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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Astrônomos russos captam sinal de rádio misterioso do espaço

Telescópio do SETI Institute
Basta um sinal de rádio vindo do espaço para que algumas pessoas acreditem na existência de uma civilização alienígena. Recentemente, um grupo de astrônomos russos afirmou ter detectado um forte sinal de rádio vindo do espaço. O que chama a atenção é a sua potencial fonte: ele pode ter vindo de uma estrela semelhante ao Sol.

Chamado de HD164595, esse astro está localizado a 95 anos-luz da Terra e tem 6,3 bilhões de anos, ou seja, é mais velho do que o Sol, que tem 4,5 bilhões de anos. Outra semelhança entre as duas estrelas é que a HD164595 tem pelo menos um planeta em sua órbita. Ele está posicionado tão perto da estrela, que os cientistas nunca imaginaram que poderia existir vida no local – pelo menos não como a conhecemos.

Esse dado não descarta a possibilidade de que existem outros planetas na órbita desse astro. Mesmo assim, Seth Shostak, diretor do SETI Research (Search for Extraterrestrial Intelligence, ou "Busca por Inteligência Extraterrestre"), disse, no site da instituição, que acredita na existência de outras explicações plausíveis para o que causou a detecção.

Segundo Shostak, se um sinal de repetição a partir do mesmo ponto no céu não for captado, ninguém pode afirmar que o sinal anterior veio de alienígenas. “Sem uma confirmação, só podemos dizer que [isso] é interessante.”

O sinal de 11 GHz captado pelo radiotelescópio RATAN-600, um observatório localizado em Zelenchukskaya, na Rússia, foi captado em maio de 2015. Ele se tornou público apenas agora, pois um dos membros da pesquisa enviou um e-mail com as evidências para Paul Gilster, um escritor de ciência e tecnologia. Gilster publicou as informações em seu site, Centauri Dreams, nessa semana e disse que o sinal era provocador.

Essa demora para informar a comunidade científica sobre o sinal também é algo que deixa Shostak preocupado. Em entrevista para o site The Verge, ele afirma que será difícil confirmar se o sinal detectado pelo RATAN-600 era autêntico. Além disso, encontrar um sinal de repetição tanto tempo depois da detecção original é quase impossível.

Outro problema com a descoberta russa é a origem do sinal. De acordo com Paul Gilster, há diversas possibilidades para isso, incluindo fenômenos naturais ou interferências nos telescópios. Shostak disse ao The Verge que é difícil comprovar a origem do sinal, pois o receptor dos russos foi fixado em uma banda de ampla largura.

Apesar do ceticismo, o SETI já está investigando o sinal. Para isso, os cientistas apontaram o Allen Telescope Array, uma grande coleção de radiotelescópios localizada na Califórnia, nos EUA, em direção à HD164595. Até o momento, nenhum sinal de rádio foi detectado. Contudo, ainda não foi feita toda a cobertura das frequências em que o sinal pode ser localizado.

Fonte: Exame

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Sonda vai concluir missão com pouso em cometa em setembro

Ilustração do pouso da Rosetta no cometa 67p
A sonda europeia Rosetta concluirá sua missão no dia 30 de setembro, pousando sobre o cometa 67P, ao término de 12 anos de uma viagem espacial que permitiu avanços no conhecimento destes corpos celestes, anunciou nesta quinta-feira a Agência Espacial Europeia (ESA).

A Rosetta pousará no cometa onde já se encontra seu robô Philae, inativo desde o ano passado por falta de energia.

"Para ambos será o fim da missão mais bela que se pode imaginar, com a possibilidade de realizar novas medições e imagens o mais próximo possível do cometa", disse Jean-Yves Le Gall, presidente do programa espacial francês CNES.

Após 12 anos de viagem interplanetária, incluindo os dois últimos no entorno imediato do cometa, acompanhado por ela em seu périplo ao redor do Sol, a Rosetta tentará concluir "de maneira magistral sua missão", indicou a ESA.

O cometa atualmente está se afastando do Sol e seguirá nesta rota até alcançar 850 milhões de quilômetros de distância, mas a partir dos 600 milhões de quilômetros a Rosetta perderá a capacidade de armazenar energia suficiente para operar.

Por isso, a ESA decidiu concluir sua missão.

Fonte: AFP

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O mistério da matéria escura, a parte invisível do cosmos

O mistério da matéria escura, a parte invisível do cosmos. EFE/Carlos de Saá
Quando olhamos para o céu, à simples vista parece que lá fora só há pouco mais que estrelas, mas o que estamos vendo é uma mínima parte do Universo; o resto, cerca de 85% da matéria do cosmos, não sabemos como é, nem de que é composta: é a matéria escura.

No entanto, os últimos cálculos de uma equipe espanhola de pesquisadores da Universidade Autônoma de Madri (UAM) poderiam nos aproximar um pouco mais deste mistério do universo.

A matéria escura, cinco vezes mais abundante que a comum ("visível" e composta por átomos), existe, se movimenta, interage gravitacionalmente e, portanto, tem efeitos sobre as estrelas e galáxias.

Sua existência foi estabelecida com segurança na década de 1970 graças a diferentes técnicas, mas 40 anos depois os cientistas continuam fazendo experimentos para determinar sua massa e composição.

Por enquanto não sabem que tipo de partícula - ou partículas - a compõem, mas sim que não é nenhuma conhecida na atualidade.

É o que os cientistas chamam de problema da matéria escura: é preciso ir mais além do conhecido para explicar a existência deste tipo de matéria.

Determinou-se que em nosso Sistema Solar a densidade de matéria escura é muito abaixo de uma partícula por centímetro cúbico, uma quantidade que poderia parecer ridiculamente pequena, mas, se estendêssemos a palma das mãos, a atravessariam cerca de sete milhões de partículas de matéria escura por segundo.

No entanto, a probabilidade de que uma destas partículas entre em contato com algum de nossos átomos é extremamente pequena, o que transforma sua descoberta em uma tarefa titânica.

Um dos mecanismos mais convencionais e usados entre os físicos para buscar esta matéria é a chamada detecção direta, que consiste em detectar a interação destas partículas com os núcleos de certos materiais.

