Mostrando postagens com marcador impressoras 3d. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador impressoras 3d. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Rata estéril dá à luz com ovário feito em impressora 3D

Ratos
Infertilidade feminina é uma questão que atinge milhões de mulheres ao redor do mundo.

Para tentar combater esse problema, cientistas da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, olharam para a tecnologia das impressoras 3D.

O resultado é um bom sinal para a medicina nos próximos anos: uma prótese de útero, impressa do zero, possibilitou que ratas inférteis pudessem ter filhotes saudáveis.

A ideia foi construir uma espécie de andaime. Os pesquisadores produziram uma estrutura de gelatina com diversos pontos de apoio para que as células pudessem se escorar.

A armação, então, era forrada com folículos ovarianos (unidades esféricas que possuem o óvulo em seu estado mais imaturo, cercado por células hormonais que possibilitam seu desenvolvimento).

Depois disso, implantavam a estrutura nas cobaias. De acordo com o estudo, as próteses conseguiram criar ligações com os vasos sanguíneos que as cercam; e as cobaias - que antes haviam tido seus úteros removidos - tiveram seus círculos hormonais restaurados, voltaram a ovular, e foram capazes de dar à luz.

Para funcionar, a prótese precisava de uma consistência muito precisa. A estrutura não podia ser muito rígida, já que os óvulos teriam que ter liberdade espacial para se desenvolver na área, mas também não funcionaria se fosse mole demais, já que o novo útero teria que ficar intacto após a cirurgia.

 A ideia é que o procedimento um dia tenha seu paralelo na medicina humana, auxiliando mulheres que nasceram com deficiência em seus ovários, ou que acabaram desenvolvendo algum tipo de problema durante a vida.

"Uma das principais preocupações por parte de pacientes diagnosticados com câncer, é como o tratamento pode afetar na sua fertilidade e saúde hormonal", diz, Monica M. Laronda, responsável pelo projeto.

"Estamos desenvolvendo novos modos de restaurar a qualidade de vida dessas mulheres, ao projetar biopróteses", afirma.

Fonte: Exame

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Pesquisadores criam tecidos vivos em impressora 3D

Impressora 3D de grama permite criar designs variados
Cientistas nos Estados Unidos implantaram com sucesso em animais estruturas de tecido vivo fabricadas com uma "sofisticada e melhorada" impressora 3D, segundo revelou um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista britânica "Nature".

A pesquisa, desenvolvida pelo "Wake Forest Baptist Medical Center", na Carolina do Norte, representa um avanço para a medicina regenerativa, pois sugere que estas estruturas podem ser implantadas em pacientes futuramente, superando "vários obstáculos técnicos" atuais, destacaram os responsáveis pelo estudo em comunicado.

Os especialistas imprimiram estruturas cartilaginosas, ósseas e musculares "estáveis" e, após implantá-las em roedores, amadureceram até se transformarem em tecido funcional, enquanto desenvolviam um sistema de vasos sanguíneos.

Embora as novas estruturas impressas ainda não estejam prontas para serem implantadas em pacientes, os primeiros resultados do estudo apontam que elas têm "o tamanho, a solidez e a funcionalidade adequadas para serem utilizadas em humanos".

"Esta nova impressora de tecidos e órgãos é um avanço importante em nosso objetivo de fabricar tecido de reposição para pacientes", explicou Anthony Atala, diretor do Instituto de Medicina Regenerativa do Wake Forest (WFIRM, sigla em inglês).

Segundo o especialista, a "bioimpresora 3D" pode fabricar "tecido estável em escala humana de qualquer forma e tamanho", o que permitiria "imprimir tecido vivo e estruturas de órgãos para a implantação cirúrgica".

Para este trabalho, o WFIRM contou com financiamento do Instituto de Medicina Regenerativa da Forças Armadas Americanas, que pretende aplicar esta tecnologia em soldados feridos em combate, dada a escassez de doadores de tecidos para implantes.

A precisão desta nova impressora 3D significa que, em um futuro próximo, seria possível replicar fielmente os tecidos e órgãos mais complexos do corpo humano.

Por enquanto, de acordo com os pesquisadores, as impressoras atuais não podem reproduzir estruturas que tenham o tamanho ou a solidez necessária para serem implantadas no corpo.

O chamado Sistema Integrado de Impressão de Tecido e Órgão (ITOP), desenvolvido pelo WFIRM durante os últimos dez anos, superou estas limitações, comentou Atala.

O ITOP usa tanto materiais plásticos como biodegradáveis para criar a "forma" do tecido e os géis com base de água que sustentam as células.

Além disso, a máquina 3D fabrica uma forte estrutura externa temporária, o que evita que ocorram danos nas células durante o processo de impressão.

Outro dos desafios apresentados pela engenharia de tecidos é fazer com que as estruturas implantadas vivam o tempo suficiente para que possam ser integradas no corpo.

Por um lado, os especialistas otimizaram a "tinta" à base d'água que sustenta as células para melhorar sua "saúde" e promover seu crescimento, enquanto imprimiram um cruzamento de "microcanais" nas estruturas.

Esses canais permitem que os nutrientes e o oxigênio presentes no corpo humano sejam integrados às citadas estruturas, as mantenham vivas e desenvolvam um sistema de vasos sanguíneos.

Estudos anteriores mostraram que as células sobrevivem apenas quando as estruturas de tecidos implantadas que não foram capazes de desenvolver vasos sanguíneos têm um tamanho menor que 200 mícrons (0,1778 milímetros).

Atala e seus colegas conseguiram fabricar uma orelha de um tamanho apto para bebês, de 1,5 polegadas (38,1 milímetros), capaz de sobreviver e apresentar sinais de vascularização dois meses após ser implantada.

"Nossos resultados indicam que o uso de uma 'biotinta' combinada, unido ao desenvolvimento de 'microcanais', cria o entorno adequado para manter as células vivas e favorecer seu crescimento e o dos tecidos", afirmou o pesquisador.

Outra característica do ITOP é sua capacidade para processar dados de tomografias e de ressonâncias magnéticas e "fabricar tecido à medida" de cada paciente.

Fonte: Exame