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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Colombia to denounce Venezuela militarization before UN

Colombian Foreign Minister Maria Angela Holguin, meets with Uruguayan counterpart Rodolfo Nin Novoa on 6 April 2017 at the headquarters of Uruguay's Foreign Ministry in Montevideo, Uruguay. EFE
Colombia's president on Wednesday accused his Venezuelan counterpart of further militarizing the civilian population and said he had asked his foreign minister to convey those concerns to the United Nations.

"I asked the foreign minister to urge the UN secretary-general to pay attention to the worrying militarization of Venezuelan society," Juan Manuel Santos wrote on Twitter.

Source: EFE

sexta-feira, 24 de junho de 2016

ONU e OEA manifestam preocupação com interferência na EBC e na CGU

A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) manifestaram hoje (24) preocupação com uma possível interferência do governo federal na direção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). No documento, as duas entidades também criticam a conversão da Controladoria-Geral da União (CGU) em Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. Contatada pela Agência Brasil, a assessoria do Palácio do Planalto informou que não irá se pronunciar sobre o assunto.

A posição das entidades têm por base avaliações feitas pelo relator especial das Nações Unidas sobre a Promoção e Proteção do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão, David Kaye; e pelo relator especial interamericano para a Liberdade de Expressão, Edison Lanza. “A interferência na direção da EBC e a conversão da CGU em ministério são passos negativos para um país conhecido pelo seu sólido compromisso com a liberdade de opinião e expressão”, disseram os dois por meio de nota.

Segundo eles, o Brasil está passando por um período crítico e precisa garantir a preservação dos avanços que alcançou na promoção da liberdade de expressão e do acesso à informação pública ao longo das duas ultimas décadas. “Tomamos nota das preocupações expressadas pelo governo sobre a situação econômica da EBC. Entretanto, essas preocupações não justificam interferências na administração de uma emissora pública nacional e, em particular, no seu trabalho jornalístico. Portanto, felicitamos a decisão do ministro do STF Dias Toffoli, por reconduzir o diretor da EBC [Ricardo Melo] ao seu cargo”, afirmou o relator especial da ONU, David Kaye.

O jornalista Ricardo Melo foi nomeado para a presidência da EBC pela presidenta Dilma Rousseff, no dia 3 de maio, antes do afastamento. Melo estava há oito meses como diretor de Jornalismo da empresa e passou, então, a acumular o cargo com a presidência da casa. O presidente interino Michel Temer exonerou Melo do cargo e nomeou o jornalista Laerte Rimoli para a presidência da empresa. Melo recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) argumentando que a lei da EBC estabelece que o mandato do presidente da empresa é de quatro anos. No dia 2 de junho, o ministro do STF Dias Toffoli concedeu liminar em que determinou o retorno de Melo à presidência da EBC.

“Pelas normas internacionais, os Estados devem assegurar que os serviços públicos de radiodifusão tenham um funcionamento independente. Isso significa, fundamentalmente, garantir a sua autonomia administrativa e liberdade editorial”, complementou Edison Lanza. “A iniciativa de desenvolver uma emissora pública nacional alternativa com status independente foi um esforço positivo para a promoção do pluralismo na mídia brasileira; em especial, considerando-se os problemas de concentração da propriedade dos meios de comunicação no país”, acrescentou ele ao manifestar preocupação com o fato de autoridades brasileiras terem sugerido publicamente o fechamento da EBC.

Em relação à CGU, os relatores disseram que as organizações que proporcionam o acesso à informação e promovem a prestação de contas devem ser protegidas de interferências políticas. “Qualquer alteração no funcionamento da antiga CGU deveria visar torná-la mais autônoma e independente de determinações do Poder Executivo”, disse Kaye.

Segundo a nota, os dois relatores já abriram diálogo com o governo brasileiro visando a compatibilizar as medidas adotadas pelas autoridades aos padrões internacionais ligados ao direito à liberdade de opinião e expressão.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Secretário-geral da ONU irá a Havana para acordo de paz

Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas (ONU)
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, assistirá nesta quinta-feira, em Havana, à assinatura do acordo de cessar-fogo definitivo entre o governo colombiano e a guerrilha das Farc, anunciaram as Nações Unidas.

O presidente da Assembleia Geral da ONU, Mogens Lykketoft, e o embaixador francês ante a ONU, François Delattre, que preside em junho o Conselho de Segurança, também participarão na cerimônia.

Ban manterá uma série de reuniões bilaterais em Cuba, segundo seu porta-voz.

O governo da Colômbia e a guerrilha das Farc anunciaram nesta quarta-feira ter concluído um histórico acordo de cessar-fogo definitivo que abre as portas para um pacto final de paz que acabará com meio século de conflito armado.

O governo de Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) "informam à opinião pública que chegamos com êxito ao acordo de cessar-fogo e de hostilidades bilateral e definitivo", afirmam as duas partes em um comunicado conjunto.

