. Eu estava errado”.

Burzaco, que se tornou CEO da Torneos em outubro de 2006, disse que seus pagamentos ilícitos continuaram até 2015. Ele concordou em devolver US$ 21,6 milhões.

Em sua confissão Burzaco disse que havia trabalhado durante 15 anos no Citigroup. O porta-voz do banco, Mark Costiglio, preferiu não comentar sobre Burzaco.

Transcrições reveladas

O juiz também revelou as transcrições das confissões de culpa de José Margulies, um intermediário brasileiro que admitiu o pagamento de propinas, e de Jeffrey Webb, ex-presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe, ou Concacaf, que disse que aceitou pagamentos ilícitos. Ele é natural das Ilhas Cayman.

Burzaco disse que se uniu a integrantes de outras duas empresas de marketing esportivo ao concordar em pagar dezenas de milhões de dólares em subornos a autoridades do futebol pelos direitos da Copa América Centenário, um torneio de 32 jogos programado para 10 cidades dos EUA em junho. O torneio foi organizado por autoridades da Concacaf e da Confederação Sul-americana de Futebol, a Conmebol, que aceitaram subornos.

“No fim das contas, eu decidi não pagar suborno ou propina a autoridades da Conmebol e da Concacaf em conexão com o torneio de 2016 por medo da lei”, disse Burzaco. “No entanto, eu sei que foi errado concordar com o pagamento de subornos em si”.

Burzaco declarou-se culpado por conspiração para lavagem de dinheiro, conspiração para extorsão e conspiração para fraude eletrônica. Ele foi libertado sob a fiança de US$ 20 milhões.

No total, 15 pessoas se declararam culpadas por suas atuações ao longo de uma operação americana de repressão à corrupção no futebol nas Américas. Os promotores dizem que as autoridades do futebol e executivos pagaram mais de US$ 200 milhões em subornos pelos direitos de mídia e de marketing dos torneios, em nome de países que esperavam sediar a Copa do Mundo, e pelas eleições da Fifa, o órgão que administra o esporte.

Os promotores podem pedir aos juízes a vedação das transcrições dos réus que se declaram culpados e cooperam com as investigações. O Departamento de Justiça dos EUA está investigando a atuação dos bancos na facilitação de pagamentos para lavagem de dinheiro.

Direitos comerciais

Webb, que se declarou culpado uma semana depois, admitiu que aceitou subornos pelos direitos comerciais de uma série de torneios antes e depois de sua eleição como presidente da Concacaf, em maio de 2012. Ele concordou em devolver US$ 6,7 milhões.

Margulies, que tinha 76 anos quando se declarou culpado, dois dias após Webb, admitiu que em 1986 começou a ajudar seu amigo José Hawilla, dono da Traffic, com sede no Brasil, a conseguir direitos comerciais de torneios. Essa ajuda se transformou em subornos em 1991, quando ele começou a repassar propinas da Traffic a autoridades da Conmebol, disse ele. Hawilla declarou-se culpado antes e concordou em devolver US$ 151 milhões.

“Embora eu não tenha recebido minha comissão por esses pagamentos, eu os fiz para manter minha relação com a Traffic”, disse Margulies. “Eu fiz esses pagamentos de forma regular em nome da Traffic até cerca de 2007”.

Margulies disse que também efetuou pagamentos de subornos de 2000 a 2015 em nome de uma empresa que era, originalmente, uma joint venture da Traffic com a Torneos. Posteriormente, a empresa se tornou uma joint venture da Torneos com outros investidores, disse ele. Ele recebeu comissões de 1 por cento por essas transferências de dinheiro posteriores, que passaram por bancos americanos, disse ele.

“Estou arrependido pelos problemas que causei à minha família, ao mundo do futebol e aos Estados Unidos”, disse Margulies, que foi libertado sob fiança de US$ 10 milhões. Ele concordou em devolver US$ 9,2 milhões.

