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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

PSDB rompe com Cunha e pede que ele abandone o cargo

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) após entrevistas na Câmara
Alegando que a defesa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apresentada até o momento é inconsistente, o líder do PSDB Carlos Sampaio (SP) anunciou nesta quarta-feira, 11, a ruptura da bancada com o peemedebista.

O tucano, no entanto, disse que não haverá pressão pela saída de Cunha para não "paralisar" a Casa e deixou claro que o foco da oposição continua sendo a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Sampaio reuniu a bancada pela manhã para comunicar que fará o pronunciamento em plenário pedindo o afastamento de Cunha.

Ele admitiu que a medida não deve ter efeitos práticos sobre o peemedebista, mas alegou que o PSDB "não pode transigir com o que não é ético".

Ele lembrou que caberá agora a Cunha provar ao Conselho de Ética que não mentiu à CPI da Petrobras quando negou que tivesse contas ocultas no exterior.

O líder explicou que, em decisão unânime da bancada, os tucanos concluíram que a defesa prévia de Cunha não foi convincente e que as provas são contundentes. Ele chamou as entrevistas do fim de semana de "desastre".

"Se ele não tiver provas, certamente terá muitas dificuldades no Conselho de Ética", previu.

Presentes na entrevista, os titulares do Conselho de Ética da bancada, Nelson Marchezan Júnior (RS) e Betinho Gomes (PE) disseram que a posição do PSDB é pelo afastamento de Cunha, mas que no colegiado vão aguardar o parecer prévio sobre a admissibilidade do processo antes de se pronunciar.

Eles evitaram defender abertamente a cassação do deputado, porém disseram que querem o prosseguimento da investigação contra o peemedebista.

Aliança

Sampaio reconheceu que Cunha deu em sua gestão um protagonismo à oposição, afirmou que o peemedebista foi correto com a minoria, mas destacou que ninguém esperava o volume de denúncias contra ele.

Ele negou que houvesse até então uma aliança com o peemedebista. "Rompe quem tem aliança", afirmou. O tucano anunciou hoje que não participará mais das reuniões de bancada na residência oficial da presidência da Câmara.

Para Sampaio, Cunha já está sendo julgado e independentemente de ele deferir ou não o pedido de impeachment, a posição da bancada sobre sua permanência no comando da Casa não mudará.

"Temos uma causa mais importante para o País que é o impeachment de Dilma. Continuaremos perseguindo esse caminho em defesa do País", disse. O líder tucano afirmou que a bancada está "extremamente confiante" na abertura do processo de impeachment. "Se ele deferir, estará cumprindo sua missão", concluiu.

Mais cedo, Sampaio se reuniu com líderes da oposição para tentar convencê-los a seguir o mesmo posicionamento. DEM e PPS decidiram reunir as bancadas antes de se pronunciarem, mas tendem a seguir os tucanos. Já o Solidariedade manterá o apoio a Cunha.

Fonte:Exame/Abril

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Collor integra grupo dos mais influentes do Congresso

Lista divulgada pelo Departamento IntersindicaO senador Fernando Collor (PTB) está, mais uma vez, entre os 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, segundo a lista divulgada pelo
Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). A seleção leva em consideração a real influência que cada parlamentar exerce nos processos decisórios e sobre os demais parlamentares. Ao longo dos últimos oito meses, Collor pautou, com pronunciamentos no Senado e confecção de estudos, a discussão sobre reforma política e a maioridade penal.

Esta é a 22ª edição da seleção 'Cabeças do Congresso', e tem como base o acompanhamento dos trabalhos parlamentares, no período de fevereiro a julho de 2015. Collor, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e o deputado Maurício Quintella (PR) são os únicos alagoanos na lista, formada por 62 deputados e 38 senadores. Entre os senadores, estão Eunício Oliveira (PMDB-CE), Cristovam Buarque (PDT-DF), Aécio Neves (PSDB), Humberto Costa (PT-PE) e Acir Gurgacz (PDT-GO).
Os parlamentares que integram esse grupo seleto estão classificados em cinco categorias, de acordo com as habilidades de cada um: debatedores, articuladores/organizadores, formuladores, negociadores e formadores de opinião. Collor foi classificado na categoria 'formadores de opinião', que são, segundo o Diap, parlamentares que por sua respeitabilidade, credibilidade e prudência, chamados a arbitrar conflitos ou conduzir negociações políticas de grande relevância.
Ainda segundo o Diap, os parlamentares 'formadores de opinião' são políticos experientes, com trânsito fácil entre as diversas correntes e segmentos representados no Congresso e visão abrangente dos problemas do País, cuja opinião sobre o assunto influencia fortemente a decisão dos demais parlamentares.
"Constituem a elite do Poder Legislativo, embora não precisem, necessária e institucionalmente, estar em postos-chave, como liderança formal ou presidência de uma das Casas do Congresso. São os que se pode chamar de líderes de alta patente, respeitados e legitimados pelo grupo ou corrente política que lideram", reforça o Diap.
Sobre o Diap
O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar é formado por cerca de 900 entidades sindicais de trabalhadores congregando centrais, confederações, federações, sindicatos e associações distribuídas em todos os estados do País, das quais 90 são de Brasília.l de Assessoria Parlamentar coloca o senador entre os 100 parlamentares de mais influência.

Fonte: http://www.tribunahoje.com/noticia/153505/politica/2015/09/02/collor-integra-grupo-dos-mais-influentes-do-congresso.html