Fonte: AFP

segunda-feira, 20 de junho de 2016

ONU diz que há 65,3 milhões de refugiados em todo o mundo

Refugiados que atravessaram a Hungria e Áustria se alojam em centro na Alemanha
O total de pessoas deslocadas - homens, mulheres e crianças forçadas a deixar suas casas em razão da guerra ou de perseguições - chegou em 2015 a 65,3 milhões em todo o mundo, entre homens, mulheres e crianças, informou hoje (20) a Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Trata-se da maior crise de refugiados e migração desde a Segunda Guerra Mundial.

O dado faz parte do relatório Tendências Globais, que registra o deslocamento forçado de populações ao redor do mundo com base em dados dos governos, de agências parceiras e da próprio Acnur. O documento foi divulgado pela Acnur por ocasião do Dia Mundial do Refugiado, celebrado hoje.

O relatório Tendências Globais, da Acnur, informa que, dos 65,3 milhões de refugiados existentes em 2015, 3,2 milhões se encontravam em países industrializados aguardando solicitações de refúgio. Cerca de 21,3 milhões de refugiados estavam em outras regiões ao redor do mundo e 40,8 milhões foram forçados a fugir de suas casas, mas continuam dentro das fronteiras de seus próprios países.

Celebração

Para celebrar a data, várias programações para ajudar a conscientizar a população mundial sobre os problemas dos refugiados estão sendo organizadas em todo o mundo. A cúpula do Departamento de Estado dos Estados Unidos participará hoje de eventos nas cidades de Baltimore, Washington, Nova York e Nova Jersey, destinados a homenagear a contribuição que os refugiados deram à economia e à cultura norte-americana.

A agenda do secretário de Estado norte-americano John Kerry prevê hoje, à noite, em Sterling, Virgínia, encontro com integrantes da Sociedade Muçulmana, uma entidade que se dedica a promover ajuda para refugiados vindos dos países muçulmanos. Na reunião, estará presente a atriz Angelina Jolie Pitt, que atua também em projetos em favor dos refugiados.

Exposição intitulada Refugiados será aberta hoje à noite na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, com a presença do secretário-geral Ban Ki-moon.

A exposição, montada com o objetivo de chamar a atenção do mundo para o problema dos refugiados, inclui uma seleção de imagens feitas por jovens perseguidos em seus países. O fotógrafo norte-americano Brian Sokol, que se dedica fotografar refugiados da Síria, República Centro Africano, Sudão e Mali, terá trabalhos exibidos na mostra. O fotógrafo sueco Magnus Wennman, que acompanha crianças refugiadas sírias nos países vizinhos ou fazendo o seu caminho pela Europa, também terá trabalhos exibidos na ONU.

A exposição também inclui Nuvens Sobre Sidra, um vídeo de realidade virtual que transporta os visitantes para um campo de refugiados na Jordânia. Quem assiste ao vídeo se sente como um refugiado.

A Organização Não Governamental (ONG) Médicos Sem Fronteira divulgará hoje, em diversos países, informações sobre a assistência que a entidade está dando aos refugiados em termos nutricionais ou psicológicos. “Ajudamos a montar hospitais em campos de refugiados, acompanhamos e ajudamos mulheres a darem à luz com segurança, vacinamos crianças e fazemos programas para prevenir epidemias e garantir acesso à água potável”, informou a ONG.

Tendências

Segundo o documento Tendências Globais, da Acnur, na maioria das regiões do mundo o deslocamento forçado tem aumentado desde meados da década de 90. Mas este crescimento se acentuou ao longo dos últimos cinco anos. Há pelo menos duas razões que explicam esta tendência: a) situações que causam grandes fluxos de refugiados estão durando mais (por exemplo, conflitos na Somália ou no Afeganistão estão agora em sua terceira e quarta décadas, respectivamente); b) novas ou antigas situações dramáticas estão ocorrendo frequentemente (o maior conflito atual é na Síria).

Europa

Ainda segundo a ONU, apenas 14% dos refugiados procuraram refúgio na União Europeia, contra 86% que estão em países de baixos e médios rendimentos fora da UE.

A Turquia, junto com o Paquistão e o Líbano, está à frente no ranking de países que mais refugiados acolheram temporariamente em 2015. Ao longo do ano, a Alemanha voltou a encabeçar a lista de países que mais pedidos de asilo aceitou, seguida dos Estados Unidos e da Suécia.

Na últimas semanas, Portugal, por exemplo, recebeu mais de 300 refugiados provenientes da Grécia e da Itália, através do programa de recolocação da União Europeia. O acolhimento dessas pessoas faz parte do compromisso assumido pelo país de receber pelo menos 4.500 refugiados até o final do ano que vem.

A Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), organização de entidades da sociedade civil em Portugal, lançou hoje um comunicado em que afirma que, através da plataforma, o país já recebeu 28 famílias, com 125 pessoas no total, das quais 66 são crianças, acolhidas em várias cidades do país.

“Nas próximas semanas vão continuar a chegar crianças e suas famílias, em número considerável. Temos por isso que ativar todas as capacidades de acolhimento e mesmo aumentar o número de instituições anfitriãs capazes de cumprir este gesto solidário”, diz o comunicado.