"São colocadas grandes quantidades (até centenas de quilogramas) de materiais, como xenônio e germânio, em minas subterrâneas e se espera, em um silêncio absoluto, que uma destas escorregadias partículas se choque contra um núcleo atômico no detector", explicou à Agência Efe, Miguel Peiró, físico da UAM.

"Se isso ocorresse, o núcleo desse material experimentaria um retrocesso similar ao de uma bola de bilhar devido ao impacto da matéria escura, liberaria uma energia e esta seria detectada. Isso é o que se tenta medir", completou.

Infelizmente, e apesar dos esforços realizados, ainda não se tem evidência expressa que isto tenha ocorrido.

Agora, em um estudo recentemente realizado por Peiró e outros pesquisadores da UAM e do Instituto de Física Teórica (IFT, Centro de Excelência Severo Ochoa, UAM-CSIC), foi demonstrado que, na maioria dos casos, os experimentos de detecção direta de matéria escura são ainda mais restritivos do que pareciam.

Estes experimentos dependem de modelos que determinam como se comporta esta matéria no halo da Via Láctea, que é formada por fluído de matéria escura no qual a matéria comum "fica boiando".

Existe na atualidade uma infinidade de estudos teóricos sobre como se comporta o halo de matéria escura.

Em um destes estudos, assinado por pesquisadores da Universidade de Nottingham, se calculou como se comportava a velocidade destas partículas de matéria escura no Sistema Solar.

Com simulações no computador destes experimentos de detecção direta, baseados neste estudo, e levando em conta as diversas possibilidades de interação da matéria escura com prótons e nêutrons, os pesquisadores constataram que, se a matéria escura é leve, estes detalhes do halo da Via Láctea são "determinantes" na hora de extrair conclusões sobre a natureza dela.

"Em nosso trabalho, pegamos essas funções de distribuição da velocidade, e as utilizamos para calcular os limites de dois experimentos de detecção direta. Recalculamos essas cotas e vimos que são um pouco mais restritivas do que pareciam", concluiu Peiró.

Fonte: EFE

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Voos tripulados a Marte ainda demoram pelo menos 15 anos

Aeronave se aproxima da atmosfera de Marte
Sonhando com uma viagem para Marte? Você terá que esperar pelo menos 15 anos para que a tecnologia seja desenvolvida, disse o diretor da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), lançando dúvidas sobre as afirmações de que a viagem pode acontecer mais cedo.

"Se houvesse dinheiro suficiente, talvez pudéssemos fazê-lo antes, mas não há tanto agora quanto o que o programa Apollo teve", afirmou o diretor-geral da ESA, Jan Woerner, referindo-se ao projeto norte-americano que levou os primeiros homens à Lua.

Woerner diz que um assentamento humano permanente na Lua, onde impressoras 3D poderiam ser usadas para transformar rochas lunares em itens essenciais necessários para a jornada de dois anos até Marte, seria um grande passo rumo ao planeta vermelho.

A agência nacional aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa, na sigla em inglês) espera enviar astronautas a Marte em meados da década de 2030, e o empresário Elon Musk, presidente da montadora de veículos elétricos Tesla Motors, disse que planeja enviar uma espaçonave não-tripulada a Marte ainda em 2018 e encaminhar humanos para lá até 2030.

Mas Woerner afirma que a empreitada irá levar mais tempo. Uma nave para Marte necessitaria de foguetes e combustível potente o suficiente para a decolagem da viagem de volta e os humanos precisariam de proteção para desafios físicos e mentais inéditos, além da radiação espacial.

Fonte: REUTERS

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Nasa encontra “segunda Lua” ao redor da Terra

Superlua
A Nasa (agência espacial americana) anunciou ter encontrado o que a imprensa internacional chama de mini-lua na órbita terrestre. O corpo celeste é um asteroide bem menor do que a nossa já conhecida Lua e tem uma trajetória irregular.

Como o curso do asteroide chamado 2016HO3 é elíptico, a distância dele varia entre 38 e 100 vezes a distância da Terra da Lua. Com isso, ele fica entre 14 milhões e 40 milhões de quilômetros de nós.

Seu movimento de translação ao redor do Sol leva 365,93 dias, o que é um pouco mais do que o tempo que o nosso planeta precisa para realizar o mesmo movimento.

Avistado pela primeira vez em 27 de abril deste ano, com o uso do telescópio espacial Pan-STARRS 1, que fica no Havaí, o asteroide tem 36,5 metros de diâmetro. O 2016HO3 gira em torno do nosso planeta há um século e deve permanecer nesse trajeto durante várias centenas de anos.

Veja abaixo a rota do asteroide e a rota do planeta Terra ao redor do sol.


Fonte: Exame

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Ondas gravitacionais são detectadas pela segunda vez nos EUA

Ondas gravitacionais
A detecção inédita de ondas gravitacionais, as dobras no espaço e no tempo postuladas por Albert Einstein 100 anos atrás e anunciadas em fevereiro, não foram um acaso feliz – cientistas disseram nesta quarta-feira que as flagraram pela segunda vez.

Os pesquisadores disseram ter captado as ondas gravitacionais que se espalharam pela Terra depois que dois buracos negros distantes giraram um rumo ao outro e se fundiram em um único e imenso abismo 1,4 bilhão de anos atrás.

A colisão violenta desencadeou reverberações pelo espaço-tempo, uma fusão dos conceitos de tempo e espaço tridimensional.

Estas ondas gravitacionais foram detectadas por observatórios gêmeos dos Estados Unidos no dia 25 de dezembro de 2015 pelo horário norte-americano.

Os detectores estão localizados em Livingston, na Louisiana, e Hanford, no Estado de Washington.

A primeira detecção de ondas gravitacionais ocorreu em setembro passado e foi anunciada em 11 de fevereiro.

O acontecimento criou sensação no meio científico e representou um marco na física e na astronomia, transformando uma implicação peculiar da Teoria Geral da Gravidade de 1916 no reino da observação astronômica.

Tanto as ondas detectadas em setembro quanto as de dezembro foram desencadeadas pela fusão de buracos negros, regiões de massa tão densa que nem fótons de luz podem escapar dos escoadouros gravitacionais que eles produzem no espaço.

