segunda-feira, 6 de junho de 2016

Salário mínimo teria que ser de R$ 3.777,93, segundo Dieese

Notas de 100 e 50 reais; real
R$ 3.777,93: este seria o valor de salário mínimo suficiente "para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência" no Brasil.

O cálculo é feito mensalmente desde 1994 pela Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) com base em valores da cesta básica.

O cálculo de maio subiu em relação a abril (R$ 3.716,77), mas ficou abaixo de janeiro (R$ 3.795,24).

O salário mínimo "necessário" é 4,3 vezes maior do que o salário mínimo atualmente vigente no Brasil, de 880 reais.

Em maio de 2015, o valor "suficiente" era de R$ 3.377,62, o equivalente a 4,8 vezes o salário mínimo do período, de 788 reais.

Cálculo

A lei determina que o reajuste anual do salário mínimo tem como base a soma da variação do INPC (inflação para população de baixa renda) no ano anterior, acrescido da taxa de crescimento real do PIB dois anos antes.

Já que o PIB ficou parado em 2014 e teve queda em 2015, o que vai se repetir em 2016, o próximo aumento real ficará no mínimo para 2019 (isso se a lei não mudar nesse ínterim).

Desejo X Realidade

Em um vídeo, o economista Carlos Eduardo Gonçalves explica quais seriam as consequências práticas se o salário mínimo "necessário" fosse estabelecido por lei:

"O que vai acontecer com a pessoa hoje empregada que ganha um salário baixo? (...) Você acha que elas vão continuar todas empregadas ganhando R$ 3.700 ou elas vão ser mandadas emboras porque a contribuição delas pro produto final da empresa não vale esses R$ 3.700?".

Veja o vídeo:
Fonte: Exame

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