Segundo o coordenador da plataforma, Rui Marques, ao longo dos últimos meses, mais de 300 organizações portuguesas e 8 mil voluntários se mobilizaram no país em solidariedade aos refugiados. Há, atualmente, seis voluntários da organização na Grécia, em Lesbos e Atenas, apoiando refugiados mais vulneráveis.

Rui Marques ressaltou a importância da campanha “E se fosse eu?”, feita no dia 6 de abril, quando dezenas de milhares de estudantes do ensino fundamental e médio refletiram sobre como é ser refugiado. E lembrou que amanhã (21) haverá um concerto solidário no Teatro Thalia, em Lisboa. O show de Ana Stillwell, intitulado Take my Coat, terá toda a arrecadação destinada ao programa da PAR na Grécia.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 6 de junho de 2016

UE pede autorização da ONU para controlar embargo de armas à Líbia

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini. EFE/Mauricio Duenas Castañeda
A União Europeia (UE) pediu nesta segunda-feira ao Conselho de Segurança da ONU que autorize sua missão naval no Mar Mediterrâneo a assumir o controle do embargo de armas sobre a Líbia.

"Só posso confiar que este Conselho faça mais uma vez o correto e nos ajude a fazer do Mediterrâneo um lugar mais seguro para todos", disse a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, em comparecimento ao principal órgão de decisão das Nações Unidas.

Em maio, os ministros das Relações Exteriores da UE firmaram um plano para que a operação naval EUNavfor Med "Sofia" vigie o cumprimento do embargo de armas e para que, além disso, comece a formar a guarda costeira líbia para que controle melhor os fluxos migratórios.

Enquanto a formação da guarda costeira será feita a pedido das autoridades líbias, a UE necessita a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para poder se ocupar do embargo de armas.

O Conselho já deu sinal verde às operações atualmente desenvolvidas pela missão "Sofia", voltadas a interromper o modelo de negócio das máfias que traficam com imigrantes no Mediterrâneo central.

Para isso foi necessário superar certas reservas da Rússia, que nesta segunda-feira já deixou perceptível que também tem dúvidas sobre esta ampliação de funções.

Logo após o discurso de Mogherini, o embaixador russo perante a ONU, Vitaly Churkin, questionou os sucessos conseguidos até agora pela operação naval europeia e pela gestão que os 28 Estados-membros fizeram da crise dos migrantes.

A alta representante da UE ressaltou que, desde que começou, a missão "Sofia" salvou "milhares de vidas" e levou muitos traficantes à justiça.

Mogherini falou perante o Conselho de Segurança em sessão dedicada à cooperação entre a organização europeia e Nações Unidas. Em outra sessão já prevista para esta segunda-feira, o Conselho abordará a situação na Líbia com o enviado das Nações Unidas para o país, Martin Kobler.

Segundo fontes diplomáticas, os membros do Conselho também começarão a analisar uma minuta de resolução apresentada pelo Reino Unido para dar sinal verde à solicitação da União Europeia.

Fonte: EFE

quarta-feira, 1 de junho de 2016

EUA anunciam novas sanções para isolar Coreia do Norte

Líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, olha peça de foguete, dia 15/03/2016
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira novas sanções contra a Coreia do Norte, que apontam ao reforço das restrições que já pesam sobre seu acesso ao sistema financeiro internacional, devido à "ameaça" que o regime comunista representa.

Uma vez implementadas, as medidas tomadas pelo Tesouro dos Estados Unidos pretendem designar o regime de Pyongyang como responsável de operações de lavagem de dinheiro e limitar ao máximo as possibilidades de realizar transações com empresas financeiras estrangeiras.

"A medida tomada hoje é uma etapa suplementar, que aponta para o corte de vínculos bancários com a Coreia do Norte, e esperamos que todos os governos e autoridades financeiras façam o mesmo", disse Adam Szubin, sub-secretário do Tesouro encarregado da luta antiterrorista, citado em comunicado.

A Coreia do Norte está submetida a sanções internacionais que foram reforçadas no início de março devido a vários disparos de mísseis e a um quarto teste nuclear em janeiro.

As novas medidas buscam determinar como Pyongyang utiliza as instituições financeiras para "estimular a proliferação e o desenvolvimento de armas de destruição em massa de mísseis balísticos", afirma comunicado.

"É fundamental tomar todas as medidas necessárias para impedir que o regime (norte-coreano) engane as instituições financeiras do mundo", acrescentou Szubin.

O anúncio dessas novas sanções acontece um dia depois que Coreia do Norte fez um disparo de míssil balístico, em violação das resoluções da ONU, segundo o informe do ministério sul-coreano de Defesa.

Fonte: AFP

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Indignação mundial após bombardeio contra refugiados sírios

Bombardeios em campo de refugiados na Síria
A comunidade internacional expressou indignação com os bombardeios que mataram cerca de 30 pessoas nesta quinta-feira em um campo de refugiados do norte da Síria, considerados "crime de guerra" pela ONU.