Os buracos negros fundidos que fizeram o espaço vibrar em dezembro eram muito menores do que o primeiro par, demonstrando a sensibilidade dos instrumentos do recentemente atualizado Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (Ligo, na sigla em inglês).

"Estamos começando a ter um vislumbre de um tipo de informação astronômica nova que só pode vir de detectores de ondas gravitacionais", disse David Shoemaker, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o prestigioso MIT.

Os buracos negros que suscitaram as ondas gravitacionais recém-captadas eram oito e 14 vezes maiores do que o sol, respectivamente, antes de se fundirem em um único buraco negro cerca de 21 vezes maior do que o sol.

O detector de Louisiana percebeu as ondas primeiro e o de Washington 1,1 millissegundo mais tarde. Os cientistas podem usar a diferença de tempo para calcular aproximadamente onde a fusão dos buracos negros aconteceu.

Fonte: REUTERS

SpaceX fracassa ao tentar pousar 1º estágio de seu foguete

Foguete SpaceX consegue pousar no oceano Atlântico
A empresa americana SpaceX fracassou nesta quarta-feira na tentativa de pousar o primeiro estágio de seu foguete Falcon 9 em uma plataforma no oceano Atlântico, após ter conseguido realizar esta manobra três vezes seguidas - duas na água e uma em terra.

O segundo estágio do foguete conseguiu, no entanto, colocar em órbita dois satélites de comunicação, um da empresa francesa Eutelsat e outro da companhia ABS, sediada nas ilhas Bermudas.

O lançador de 70 metros de altura se partiu e se incendiou ao chegar na plataforma, como pôde ser visto em uma transmissão em vídeo ao vivo da SpaceX.

O diretor da empresa californiana, Elon Musk, confirmou horas depois o fracasso do pouso no Twitter.

Trata-se de um "RUD", disse Munsk, usando uma expressão comum no meio aeroespacial que se refere a "Rapid Unscheduled Disassembly" - "desmontagem rápida não-programada", que significa a destruição ou explosão da aeronave.

O foguete foi lançado na região de Cabo Canaveral, na Flórida, às 10h29 locais (11H29 em Brasília), e os satélites foram postos em órbita 30 minutos depois.

Foi o sexto lançamento da SpaceX desde o começo do ano.

Fonte: AFP

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Encontrados em cometa dois ingredientes-chave para a vida

Cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko
Cientistas conseguiram detectar, pela primeira vez, em um cometa a presença de dois ingredientes fundamentais para a vida: a glicina - um aminoácido - e o fósforo, segundo estudo de pesquisadores europeus, divulgado nesta sexta-feira.

O achado foi realizado no 67P/Churyumov-Gerasimenko (ou simplesmente 'Chury'), um cometa descoberto no fim dos anos 1960 por cientistas ucranianos, e que é investigado pela sonda europeia Rosetta.

Ainda que tenha sido detectada a presença de mais de 140 moléculas orgânicas diferentes no espaço, é a primeira vez estes que são encontrados estes elementos, essenciais para o desenvolvimento do DNA e das membranas celulares.

Os resultados desta investigação, obtidos graças a Rosina, espectrômetro da sonda Rosetta, foram publicados na revista americana Science Advances.

Traços de glicina, necessários para formar proteínas, já haviam sido encontrados nos restos da cauda do cometa Wild 2, que a Nasa conseguiu obter em 2004.

Mas naquele momento, os cientistas não puderam descartar por completo a possibilidade de as amostras terem se contaminado de alguma maneira durante a análise feita na Terra.

O achado agora permite confirmar a existência de glicina e fósforo nos cometas.

"Trata-se da primeira detecção com total certeza de glicina na atmosfera de um cometa", assinalou Kathrin Altwegg, da Universidade de Berna (Suíça), chefe do projeto Rosina e autora do trabalho.

É muito difícil detectar a glicina, pois ela passa do estado sólido ao gasoso abaixo dos 150 graus Celsius, o que significa que este aminoácido se decompõe na forma gasosa na fria superfície do cometa.

Diferentemente de outros aminoácidos, a glicina é a única que pode se formar sem a necessidade da presença de água em estado líquido, assinalaram os cientistas.

A origem do fósforo detectado na fina atmosfera do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko não foi determinada, acrescentou a investigação.

"Demonstrar que os cometas são reservatórios de materiais primitivos do sistema solar e que eles podem transportar esses ingredientes-chave para a vida na Terra é um dos principais objetivos da Rosetta", assinalou o cientista encarregado desta missão da Agência Espacial Europeia, Matt Taylor.

Fonte: AFP

segunda-feira, 21 de março de 2016

Primeiro laboratório espacial chinês finaliza missão

Lançamento de foguete chinês em 29 de setembro de 2011
O primeiro laboratório espacial da China, o Tiangong 1, terminou sua missão de coleta de dados após quatro anos e meio em órbita, anunciou o programa espacial chinês nesta segunda-feira.

Durante sua temporada no espaço, que era estimada em 2011 - quando foi lançado - em dois anos, o Tiangong 1 realizou experimentos em tecnologia e exploração do ambiente espacial que "contribuíram ao programa espacial nacional", afirmou a organização.

Além disso, as naves espaciais Shenzhou-8, Shenzhou 9 e Shenzhou 10 se acoplaram com sucesso ao laboratório.

As funções do laboratório foram inabilitadas, embora ele continue na órbita projetada sob observação contínua enquanto desce até que, como se espera, arder na atmosfera, indicou o comunicado.

No terceiro trimestre deste ano a China lançará seu segundo laboratório espacial, o Tiangong 2, parte do programa do governo chinês de estabelecer uma estação permanente ao redor da Terra até 2022.

A China fará um número recorde de missões este ano, 20, entre elas o teste do foguete propulsor de fabricação local Longa Marcha 7, que tem como meta pôr em órbita o primeiro cargueiro espacial chinês, o Tianzhou, ou "nave celestial", na primeira metade de 2017.

A ideia é acoplá-la no Tiangong 2 para realizar experimentos, como no Tiangong 1.

A China também pretende pôr em órbita dois novos satélites para o sistema de navegação Beidou, a resposta ao americano GPS, e um que se somará à rede de observação terráquea Gaofen.

