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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Filme com Sônia Braga concorre ao prêmio máximo em Cannes

"Aquarius"
Começa hoje a 69º edição do Festival de Cannes, o mais importante do cinema, e tem filme brasileiro concorrendo ao prêmio principal! "Aquarius" é estrelado por Sonia Braga e assinado pelo pernambucano Kleber Mendonça Filho, que dirigiu e também roteirizou o filme. Esse é o segundo longa de ficção do cineasta, o primeiro foi "O Som ao Redor", produção escolhida para representar o Brasil na corrida pela indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em 2014.

Assim como em "O Som ao Redor", "Aquarius" é um drama com pitadas de suspense que dá foco aos conflitos humanos. Sônia Braga vive a personagem Clara, uma senhora viúva e aposentada que mora no último prédio antigo da Av. Boa Viagem, em Recife. O edifício - que se chama "Aquarius" - está na mira de uma construtora interessada em colocá-lo abaixo para modernizar de vez a região, mas Clara é contrária à ideia.

O cerco começa a se fechar quando ela torna-se a única moradora que não concorda em vender seu apartamento e então entra em conflito com a construtora. Nesse processo, a personagem passa por momentos de aflição na rotina diária e começa a refletir profundamente sobre seu passado.

A Palma de Ouro é o prêmio máximo de Cannes e "Aquarius" tem concorrentes de peso como o aguardadíssimo "Julieta", de Pedro Almodóvar; "American Honey", de Andrea Arnold; "The Last Face", de Sean Penn; e "La Fille Inconnue", dos irmãos Jean Pierre e Luc Dardenne. Sônia Braga disputa como Melhor Atriz com estrelas do calibre de Marion Cotillard, Charlize Theron e Juliette Binoche

A atriz pode ter ficado algum tempo afastada de grandes papéis, mas ninguém duvida que ela ainda tem folego de sobra para brilhar como nos velhos tempos. Para quem não sabe, Sônia tem um currículo invejável na nata das premiações. Ela já concorreu a três Globos de Ouro, um Emmy e um Bafta, além de ter vencido o Festival de Gramado duas vezes.

Quer mais? Pois saiba que "O Beijo da Mulher Aranha" colocou ela no mapa de Hollywood ~apenas~ por ser a primeira produção independente da história a concorrer ao Oscar de Melhor Filme. Aos 65 anos, essa é a estreia da atriz em Cannes e já estamos ansiosas para vê-la finíssima no tapete vermelho!

"Aquarius" será exibido pela primeira vez na próxima terça-feira (17), mas infelizmente ainda não tem previsão de estreia no circuito comercial.  O longa também conta com os maravilhosos Irandhir Santos e Maeve Jinkings no elenco. Vale a pena ficar de olho para não perder essa grande produção nacional.

Fonte: MdeMulher

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Brasileira Looke aposta em segmentos em que Netflix falha

Looke
A empresa brasileira de transmissão de filmes online Looke aposta em segmentos nos quais a Netflix falha por investir pouco. A plataforma conta, por exemplo, com uma série de curta-metragens, filmes nacionais, documentários e animações infantis que hoje não têm espaço no serviço americano.

O Looke surgiu a partir da sua provedora de conteúdo, chamada Encripta, que atua no segmento de vídeo sob demanda. Em novembro de 2015, ela comprou a marca Netmovies, que nasceu de maneira parecida com a Netflix – locando DVDs com entrega em casa – e também entrou no segmento de distribuição digital.

O modelo de negócio do Looke é uma mistura de Netflix com iTunes. Os filmes mais novos são vendidos ou alugados virtualmente (por 48h), por valores médios de 9,90 reais, e os demais são oferecidos na plataforma de streaming gratuitamente.

Um dos conteúdos mais procurados do serviço é a animação Niloya, que conta a história de uma menina de quatro anos que vive em uma pequena vila com sua família.

A novela corena Happy Ending também tem uma alta procura dos internautas, de acordo com a empresa.

No total, são 12 mil conteúdos disponíveis no Looke atualmente. Em breve, como resultado de um acordo com a BBC, o seriado médico Critical chegará à plataforma com um período de exclusividade. Animações como Digimon e Cavaleiros do Zodíaco também estarão disponíveis dentro de algumas semanas.