Fonte: Exame

segunda-feira, 21 de março de 2016

31% dos usuários da Netflix não pagam a própria conta

Série original do Netflix - Jessica Jones
Você usa a conta da Netflix de outra pessoa? É daqueles que pega a senha emprestada da amiga para ver uma série e fica usando para sempre? Tudo bem, calma, você não está sozinho nesse mini-calote: uma pesquisa do site Quartz concluiu que 31% dos americanos com acesso ao serviço não pagam por ele.

A pesquisa, realizada em janeiro deste ano, foi respondida por 2.255 pessoas nos Estados Unidos. De acordo com os resultados, os homens são os que mais "roubam" as contas: 37% deles compartilham o usuário, enquanto entre as mulheres, o número cai para 27%.

A idade também tem tudo a ver com as contas não pagas: quanto mais novos os usuários, maiores as chances de "calote". Dos adolescentes de 12 a 17 anos, 69% usam a conta de outras pessoas, mas, a partir dos 25 anos, isso só acontece com 20% dos usuários.

Esses números fazem muito sentido se a gente pensar que pessoas mais novas provavelmente moram com os pais. E de fato, 80% das pessoas que não têm conta "roubam" a dos pais, e só 5% do total de pessoas que responderam ao questionário assistem suas séries e filmes usando contas de amigos. Ou seja: parece que ter a própria conta da Netflix realmente é um sinal de independência!

Mas se tanta gente assim não paga pelo serviço, será que a Netflix não perde grana com essa forma de comercializar seu conteúdo?

Perde, sim. E muito. Ano passado, a Netflix perdeu US$500 milhões por causa do "truque" de usar a conta de outra pessoa. Mas, pelo menos publicamente, a empresa disse que não está preocupada com isso: de acordo com o CEO, Reed Hastings, o compartilhamento de contas não é um defeito, mas uma característica importante do serviço.

Além disso, como a maioria das pessoas que não paga a própria conta dividem o login com os pais, a perda de dinheiro acaba sendo um investimento para atrair novos usuários, já que muitos acabam adquirindo uma conta quando têm condições de pagar. Faz sentido: quanto mais pessoas assistirem, mais consumidores em potencial eles têm, como uma grande publicidade.

O problema real enfrentado pela Netflix, segundo o CEO, é o tráfico de senhas online, feito por hackers, tanto na deep web quanto nas camadas mais superficiais. Mas a pirataria já existia muito antes dos serviços de conta compartilhada da Netflix. E se a empresa decidisse proibir ou dificultar esse compartilhamento, talvez os hackers até ganhassem mais popularidade.

Então, pode dividir a conta com a galera sem culpa.

Fonte: Exame

segunda-feira, 7 de março de 2016

Hacker de 17 anos ganha a vida verificando cartões roubados

Cartão MasterCard em terminal de compras
Um hacker de 17 anos ganha a vida verificando credenciais de cartões de crédito roubados. É isso que mostra um estudo recente da empresa de segurança digital Trend Micro.

O jovem, que tem o apelido de "Fama", oferece o serviço chamado CheckerCC em fóruns da Deep Web, parte da internet que não aparece em resultados de pesquisas realizadas em sites como Google ou Bing.

A companhia informa que Fama mora em São Paulo e cobra 100 reais por mês para oferecer o serviço ilegal na internet.

De acordo com o estudo, uma pessoa pode se tornar uma criminosa digital ao fim de um curso de três meses, voltado para hackers, que custa 300 reais e ensina a roubar credenciais de cartões bancários.

A Trend Micro diz também que o hacker promove roubo de dados por meio da tática conhecida como phishing. Ele tem uma página falsa no ar para tentar captar dados de membros de um programa de passageiros de uma companhia aérea. O jovem tem mais nove domínios falsos como esse.

A empresa informou que Fama continua na ativa até a publicação desta reportagem. Entretanto, ele não parece se preocupar com sua presença na internet, já que utiliza seu nome real em seu perfil no Skype – porém, ele não foi revelado pela Trend Micro.

Pequenas transações são realizadas pelo hacker para checar as credenciais de um cartão. Por isso, a companhia de segurança digital avisa que é bom ficar de olho nesse tipo de pagamento fraudulento.