Além disso, ao menos 73 pessoas morreram nas últimas 24 horas em uma batalha entre as forças do regime de Bashar al-Assad e a Frente Al-Nosra, braço sírio da Al-Qaeda, em uma área ao sul de Aleppo, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Na quinta-feira à noite, 28 civis, incluindo crianças, morreram em ataques contra um campo de deslocados que fugiam dos combates na província de Idleb (noroeste).

Até o momento não foi possível determinar quem está por trás dos bombardeios, perto da cidade de Sarmada, na fronteira com a Turquia. Aviões do regime, da Rússia e da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos sobrevoam a Síria.

O governo negou qualquer envolvimento. O exército sírio chegou a afirmar que os rebeldes atacaram recentemente "alvos civis" para depois acusar o governo de Damasco. Os insurgentes, no entanto, não dispõem de aviões.

A Rússia também negou que qualquer avião do país ou da Síria tenha sobrevoado na quinta-feira a região do campo de refugiados.

"Nenhum avião russo ou qualquer outro sobrevoou a área", afirmou o porta-voz do ministério russo da Defesa, Igor Konashenkov, antes de destacar que o campo de deslocados poderia ter sido alvo de um ataque "premeditado ou acidental de artilharia" dos jihadistas da Frente Al-Nosra.

Os rebeldes sírios acusam a aviação do regime de Damasco de ser responsável pelo bombardeio.

Os vídeos divulgados na internet por militantes - apresentados como imagens da tragédia - mostram barracas azuis destruídas, em chamas, em meio a gritos de adultos e choro de crianças.

"Que Deus os amaldiçoe"

"Que Deus os amaldiçoe", grita uma pessoa em um dos vídeos.

"Onde estão as ONGs?", questiona outro.

Muitos voluntários correram para tentar apagar as chamas no campo devastado. Nas imagens também é possível observar os feridos, incluindo muitas mulheres, gritando de dor.

Em outro vídeo, equipes de emergência colocam cobertores sobre os corpos carbonizados. Várias vítimas perderam membros e as cenas são fortes.

"Os bombardeios são um crime de guerra", anunciou o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos.

"Estes acampamentos de barracas estão instalados nesta área há várias semanas e podem ser observados com facilidade. É extremamente improvável que os ataques tenham sido acidentais. É muito mais provável que tenham sido deliberados e constituam um crime de guerra", afirmou Zeid Ra'ad Al Hussein em um comunicado.

A diplomacia britânica se declarou "horrorizada" com o ataque, que atribuiu ao regime de Assad.

Stephen O'Brien, secretário da ONU para Assuntos Humanitários, concordou que o ataque "pode constituir um crime de guerra" e pediu uma investigação imediata.

A União Europeia chamou o ataque de "inaceitável" e o governo dos Estados Unidos afirmou que, embora não esteja confirmada a autoria do regime sírio no bombardeio, este corresponde "totalmente" a suas operações anteriores.

A guerra na Síria, que desde 2011 provocou mais de 270.000 morte, forçou milhões de pessoas a fugir, o que provocou uma tragédia humanitário que tem consequências inclusive na Europa.

Fonte: AFP

segunda-feira, 2 de maio de 2016

ONU pede que trégua na Síria seja estendida a todo país

Defesa civil tira pessoa de prédio após bombardeio em Alepo, Síria, dia 22/04/2016
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira que a trégua parcial em vigor em algumas zonas da Síria seja estendida a todo o país, especialmente à cidade de Aleppo, palco de repetidos bombardeios nos últimos dias.

"O secretário-geral está profundamente preocupado pela perigosa escalada da luta em Aleppo e seus arredores e o sofrimento intolerável (...) que está causando entre os civis", disse as Nações Unidas através de um comunicado.

Ban pediu que a renovada cessação de hostilidades iniciada nas províncias de Damasco e Latakia se estenda "a outras partes da Síria, com especial urgência para Aleppo".

Na última semana, a principal cidade do norte da Síria sofreu uma onda de violência que deixou pelo menos 244 mortos, segundo a apuração do Observatório Sírio de Direitos Humanos, apesar de seguir em vigor o cessar-fogo declarado em fevereiro.

O chefe da ONU chamou hoje todos os atores internacionais -principalmente Rússia e Estados Unidos- para que "redobrem seus esforços para ajudar as partes sírias" a retomar esse cessar-fogo em todo o território.

Em uma tentativa de salvar a cessação das hostilidades, Rússia e EUA acordaram na sexta-feira uma trégua parcial em Latakia e Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco.

"O colapso da cessação de hostilidades só trará mais violência, morte e destruição, e além disso debilitará os esforços para encontrar uma solução negociada a esta brutal guerra", afirmou Ban.

Fonte: Exame

quarta-feira, 16 de março de 2016

Dinamarca é escolhida como país mais feliz do mundo

Copenhague, Dinamarca
A Dinamarca superou a Suíça como o lugar mais feliz do mundo, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira que incentiva as nações a lidar com a desigualdade e o meio ambiente, independentemente de suas riquezas.