Além disso, o calendário espacial da China inclui para este ano uma missão tripulada, a sexta deste tipo.

Fonte: Exame

sexta-feira, 18 de março de 2016

Estudos revelam diversidade de paisagens em Plutão

Imagem detalhada da superfície de Plutão feita pela espaçonave New Horizons, da Nasa, dia 17/03/2016
Plutão apresenta uma grande variedade de paisagens, desde montes a glaciares (enormes massas de gelo) e blocos de gelo, revelam imagens captadas do planeta e analisadas em diversos estudos publicados pela revista Science.

Trata-se dos primeiros resultados da missão New Horizons, da agência espacial norte-americana Nasa, agora condensados pela Science.

No dia 14 de julho, a sonda New Horizons sobrevoou o planeta e a sua maior lua, Caronte.

Estudos revelam a existência, em Plutão, de placas tectônicas, extensos montes, glaciares e blocos de gelo.

Segundo os investigadores, a causa de tal geografia reside, possivelmente, num criovulcão, um vulcão de gelo e água que se forma especificamente em luas geladas.

A variabilidade do terreno sugere que as camadas da estrutura de Plutão resultaram da erosão e de diferentes processos de formação geológica, que ocorreram durante os últimos cem milhões de anos.

Os processos de formação geológica não foram tão ativos em Caronte, que, apesar de estar cheia de crateras e de ter um hemisfério norte acidentado, tem metade da sua superfície plana.

Outros estudos concluíram que existe uma ampla variedade de cores e composições químicas na superfície gelada de Plutão. A sua atmosfera é mais fria e compacta do que se pensava.

Fonte: Exame

quarta-feira, 16 de março de 2016

Nasa descobre “nova Terra” em outro sistema solar

Comparação artística entre a Terra e o planeta Kepler 452-b
Em uma conferência realizada hoje, a agência espacial americana, a Nasa, anunciou grandes descobertas. Foram descobertos e catalogados 500 novos exoplanetas (aqueles que orbitam uma estrela que não seja o nosso Sol).

As descobertas foram feitas pelo telescópio espacial Kepler. Entre esses 500 exoplanetas, a Nasa estima que 20% sejam anomalias espaciais – sobram, portanto, 80% como prováveis planetas de verdade.

Um desses planetas, porém, traz grande animação para os cientistas: o Kepler 452-b. O nome pode ser sem graça, por isso a Nasa adotou outro durante a sua conferência, “Terra 2.0”.

As semelhanças entre nosso planeta e o Kepler 452-b são grandes. Assim como a Terra, ele também está dentro de uma zona habitável pelas medições da Nasa. Ele orbita um sol semelhante ao nosso, que tem a mesma temperatura, é 10% mais largo do que o nosso e emite 20% mais brilho.

Veja abaixo algumas informações rápidas sobre o Kepler 452-b:

- Diâmetro 60% maior do que o da Terra;
- Grandes chances de ser rochoso, assim como nosso planeta;
- Ano com 385 dias – em oposição aos 365 da Terra (diferença muito baixa);
- Fica a 1.440 anos-luz da Terra, na constelação Cygnus.

Por que é importante?

Pela primeira vez, cientistas puderam encontrar um planeta semelhante ao nosso e que ao mesmo tempo orbita uma estela semelhante ao Sol.

Além disso, o Kepler 452-b é mais antigo do que a Terra ou do que o nosso próprio Sol. A estimativa é que nosso planeta tenha cerca de 4,5 bilhões de anos de idade.

O Kepler 452-b, acreditam os cientistas, tem cerca de 6 bilhões de anos. Ele seria como um primo mais velho da Terra.

Observações do planeta podem auxiliar pesquisadores a entender como o envelhecimento da Terra será, assim como o do Sol.

Tem vida?

Similar à Terra, o Kepler 452-b teria condições para abrigar vida, ao menos na teoria. No anúncio da descoberta, a Nasa disse ser impossível afirmar categoricamente se existe ou não vida por lá.

Jon Jenkins, líder na análise de dados coletados pelo Kepler, especulou sobre a possibilidade. “É inspirador considerar que esse planeta passou 6 bilhões de anos na zona habitável de sua estrela, o que é mais tempo do que a Terra passou”, disse, de acordo com o site Business Insider.

“Isso implica tempo e oportunidade considerável para que vida surgisse em algum lugar da sua superfície, já que existem todos os ingredientes e condições para que isso acontecesse”, disse.

O site da Popular Science conversou com Seth Shostak, pesquisador do instituto Seti (sigla em inglês para “busca por vida extraterrestre”). Ele disse que a organização analisou o planeta usando o telescópio Allen.

As primeiras informações obtidas pelo Seti não mostraram qualquer emissão de frequências que poderiam indicar a existência de vida inteligente por lá.

Fonte: Exame

segunda-feira, 7 de março de 2016

Universo pode desaparecer antes do previsto, diz estudo

Girassol galáctico pelo Hubble
Um novo estudo concluiu que o universo chegará ao seu fim daqui 2,8 bilhões de anos. Essa afirmação é baseada na teoria Big Rip, que sugere que o espaço irá se expandir ao ponto de se tornar infinito e tudo que conhecemos ser destruído.

Para essa hipótese se tornar realidade, a energia escura do espaço precisa aumentar. Desse modo, a aceleração da expansão do universo – que está em constante movimentação desde o Big Bang –  também irá aumentar e, consequentemente, o espaço-tempo deixará de existir junto com o cosmos.

Interessados nessa teoria, pesquisadores da Universidade de Lisboa, em Portugal, decidiram descobrir quando o evento poderia acontecer. Eles analisaram uma variedade de cenários e utilizaram os dados de expansão mais recentes para calcular um cronograma provável.

A partir dos estudos de taxa de expansão de galáxias e supernovas, os cientistas revelaram que o Big Rip pode acontecer a 1,2 vezes a idade atual do universo, ou seja, 2,8 bilhões de anos. Antes, as estimativas sugeriam que o evento poderia ocorrer há 22 bilhões de anos. “Nós estamos seguros”, disse Diego Sáez-Gómez, coautor do estudo, ao site New Scientist.