Fonte: Exame

Queda do dólar provoca corrida em bancos e corretoras

Notas de dólar
A forte queda dos preços do dólar na quinta e na sexta-feira da semana passada fez disparar a procura pela moeda americana nas agências dos bancos e nas corretoras.

Diretores de instituições estimam que a procura no mínimo dobrou em relação aos dias normais e, em alguns casos, triplicou. Na Mirae Wealth Asset Management, a venda quase triplicou, explica Pablo Stipanicic Spyer, diretor de operações.

“Foi um movimento pontual, mas dobrou na quinta e na sexta-feira”, diz. No Banco Ourinvest, que além da clientela própria também fornece moeda para outras instituições, o aumento da procura foi de mais de 120% comparado a um dia normal entre quinta e sexta-feira.

Também no Banco Paulista, a procura por dólar pelos clientes no varejo mais que dobrou na sexta-feira e continua forte hoje, mas um pouco menor.

O dólar comercial, que vinha sendo negociado a R$ 4,00 ao longo deste ano, caiu de R$ 3,94 na terça-feira para R$ 3,71 na sexta-feira.

Já o turismo, das viagens e cartões, caiu de R$ 4,09 para R$ 3,87. Hoje, as cotações estão em R$ 3,78 e R$ 3,87, respectivamente.

A moeda iniciou a semana em queda, mas recuou com força na quinta-feira, após o vazamento da suposta delação premiada do ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, e mais ainda na sexta-feira, com o depoimento força do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os eventos aumentaram a especulação em torno de uma saída da presidente Dilma Rousseff do cargo.

Na assessoria de câmbio FB Capital, a procura mais que dobrou na quinta e na sexta-feira, tanto em valores quanto em número de operações e de consultas de clientes, explica seu diretor, Fernando Bergallo.

”O pessoal ficou louco, foi uma enxurrada, não demos conta de atender tanta gente nos procurando para comprar dólar”, diz.

“Fiquei até 17h30 de sexta-feira atendendo clientes desesperados para comprar e buscando cobertura para vender moeda, tamanha foi procura de pessoas querendo aproveitar essa barrigada dos preços”, conta.

”Muita gente nem entendia muito bem o que estava acontecendo, mas correu comprar.”

Segundo Bergallo, muitos investidores haviam adiado a compra de dólares quando a moeda superou os R$ 4,00.

“Muita gente deixou até de pagar compromissos no exterior, o que criou também uma demanda reprimida, que veio toda de uma vez para o mercado”, explica.

Junto vieram clientes procurando antecipar a compra de moeda de compromissos futuros para aproveitar os preços.

“Teve clientes que venderam ações para comprar dólar ou resgataram antes aplicações que iam ficar livres de imposto para aproveitar os preços”, diz. E são valores razoáveis, de US$ 100 mil a US$ 300 mil.

“Nós não trabalhamos com o dólar de varejão, mas mesmo assim, a procura foi muito grande”, diz.

Hoje, porém, o volume continua elevado, mas mais perto do normal, diz Bergallo.

“Tivemos já quatro clientes nos procurando para enviar recursos para fora, mas já há uma redução em relação a quinta e sexta-feira, até porque as pessoas querem ver agora para onde vão os preços”, explica.

Para ele, os próximos dias serão importantes para definir a procura pela moeda. A expectativa é que, se houver um movimento forte para cima ou para baixo, a procura caia.

“Se houve ruma variação forte, o comprador vai esperar para ver qual a nova banda de flutuação da moeda”, diz.

Bergallo lembra que muita gente assumiu compromissos em dólar, como a compra de imóveis no exterior, quando a moeda estava em torno de R$ 2,00 a R$ 2,50, entre 2013 e 2014, a agora está sofrendo para pagar os compromissos com a moeda acima de R$ 4,00.

Por isso a grande procura quando a moeda recuou para perto de R$ 3,70.

“Recomendamos aos clientes para comprar, pois entendemos que uma queda dessas, de 8% em poucos dias, vai ter uma correção, uma realização, e as pessoas físicas costumam perder essas oportunidades”, explica.