"Em vez de ser uma loja virtual ilimitada onde as prateleiras são renovadas de tempos em tempos, o Looke é uma loja virtual que está sempre em expansão", afirmou Luiz Guimarães, diretor de negócios da companhia. "A plataforma não é só de conteúdos de nicho, o Looke também vai atrás de títulos importantes e os oferece para locação ou compra e, então, no streaming ilimitado."

No serviço de transmissão online, o Looke oferece assinatura com suporte para a reprodução simultânea em três dispositivos por 18,90 ao mês. Também é possível comprar ou alugar títulos sem ser assinante.

Segundo Guimarães, o serviço é mais usado em Smart TVs do que em smartphones, tablets ou computadores. Entretanto, vale notar que a companhia tem parcerias com fabricantes como LG, Samsung e Philips e que o seu app vem pré-instalado de fábrica nos aparelhos dessas marcas.

Assim como a Netflix, o Looke tem uma tecnologia de transmissão de vídeo adaptável para a rede do usuário, reduzindo ou aumentando a qualidade da imagem conforme a velocidade da internet. Por isso, internet banda larga brasileira com velocidade abaixo da média global (a conexão média no Brasil tem velocidade de 3,6 Mbps, segundo a Akamai) não se torna um problema, na visão do executivo.

O Looke continua em expansão e deve adicionar mais 500 horas de vídeos nacionais em breve, mas a empresa não se vê como concorrente direta da Netflix, que tem hoje 81,5 milhões de assinantes (77,7 milhões realmente pagam pelo serviço) e uma série de conteúdos originais. "Somos um serviço complementar", diz Guimarães.

Fonte: Exame

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Brasileiros pensam em trocar TV paga por Netflix em breve

Sede da Netflix, em Los Gatos, na Califórnia
Os brasileiros não estão satisfeitos com o preço da TV por assinatura praticado pelas operadoras. Entre os 26% que pretendem cancelar o serviço nos próximos seis meses, 45% pensam em substituí-lo pela Netflix, que é a plataforma de vídeo sob demanda mais popular no Brasil. É o que mostra uma pesquisa da MeSeems realizada junto a EXAME.com com 1.000 pessoas das classes A, B e C, de todas as regiões do país.

Mais da metade (55%) dos assinantes de TV paga consideram a mensalidade muito cara pelo conteúdo oferecido. O valor gasto no serviço é entre 51 e 150 reais por mês.

Entre os assinantes, 11% disseram estar satisfeitos com a relação custo-benefício desse serviço, enquanto 20% informaram que o valor é alto, mas cabe no bolso.

Boa parte das pessoas (48%) que assinam um serviço de TV também utilizam uma plataforma de streaming, como Netflix (94%), Telecine Play (19%), Net Now (16%), Globosat Play (12%) ou HBO Go (11%). Agora, entre os não assinantes de TV paga, o número de adesão aos vídeos sob demanda constatado foi um pouco menor: 44%.

Dos 55% que acham cara a mensalidade da TV por assinatura, 26% pretendem cancelá-la nos próximos seis meses e 33% estão na dúvida se irão ou não cortar o serviço em breve. A principal razão para o cancelamento é o alto custo.

Em relação à Netflix, somente 3% dos respondentes da pesquisa informaram intenção de cancelar a assinatura, enquanto 84% disseram que continuarão a pagar pelo uso da plataforma.

Em janeiro, o colunista Ricardo Feltrin, do UOL, publicou um artigo informando que as operadoras brasileiras planejam um ataque à Netflix. A ideia seria trabalhar com representantes em contato com o governo para trazer mudanças prejudiciais ao serviço americano de streaming. Isso teria acontecido em razão da queda de um milhão de assinantes de TV paga desde 2014. Por enquanto, nada foi definido.

O que o telespectador quer ver 

Na TV por assinatura, a pesquisa do MeSeems indicou que os conteúdos favoritos do público são séries e filmes estrangeiros, seguidos por noticiários e desenhos animados, em um segundo patamar.

Já na Netflix, os conteúdos favoritos também são filmes e séries estrangeiros, mas as produções próprias da empresa também são bastante citadas, como Jessica Jones ou House of Cards.

A MeSeems é uma empresa de pesquisas que obtém seus dados por meio de pequenos formulários que oferece aos usuários dos seus aplicativos para Android e iOS. Quem responde as pesquisas, ganha pontos, que podem ser convertidos em prêmios, como vale-presentes em lojas, créditos de celular ou doações para o Graac.

