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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Estudo alerta para químico nocivo em comida de fast food

Alimentos fast food
À extensa lista de problemas de saúde relacionados ao consumo constante dos chamados alimentos de fast food, como obesidade, diabetes, complicações cardíacas, entre outros, acrescente mais um: risco de exposição a níveis elevados de produtos químicos potencialmente nocivos conhecidos como ftalatos.

Em um estudo publicado recentemente na revista científica Environmental Health Perspectives, pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de George Washington, nos EUA, relatam que quem consome esses alimentos com frequência apresenta uma concentração de ftalatos no organismo 40 por cento maior que pessoas que não têm o hábito.

Os ftalatos pertencem a uma classe de produtos químicos sintéticos comumente utilizados para dar mais flexibilidade aos plásticos e adesivos. Eles são encontrados em inúmeros produtos, incluindo embalagens de alimentos e outros artigos usados na indústria da “comida rápida", e, segundo a pesquisa, podem ser transferidos da embalagem de plástico (ou com películas plásticas) para os alimentos altamente processados disponíveis no mercado.

De acordo com o Centro Americano para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o efeito de ftalatos na saúde humana ainda é pouco conhecido, mas os efeitos prejudiciais observados nos sistemas reprodutivos dos animais sugerem que não seria uma má ideia diminuir a exposição a eles.

Estudos de laboratório relatam alterações hormonais, baixa contagem de esperma, defeitos congênitos no sistema reprodutor masculino, infertilidade, diabetes e irregularidades na tireoide, entre outros problemas relacionados ao potencial de desregulação endócrina dos ftalatos.

Os pesquisadores coletaram dados sobre 8.877 pessoas que participaram dos questionários do US National Health and Nutrition Examination, entre 2003 e 2010, uma pesquisa de base populacional realizada periodicamente nos Estados Unidos.

Estes participantes deram informações detalhadas sobre a comida que eles tinham consumido nas últimas 24 horas e forneceram aos pesquisadores uma amostra de urina, que foi analisada para apresentar metabolitos (compostos do processo metabólico) de dois ftalatos específicos: DEHP e DINP.

Eles descobriram que os participantes que mais ingeriam alimentos de fast food no estudo apresentaram maior exposição aos ftalatos — 23,8 por cento mais elevado para o DEHP e níveis quase 40 por cento mais elevados de metabólitos DINP em comparação com pessoas que relataram não ter ingerido fast food nas 24 horas anteriores ao teste.

É claro que muitos dos alimentos que comemos hoje em dia estão expostos a transformações de uma maneira ou outra, mas os de fast food, em particular, são conhecidos por serem altamente processados, embalados e manipulados.

Além disso, os pesquisadores destacam que os alimentos que são ricos em gordura, como laticínios e carne, poderiam ser mais propensos à contaminação por ftalato, pelo fato de alguns desses compostos químicos serem lipofílicos, ou seja, têm afinidade para dissolver-se em gordura.

Fonte: Exame

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Desperdício de alimentos contribui para mudanças climáticas

Grãos de soja em uma fazenda do Paraná
Reduzir o desperdício de alimentos em todo o mundo ajudaria a conter as emissões de gases de efeito estufa, diminuindo parte dos impactos da mudança climática, como os eventos climáticos mais extremos e a elevação do nível dos mares, disseram cientistas nesta quinta-feira.

Até 14% das emissões geradas pela agricultura em 2050 poderiam ser evitadas administrando melhor o uso e a distribuição dos alimentos, de acordo com um novo estudo do Instituto Potsdam de Pesquisa de Impacto Climático (PIK, na sigla em inglês).

"A agricultura é um grande indutor da mudança climática, tendo representado mais de 20% das emissões globais totais de gases de efeito estufa em 2010", disse o co-autor Prajal Pradhan.

"Evitar a perda e o desperdício de alimentos, portanto, evitaria emissões de gases de efeito estufa desnecessárias e ajudaria a mitigar a mudança climática".

Entre 30 e 40% de toda a comida produzida no planeta nunca chega a ser consumida, porque se deteriora depois de ser colhida e durante o transporte ou porque é jogada fora por comerciantes e consumidores.

A expectativa é que a parcela de alimentos desperdiçados aumente drasticamente se economias emergentes como China e Índia adotarem hábitos alimentares ocidentais, entre eles um consumo maior de carne, alertaram os pesquisadores.

Países mais ricos tendem a consumir mais alimentos do que é saudável ou simplesmente desperdiçá-los, enfatizaram.

À medida que nações mais pobres se desenvolvem e a população mundial cresce, as emissões associadas ao desperdício de comida poderiam saltar do equivalente a 0,5 gigatonelada de dióxido de carbono por ano para algo entre 1,9 e 2,5 gigatoneladas anuais até a metade do século, mostrou o estudo publicado no periódico científico Environmental Science & Technology.

Muitos argumentam que reduzir o desperdício de alimentos e distribuir o excedente onde ele é necessário poderia ajudar no combate à fome em lugares que não têm o suficiente --especialmente levando em conta que as terras para expandir o cultivo são limitadas.

Os pesquisadores analisaram a necessidade de alimentos no passado e para cenários futuros diversos e descobriram que, embora a necessidade média de alimentos por pessoa permaneça quase constante nas últimas cinco décadas, a disponibilidade de alimentos cresceu rapidamente --levando a um aumento de mais de 300% nas emissões relacionadas ao excedente alimentar cada vez maior.