Porém, essa não é a única possibilidade relacionada à destruição do universo. Há também a chance de uma espécie de Big Bang reverso acontecer, em que o universo vai diminuir tanto de tamanho que vai chegar a um estado de zero energia termodinâmica, ou seja, ele vai esfriar. Portanto, não poderá mais sustentar processos que consomem energia, incluindo a vida.

Caso nenhuma dessas hipóteses saiam do papel, os seres humanos, provavelmente, ainda terão que lidar com o fim do Sol daqui cinco bilhões de anos e a colisão da Via Láctea com a galáxia de Andrômeda em aproximadamente quatro bilhões de anos.

Fonte: Exame

quarta-feira, 2 de março de 2016

Astronautas voltam à Terra após quase um ano no espaço

Astronauta Mikhail Korniyenko recebendo ajuda após aterrissagem no Cazaquistão, dia 02/03/2016
Três astronautas da Estação Espacial Internacional, incluindo o norte-americano Scott Kelly e o russo Mikhail Kornienko, que passaram quase um ano no espaço, regressaram hoje (2) à Terra, após experiência que antecede uma potencial missão a Marte.

O cosmonauta russo Sergueï Volkov, o seu compatriota Mikhaïl Kornienko e o norte-americano Scott Kelly aterrissaram, conforme previsto, no Cazaquistão, anunciaram o centro de controle russo e a Nasa, a agência espacial norte-americana.

Kelly e Kornienko passaram 340 dias na Estação Espacial Internacional para preparar futuras missões a Marte, enquanto Sergueï Volkov esteve a bordo por mais de cinco meses.

Fonte: Exame

Via Láctea cresceu de dentro para fora, diz pesquisa

Estrelas da Via Láctea
As primeiras entre as centenas de bilhões de estrelas da Via Láctea – as estimativas variam entre 100 e 400 bilhões – podem ter começado a brilhar há 13 bilhões de anos, antes mesmo da formação completa da galáxia.

Esta é uma importante dedução suscitada por um mapa cronográfico pioneiro das estrelas mais antigas da galáxia.

A principal conclusão do trabalho é que a galáxia começou a formar estrelas de dentro para fora, ou seja, primeiro no núcleo, pipocando depois em direção à sua periferia, o halo galáctico.

É o que explicam os astrofísicos Rafael Santucci e Vinícius Placco, que participaram do estudo internacional publicado no The Astrophysical Journal Letters.

O artigo foi publicado com apoio da Fapesp. Santucci é doutorando no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, sob orientação da professora Silvia Rossi.

Placco é professor na University of Notre Dame, nos Estados Unidos, e estudou o halo galáctico também com apoio da Fapesp.

Para entender o significado da pesquisa é preciso imaginar o formato da Via Láctea.

Trata-se de uma galáxia em espiral, cujos braços se espraiam a partir do núcleo, formando um disco de 100 mil anos-luz de diâmetro.

Em torno do núcleo galáctico, a densidade estelar, ou seja, a quantidade de estrelas próximas umas das outras, é grande.

A essa concentração de estrelas que orbitam próximas ao núcleo dá-se o nome de bojo galáctico.

Afastando-se do núcleo, a quantidade de estrelas cai e, por consequência, o disco galáctico afina até chegar às bordas, na periferia da galáxia, onde a densidade estelar é rarefeita.

Mas isso é uma pequena parte da galáxia, a parte visível à maioria dos observatórios astronômicos.

O disco da Via Láctea está envolto pelo halo galáctico. Trata-se de um volume de espaço esférico muitas vezes maior que o disco.

As dimensões do halo galáctico são da ordem de várias centenas de milhares de anos-luz.

Ele é composto principalmente por matéria escura, uma matéria invisível e desconhecida que faz com que a galáxia mantenha a sua coesão para não se estilhaçar. Mas o halo também é composto por nuvens de hidrogênio – e por estrelas.

As estrelas do halo podem ser divididas em três conjuntos. No primeiro, estão agrupadas as dezenas de milhares em densos aglomerados esféricos chamados aglomerados globulares.

Conhece-se cerca de 150 aglomerados orbitando a Via Láctea, mas há também dois outros conjuntos estelares.

Existem estrelas que foram parar no halo porque sua velocidade de escape fez com que se desgarrassem do disco galáctico.

E há igualmente aquelas que originalmente pertenciam a outras galáxias, pequenas, que acabaram canibalizadas pela Via Láctea há bilhões de anos.

São estes dois últimos conjuntos de estrelas os alvos de investigação do trabalho recém-publicado. Mais especificamente, a pesquisa envolveu um tipo particular de estrelas do halo, as chamadas “estrelas azuis do ramo horizontal”.

“São estrelas gigantes, em média dez vezes maiores que o Sol, que se encontram a caminho do fim da sua vida. Aquelas estrelas já passaram da sua fase jovem, quando queimavam hidrogênio. Estão agora na fase avançada, fundindo hélio e carbono”, explicou Santucci.

Quando esse suprimento findar, elas encolherão e se tornarão anãs brancas, que é o mesmo futuro do Sol.

Os pesquisadores pretendiam reunir um grande número dessas estrelas azuis do ramo horizontal para analisar a cor de sua luz. Com isso, talvez fosse possível estimar a sua idade.

O cálculo da idade de uma estrela é feito a partir da combinação da análise da sua cor e também da assinatura química de sua luz.

“As cores das estrelas estão relacionadas com suas temperaturas, que, por sua vez, estão relacionadas com suas massas, sendo que estas regem seus tempos de vida”, disse Placco.

Santucci observa que, no caso específico desta pesquisa, “as variações de idade que descrevemos no trabalho foram baseadas nas cores”.

Quanto às cores das estrelas, na maioria dos casos estrelas jovens e grandes são brancas ou azuis e estrelas de porte médio são amarelas ou laranjas.

Estrelas velhas, caminhando para o fim da vida, se tornam gigantes vermelhas, para na senilidade virarem anãs brancas.

“Mas as estrelas azuis do ramo horizontal são uma exceção à regra. Elas mantêm a cor azul mesmo no fim da vida”, disse Santucci.