Fonte: Exame

Star Wars volta a aquecer motores com trailer de "Rogue One"

Foto do filme Star Wars - Rogue One
Sem quase dar trégua a seus seguidores após o apoteótico "Despertar da Força", "Star Wars" revelou nesta quinta-feira o esperado trailer de "Rogue One", o primeiro "spin-off" da mítica saga.

O trailer, que dura menos de dois minutos, apresenta Jyn Erso, um novo personagem interpretado pela britânica Felicity Jones, e situa o espectador antes do Episódio IV (1977), o primeiro da franquia criada por George Lucas.

"Isto é uma rebelião, verdade? Me rebelo" - anuncia esta mulher "imprudente", que vive sozinha desde os 15 anos.

Jyn recebe a missão de obter informação e destruir a Estrela da Morte, a arma secreta do Império Galáctico que poderia aniquilar planetas inteiros.

O trailer também mostra parte do elenco composto pelo mexicano Diego Luna, pelo ganhador do Oscar Forest Whitaker e pelo dinamarquês Mads Mikkelsen, assim como naves, armas e os míticos blindados AT-AT que já saíram nos filmes clássicos.

"Rogue One: Uma História Star Wars", que promete muitas batalhas épicas, estreia em 16 de dezembro, apenas um ano depois de "Star Wars: O Despertar da Força".

A primeira parte da terceira trilogia se transformou no filme com maior bilheteria dos Estados Unidos e do Canadá e arrecadou mais de 2 bilhões de dólares a nível global.

O Episódio VIII, que ainda não tem título, chegará aos cinemas em 15 de dezembro de 2017, depois que a Disney e a Lucasfilm adiaram a data inicial programada para 26 de maio de 2017.

Fonte: Exame

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Para YouTube, em 2019, 80% do tráfego online será de vídeos

YouTube
Cerca de 80% do tráfego da internet em 2019 será gerado por vídeos, o que coloca em evidência a importância de as empresas desenvolverem uma boa estratégia no segmento, afirmou nesta terça-feira o YouTube.

Para ter sucesso, é preciso criar conteúdos adaptados às audiências de cada país, oferecendo às pessoas "o que elas querem ver", afirmou a chefe do setor de Conteúdo para Marcas do YouTube, Susan Agliata, na MIPTV, feira audiovisual internacional que está sendo realizada em Cannes até a quinta-feira.

O consumo de vídeo se tornou mais pessoal, na avaliação de Agliata, já que 50% dos vídeos da internet são vistos através de smartphones.

Segundo a executiva do YouTube, os usuários de telefones têm duas vezes mais chance de se sentir em sintonia com o conteúdo exibido do que os espectadores da televisão.

Além de identificar as preferências de seus seguidores no YouTube, as empresas, diz Agliata, devem explorar os nichos de mercado nos quais haja demanda, mas não vídeos suficientes.

E citou como exemplo as demonstrações de habilidades esportivas, que representam um espaço com possibilidades de crescimento.

"Crie conteúdo que seus seguidores queiram ver, não o que você gostaria que vissem", recomendou Agliata.

Ao longo dos quatro dias da MIPTV, mais de 11 mil pessoas vão passar por Cannes, incluindo 4 mil compradores internacionais atentos, sobretudo, às novidades e tendências do setor.

Fonte: Exame

segunda-feira, 28 de março de 2016

Criador do Napster quer que você pare de ir ao cinema

Sala de cinema com apenas uma pessoa
Uma nova proposta criada por Sean Parker, um dos criadores do Napster, tem causado reações diversas em Hollywood. Em linhas gerais, a ideia de Parker permitiria que pessoas assistissem a filmes que estejam chegando ao cinema em suas casas. Seria uma espécie de Netflix de luxo.

O projeto leva o nome de “Screening Room”, sala de projeção, em tradução livre. Parker afirma que sua ideia não tiraria espectadores dos cinemas, uma vez que tem apelo para adultos que já não vão ao cinema de qualquer maneira.

Para poder assistir a um filme no conforto do seu sofá, seria preciso aderir ao programa. O primeiro passo é comprar uma caixa anti-pirataria que custaria 150 dólares. Ela serviria como receptor do filme e teria medidas de segurança para evitar que o filme fosse baixado e disponibilizado na internet.

Depois disso, ainda seria preciso pagar pelo aluguel. O preço divulgado inicialmente é de 50 dólares por filme, que ficaria disponível para ser visto dentro de um período de 48 horas sem limite de repetições. De brinde, o assinante ainda ganharia dois ingressos para assistir ao filme em questão no cinema (o que não faz muito sentido no final das contas).