O relatório, preparado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN, na sigla em inglês) e o Instituto da Terra, da Universidade de Columbia, mostrou que Síria, Afeganistão e oito países subsaarianos são os 10 locais menos felizes do mundo para se viver.

Os 10 mais deste ano foram Dinamarca, Suíça, Islândia, Noruega, Finlândia, Canadá, Holanda, Nova Zelândia, Austrália e Suécia. Os dinamarqueses haviam ficado em terceiro lugar no ano passado, atrás de suíços e islandeses.

O Brasil aparece em 17º lugar no ranking. Os Estados Unidos aparecem na 13ª colocação, a Grã-Bretanha na 23ª, a França na 32ª e a Itália na 50ª.

Os 10 menos foram Madagascar, Tanzânia, Libéria, Guiné, Ruanda, Benim, Afeganistão, Togo, Síria e Burundi.

"Há uma mensagem muito forte para o meu país, os EUA, que é muito rico e ficou muito mais rico nos últimos 50 anos, mas não ficou mais feliz", disse o professor Jeffrey Sachs, chefe do SDSN e conselheiro especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.

Fonte: Exame

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Abelhas e outros polinizadores estão desaparecendo, diz ONU

Abelhas produtoras de mel na Florida, dia 19/05/2015
Uma grande gama de fatores está contribuindo para o desaparecimento de animais polinizadores no mundo todo, o que ameaça a produção de alimentos para o ser humano, revelou nesta sexta-feira um relatório do organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregado de proteger a biodiversidade.

O documento da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistemas (IPBES) identificou uma série de medidas que governos e o setor privado deveriam tomar de forma "urgente" para remediar o desaparecimento animais como abelhas, borboletas e alguns mais complexos como as aves.

De acordo com o vice-presidente do IPBES, Robert Watson, não existe um fator único que seja responsável pelo desaparecimento dos polinizadores.

"Há uma série de razões que explicam o declive, como a mudança do uso do solo, o uso de pesticidas e a mudança climática. Não se pode dizer que há uma ameaça maior que outra para cada animal polinizador ou para cada lugar do mundo onde estão desaparecendo. É um conjunto de ameaças", disse ele à Agência Efe.

O relatório, intitulado "Avaliação Temática sobre Polinizadores, Polinização e Produção de Alimentos", é o primeiro feito pelo IPBES e é fruto de dois anos de trabalho do organismo da ONU que foi fundado há quatro e é integrado por 124 países, incluindo o Brasil.

Existem milhares de espécies que são polinizadoras, animais que transportam pólen do órgão masculino de uma flor ao estigma, o órgão feminino, o que permite a fertilização.

Nos últimos anos, os cientistas observaram a alarmante queda da população de abelhas, das que existem mais de 20 mil espécies silvestres, e borboletas, especialmente na Europa Ocidental e na América do Norte, o que foi atribuído a pesticidas e ao crescente uso de plantas modificadas geneticamente.

O relatório confirmou que pesticidas, incluindo os neonicotinoides - quimicamente relacionados à nicotina -, representam uma ameaça mundial para os polinizadores, apesar de seus efeitos em longo prazo ainda não serem conhecidos.

O IPBES destacou a importância econômica dos organismos polinizadores ao assinalar no estudo que 75% dos cultivos para alimentos do mundo dependem, pelo menos parcialmente, da existência de polinizadores.

O valor anual dos cultivos diretamente afetados por polinizadores é estimado entre US$ 235 bilhões e US$ 577 bilhões.

"Os polinizadores são grandes colaboradores da produção mundial de alimentos e segurança nutricional", disse Vera Lúcia Imperatriz Fonseca, professora de Ecologia no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo e uma das diretoras do relatório de IPBES.

Segundo ela, o relatório "oferece opções sobre o que fazer de acordo com o problema específico de cada lugar do mundo em relação aos polinizadores, a polinização e a produção de alimentos".

Entre as soluções estão a criação de uma maior diversidade dos habitat dos polinizadores tanto no ambiente rural quanto no urbano, o apoio a práticas tradicionais de rotação de cultivo e manutenção de áreas não exploradas e a redução da exposição dos polinizadores a pesticidas.

O professor holandês Koos Biesmeijer, um dos autores do relatório, reconheceu à Efe que existem "vazios de conhecimento" com relação com a finalidade dos pesticidas e outros fatores que impactam negativamente nos polinizadores.

"Embora não saibamos tudo, em muitos casos, há claras conclusões", afirmou.

A professora da USP, por sua vez, destacou a gravidade da situação.

"Deveríamos atuar agora para deter o declive dos polinizadores", afirmou.

Já o vice-presidente do IPBES acrescentou que todas as ações, desde as que podem ser tomadas por agricultores até às que podem ser feitas pelos governos, poderiam começar o quanto antes.

"Não precisamos de novas tecnologias. Todas estas são opções que podem nos ajudar a sair na frente", alertou.

Ele deu com exemplo o efeito negativo que têm as grandes extensões de monoculturas.