Segunda geração estelar

Espectroscopia é a análise da assinatura química da luz das estrelas. Quando a luz produzida no núcleo da estrela escapa, passando por sua atmosfera, qualquer elemento químico presente na atmosfera deixa sua presença indelevelmente marcada para sempre no espectro daquela luz.

Quando os astrônomos registram a luz de uma estrela distante, uma das primeiras coisas que fazem é analisar seu espectro.

Quando o Universo começou sua expansão, havia somente três elementos químicos, o hidrogênio, o hélio e uma pequena fração de lítio.

Todos os demais elementos foram forjados no coração da primeira geração de estrelas, que terminou a vida em cataclísmicas explosões chamadas supernovas.

Foram os detritos daquelas explosões que semearam o meio interestelar com todos os elementos da tabela periódica.

Essa semeadura prosseguiu e prossegue até hoje, com as supernovas das gerações subsequentes de estrelas.

Acredita-se que o Sol, devido à sua composição química, seja produto da evolução de diversas gerações de estrelas.

Em sua atmosfera existe uma grande variedade de elementos químicos.

Ao analisar o espectro da luz das estrelas, se os astrofísicos estão à caça de astros muito antigos, irão procurar aqueles cuja assinatura química indique a presença de alguns poucos elementos químicos além de hidrogênio, hélio e lítio, notadamente o carbono e o nitrogênio, entre outros.

Quando os cientistas encontram astros com tal composição, é um forte indicativo de que se trata de estrelas muito antigas, pertencentes à segunda geração estelar do Universo. “Elas podem ser tão ou mais antigas do que a Via Láctea”, afirmou Placco.

Um primeiro trabalho do gênero foi publicado em 1991. Nele, a partir do estudo de 150 estrelas, procurou-se aferir sua distância e idade. Quanto à idade, não foram bem-sucedidos.

A qualidade dos dados à disposição à época ainda era rala. “Vinte e quatro anos depois, o trabalho do Rafael (Santucci) foi fazer uma nova seleção de estrelas”, contou Placco.

Para tanto, Santucci mergulhou na gigantesca base de dados do projeto Sloan Digital Sky Survey (SDSS), nos Estados Unidos, cuja meta é catalogar centenas de milhares de galáxias distantes.

“Mas como as estrelas da Via Láctea estão no meio do caminho, um subproduto importante do SDSS foi descobrir muitos milhares de estrelas no halo galáctico”, disse Santucci.

Ele vasculhou nos arquivos do SDSS e conseguiu pinçar 4.700 estrelas. Foi a partir do estudo dessas estrelas que se criou o primeiro mapa das estrelas mais antigas da Via Láctea.

“A quantidade e a qualidade dos dados hoje à disposição são muito maiores e melhores do que aquelas do artigo de 1991”, disse Placco.

Com o mapa dos dois hemisférios (acima e abaixo do disco galáctico) da Via Láctea, foi possível descobrir o seguinte: as estrelas mais antigas se formaram antes ou concomitantemente “ao colapso gravitacional da imensa nuvem de gás que formou as estrelas do centro da Via Láctea”, segundo explicou Santucci.

“Nosso mapa mostra que os objetos mais próximos do centro da galáxia têm uma idade de cerca de 13 bilhões de anos”, disse.

A partir de então, as estrelas continuaram se formando, em ordem cronológica do centro para fora.

“Nosso estudo veio confirmar antigas teorias da evolução galáctica, que postulavam que as estrelas mais antigas teriam se formado no centro e as mais jovens progressivamente em direção ao halo. Ninguém tinha mostrado isto antes”, disse Santucci.

Como esse resultado surpreendente não foi antecipado, os autores estão escrevendo um novo artigo para submeter à revistaScience. “Trata-se de um mapa muito maior e mais preciso, feito a partir de uma amostra com 100 mil estrelas”, antecipou Santucci.

Uma evidência da originalidade da pesquisa dos brasileiros está no trabalho da concorrência acadêmica.

Na primeira semana de janeiro, em reunião da Associação Americana de Astronomia na Flórida, foi apresentado outro mapeamento das idades das estrelas na Via Láctea, desta vez baseado em uma amostra de 70 mil estrelas gigantes vermelhas.

O foco não foi o halo, mas o disco galáctico. O trabalho confirmou o esperado quanto ao crescimento da galáxia: começou no meio e cresceu para fora.

A prova é a abundância de estrelas antigas no meio do disco, segundo Melissa Ness, do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha.

O artigo "Chronography of the Milky Way's Halo System with Field Blue Horizontal-Branch Stars" (doi:10.1088/2041-8205/813/1/L16), de Rafael Santucci, Vinicius Placco e outros, pode ser lido em http://iopscience.iop.org/article/10.1088/2041-8205/813/1/L16

Fonte: Exame

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Por que o ano bissexto é tão importante para a humanidade

Calendário no celular
O ano de 2016 é bissexto e, por isso, a humanidade será agraciada com um dia a mais – para ser mais exato, 29 de fevereiro. A cada quatro anos é a mesma história. No entanto, o que essa adição significa para o cotidiano das pessoas?

Nosso calendário ocidental, entre outros fatores, é baseado na rotação da Terra em torno do Sol, que tem duração de 365,24219 dias. Por isso, um ano tem, geralmente, uma duração de 365 dias, cinco horas, 48 minutos e 48 segundos, ou 365,24219 dias. Essa fração, arredondada para seis horas, é compensada no ano bissexto, que tem 366 dias – afinal, seis horas em quatro anos significa 24 horas, ou seja, um dia a mais.

Esse dia extra mantém o nosso calendário em funcionamento. Se mantivéssemos todos os anos com 365 dias, os meses iriam gradualmente variar com o sol até que o verão se transformaria em inverno, por exemplo.

Desse modo, planejar o futuro seria extremamente complicado, principalmente, quando o assunto é a manutenção de tradições religiosas – como a Páscoa e o Natal – e as temporadas agrícolas. Por isso, várias culturas estabeleceram um sistema preciso e previsível.

Senta que lá vem história

O primeiro calendário com o comprimento atual de dias e anos foi criado pelo imperador romano Júlio Cesar – porém, ele incluiu o ano bissexto com uma frequência de três em três anos.