Sean Parker foi um dos fundadores do Napster e um dos primeiros investidores do Facebook (talvez você se lembre dele sendo interpretado por Justin Timberlake no filme A Rede Social). O empresário sabe, portanto, como revolucionar um mercado. Por conta disso, a ideia atraiu grandes nomes de Hollywood. Entre os investidores da Screening Room estão diretores como Steven Spielberg, Peter Jackson, J. J. Abrams e Ron Howard.

Jackson, diretor dos filmes da saga O Senhor dos Anéis, afirmou que acredita que a ideia permitiria que os filmes alcançassem um público maior. Para ele, os consumidores desse vídeo sob demanda não iriam até um grande complexo de cinemas de qualquer forma.

Alguns, no entanto, se posicionaram contrários à ideia. Dois deles foram o diretor James Cameron e o produtor Jon Landau (parceiros em Titanic e Avatar). “Para nós, do ponto criativo e financeiro, é essencial que filmes sejam oferecidos exclusivamente em cinemas em seu lançamento. Não entendemos por que a indústria poderia querer oferecer ao público um incentivo para pular a melhor forma de se experimentar a arte que trabalhamos tão duro para criar”, afirmou Landau ao noticiário Variety.

Christopher Nolan, diretor da trilogia mais recente de Batman e de filmes como A Origem e Interestelar, se aliou a Landau e Cameron contra a ideia. Outros que também criticaram a ideia são representantes das cadeias de cinema dos Estados Unidos.

A União Internacional de Cinemas, órgão europeu, também afirmou que a ideia é preocupante e que traz "riscos significativos" à indústria.

Nesse cenário, é importante lembrar que o Netflix deu passos contra a exibição exclusiva em salas de cinema. No ano passado, a empresa lançou seu primeiro filme, Beasts Of No Nation, de maneira exclusiva na plataforma de vídeo sob demanda.

Fonte: Exame

quarta-feira, 9 de março de 2016

STF derruba isenção das operadoras na contribuição ao cinema

Pipoca, ingressos e rolo de cinemaa
O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a liminar concedida em janeiro pela Justiça Federal que liberava as operadoras de telefonia celular de pagar a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine).

O pedido de suspensão da decisão liminar, feito pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), foi deferido ontem (8) pelo presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski.

No início deste ano, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), que representa empresas como Oi, Tim, Claro e Telefônica/Vivo, moveu duas ações judiciais contra a Condecine: uma contestando a própria existência da contribuição e outra questionando o reajuste de 28,5% na taxa, aprovado no ano passado pelo Congresso Nacional.

Segundo a entidade, as empresas do setor não integram a cadeia produtiva do audiovisual.

De acordo com a Ancine, as ações movidas pelas empresas de telecomunicações seguirão o trâmite legal, mas, com a decisão do STF, não cabe mais liminar até o julgamento.

As operadoras de telecomunicações afetadas pela liminar obtida pelo SindiTeleBrasil estão obrigadas a recolher normalmente a Condecine Teles referente ao ano de 2015, até o dia 31 de março.

A Condecine foi criada em 2011, quando foi aprovada a legislação que permitiu a entrada das operadoras de telefonia no mercado de TV por assinatura.

Na ocasião, foi feito um acordo para reduzir o valor pago ao Fundo de Fiscalização dos Serviços de Telecomunicações (Fistel) e criar a nova cobrança.

O SindiTelebrasil informou que não irá se manifestar sobre a decisão do STF.

Fonte: Exame

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Leonardo DiCaprio pode ganhar seu 1º Oscar de melhor ator

Ator Leonardo DiCaprio durante primiere do filme "O Regresso" em Londres, dia 14/01/2016
Se o Globo de Ouro, o Sindicato de Atores dos EUA (SAG), o Bafta e diversas associações de críticos americanos não se equivocarem, Leonardo DiCaprio ganhará seu primeiro Oscar de melhor ator neste domingo pelo filme "O Regresso".

Este é um dos prêmios mais previsíveis da cerimônia, apesar das ótimas atuações de Bryan Cranston ("Trumbo: Lista Negra"), Matt Damon ("Perdido em Marte"), Eddie Redmayne ("A Garota Dinamarquesa") e Michael Fassbender ("Steve Jobs").