O especialista considera o movimento da moeda e dos mercados na semana passada exagerado. “O cenário externo ajudou a derrubar a moeda, mas não vejo nenhuma correlação entre o Lula ser preso e a economia melhorar”, afirma.

“Ou mesmo de o governo Dilma cair e tudo melhorar, é um chute muito longo, pois nem sabemos quem vai assumir no lugar dela ou qual o rumo que a economia vai tomar”, avalia. “Foi um movimento muito mais especulativo do que com base em fundamentos”.

Fonte: Exame

Momento pode ser bom para comprar dólar, diz especialista

Nota de dólar; alta
Os mercados financeiros brasileiros não estão seguindo fundamentos, mas sim um “rally de impeachment”, que começou na quinta-feira com as denúncias da suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e continuou na sexta-feira com a operação da Polícia Federal na casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A avaliação é José Raymundo de Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos.

Especialista em câmbio, Faria Júnior acredita que o dólar não tem muito mais espaço para cair e o momento pode ser bom para compra. Já a bolsa pode ir um pouco mais para cima pelos ajustes de posições dos especuladores.

Ele avalia que, apesar de a condução coerciva de Lula não significar a condenação do petista, o evento se tornou um fato político e vai dar mais fôlego às manifestações contra o governo marcadas para este mês.

“As manifestações vão ‘bombar’, na sexta-feira soltaram fogos na Faria Lima (avenida que se tornou novo centro financeiro de São Paulo) e é uma questão de tempo para a presidente Dilma (Rousseff) cair”, afirma Faria Junior.

“O PT está com raiva da Dilma porque ela ‘deixou pegarem o Lula’ e não vai apoiar mais nada de ajustes ou reformas, enquanto o PSDB, sem uma movimentação dos petistas, não vai votar nada, o que paralisará de vez o governo”, avalia.

“Pode demorar um pouco mais para ela sair, mas é uma questão política, a presidente não tem mais suporte depois desses casos do Delcídio e do Lula.”

Analisando o comportamento dos ativos pelos gráficos, ele diz que o Índice Bovespa iniciou uma tendência de alta que pode levar o índice a subir mais 10%.

“Os vendidos (que apostavam na baixa das ações) tiveram de comprar para cobrir posições e agora devem ficar comprados diante do novo cenário, e por isso o mercado vai subir ainda um pouco mais”, afirma.

Já o dólar não tem muito espaço para cair e está em um ponto bom para quem precisa ou quer comprar.

“Temos muitos fatores que vão impedir uma queda maior da moeda americana, como o cenário externo, o risco Brasil, o grande volume de swaps cambiais que o Banco Central vai ter de recomprar e a Argentina”, explica Faria Junior.

Os argentinos desvalorizaram o peso e, como 8% de tudo que o Brasil exporta vai para lá, o real não pode se valorizar muito.

Ele espera que, depois dos movimentos políticos, os mercados brasileiros voltem a reagir também aos mercados internacionais.

“Serão dois motores ligados, o político local e o externo, puxando o mercado para direções nem sempre semelhantes”, diz.

Fonte: Exame

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Veja em um diagrama como 37 bancos se tornaram 4 em 20 anos

A concentração no setor bancário americano chegou a níveis extremos.

Há hoje 33% mais grandes bancos do que em 2000. De acordo com a Federal Deposit Insurance Corporation, foram 182 fusões e 107 consolidações por ano de 2001 a 2011.

O resultado é que os cerca de 37 bancos importantes que existiam em 1990 hoje se resumem a quatro grandes: Citigroup, JP Morgan Chase, Bank of America Merrill Lynch e Wells Fargo.

Veja no diagrama divulgado pelo site Value Walk (aqui em versão maior):
Concentração no setor bancário americano
Um dos fatores recentes que aceleraram este processo foi a crise financeira de 2008, que matou 5% dos pequenos bancos, segundo um estudo publicado pela Conference of State Bank Supervisors (CSBS).