Foi com César Augusto, herdeiro de Júlio Cesar, que esse erro foi corrigido e o ano bissexto passou a ser contado de quatro em quatro anos. Mas, foi o Papa Gregório XIII que optou pela perda de três dias no ano a cada 400 anos.

O resultado dessas mudanças é o calendário como conhecemos. Entretanto, para ajustar essa fração desigual, essa regra é ignorada a cada 100 anos e o dia não é adicionado -- e a cada 400 anos essa regra dos 100 anos é desconsiderada e o ano recebe um dia extra.

Um ano que explica muito bem essa confusão de regras é o 2000. Ele não deveria ter sido considerado um ano bissexto, pois caiu na norma dos 100 anos. No entanto, como ele é divisível por quatro e por 400 anos, a regra dos 100 anos foi ignorada e o dia 29 de fevereiro foi incluído.

Problemas na regra

Devido a essa solução de longo prazo em 2000, o comprimento do ano ficou com 365,2425 dias – ainda um pouco distante dos usuais 365,24219 dias. Esse erro deixou uma diferença de quase um dia em um período de um pouco menos de quatro mil anos

Por isso, há a inclusão de um segundo no final de junho ou dezembro. Esse ajuste é determinado pelo Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra, de acordo com os movimentos do planeta e do Sol.

Desse modo, no fim, o ano bissexto é uma invenção do homem para controlar suas ações e se sentir parte do universo ao seu redor.

Fonte: Exame

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Cientistas podem ter encontrado megaestrutura alienígena

Alienígenas
Em uma estrela muito, muito distante da Terra (mais precisamente a 1.480 anos-luz), “caçadores de planetas” podem ter descoberto uma estrutura alienígena no espaço. Essa história poderia até parecer um roteiro da trilogia Star Wars, se não fosse real.

O telescópio espacial Kepler da Nasa localizou em 2009 uma estrela entre as constelações de Cisne e Lira da Via Láctea, a KIC 8462852. Ela era estudada como qualquer outra das 150 mil estrelas encontradas pelos pesquisadores do “Caçadores de Planetas” – programa que examinou os padrões de luz emitidos por astros.

No entanto, em 2011, os cientistas perceberam que o padrão de luz da KIC 8462852 estava irregular. Ele sugere que um grupo complexo de objetos está orbitando a estrela. Geralmente, esses artefatos indicam a formações de um novo planeta. Mas no caso do KIC 8462852, essa afirmação é incorreta, já que a estrela é muito antiga.

“Nós nunca tínhamos visto nada como esta estrela. Foi muito estranho”, disse Tabetha Boyajian, astrônoma na Universidade de Yale, à revista Atlantic. “Achamos que os dados pudessem estar incorretos, mas tudo checava.”

Intrigados pela descoberta, os astrônomos publicaram um estudo com algumas hipóteses sobre o mistério. Uma delas diz que uma nuvem de cometas foi puxada para dentro da órbita por uma estrela de migração. Segundo a teoria, enquanto os cometas se quebram na órbita da estrela, o padrão de luz pode se tornar irregular.

Contudo, há outra hipótese, bem mais interessante. Jason Wright, um astrônomo da Universidade Penn State, sugeriu que o padrão de luz da estrela é consistente como um enxame de megaestruturas. Para ele, a tecnologia da estrutura está coletando energia do astro.

“Quando [Boyajian] me mostrou os dados, eu fiquei fascinada por essa ideia maluca”, Wright disse à Atlantic. “Alienígenas devem sempre ser a última hipótese a se considerar. Mas isso parecia ser algo que se espera que uma civilização alienígena construa.”

Estrutura alienígena
Como comprovar?

Para comprovar sua teoria, Boyajian e Wright querem apontar uma antena de rádio em direção à estrela. Com isso, os cientistas querem descobrir se ela emite ondas de rádio em frequências associadas com atividades tecnológicas.

“Se nós ouvirmos emissões de rádio provenientes dessa estrela, eu não posso imaginar qualquer outra explicação”, conta Wright, em entrevista ao site Popular Science.

Se a KIC 8462852 estiver emitindo as frequências, os pesquisadores pretendem utilizar o telescópio Very Large Array, localizado no Novo México (EUA), para explorar ainda mais a estrela. Caso Boyajian e Wright estejam corretos, a primeira observação terá início em janeiro.

Os cientistas podem até não descobrir uma megaestrutura alienígena. Porém, eles podem revelar algo que pode ser tão fascinante quanto ETs tentando roubar energia de uma estrela.

Fonte: Exame

Viajar para Marte pode levar 30 minutos, diz Nasa

Aeronave se aproxima da atmosfera de Marte
A Nasa, agência espacial americana, estuda uma técnica de lançamento de espaçonaves que pode reduzir o tempo de viagem para Marte, que atualmente é de seis a oito meses, para apenas 30 minutos.

Chamada de propulsão de energia direcionada, essa técnica consiste em disparar um laser de alta potência – entre 50 e 100 gigawatts – em uma espaçonave e, com isso, acelerá-la a uma fração significativa da velocidade da luz, cerca de 30%.

O plano da Nasa é usar essa técnica para explorar exoplanetas que podem abrigar vida e que estejam em um raio de 25 anos-luz.

Também seria possível visitar a Alpha Centauri, que é a terceira estrela mais brilhante no céu vista a olho nu e está a pouco mais de quatro anos-luz de distância do Sol. Nesse caso, a viagem levaria 15 anos.

Esse tipo de lançamento é estudado por um pesquisador da Nasa, que trabalha na divisão de Conceitos Inovadores Avançados. Philip Lubin, do Grupo de Cosmologia Experimental da Universidade de Santa Bárbara explicou a ideia no ano passado. O assunto foi abordado recentemente no canal da Nasa no YouTube, que poderá ser visto ao final da reportagem.

O pesquisador garante que a tecnologia para fazer isso já existe e não é coisa de ficção científica.

"Poderíamos impulsionar um veículo robótico de 100 kg [com 1 m de altura] para Marte em poucos dias", afirma Lubin, no vídeo. A estimativa mais convervadora para realizar a viagem até o planeta vermelho é de três dias.

