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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Leonardo DiCaprio é ameaçado de deportação na Indonésia

Leonardo DiCaprio na Indonésia
Os fãs e ativistas ambientais podem amar Leonardo DiCaprio, mas esse sentimento não é compartilhado pelo governo da Indonésia. Engajado na causa conservacionista, o ator esteve recentemente no Parque Nacional de Gunung Leuser,  que enfrenta o desmatamento devido à exploração de óleo de palma.

A fim de sensibilizar seus seguidores para o problema, ele publicou uma fotografia nas redes sociais, criticando a destruição da floresta. "À medida que a floresta continua a ser suprimida para atender a demanda por óleo de palma, o orangutango de Sumatra, criticamente em perigo, vai sendo empurrado para a beira da extinção", disse DiCaprio em seu Instagram.

Ele também falou sobre o impacto do desmatamento sobre os elefantes, dizendo que isso corta as rotas migratórias impedindo que os animais encontrem comida e água.

Empresários de óleo de palma e funcionários da imigração expressaram sua desaprovação às colocações de DiCaprio, dizendo que ele deveria estar lá apenas para uma visita turística e não para provocar controvérsia.

O diretor geral de imigração do Ministério da Justiça daquele país, Ronny Sompie, declarou que "se houver declarações que desacreditem o governo e os interesses da Indonésia, ele poderia ser deportado", relata o The Guardian. Sompie destacou que o visto de turista do ator está limitado para "excursões" apenas.

"Se ele está na Indonésia para outros fins, envolvendo-se em atividades que perturbam a ordem pública e prejudicam os interesses da Indonésia, as autoridades de imigração estão prontas para deportá-lo", disse o diretor.  Ao que parece, o ator e ativista já saiu do país por conta própria, relata o site Ecowacth.

De acordo com o grupo indonésio de conservação Haka, que DiCaprio apoia, o Ecossistema Leuser é um dos maiores sumidouros de carbono da Ásia e lar de orangotangos, elefantes, rinocerontes e tigres, quatro espécies criticamente em perigo.

Fonte: Exame

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Austrália e Indonésia reforçam cooperação contra terrorismo

indonésia
A Austrália e a Indonésia firmaram hoje (21) um acordo de combate ao terrorismo, um dias depois de a polícia indonésia ter detido seis pessoas que supostamente planejavam um atentado.

Os ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros dos dois países assinaram o acordo durante reunião em Sydney, na qual também anunciaram a renovação do acordo de cooperação militar que deve ser revisto em 2017.

A ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Julie Bishop, recursou-se a comentar se a Austrália forneceu informações às autoridades indonésias para facilitar a detenção de um grupo de supostos jihadistas que pretendia praticar atentados à bomba durante as festividades do Natal e Ano Novo.

“A Austrália está sempre preparada para assumir o seu papel e, nesse caso, parece que a polícia indonésia teve êxito ao frustrar uma tentativa de ato terrorista”, disse Julie Bishop à estação de televisão ABC.

As detenções foram feitas pela Densus 88, a unidade antiterrorista treinada pelos Estados Unidos e a Austrália, criada depois do atentado em Bali em 2002, no qual morreram 202 pessoas, a maioria turistas australianos.

A reunião ocorreu depois de os dois países terem reatado as relações bilaterais, afetadas pela execução, em abril, de dois australianos por tráfico de droga pelas autoridades indonésias.

Além da luta antiterrorista, durante o encontro também foram abordados assuntos de segurança nacional, a reabilitação dos jihadistas e a troca de informação, assim como as relações comerciais, o turismo e o intercâmbio de estudantes.

Também foi abordada a imigração ilegal e a controversa política australiana de devolver aos seus portos de origem, geralmente na Indonésia, os barcos com requerentes de asilo que tentam alcançar a Austrália pelo mar.

O acordo foi assinado por Julie Bishop e Marise Payne, titular da pasta da Defesa australiana, e pelos ministros indonésios Retno Marsudi e Ryamizard Ryacudu.

Fonte: Exame/Abril