"Necessitamos uma agricultura mais sustentável. Eliminemos esses enormes extensões de monoculturas e asseguremos que estão salpicadas com zonas de habitat natural que atrairão os polinizadores nos campos de cultivo", concluiu.

Fonte: Exame

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

ONU responsabiliza potências por degradação na Síria

Bomba que não explodiu em rua após bombardeio de forças pró-regime sírio, Síria, dia 11/02/2016
A comissão da ONU que documenta os crimes na Síria garantiu nesta segunda-feira que a crescente participação de atores exteriores na guerra está dificultando ainda mais a situação e aumenta o risco de uma "internacionalização" do conflito.

"O conflito virou uma guerra indireta com várias partes dirigida desde o exterior através de uma intrincada rede de alianças", disseram os especialistas das Nações Unidas em seu último relatório, apresentado hoje.

O documento destaca que, "paradoxalmente, os atores internacionais e regionais que estão pressionando ostensivamente para uma solução pacífica à guerra continuam ao mesmo tempo alimentando a escalada militar".

Entre outras intervenções estrangeiras, os especialistas das Nações Unidas destacam as operações aéreas da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI) e o apoio que desde o ar a Rússia está dando ao regime sírio.

O presidente da comissão, Paulo Pinheiro, explicou em entrevista coletiva que o número cada vez maior de atores que intervêm na guerra "levou a uma escalada das hostilidades", que por sua vez resultou "em mais mortes de civis".

Essa "multiplicação" de atores no conflito, particularmente desde o ar, derivou em uma situação "mais intensa e mais difícil", acrescentou Vitit Muntarbhorn, membro do grupo.

Muntarbhorn explicou que dado que sua equipe não tem acesso físico à Síria, não está em posição de identificar os responsáveis de "alguns ataques aéreos nos quais foram documentadas violações" das normas internacionais, embora esteja investigando.

Fonte: Exame

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Rússia convoca ONU por temer operação turca na Síria

Polícia e bandeira da Turquia na frente de igreja grega ortodoxa, dia 18/11/2015
A Rússia convocará nesta sexta-feira uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, depois que a Turquia defendeu uma operação militar terrestre na Síria com seus aliados, anunciou em um comunicado a diplomacia russa.

"A Rússia tem a intenção de convocar hoje uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para debater este tema, e submeter um projeto de resolução que consiste em por fim a todas as ações que socavam a soberania e a integridade territorial da Síria", indica o ministério russo das Relações Exteriores.

A Turquia defendeu uma intervenção militar terrestre da coalizão internacional na Síria, o que arruinaria definitivamente a possibilidade de um cessar-fogo, que devia inicialmente entrar em vigor nesta sexta.

Fonte: Exame

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

ONU quer investigar Kim Jong-un por crimes contra humanidade

Líder norte-coreano Kim Jong Un
Um especialista de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) na Coreia do Norte pediu à entidade que notifique oficialmente o líder norte-coreano, Kim Jong-un, que ele pode ser investigado por crimes contra a humanidade.

Um relatório histórico de 2014 sobre a questão dos direitos humanos no isolado país comunista, coescrito por Marzuki Darusman, concluiu que os dirigentes de segurança da Coreia do Norte, e possivelmente o próprio Kim, deveriam enfrentar a justiça por supervisionarem um sistema de atrocidades de feições nazistas.

Pyongyang vem refutando reiteradamente as alegações e rejeitando qualquer responsabilidade por violações de direitos humanos.

Em um relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, Darusman recomendou que o organismo prepare um comunicado oficial, enviado diretamente a Kim e assinado por Darusman ou pelo alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al-Hussein.

"(O comunicado deveria) alertá-lo e a outros líderes veteranos de que podem ser investigados e, se considerados responsáveis, responsabilizados por crimes contra a humanidade cometidos sob sua liderança", escreveu Darusman.

Seu relatório, datado de 19 de janeiro, mas publicado nesta segunda-feira, também declarou que três especialistas devem ser indicados para descobrirem a melhor via legal para responsabilizar a Coreia do Norte e encontrar maneiras "criativas e práticas" para determinar a verdade e garantir justiça para as vítimas.

Darusman enfatizou a importância de recorrer ao Tribunal Penal Internacional (TPI), mas disse que este é "capaz de lidar somente com a liderança máxima".

Fonte: Exame

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Contra zika, ONU pede liberação do aborto na América Latina

Grávidas
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu nesta sexta-feira, 5, a liberalização do aborto e dos contraceptivos nos países mais atingidos pela epidemia de zika, que pode provocar a má-formação congênita em bebês em caso de contaminação por mulheres grávidas.

A recomendação foi anunciada, em Genebra, na Suíça, e leva em consideração legislações nacionais como a do Brasil, que não autorizam a interrupção da gravidez.

Para o alto comissário, Zeid Rad'ad Zeid Al-Hussein, a medida deve ser tomada em caráter de urgência, em especial na América Latina, onde a incidência do vírus e de casos é maior.