Leonardo DiCaprio - Chegou a hora?

Hugh Glass ficará muito provavelmente na história por ser o personagem que, finalmente, fará Leonardo DiCaprio, de 41 anos e um dos atores mais queridos e respeitados da indústria, ser agraciado com um Oscar.

Esta é sua sexta indicação e a quinta como ator (a outra foi como produtor de "O Lobo de Wall Street"), depois de "Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador" (1993), "O Aviador" (2004), "Diamante de Sangue" (2006) e "O Lobo de Wall Street" (2013).

"Não vou esconder que foi a filmagem mais difícil da minha vida, mas no final teve sua recompensa porque Alejandro González Iñárritu traduziu esse esforço em uma obra de arte", disse DiCaprio em entrevista à Agência Efe.

O filme exigiu um ano de gravações nas montanhas rochosas canadenses e na Patagônia argentina que em algumas ocasiões se transformaram, segundo participantes da produção, em um autêntico "inferno" devido às difíceis condições climatológicas, o que provocou até algumas demissões.

Bryan Cranston - O passo à frente de um astro forjado na televisão

Para Bryan Cranston, nunca faltou trabalho. O ator conta em seu currículo com cerca de 150 trabalhos entre cinema, teatro e televisão, mas somente com a estreia de "Breaking Bad" a indústria parece ter descoberto seu talento camaleônico que previamente tinha se conectado com o público graças ao papel de pai de família em "Malcom in the Middle".

Cranston recebeu sua primeira indicação ao Oscar, um reconhecimento por sua transformação no escritor e roteirista Dalton Trumbo.

É possivelmente sua primeira grande interpretação no cinema após papéis em filmes como "Pequena Miss Sunshine", "O Poder e a Lei", "Drive" e "Godzilla".

O protagonista de "Breaking Bad", que recebeu o prêmio de melhor ator no festival de cinema internacional de Palm Springs e da Associação de Críticos do sudeste de EUA, tem oito projetos em pauta, entre eles "All The Way", do canal "HBO", no qual encarna o ex-presidente Lyndon B. Johnson, e "The Infiltrator", uma nova trama sobre o narcotraficante Pablo Escobar.

Matt Damon - A face do otimismo na tragédia

"Sempre quis fazer Robinson Crusoé, e esta era minha oportunidade", afirmou Damon em entrevista à Agência Efe. Seu papel do astronauta Mark Watney no filme "Perdido em Marte", de Ridley Scott, trouxe ao ator sua quarta indicação ao Oscar.

As anteriores foram por "Invictus" (melhor ator) e "Gênio Indomável", com o qual obteve a estatueta de melhor roteiro original em parceria com Ben Affleck, além de ter concorrido como melhor ator.

Damon rodou "Perdido em Marte" imediatamente após terminar sua participação em "Interestelar", de Christopher Nolan, onde também dava vida a um astronauta isolado em um planeta inabitável.

Ambos os filmes foram enormes sucessos de bilheteria, superando amplamente os US$ 600 milhões no mundo todo.

Ganhador de um Globo de Ouro de melhor ator de comédia ou musical por "Perdido em Marte", Damon estreará neste ano "Jason Bourne", novo filme da saga do personagem-título, e estará em "Suburbicon", novo projeto como diretor de seu amigo George Clooney.

Eddie Redmayne - Por um improvável segundo Oscar consecutivo

O britânico soma sua segunda indicação consecutiva após conquistar o Oscar no ano passado por "A Teoria de Tudo".

Se ganhar a estatueta dourada de novo, fará parte do seleto grupo de atores que conquistaram dois prêmios seguidos nessa categoria, algo só conseguido por Spencer Tracy ("Captains Courageous", 1937, e "Boys Town", 1938) e Tom Hanks ("Philadelphia", 1993, e "Forrest Gump", 1994).

"O Oscar é coisa de um dia, mas requer toda uma vida para chegar até ele. É um vendaval de emoções. Tento estar aberto a tudo o que me ocorre e, sobretudo, aproveitar", comentou o ator em recente entrevista coletiva durante o tradicional almoço de indicados organizado pela Academia.

Redmayne verá sua merecida fama se multiplicar neste ano com a estreia de "Animais Fantásticos e Onde Habitam", um filme derivado do universo "Harry Potter" no qual interpretará Newt Scamander, um viajante especialista no estudo de criaturas mágicas.

