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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Temos 188 Hitlers, 387 Rihannas e 165 Maradonas no Brasil

Adolf Hitler em foto de 1938
Diga-me como se chamas e te direi quem és. Nesta quarta, 27, o IBGE divulgou o levantamento nacional de nomes brasileiros.

O top five não poderia ser menos previsível: Maria é o nome mais comum (são mais de 11 milhões delas), seguidas de Joses, Anas e Joãos e Antonios.

A grande verdade é que bem mais interessante, são os outros registros. Temos 130 mil nomes diferentes que nos avisam: entre os brasileiros existem Madonnas, Einsteins, Zeldas e Vaders.

Prince, por exemplo, pode até ter falecido no último dia 21. Mas ainda está presente no Brasil.

Não em forma de música, em pessoas mesmo: mais 220 deles - sendo 27 mulheres -, para ser mais exato.

Também temos 113 Djavans e 245 Cazuzas. Os RGs também têm espaço para os eruditos.

Apesar do orgulho dos austríacos, podemos dizer que não tivemos um, mas 113 Beethovens.

E os que preferem as divas do pop podem dizer que são do mesmo país que 386 Rihannas.

Aparentemente, a literatura também é um fator que pesa na hora de fazer o registro da criança.

São mais de 88 mil Iracemas, apesar da popularidade estar caindo - na década de 1950 o nome teve seu momento de hit, eram quase 21 mil mulheres homenageando a índia do José de Alencar.

Em 2000, o número caiu para 488. Mais juvenis, as Emílias também marcam presença com 51 mil crianças registradas - a maioria delas no Paraná.

Também são 21 Capitus que, independente de terem traído ou não, são compatriotas de 92 Hermiones e dos 29 Hamlets.

A disputa de Senna e Schumachers talvez seja mais acirrada nos cartórios do que realmente foi na pista.

Os dois pilotos estão tecnicamente empatados, ambos na casa dos 30. O brasileiro com 36, quatro a mais do que o alemão, garantindo a pole por enquanto. No futebol, por outro lado, o Brasil perde mesmo.

Temos 112 Pelés, contra 165 Maradonas, nenhum vindo da Argentina - a maior parte deles nasceu no Maranhão.

Além dos já citados homônimos do criador da Teoria da Relatividade, o Brasil também conta com mais de 9 mil Newtons, 480 Darwins, e 187 Lavoisiers.

Aliás, vale o registro: as coisas se perdem, sim, no mundo do químico francês. Na década de 1970, o nome alcançou 42 novas crianças (o ápice), mas desde os anos 1990 ninguém foi batizado assim.

Preocupante mesmo, na verdade, é o fato de termos 188 Hitlers com direito a CPF - sendo que 24 deles foram registradas a menos de 20 anos.

Todos nascidos no sudeste do país. Pelo menos temos 64 Gandhis (e outros 43 Gandis) para dar uma equilibrada. Menos mal.

Fonte: Exame

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Apple expõe quantas vezes ao dia você desbloqueia seu iPhone

iPhone SE
Você já reparou quantas vezes desbloqueia o seu iPhone por dia? A Apple já: 80, em média. Isso significa que uma pessoa pode desbloquear seu smartphone cerca de 2.400 vezes em um mês. A empresa divulgou essa estatística durante uma conferência sobre as camadas de segurança do iPhone e como elas protegem seus clientes, reporta o The Verge.

Este número pode parecer irrelevante, já que o simples ato de desbloquear o celular tornou-se algo automático. Porém, a Apple adicionou à essa percentagem uma informação que justifica a anterior: 89% dos donos de iPhone utilizam a impressão digital ou um código numérico para ter acesso aos seus celulares.

Para entender essa questão, basta lembrar que menos de cinco anos atrás, uma pessoa conseguia acessar todas as informações presentes em um iPhone sem precisar ter qualquer dado sobre o usuário. Agora, ela precisa saber a senha numérica (que pode ter até oito dígitos) ou adquirir a impressão digital de um indivíduo.

Em um artigo no site Techpinions, o especialista Ben Bajarin explica que essas estatísticas mostram que os clientes estão cada vez mais preocupados com a segurança de seus dados – e que a Apple notou isso.

No entanto, além de tornar a segurança uma prioridade, a empresa de Cupertino também quer que o usuário tenha uma boa experiência com seus dispositivos. Um grande exemplo disso é o Touch ID, o leitor de impressões digitais do iPhone. “Ele (Touch ID) não é apenas mais rápido, mais natural e mais eficiente do que o velho deslizar de dedos na tela, mas também muito mais seguro”, diz Bajarin.

Depois da Apple, outras fabricantes começaram a incorporar a leitura de impressões digitais em seus smartphones – alguns exemplos são a Samsung, a LG e, mais recentemente, a Lenovo. Agora, é esperar para ver qual será a próxima tecnologia que conseguirá aliar boa experiência -- ou seja, esquecer que você a está usado -- e segurança de ponta.

Fonte: Exame

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Vinil que lançou os Beatles vai a leilão

The Beatles
O disco de vinil com a gravação que convenceu George Martin a produzir os Beatles, peça única da história do grupo, será leiloado, informou a casa Omega Auctions.