"É urgente que as leis que restringem o acesso a estes serviços sejam revistas em adequação com as obrigações dos direitos humanos, a fim de garantir o direito à saúde para todos", exortou a autoridade.

A porta-voz da instituição, Cecile Pouilly, protestou ainda contra a falta de coerência das autoridades, que vêm recomendando que não se engravide neste momento, mas não disponibilizam os meios adequados.

"Como podem pedir a essas mulheres que não engravidem, sem oferecer a possibilidade de impedir a gravidez?", questionou.

O Alto Comissariado dirigiu o recado à América Latina, onde o mosquito Aedes aegypti é mais presente.

O inseto é considerado o maior vetor de transmissão do vírus, que em caso de gravidez pode gerar complicações na formação do feto, em especial causando microcefalia.

"Enfrentar a propagação do zika é claramente um desafio maior para governos da América Latina", afirmou Zeid Al-Hussien.

"Mas o conselho de alguns governos para que as mulheres adiem a gestação ignora na realidade que muitas mulheres e garotas simplesmente não pode exercer o controle sobre em quais circunstâncias elas vão engravidar, em especial em um ambiente no qual a violência sexual é tão comum".

A entidade advertiu ainda que as legislações que proíbem ou restringem políticas públicas de acesso a serviços de saúde e de procriação, em especial em circunstâncias epidêmicas, como a atual, estão em contravenção com o direito internacional.

O Alto Comissariado lembrou ainda que a Organização Mundial da Saúde declarou a epidemia uma emergência internacional e advertiu para a propagação "explosiva" do vírus.

Fonte: Exame

Em vídeo conferência, Assange comemora "vitória"

Julian Assange em vídeo conferência
O fundador do Wikileaks, Julian Assange, falou a repórteres nesta sexta-feira da embaixada do Equador em Londres por meio de uma vídeo conferência após uma comissão da ONU dizer que ele deve ter permissão de sair livremente e que deve ser indenizado.

"Nós tivemos hoje uma vitória realmente significativa que trouxe um sorriso ao meu rosto", disse Assange.

Fonte: Exame

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Concurso de redação da ONU dá viagem a Nova York

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A Organização das Nações Unidas (ONU) está com as inscrições abertas para o concurso cultural Muitas Línguas, Um Mundo, que selecionará 60 jovens para passar uma semana na sede da organização, em Nova York (EUA). As inscrições vão até o dia 31 de março.

Os vencedores participarão, entre os dias 25 e 31 de julho, de uma série de atividades, incluindo o United Nations Academic Impact Global Youth Forum.

A ideia é que jovens de diferentes partes do mundo ajudem a elaborar planos de ação relacionados ao desenvolvimento sustentável para a agenda 2030 da ONU.

Para participar, é preciso escrever uma redação em um dos seis idiomas oficiais da entidade (inglês, espanhol, árabe, russo, chinês ou francês) de até 2000 caracteres.

O tema deste ano é “O papel da habilidade multilíngue na cidadania global e entendimento cultural”. O texto, segundo o site da ONU, deve refletir o contexto pessoal, acadêmico, cultural e nacional do candidato.

Serão selecionados 10 textos em cada uma das línguas oficiais da ONU. Podem concorrer estudantes que tenham 18 anos ou mais e estejam matriculados em um curso de ensino superior. Em 2015, cinco brasileiros foram escolhidos pela ONU.

Saiba mais e faça sua inscrição aqui

Fonte: Exame

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Ação irresponsável de empresas causou tragédia, diz Dilma

Presidente Dilma Rousseff discursa na COP21, em Paris, dia 30/11/2015
A presidente Dilma Rousseff abriu seu discurso na 21ª Conferência do Clima (COP 21) das Nações Unidas, nesta segunda-feira, 30, em Paris, classificando o rompimento da barragem de Mariana "como o maior desastre ambiental da história do Brasil", em prometendo punições severas para os responsáveis.

"A ação irresponsável de empresas provocou o maior desastre ambiental na história do Brasil na grande bacia hidrográfica do Rio Doce", disse a presidente.

"Estamos reagindo ao desastre com medidas de redução de danos, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia."

Para a presidente, o Brasil tem sofrido com os efeitos do fenômeno El Niño.

"O problema da mudança do clima não é alheio aos brasileiros", argumentou.

"Temos enfrentado secas no nordeste, chuvas e inundações no sul e no sudeste do país. O fenômeno El Niño tem nos golpeado com força."

O assunto foi o segundo tratado em seu discurso, logo depois que a presidente expressou sua solidariedade às vítimas do terrorismo em Paris.

Acordo global

Dilma também defendeu a adoção de um acordo global contra as mudanças climática que seja "legalmente vinculante", ou seja, que tenha caráter compulsório para os países signatários.

Fonte: Exame/Abril

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

ONU alerta que América Central vive crise de refugiados

Imigrantes no departamento de Imigração dos Estados Unidos em Phoenix, Arizona
A região centro-americana é cenário de uma crise de refugiados, na qual milhares de mulheres e crianças são forçados a fugir de níveis alarmantes de violência, alerta nesta quarta-feira um estudo da agência da ONU para os Refugiados (ACNUR).

