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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Muçulmanos do Oriente Médio concluem Ramadã em meio à violência

Muçulmanos do Oriente Médio concluem nesta terça-feira o mês sagrado do Ramadã. EFE/Bart Maat
Em meio a um clima de violência e atentados terroristas, os muçulmanos do Oriente Médio concluem nesta terça-feira o mês sagrado do Ramadã e se preparam para comemorar o Eid al-Fitr (festa da ruptura do jejum), no qual é tradição fazer presentes e comer doces típicos.

No Iraque, cuja capital, Bagdá, sofreu no domingo passado um atentado suicida que deixou pelo menos 180 pessoas mortas e 230 feridas, as autoridades deram início a um esquema de segurança especial, com o envio de policiais e militares às ruas, praças e espaços públicos e de diversão, aonde as famílias acostumam ir em dias festivos.

Apesar da violência, os iraquianos se dispõem a celebrar o Eid al-Fitr e as donas de casa assam os "kaliya", doces feitos com pasta de semente de sésamo, açúcar, e óleo. Amanhã, no primeiro dia do Eid al-Fitr, as famílias se juntam em volta da mesa para o tradicional banquete, que acontece geralmente na casa do membro mais idoso.

Na Arábia Saudita, que ontem registrou três atentados, um deles contra a mesquita do profeta Maomé na cidade de Medina, que causou quatro mortes, está previsto um grande número de eventos festivos e lúdicos para celebrar a data. O governo de Riad, capital do reino, organizará 200 atividades, entre elas apresentações de peças de teatro, show de fogos de artifício, exposições culturais e de artesanato.

As autoridades sauditas não anunciaram medidas de segurança excepcionais, apesar dos ataques que ontem terem atingido as cidades de Jeddah (oeste) e de Al Qatif (leste), nos quais não houve mortes, além do que teve como alvo a cidade de Medina, o segundo lugar mais sagrado para os muçulmanos, depois de Meca.

Na Jordânia, também é costume que as famílias saiam para passear, ir a restaurantes e lugares públicos de lazer, e que comprem presentes e as típicas massas recheadas de tâmaras e frutas secas, além de doar artigos aos mais necessitados. Mas o clima de violência que o Oriente Médio vive, especialmente na Síria, faz com que muitos jordanianos não queiram celebrar a data com alegria e festa.

O Egito, por outro lado, viveu o Ramadã alheio à violência, mas a crise econômica que o país sofre fez com que os preparativos do Eid al-Fitr sejam mais modestos este ano. Tradicionalmente, as famílias egípcias compram roupa nova para as crianças, e algum presente para os mais velhos, assim como grandes quantidades de comida para as reuniões familiares, especialmente os típicos biscoitos recheados de tâmaras e cobertos de açúcar de confeiteiro, chamados "kahk".

A inflação, que afetou todos os bens de consumo devido à desvalorização da libra egípcia frente ao dólar nos últimos meses, também encareceu os ingredientes dos doces tradicionais (farinha, açúcar e manteiga), cujo preço aumentou em até 50%. Muitos egípcios não deixaram de comprar pelo menos uma caixa de "kahk" para adoçar estas festas, mas limitaram as compras de presentes.

Nagla, de 45 anos, este ano decidiu comprar os presentes para os seus dois filhos no Wekalet al-Balah, um popular mercadinho do Cairo. Lá, os produtos são mais baratos do que no centro da capital, onde muitos egípcios costumam fazer suas compras no final do Ramadã.

"Comprar uma calça jeans para o meu menino de 10 anos no centro da cidade custa 170 libras egípcias (cerca de R$ 65), enquanto aqui posso comprá-los por menos de 100 (R$ 40)", explica ela à Agência Efe.

Por sua vez, Mohammed Hassan, vendedor de uma loja de roupas e sapatos perto do Wekalet al-Balah, se queixa que este ano o movimento está muito menor do que nos anos anteriores e não quase não há clientes.

"Estamos parados nas lojas. Uma camiseta sai por 25 libras egípcias (R$ 9,50), mas não temos movimento, mesmo com os preços baixos", relata ele.

O Egito dá o toque final ao Ramadã esta noite e amanhã quando acontece nas principais mesquitas e praças a tradicional reza do Eid al-Fitr, cujas celebrações se estenderão por quatro dias.

Os demais países sunitas, como Jordânia, Arábia Saudita e as outras monarquias do Golfo Pérsico, também comemorarão amanhã a festa do café da manhã, enquanto está previsto que os xiitas do Oriente Médio, no Líbano, na Síria e no Iraque, façam isso no dia seguinte.

Fonte: EFE

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Guindaste cai em mesquita de Meca e mata pelo menos 87

Pelo menos 87 pessoas morreram nesta sexta-feira e 180 ficaram feridas após a queda de um guindaste dentro do recinto da mesquita da cidade sagrada de Meca, informou a Defesa Civil da Arábia Saudita.

Segundo um comunicado, 15 equipes da Defesa Civil participam do resgate das vítimas junto a outras do Crescente Vermelho saudita e do Ministério da Saúde.

Vários vídeos e fotografias divulgados nas redes sociais mostram vários corpos ensanguentados estendidos no chão da mesquita, que estava muito movimentada, como é habitual, no momento do acidente.

A mesquita de Meca é a mais sagrada do Islã e o destino da peregrinação ou "hajj", que está previsto para começar no próximo dia 21 ou 22 de setembro.

O guindaste que provocou o massacre ao cair no interior da mesquita era usado nas obras para restaurar e ampliar o recinto.

A cidade de Meca foi castigada nos últimos dias por fortes tempestades acompanhadas de vento, o que poderia ter provocado o acidente.

As autoridades formaram uma comissão para investigar o acidente.

A peregrinação a Meca é um dos cinco pilares do Islã, junto à "shahada" (profissão de fé), a esmola, a oração, e o jejum no mês do Ramadã.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/queda-de-grua-mata-52-pessoas-na-grande-mesquita-de-meca,5dbd66abb936e6a477877c94460ba74ccfbzRCRD.html