No entanto, a Nasa ainda não tem projetos em andamento para utilizar esse tipo de propulsão na exploração espacial – apesar de existirem algumas propostas.

Confira o vídeo da Nasa sobre a propulsão de energia direcionada, em inglês.

Fonte: Exame

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Astronautas da Apollo ouviram barulho estranho atrás da lua

Apollo 10
A Nasa revelou uma gravação com uma "música estranha", que a equipe da Apollo 10 ouviu em maio de 1969 durante o voo do lado escuro da lua, sem contato de rádio com a Terra.

O comandante do voo, Thomas Stafford, o piloto do módulo de comando, John Young, e o do módulo lunar, Eugene Cernan, fizeram a viagem durante um teste geral antes do primeiro desembarque em 21 de julho de 1969, quando na missão Apollo 11 Neil Armstrong tornou-se o primeiro homem a pisar na lua.

A gravação de assovios agudos - com um total de uma hora de duração - foi apresentada na noite de domingo na série "Os documentos inexplicáveis da Nasa​​", do canal de televisão a cabo Discovery Channel.

Os sons foram registados e transmitidos para o centro de controle, em Houston (Texas, sul), onde foram transcritos e arquivados.

O áudio surgiu em 2008 e só pode ser ouvido pelo público agora.

"Você ouviu isso? Esse apito...", diz Eugen Cernan na gravação. "É realmente uma música rara", continua o astronauta, enquanto sua nave sobrevoava o lado escuro da lua a 1.500 metros sem qualquer contato de rádio com a Terra.

Os três astronautas julgaram o fenômeno muito estranho e debateram se informariam seus superiores no centro de controle, por medo de não serem levados a sério e comprometerem seu futuro de participar de novas oportunidades de voos espaciais, segundo a Discovery.

Por mais raros que possam ter sido aqueles sons, não têm uma origem extraterrestre, insistiu a Nasa.

Um engenheiro da agência espacial entrevistado durante o programa explicou que "as rádios das duas naves, o módulo lunar e o módulo de comando (que estavam ancorados) criam interferência entre elas".

Esta explicação foi contestada pelo astronauta Al Worden, comandante do módulo de comando do Apollo 15. "A lógica me diz que se algo foi registrado ali, deve haver algo ali", afirmou no programa.

John Young chegou a fazer uma caminhada lunar como comandante da missão Apollo 16 e Eugene Cernan, comandante da Apollo 17, foi o último homem a pisar na lua.

Ao todo, 12 astronautas caminharam sobre a superfície do satélite da Terra.

Fonte:Exame

'Bola de fogo' explode sobre Atlântico a mil quilômetros da costa do Brasil

Foto: Thinkstock
O evento, que só foi divulgado agora, ocorreu às 11h55 do dia 6 de fevereiro.

Ao queimar-se na atmosfera, a rocha espacial liberou o equivalente a 13 mil toneladas de TNT.

Esse é o evento mais grandioso do gênero desde o ocorrido em Chelyabinsk, em 15 de fevereiro de 2013. O meteoro que atingiu a região liberou 500 mil toneladas de TNT.

Mais de mil pessoas foram feridas na ocasião – a maioria atingidas por estilhaços de vidro de janelas.

Costa brasileira

Já a bola de fogo sobre o Atlântico provavelmente passou despercebida. Ela se desintegrou a cerca de 30 quilômetros sobre a superfície do mar, a 1000 quilômetros da costa brasileira.

A Nasa listou o acontecimento em uma página de internet que relata a ocorrência de meteoros e bolas de fogo.

Cerca de 30 pequenos asteroides (que medem entre 1 e 20 metros) entram na atmosfera da Terra anualmente, segundo pesquisas científicas.
C
omo a maior parte da superfície terrestre é coberta por água, maioria deles cai nos oceanos e não afeta áreas habitadas.
Fonte:BBC Brasil

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

China irá desabrigar 9 mil pessoas para achar alienígenas

Maior telescópio do mundo localizado na China
O governo chinês irá realocar mais de nove mil pessoas dos condados de Pingtang e Luodian, na província de Guizhou. O motivo para isso é tão extravagante quanto o número de chineses desalojados: a procura por sinais de vida extraterrestre.

Para encontrar alienígenas, a China está construindo o maior radiotelescópio do mundo. Chamado Fast, ele tem antenas de 500 metros de diâmetro, custo de 184 milhões de dólares e deve ficar pronto até setembro deste ano, segundo o site China Daily.

De acordo com oficiais chineses, a localização isolada do Fast é ideal para detectar possíveis mensagens extraterrestres. Por isso, as pessoas que moram em um perímetro de até cinco quilômetros do local serão retiradas de suas casas -- cada residente receberá 12 mil yuans, ou 1.840 dólares de indenização.

A remoção dos cidadãos ajudará a criar um ambiente de ondas de som eletromagnéticas perfeitas para o telescópio, afirma Li Yuecheng, oficial do Partido Comunista Chinês em Guizhou, em entrevista para agência de notícias chinesa Xinhua.

Radiotelescópios como o Fast coletam ondas de rádio em vez de luz visível. “Um radiotelescópio é como um ouvido sensível escutando mensagens de rádio significativas do ruído branco do universo”, explica Nan Rendong, cientista chefe do Fast, à Xinhua. “É como identificar o som de cigarras em uma tempestade.”

O telescópio chinês é composto por 4.350 painéis triangulares que se agitam para cima e para baixo. O movimento dos painéis altera a forma da antena, que é capaz de refletir sinais de rádio do universo para um ponto específico, onde a cúpula receptora do Fast está.

Quase duas vezes maior em diâmetro do que a antena do Observatório Arecibo (300 metros), atualmente a maior do mundo, o Fast terá uma sensibilidade de três a cinco vezes maior do que a do seu rival. Segundo Yuecheng, ele também será capaz de digitalizar duas vezes mais área atmosférica do que o telescópio norte-americano.

“A sensibilidade e resolução do Fast permitirá um estudo extremamente abrangente de milhares de galáxias em diferentes ambientes do universo”, disse Lister Staveley-Smith, astrônomo da Universidade do Oeste da Austrália, ao China Daily.

O vídeo abaixo (em chinês) revela algumas imagens da construção do telescópio:

Fonte: Exame