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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Arqueólogos encontram pirâmide mais antiga que as do Egito

Pirâmides no Egito
Um grupo de arqueólogos cazaques descobriu um mausoléu em forma de pirâmide na região de Qaraghandy, no centro do país, que data da Idade de Bronze (séculos XII-XIV a.C.).

"Encontramos um grande grupo de sepulturas. Há como 30. Há uma grande túmulo em forma de pirâmide no centro do grupo, que pertence, presumivelmente, ao líder", explicou nesta quarta-feira à Agência Efe o responsável de escavação, Igor Kukushkin.

"Hoje encontramos um pequeno grupo de ossos humanos que estavam dispersos em torno das sepulturas. Provavelmente, os ladrões esparramaram os ossos pelos túmulos na busca de objetos de valor", disse Kukushkin.

Os arqueólogos acharam também dois crânios, um dos quais se encontra "muito bem conservado", segundo Kukushkin.

"Entregaremos estes crânios a antropólogos para que possam determinar a idade e o sexo. Esperamos encontrar mais restos humanos", acrescentou.

A pirâmide achada em terra cazaque mostra traços similares aos das pirâmides do Egito, segundo os especialistas. Porém, ela foi construída presumidamente quase mil anos antes.

"Nossos arqueólogos desenterraram um mausoléu único. As formas da majestosa estrutura enterrada é similar às famosas pirâmides do Egito, especialmente à pirâmide de Zoser", esclareceu à Agência Efe o arqueólogo cazaque Viktor Novozhenov.

Os cientistas encontraram também uma faca de bronze, pontas de flechas, agulhas, utensílios de cerâmica e ossos de animais no local da escavação, acrescentou o arqueólogo.

Fonte: Exame

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Escavação acha vestígios de 11 mil anos no Brasil

Arqueologia
Uma descoberta arqueológica no interior paulista deve enriquecer o debate científico sobre a ocupação da América pelos primeiros humanos. Em laudo elaborado recentemente por um laboratório americano, constatou-se que um sítio de São Manuel, na região central do Estado, era habitado por um povo pré-colombiano há 11 mil anos.

A datação, certificada pelo laboratório Beta Analytic, coloca o Sítio Caetetuba, de 55 mil metros quadrados, entre os achados arqueológicos com sinais de presença humana mais antigos do País - e, muito possivelmente, de São Paulo, já que estimativas de pontos mais remotos não são aceitas com unanimidade na comunidade científica. Foram resgatados ali 3 mil itens, todos de pedra lascada.

"É possível perceber todo o processo de produção", afirma o arqueólogo Lucas Souza Troncoso, pesquisador do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP) e um dos 15 profissionais responsáveis pelo achado, todos funcionários da empresa Zanettini Arqueologia. "Pelo formato, resultado do manuseio, é possível inferir quais pedras eram usadas para fazer as ferramentas e quais eram os resultados finais. Identificamos sete projéteis, usados para caça."

Feitas ao longo de três meses no início deste ano, as escavações ocorreram em conformidade com a legislação ambiental, para que a empresa proprietária da fazenda, a Usina Açucareira São Manoel, pudesse ampliar sua área de cultivo.

Foram mapeados 14 sítios arqueológicos, entre eles o Caetetuba - 11 escavados e três, por exigência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), preservados. "Estamos diante de um exemplo de resultado científico dessa lei, em convivência entre o campo econômico e a preservação do patrimônio", diz o arqueólogo Paulo Zanettini, responsável pelo estudo.

No total, mais de 10 mil itens foram coletados. Agora passam por análise e catalogação, no laboratório da empresa Zanettini, no Butantã, zona oeste da capital. Até o fim do ano, os relatórios do trabalho devem ser entregues ao Iphan e o material, acondicionado no Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara, no interior.

Além do Caetetuba, dois outros sítios chamam a atenção pela raridade do material. No Serrito I, com ocupação estimada entre 500 e 2 mil anos atrás, foi encontrada uma variada coleção de cerâmicas com acabamentos esteticamente refinados - seja com uso de tintas ou com uso de unhas para criar desenhos em baixo relevo.

Já o Serrito II, um dos eleitos pelo Iphan para seguir preservado, sem escavação, tem um paredão de pedra aparente em que há pinturas rupestres - em algumas, é possível identificar figuras que se assemelham ao Sol.

Relevância

Geneticista especializada em populações americanas antigas, a professora Maria Cátira Bortolini, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), coloca a descoberta no mesmo nível das mais importantes de toda a América.