Michael Fassbender - Reconhecimento a um trabalho monumental

Em sua segunda indicação ao Oscar após a obtida por "12 Anos de Escravidão", Fassbender propõe um Jobs feroz, com personalidade atrativa, sedutora e perigosa, graças a um descomunal roteiro, obra de Aaron Sorkin.

Das 185 páginas do roteiro, Fassbender recita 100. Essa foi a difícil tarefa do ator para moldar um personagem repleto de camadas e contradições e que quase foi destinado a Leonardo DiCaprio e Christian Bale.

Fassbender, um dos atores mais requisitados de Hollywood, tem em pauta sete projetos, entre eles "X-Men: Apocalipse", "Assassin's Creed" e "The Light Between Oceans", onde compartilha cenas com sua atual parceira, Alicia Vikander e também estará na sequência de "Prometheus", chamada "Alien: Covenant", e em "The Snowman", adaptação do grande sucesso de vendas do norueguês Jo Nesbo.

Fonte: Exame

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Como o cinema e a literatura podem valorizar nossa rotina

Filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"
Uma vida ordinária, comum, seria desinteressante?

O cinema e a literatura, de maneira bastante delicada, nos mostram que é bem o contrário disso.

Na comédia romântica Questão de Tempo (About Time, 2013), o personagem de Domhnall Gleeson descobre que herdou do pai a possibilidade de voltar no tempo. Ele explora o dom sempre que os ventos não conspiram a seu favor, corrigindo situações e convertendo (quase) tudo em vitória.

John Marcher, o protagonista do romance A Fera na Selva, de Henry James (The Beast in the Jungle, 1903), passa anos esperando, angustiado, a chegada de um evento raro e estranho que mudaria a vida dele.

A espera define a existência do personagem que, tão focado em aguardar o extraordinário, acaba sofrendo as consequências de não enxergar as possibilidades de direcionar a própria vida.

De olho no feed do Facebook, compartilhamos o que julgamos ser interessante, vibramos com conquistas de amigos, lamentamos derrotas ou tristezas, confirmamos presença em eventos e comparamos nossas vidas às vidas alheias. Somos tão felizes quanto? Estamos nos divertindo tanto quanto? Nosso dia foi tão agitado quanto o deles? Nossos bichinhos são tão inteligentes quanto? Nossos feitos são tão entusiasmantes quanto?

Hoje em dia, arrisco dizer que tais perguntas geralmente servem, para algumas pessoas, como filtro para se definir quão grandiosa ou empolgante é uma vida.

A grande questão deveria ser: quem disse que uma existência comum, simples, ordinária, sem acontecimentos magníficos, não é extraordinariamente deliciosa e digna de lembranças? Ainda mais em um país em que o viver é luxo para aqueles que estão tentando meramente sobreviver a um rol de adversidades.

Claro que sobreviver é um objetivo muito pequeno para qualquer um de nós, capazes de idealizar acontecimentos e realizar sonhos. O que talvez a gente não perceba é que a cobrança de se ter uma vida monumental ou extraordinária pode nos cegar para todos os minutos imponentes, memoráveis e encantadores revelados em nosso dia a dia.

Depois de experimentar a morte de uma pessoa muito querida e de lidar com o incontornável, o protagonista de Questão de Tempo percebe que não há viagem no tempo que proporcione a felicidade de seu convívio com a mulher, os três filhos, a mãe, a irmã e o trabalho.

A conclusão a que ele chega é emocionante, e todos nós podemos nos apropriar dela: “Eu simplesmente tento viver cada dia como se eu tivesse voltado no tempo para a data de hoje, como se fosse o último dia da minha vida extraordinariamente comum”.

Não encontramos esta cena legendada em português, mas vale assisti-la mesmo assim. Mas atenção, é a cena final!

Fonte: Exame

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Adele não quer que Trump use sua música em campanha

Cantora britânica Adele em show na Alemanha, dia 6/12/2015
A cantora britânica Adele afirmou hoje que não quer que o pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Donald Trump utilize uma de suas canções para promover sua campanha eleitoral.

O polêmico empresário americano, cujo slogan de campanha é "Vamos fazer os EUA grandes de novo", utilizou como fundo musical "Rolling In The Deep", do segundo álbum de Adele, "21".

"Adele nunca deu permissão para que a sua música seja utilizada em qualquer campanha política", confirmou a porta-voz da cantora à imprensa britânica nesta segunda-feira.