O relatório "Mulheres em fuga" afirma categoricamente que "se trata de uma crescente crise de refugiados" ante a incapacidade dos governos de El Salvador, Honduras e Guatemala de conter a onda de violência urbana e a ação do crime organizado.

O chefe da ACNUR, o português António Guterres, afirmou que, "enquanto a atenção internacional está voltada para os refugiados que chegam à Europa, há outra crise de proteção se desenvolvendo na América Central".

Guterres assinalou que entre 2008 e 2014 a ACNUR registrou que a chegada de refugiados aos Estados Unidos vindo dos países do Triângulo Norte centro-americano quintuplicou, mas os pedidos de abrigo no México e outros países multiplicaram por 13.

Nesse cenário, as mulheres e seus filhos são o elo mais frágil da corrente, por estarem expostos a abusos durante todo o processo.

"Depois de pagar valores exorbitantes aos 'coiotes' (traficantes de pessoas), muitas mulheres são agredidas, estupradas e, muitas vezes, assassinadas pelo caminho", relata o texo.

Entre suas recomendações, a ACNUR assinala que os países devem "evitar utilizar a detenção como forma de conter o fenômeno", em uma referência à política adotada pelos Estados Unidos em sua fronteira sul.


Fonte:Exame/Abril

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Dilma participa de cúpula da ONU que decidirá agenda de prosperidade para 2030


A presidente Dilma Rousseff chega ao Estados Unidos nesta sexta-feira (25) para participar da Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável. Durante três dias, cerca de 150 líderes mundiais participam das discussões sobre o tema, na sede das ONU, em Nova York. O debate tem como objetivo traçar novas metas para o desenvolvimento sustentável. A agenda servirá como plataforma de ação da comunidade internacional e dos governos nacionais na promoção da prosperidade comum e do bem-estar para todos ao longo dos próximos 15 anos.

Acordada pelos 193 Estados-membros da ONU, a agenda proposta, intitulada “Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”, consiste de uma Declaração, 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e 169 metas, uma seção sobre meios de implementação e uma renovada parceria mundial, além de um mecanismo para avaliação e acompanhamento. A expectativa é que os países participantes ratifiquem as propostas.

A agenda é única em seu apelo por ação a todos os países – pobres, ricos e de renda média. A pauta reconhece que a erradicação da pobreza deve caminhar lado a lado com um plano que promova o crescimento econômico e responda a uma gama de necessidades sociais, incluindo educação, saúde, proteção social e oportunidades de trabalho. Além disso, contemplar mudanças climáticas e proteção ambiental. Ao mesmo tempo, engloba questões como desigualdade, infraestrutura, energia, consumo, biodiversidade, oceanos e industrialização.

A nova agenda de desenvolvimento sustentável se enquadra no êxito do resultado da Conferência sobre o Financiamento para o Desenvolvimento, recentemente concluída em Adis Abeba (Etiópia). Espera-se que ela também afete positivamente as negociações sobre um novo acordo climático significativo e universal, que acontecerá em Paris (França), em dezembro deste ano.

Em declaração emitida após o consenso dos estados-membros sobre o documento final, da Cúpula, o secretária da ONU, Ban Ki-moon, destacou que a agenda é um “um plano de ação para acabar com a pobreza em todas as suas dimensões, de forma irreversível, em todos os lugares, não deixando ninguém para trás“.

Assembleia Geral da ONU

Depois da Cúpula, começa o debate de alto nível. Na segunda-feira (28), a presidente Dilma Rousseff vai abrir a 70ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU). O Brasil, por tradição, é responsável pelo discurso de abertura da sessão. Desde 1947, os olhos do mundo inteiro estão atentos e voltados para os pensamentos brasileiros que abrem as discussões.

Fonte: http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2015/09/21/dilma-participa-de-cupula-da-onu-que-decidira-agenda-de-prosperidade-para-2030/

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

300 mil refugiados cruzaram o Mediterrâneo em 2015, diz ONU

A maioria dos passageiros resgatados pela Guarda Costeira italiana é proveniente da Síria, Bangladesh e África subsaariana
A maioria dos passageiros resgatados pela Guarda Costeira italiana é proveniente da Síria, Bangladesh e África subsaariana: o número divulgado pela ONU supera em 40% o recorde registrado nos últimos anos

Mais de 300 mil imigrantes cruzaram o Mar Mediterrâneo em 2015, de acordo com Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

O número supera em 40% o recorde registrado nos últimos anos.

Ainda de acordo com a agência, 200 mil imigrantes desembarcaram na Grécia neste ano.

As ilhas orientais do país receberam um fluxo noturno de centenas de refugiados sírios que cruzaram o Mediterrâneo em barcos e botes infláveis.

O fluxo de imigrantes na Grécia neste em 2015 se aproxima do recorde de 219 mil refugiados que atravessaram o Mediterrâneo no ano passado.

Fonte: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/mais-de-300-mil-refugiados-cruzaram-o-mediterraneo-neste-ano-diz-a-onu