"Datações antigas costumam ser muito controversas, porque muitas vezes não fica clara a ligação do material analisado com a ocupação humana", explica. "Por consenso da comunidade científica, aceitam-se evidências como de Lagoa Santa, em Minas, com cerca de 12 mil anos, e Monte Verde, no Chile, com 14 mil anos. Qualquer fato extraordinário precisa de evidências extraordinárias."

Zanettini calcula que muito deve ter se perdido ou ainda seja desconhecido nos solos do interior paulista. "Cerca de 50% dos municípios de São Paulo jamais tiveram uma análise arqueológica", diz.

Para a arqueóloga Niède Guidon, integrante da Missão Arqueológica Franco-Brasileira e presidente da Fundação Museu do Homem Americano, a escassez de resultados semelhantes no interior paulista é consequência de poucas pesquisas feitas - e não de pouca presença de povos na antiguidade. "E pela própria ocupação contemporânea, muitos sítios devem ter sido destruídos antes de ser estudados."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 4 de junho de 2016

Metal da faca do faraó Tutancâmon veio do espaço

Faca de Tutancâmon
Ele morreu há mais de 3 milênios e sua tumba já foi descoberta há mais de 90 anos. Ainda assim, o misterioso faraó criança Tutancâmon não para de surpreender.

Dessa vez, foi um grupo de cientistas italianos e egípcios que descobriu que a famosa faca do faraó, que havia sido depositada sobre a coxa do morto, veio do espaço sideral.

Utilizando imagens de um espectômetro de fluerescência de raios-x, um equipamento que usa raios-x para excitar elementos químicos e, assim, determinar sua composição, os cientistas concluíram que o ferro da faca só pode ter vindo à Terra de carona num meteorito.

O ferro terráqueo nunca possui mais do que 4% de níquel - enquanto que o do faraó continha 11%. Além disso, a quantidade de cobalto na arma do faraó é uma assinatura típica de um metal espacial.

Os cientistas foram mais longe e compararam o metal da faca com o de meteoritos conhecidos na região.

Encontraram um com composição igualzinha: o Kharga, que caiu na costa egípcia do Mediterrâneo, a 250 quilômetros de Alexandria, e só foi identificado por cientistas no ano 2000.

O novo achado vem se somar a uma série de fatos extraordinários sobre o faraó, que assumiu o poder aos 9 anos e morreu provavelmente com 18.

Seu corpo, descoberto em 1925, foi encontrado com o pênis ereto – não sabe-se como ou porque os egípcios o embalsamaram nesse estado.

Outra surpresa é que a análise da múmia revelou que o corpo pegou fogo depois de morto - possivelmente uma combustão espontânea acendida por algum erro no processo químico de embalsamamento.

As surpresas não param aí. Este ano, cientistas detectaram sinais de uma câmara secreta na tumba do faraó criança, e agora eles estão em busca de ainda mais tesouros.

Fonte: Superinteressante

quarta-feira, 30 de março de 2016

Cannabis conservou pintura de 1.500 anos em caverna

Maconha
A cannabis foi fundamental para conservar durante 1.500 anos as pinturas em uma caverna da Índia, até que cientistas descobriram agora este segredo oculto durante 15 séculos para deleite dos que pedem a legalização desta droga no país.

O cânhamo índico que ficou impregnado nas paredes e no teto de uma das grutas de Ellora no século VI, foram o segredo do "ambiente saudável, confortável e esteticamente prazeroso" que, segundo um recente estudo, desfrutaram os eremitas que a habitaram.

A vida contemplativa dos monges budistas que foram seus moradores deu passagem em nossos dias à curiosidade dos turistas que visitam a cavidade, uma das 34 cavernas declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco nesta paisagem do oeste da Índia.

Ninguém tinha imaginado que o segredo da conservação dos afrescos nas rochas desta gruta estava na droga ilegal mais consumida do mundo, até os estudos dos cientistas indianos Milind Madhav Sardesai, botânico, e Manager Rajdeo Singh, arqueólogo.

"É o primeiro lugar onde foi encontrada esta combinação de cânhamo com argila e gesso nos afrescos", garantiu à Agência Efe Sardesai, pesquisador da Universidade Babasahed Ambedkar Marathwada na cidade vizinha de Aurangabad.

Singh, que trabalhou no local para o Serviço Arqueológico da Índia, corroborou que é a "primeira ocasião em que um estudo detalhado mostra a combinação da cannabis na lama de cal".

A maconha já foi achada em restos de uma mistura, mas com uma composição distinta à de Ellora, que foi usada como cimento em uma ponte na França que também data do século VI, mas que durou "só" entre 600 e 800 anos.