"Este disco único de 78 revoluções, com 'Hello Little Girl' de um lado e 'Till There Was You', no outro, foi prensado na loja HMV de Oxford Street, em Londres, antes de ser apresentado pelo agente d grupo Brian Epstein a George Martin", explica o comunicado da Omega Auctions, que realizará o leilão em 22 de março, e Warrington (noroeste de Inglaterra).

O nome do grupo no disco aparece como Paul McCartney and The Beatles, e, segundo uma estimativa prudente, deverá alcançar as 10.000 libras (14.000 dólares), apesar de, há pouco, fios do cabelo de John Lennon terem sido vendidos por mais de o dobro, 23.000 libras.

"É uma das gravações mais raras dos Beatles", explica o historiador Mark Lewisohn, especialista no grupo.

Fonte: Exame

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Entenda por que o Google cria tantos doodles

Doodle do Google
A homepage do Google tem animações diferentes em determinadas datas. Elas são chamadas pela empresa de "doodles" e começaram como uma forma de dizer aos usuários do buscador que os cofundadores Larry Page e Sergey Brin haviam saído do escritório em agosto de 1998, em razão do festival Burning Man, que acontece no deserto de Nevada, nos Estados Unidos.

O motivo pelo qual o Google decidiu dar continuidade aos doodles foi a possibilidade de expressar valores de tecnologia e inovação em sua página principal. Dessa maneira, o chefe da equipe dos doodles, Ryan Germick, pode fazer o que diz gostar: dar destaque para aniversários, pioneiros, cientistas e figuras menos importantes da história com animações.

"Amamos o conhecimento que enriquece as nossas vidas de alguma maneira", declarou Germick, em entrevista ao Business Insider. A equipe de doodles do Google tem dez artistas, dois engenheiros e dois produtores, que coordenam as mais de 100 pessoas ao redor do mundo envolvidas no projeto.

Germick afirma ainda que o doodle ideal não reflete somente os valores do Google, mas também é imersivo, educacional e emocionante para os usuários, "mesmo que ele gere somente um sorriso de um segundo".

"Um doodle típico e direto vem do nosso time local e, incluindo pesquisa, esboços e ajustes finais de design, leva cerca de uma semana para ficar pronto. Também podemos compartilhá-lo com a nossa equipe para conseguir mais nuances culturais que possam ter passado despercebidos. Outros doodles são muito mais intensos. Alguns dos jogos, como os que fizemos para o aniversário de 50 anos do Dr. Who, podem envolver cinco engenheiros e levam vários meses para ficarem prontos", disse Germick, ao Telegraph.

Desde os anos 2000, quando foi montada a equipe responsável pelos doodles, foram criadas mais de 2.000 animações comemorativas para a página do buscador mais usado da internet.

Apesar de muitos doodles surgirem da criatividade dos integrantes do time do Google, os internautas também podem enviar sugestões. O e-mail para isso é o proposals@google.com e as mensagens devem ser redigidas em inglês.

Fonte: Exame

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Material mais caro do mundo custa R$ 584 milhões - por grama

Fulereno endohedral
Se você, por um acaso, ganhou na Mega-Sena da Virada e não sabe mais como gastar o seu dinheiro, temos duas palavrinhas que podem fazer tudo que tem no seu banco desaparecer em uma só compra: fulereno endohedral.

O material mais caro do mundo custa US$145 milhões por grama (aproximadamente R$ 584 milhões). O que significa que com os R$ 246 milhões entregues no prêmio do sorteio de Reveillon, seria possível comprar 0,42 grama - o peso aproximado de um grão de milho.

O preço foi divulgado pela Designer Carbon Materials uma empresa que surgiu na Universidade de Oxford ano passado. Eles anunciaram ter vendido a primeira amostra do produto desenvolvido por seus pesquisadores.

Mesmo com enorme custo, o fulereno pode mudar o mundo.

Sua estrutura molecular, composta por 60 átomos de carbono e um de nitrogênio, consegue deixar suas propriedades mais rápidas em relação à outras moléculas, o que, na prática, garante uma precisão muito maior em algumas medições tecnológicas atuais.

Relógios atômicos, por exemplo, passariam do tamanho de uma sala para algo que poderia ser incluído dentro de um chip de celular. Com uma precisão desse nível em tamanho portátil, diversas indústrias seriam revolucionadas.

"Haverá muitos usos para essa tecnologia. A mais óbvia é o controle de veículos autônomos. Se dois carros estão indo um contra o outro, dentro de uma rodovia, saber que eles estão em algum lugar dentro de dois metros não é o suficiente, mas dentro de um milímetro é", afirma Lucius Cary, diretor de fundos na incubadora para iniciativas tecnológicas de Oxford.

No horizonte, há outro produto que um dia talvez possa custar mais caro do que o fulereno: a antimatéria. A Nasa estima que para produzir a substância seriam necessários US$61 trilhões por grama (aproximadamente R$245 trilhões), mas ninguém ainda se dedicou a tentar fazer disso uma indústria. Ainda.

Fonte: Exame