E depois da crise veio a resposta do governo americano na forma de uma regulação mais rígida, especialmente com a aprovação da Lei Dodd-Frank em 2010, feita para garantir mais estabilidade ao setor e evitar a necessidade de resgates pelo governo.

Do lado da esquerda, há pedidos para "desmantelar os grandes bancos" considerados como de risco sistêmico pela lei. É o que quer Bernie Sanders,  pré-candidato em ascensão para a indicação do Partido Democrata à presidência dos EUA.

Do lado da direita, há críticas de que as centenas de páginas de novas regulações na verdade colocam um peso extra sobre os bancos pequenos e assim favorecem os grandes, que tem mais recursos para se adaptarem.

"Apesar da concentração bancária em si não ser ruim, fardos regulatórios crescentes não deveriam ser o fator para consolidação regulatória. A Dodd-Frank é custosa para os grandes bancos também, mas bancar o cumprimento das normas pode ser particularmente um desafio para pequenos bancos com acesso limitado a essa expertise", diz um estudo do centro Mercatus da George Mason University.

No Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisa atualmente a compra do HSBC pelo Bradesco, anunciada em agosto do ano passado por US$ 5,2 bilhões e já aprovada pelo Banco Central.

Com o negócio aprovado, a previsão é que 5 instituições deterão 69% dos ativos totais do sistema nacional ou R$ 5,2 trilhões, conforme dados do Banco Central.

"A indústria bancária é concentrada em todo o mundo, porque tem economias de escala importantes. No Brasil, a concentração bancária não é muito diferente de outros mercados emergentes, embora seja maior que em países avançados", afirmou em junho o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal.

Fonte: Exame

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

YouTube lança recurso de doações nos vídeos

Logo do YouTube
O Google anunciou uma novidade que deve ajudar organizações sem fins lucrativos a arrecadarem fundos em campanhas na internet.

A partir de agora, o YouTube passa a contar com o "Donations Cards", um recurso que permite aos seus usuários oferecer opções de doação ao público. O botão para doar pode ser adicionado às informações de cada vídeo e os valores podem ser pagos com cartão de crédito.

Por enquanto, o recurso está disponível para um número limitado de ONGs nos Estados Unidos, mas usuários de todo o mundo já podem apoiar as causas e vinculá-las às suas páginas.

O YouTube anunciou a ferramenta em seu blog oficial e, segundo a postagem, em breve a iniciativa será expandida para localidades fora do território norte-americano. Os detalhes sobre como incluir o recurso estão disponíveis na Central de Ajuda da plataforma.

Fonte: Exame

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Loteria americana sorteia hoje prêmio de US$ 1,5 bilhão

dólares
Um apostador pode levar nesta quarta-feira o prêmio Powerball de US$ 1,5 bilhão, o maior da história da loteria americana.

Desde que houve um último ganhador desta loteria, no dia 4 de novembro, foram vendidos bilhetes em um valor que supera o 1,75 bilhão de dólares, disse Gary Grief, diretor-executivo da Loteria do Texas à AFP.

Mesmo após a dedução de impostos, o eventual ganhador será mais rico que o jogador de futebol argentino Lionel Messi, o campeão suíço de tênis Roger Federer ou a superstar Beyoncé.

Os apostadores fazem fila para comprar bilhetes, embora a probabilidade de ganhar seja uma em 292 milhões, tão remota que uma pessoa tem 246 vezes mais chances de ser fulminada por um raio, segundo o jornal The New York Times.

O prêmio acumulado supera 1,5 trilhão de dólares. O resultado do sorteio será divulgado às 22h59 locais (01h59 de Brasília de quinta-feira).

A Powerball é uma loteria bissemanal cujos bilhetes são vendidos em 44 estados do país, assim como na capital, Washington DC, em Porto Rico e nas Ilhas Virgens americanas. Quanto mais pessoas jogam, maior é o prêmio.

Para receber o valor, o apostador deve ter em seu bilhete os números das cinco bolas brancas sorteadas de 1 a 69 e o de uma bola vermelha entre os números 1 e 26.