No entanto, "em Ellora as pinturas nos afrescos sobreviveram durante 1.500 anos e ainda seguem fortes", ressaltou Singh sobre a fórmula que foi usada para evitar a deterioração dos desenhos de plantas e figuras geométricas de tons mate em paredes e tetos, expostos aos raios do sol e à chuva que entram na caverna.

A mistura atuou como fixador na rocha, isolador de umidade e repelente de insetos, além de ser mais consistente e duradoura.

Nas grutas vizinhas de Ajanta, também declaradas Patrimônio da Humanidade, os artistas optaram por acrescentar casca de grãos de arroz na composição empregada para fixar os afrescos, com o resultado de um gesso mais brando que foi sendo perfurado pelos insetos.

A combinação descoberta em Ellora teria sido bem utilizada em muitos monumentos com problemas de conservação pela umidade em países como o Reino Unido, ressalta o trabalho publicado na revista científica "Current Science".

Além disso, a descoberta foi feita no momento em que cresce o grande movimento para legalização da maconha na Índia, dando novos argumentos à luta para descriminalizar esta planta, originária da Ásia e sagrada para o hinduísmo.

"Boa razão para legalizá-la", comentou Murai Lal, um dos seguidores deste movimento, através do perfil deste grupo no Facebook, enquanto outro adepto, Joel Michael Rebello, defendeu que a descoberta revela outra das muitas "vantagens" da erva.

Mais precavida, no entanto, se mostrou a polícia sobre as revelações científicas.

"A maconha está proibida pela Lei de Drogas Narcóticas e Substâncias Psicotrópicas", advertiu ao jornal "The Times of India" o delegado de Aurangabad, Amitesh Kumar, já que "não se pode cultivar, transportar, possuir ou consumir".

Apesar da advertência policial, esta legislação de 1985 tem resquícios que tornam legal o consumo de folhas de cannabis silvestre, mas não o cultivo da planta ou sua venda, salvo que uma lei regional permita seu comércio regulado, algo que quase não ocorre.

Porém, na prática, a erva é tolerada com fins supostamente religiosos, como na festa hindu de Holi, na qual é tão típico se lambuzar com pós de cores como consumir "bhang", uma bebida que leva cannabis.

Fonte: Exame

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Historiador diz ter prova de que origem de Colombo é falsa

Retrato de Cristóvão Colombo e sua família
O historiador português Manuel Rosa, especializado em estudos colombianos, voltou a colocar em dúvida que Cristóvão Colombo tenha nascido na Itália e garante ter encontrado a prova definitiva.

Em um novo artigo publicado pela revista Legal History Review, da universidade de Quinnipiac (Connecticut, EUA), Rosa assegura que o espólio de Colombo, no qual se baseia a teoria oficial de que nasceu em Gênova, era falso.

"A importância do artigo é que prova que o espólio de 1498 foi uma falsificação feita 90 anos depois que Colombo morreu", contou o historiador em entrevista à Agência Efe.

"Descobri que o suposto documento foi contestado em sua época pela própria justiça espanhola, que já sentenciou que esse documento vale o mesmo que uma folha em branco. A descoberta põe em dúvida tudo o que foi escrito até agora sobre Colombo. A história de Colombo como nos contaram é falsa", acrescentou.

Segundo Rosa, estes novos elementos sobre Colombo dão maior fundamento a sua teoria sobre o homem enviado às Índias.

"Colombo nasceu na ilha da Madeira (Portugal) e era, na realidade, filho do rei polonês Ladislao III, que fugiu para o local após lutar contra os turcos em uma batalha na qual até agora muitos pensavam que tinha morrido", alegou.

Na Madeira, o pai de Colombo teria vivido com o nome falso de Henrique Alemão.

Rosa, que em 2008 publicou "Colombo. A história jamais contada", na qual já começava a desconstruir a biografia oficial do descobridor da América, se disse "ciente" das críticas que recebe de parte da comunidade de historiadores.

O especialista afirma em seu livro que Cristóvão Colombo servia em segredo a Portugal, e não à Espanha, país que com o descobrimento da América pretendia afastar dos ricos mercados da Ásia.

Segundo o historiador, o autêntico Colombo não era um plebeu italiano às ordens da monarquia espanhola, mas um homem de confiança da monarquia de Portugal que sabia bem desde o princípio que não se dirigia às Índias, mas à América.

Rosa disse à Agência Efe acreditar que "quando o livro for publicado em inglês - até agora só é possível encontrá-lo em português, espanhol, lituano e polonês -, toda a história de Colombo como se conhece será derrubada".

Fonte: Exame/Abril