Fonte: Exame

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Pesquisa abre portas para revolução no cultivo do arroz

Arroz
A pesquisa genética está prestes a revolucionar as técnicas ancestrais do cultivo de arroz e tornar mais resistente e nutritivo o cereal que alimenta metade do planeta, dizem os especialistas.

A partir de um gigantesco banco de variedades conservadas nas Filipinas, uma equipe internacional de pesquisadores conseguiu determinar, usando uma tecnologia chinesa, a sequência do genoma de mais de 3.000 tipos de arroz e realizar uma espécie de inventário de seus genes.

Com estes dados, os agricultores poderão potencializar algumas características do cereal para obter variedades de maior rendimento, mais resistentes ou mais nutritivas, informaram à AFP os pesquisadores que participam do projeto.

"Isso contribuirá para reforçar a segurança alimentar", afirma Kenneth McNally, um bioquímico norte-americano do Instituto Internacional de Pesquisa sobre o Arroz (IRRI), com sede em Los Baños, no sul de Manila.

Com o passar dos séculos, os agricultores melhoraram as variedades fazendo cruzamentos ou isolando algumas de suas características.

Mas, segundo McNally, trabalhavam tateando, desconhecendo quais genes controlavam quais propriedades.

O sequenciamento do genoma permitirá acelerar o processo e obter variedades melhoradas em menos de três anos, em vez dos 12 que levava sem contar com as informações genéticas.

Revolução alimentar

O IRRI, uma ONG criada em 1960 que trabalha com vários governos, colaborou neste projeto com a BGI, uma empresa de alta tecnologia chinesa especializada em genômica.

A equipe de McNally coletou amostras de folhas extraídas em sua maioria das 127.000 variedades armazenadas no banco de dados do IRRI e os enviou à China.

Os pesquisadores destacam por outro lado que seu trabalho não tem nada a ver com a produção de organismos geneticamente modificados (OGM).

E ressaltam que estas técnicas serão mais úteis considerando a degradação das condições do cultivo de arroz e a explosão demográfica mundial.

Na verdade, o desenvolvimento urbano, o aumento do nível do mar e a proliferação de tempestades e secas causadas pelas alterações climáticas são prejudiciais às terras agrícolas em todo o mundo.

Há também o fato de que os patógenos estão se tornando cada vez mais resistentes aos pesticidas ou de que a água doce, essencial para o cultivo de arroz, está rareando em muitas partes do mundo.

Os investigadores esperam que as novas variedades resistirão a esses problemas. "Poderemos obter as propriedades que queremos, em termos de resistência à seca e a doenças, e de desempenho", garante Nikolai Alexandrov, bioanalista russo do IRRI.

Os cientistas ainda falam de uma segunda "revolução verde".

A primeira, nos anos 1960, veio das mãos do agrônomo americano e prêmio Nobel da Paz, Norman Borlaug, cuja investigação sobre uma resistente variedade do trigo permitiu disparar o rendimento dos cultivos nos países em desenvolvimento, tirando milhões de pessoas da miséria.

Os pesquisadores também esperam poder produzir mais variedades ricas em nutrientes suscetíveis ao combate de algumas doenças humanas.

"Estudamos o enriquecimento em micronutrientes", afirma Nese Sreenivasulu, pesquisador indiano do IRRI.

Assim, a prevalência de diabetes do tipo 2, que afeta centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, poderia ser limitada com variedades de arroz que liberarão o açúcar mais lentamente no sangue.

O IRRI espera desenvolver além disso um cereal mais rico em zinco, que permitiria lutar contra os atrasos de crescimento e as mortes ligadas a diarreia no sudeste asiático.

Fonte: Exame

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Índice de preços Ceagesp recua 1,18% em agosto

mercado; compras; frutas
O Índice da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), que mede os preços de alimentos frescos no mercado, registrou queda de 1,18% em agosto, em relação a julho. No ano, o indicador sofreu retração de 0,85% e, nos últimos 12 meses, alta de 4,41%.

Segundo o Ceagesp, a tendência para o próximo trimestre é de preços reduzidos e deflação para a maioria dos alimentos in natura. Em agosto, o setor de frutas subiu 0,49%.

As principais altas foram do maracujá azedo (46,3%), jaca (25,5%), melancia (20%), maracujá doce (18,4%) e atemoia (15,7%). As principais quedas foram do mamão papaya (-37,8%), ameixa estrangeira (-21,3%), morango (-18,3%), abacaxi havaí (-16,7%) e mamão formosa (-16%).

Os legumes registram queda de 8,64%. As principais baixas foram do pepino japonês (-31,7%), vagem (-20,9%), jiló (-18,7%), ervilha (-17,4%), beterraba (-15,6%) e tomate (-11,4%).

As principais altas foram do pimentão amarelo (27,7%), berinjela (22,7%), pimentão vermelho (19,8%) e cenoura (4,1%).

O setor de verduras caiu 7,38%. As principais quedas foram da couve (-30.5%), coentro (-28,1%) couve-flor (-19%), espinafre (-15,8%) e alface lisa (-13,2%). As principais altas foram do moyashi  (17,9%), nabo (9,7%), cebolinha (6,5%) e milho verde (4,5%).

Os pescados tiveram alta de 5,95%. As principais elevações foram da lula (22,6%), anchovas (20,4%), polvo (17,3%), robalo (16,6%) e cação (12,1%). As principais quedas foram da tilápia (5,8%), namorado (-5%), abrótea (-5%) e corvina (-4,6%).

Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/indice-de-precos-ceagesp-recua-1-18-em-agosto