No sorteio de sábado cinco pessoas conseguiram os cinco primeiros números - obtendo um milhão de dólares - mas não conseguiram acertar a bola vermelha.

O recorde para um ganhador único do Powerball foi registrado em 18 de maio de 2013, quando uma aposentada de 84 anos, que vivia em um bairro residencial de Tampa, na Flórida, ganhou 590,5 milhões de dólares.

Fonte: Exame

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Dólar fecha em queda e vai abaixo de R$3,85

Dólar
O dólar fechou em leve queda e abaixo de 3,85 reais nesta quarta-feira após o discurso da chair do Federal Reserve, Janet Yellen, vir em linha com as expectativas de operadores, que apostam que o banco central norte-americano deve elevar os juros neste mês, mas adotar postura gradual dali em diante.

O dólar recuou 0,50 por cento, a 3,8355 reais na venda. A moeda norte-americana atingiu 3,8320 reais na mínima da sessão e 3,8765 reais na máxima.

"(O discurso) veio bem em linha com o esperado, praticamente não há surpresas", disse o presidente da empresa de investimentos Libertyview Capital Management, Rick Meckler. "O Fed deu aos investidores muito tempo e muitas direções sobre como pretende (elevar os juros). Se for uma surpresa para você, você não está acompanhando essa história".

Yellen afirmou que o "está esperando" pela alta de juros, que será vista como uma prova da recuperação após a economia atravessar por uma recessão. No texto preparado para seu discurso, ela não indicou se ainda espera que seja justificável que o Fed eleve os juros em sua reunião em duas semanas.

Juros mais altos nos Estados Unidos poderiam atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados em países como o Brasil, mas muitos operadores acreditam que o mercado já incorporou esse cenário e passaram a se concentrar no ritmo dos aumentos seguintes. Os juros futuros norte-americanos apontavam chances de mais de 75 por cento de a primeira alta vir neste mês.

No cenário local, investidores evitaram fazer grandes operações enquanto o Congresso votava a mudança da meta de resultado primário de 2015. Pelo segundo dia consecutivo, a Comissão de Ética da Câmara dos Deputados adiou votação do andamento do processo contra o presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pode resultar em sua cassação.

O mercado ainda repercutiu positivamente a aprovação na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do destaque que incluiu nas receitas do Orçamento de 2016 a previsão de arrecadação vinda da CPMF, no valor de cerca de 10 bilhões de reais. O imposto é considerado crucial para o ajuste fiscal pelo governo e ainda precisa ser recriado por meio de aval do Congresso Nacional.

"O mercado opera hoje com um olho na agenda externa e outro no Congresso Nacional", resumiu o operador da corretora Correparti Jefferson Luiz Rugik.

Pela manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais que vencem em janeiro, vendendo a oferta total de até 11.260 contratos, que equivalem a venda futura de dólares. Ao todo, a autoridade monetária já rolou o correspondente a 1,096 bilhão de dólares, ou cerca de 10 por cento do lote total, equivalente a 10,694 bilhões de dólares.

Fonte:Exame/Abril

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

"Super-ricos" da Suíça estão cada vez mais ricos

Bandeira suíça diante de agência do banco UBS em Berna
Os membros do seleto clube dos 300 'super-ricos' na Suíça, que inclui a cantora Tina Turner e os herdeiros da marca Gucci, aumentaram ainda mais sua fortuna em 2015, apesar dos sobressaltos da Bolsa, segundo um estudo anual da revista Bilan.

A revista calculou o aumento da fortuna global em seis bilhões de francos suíços (5,5 bilhões de euros, US$ 5,9 bilhões) para chegar à quantia recorde de 595 bilhões de francos suíços (€ 547 bilhões, US$ 581 bilhões).

Na média, cada um dos 300 'super-ricos' residente na Suíça tem um fortuna de dois bilhões de francos suíços, apesar da instabilidade da Bolsa e da queda dos preços das matérias-primas.

O ano de 2014 foi um ano ainda melhor para os 300 membros do clube, pois a fortuna global registrou aumento de 25 bilhões de francos suíços.

Fonte:Exame/Abril