Vários admiradores da artista também expressaram desaprovação em comentários no Twitter, nos quais alguns se mostravam "ofendidos em nome de Adele".

Durante um comício que Trump fez em Lexington, na Carolina do Sul, "Rolling In The Deep", que ganhou vários prêmios, começou a tocar enquanto o político subia ao palco para discursar, o que gerou estranheza em um correspondente da rede "BBC" nos EUA.

O polêmico magnata, que já fez comentários xenófobos e islamofóbicos, é fã da música de Adele. Essa, no entanto, não é a primeira vez que Trump tem problemas ao escolher a música de seus comícios.

No ano passado, o líder do Aerosmith, Steven Tyler, o obrigou a parar de tocar "Dream On" com fins políticos.

Fonte: Exame

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Star Wars impressiona e passa da marca de US$800 mi nos EUA

Logo dos filmes "Star Wars"

queixas.com.br

A força despertou com Leonardo DiCaprio, mas não o suficiente para destronar "Star Wars" do topo das bilheterias norte-americanas. "O Despertar da Força" travou batalha com "O Regresso" pelo primeiro lugar nas paradas, e ainda assim conseguiu manter-se no topo pelo quarto fim de semana consecutivo, arrecadando 41,6 milhões de dólares.

Com isso, o total arrecadado pela série de ficção científica sobe para 812 milhões de dólares nos cinemas do país, tornando o filme o primeiro na história a passar da marca dos 800 milhões de dólares nos EUA.

Mas o "O Regresso" também tem muito a comemorar. O drama de vingança sobre um caçador de peles cuja busca por vingança faz com que enfrente corredeiras ruidosas, tenha que fugir de tribos hostis de nativos e até estripe um cavalo morto, tornou-se um improvável campeão de bilheteria.

O filme, que deve colocar DiCaprio na corrida pelo Oscar mais uma vez, abocanhou 38 milhões de dólares em sua estreia ampla nos cinemas de todo o país.

Dirigido por Alejandro G. Iñarritu, o filme foi colocado pela Fox para passar em 3.375 salas de cinema. Filmado em meio a diversas complicações, seu orçamento subiu de 90 milhões para 135 milhões de dólares, sendo que elenco e equipe tiveram de sair do Canadá para a Argentina em busca de neve.

Apesar das dificuldades, o filme ultrapassou as previsões, que estimavam uma bilheteria de 20 milhões de dólares na estreia. Considerando a arrecadação que teve nas duas semanas em que foi exibido em poucas salas de cinema, "O Regresso" agora já arrecadou 39,5 milhões de dólares.

Fonte: Exame

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Banco do Brasil paga quase R$ 6 milhões para patrocinar Rolling Stones


O Banco do Brasil, utilizando a lei da inexigibilidade de licitações, comprou há uma semana o patrocínio do show dos Rolling Stones por R$ 5,9 milhões. O contrato com a empresa T4F vale por cinco meses e refere-se à turnê 14 on Fire (os Stones rebatizaram a mesma turnê, para a América Latina, como Olé Tour 2016).

Segundo informações do BB, quase a totalidade do que o banco investe em patrocínios culturais tem uso da Lei Rouanet (o valor investido é abatido do Imposto de Renda devido pela empresa; o custo final é arcado pelo Estado brasileiro). Por causa disso, o anúncio do show publicado nos jornais neste domingo (6) - em duas páginas na maioria dos veículos - tem (entre outros) o logotipo do governo federal e o slogan "Pátria Educadora".

Os ingressos para ver a banda britânica custam entre R$ 130 e R$ 900 (considerando a meia-entrada) para as apresentações em São Paulo e Rio de Janeiro e entre R$ 175 e R$ 900 para Porto Alegre. O Banco do Brasil, pelo patrocínio, tem a primazia da pré-venda: clientes do Banco do Brasil com cartão Ourocard compram antes.

Os Stones tocam no Rio no dia 20 de fevereiro; em São Paulo, se apresentam no Morumbi nos dias 24 e 27 de fevereiro (essa venda ainda não está aberta); em Porto Alegre, tocam no dia 2 de março.

Segundo levantamento da Pollstar, que acompanha as maiores turnês na América do Norte, os Stones foram os artistas que obtiveram o primeiro lugar em faturamento no primeiro semestre de 2015: US$ 80,7 milhões por apenas dez apresentações.

Fonte: UOL