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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Juiz barra política de transgêneros de Obama

Placa de banheiro para todos os gêneros, na Carolina do Norte, dia 03/05/2016
Um juiz norte-americano barrou uma orientação do governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, segundo a qual alunos transgêneros de escolas públicas devem ter o direito de usar os banheiros de sua escolha, emitindo uma injunção de caráter nacional solicitada por um grupo de 13 Estados liderado pelo Texas.

Reed O'Connor, juiz do Distrito Norte do Texas, disse em uma decisão emitida no final do domingo que o governo Obama não seguiu os procedimentos devidos de divulgação e comentário ao lançar as diretrizes, que afirmou contradizerem os textos legislativos e regulatórios existentes.

O'Connor, indicado pelo ex-presidente republicano George W. Bush, disse que as diretrizes dos réus, que incluem os Departamentos de Educação e Justiça dos EUA, são legislativas e substantivas.

"Embora os réus tenham caracterizado as diretrizes como explicativas, acontecimentos pós-orientação e seu efeito legal concreto provam que são 'compulsórias por natureza'", escreveu.

O escritório do Procurador-Geral do Texas, Ken Paxton, um republicano que processa o governo Obama com frequência, disse estar satisfeito com a decisão contra um "abuso de poder federal ilegal".

Advogados do Departamento de Justiça tentaram derrubar a injunção, argumentando que as diretrizes federais emitidas em maio não são obrigatórias nem têm consequências legais.

A diretriz divulgada pelos Departamentos de Educação e Justiça disse que as escolas públicas devem permitir que os alunos transgêneros utilizem banheiros, vestiários e outras instalações de uso íntimo que correspondem à sua identidade de gênero, e não ao seu gênero de nascimento, ou lidar com a perda de fundos federais.

Conforme a injunção, o governo Obama está proibido de obrigar a adoção das diretrizes "contra os demandantes e suas respectivas escolas, conselhos escolares e outras instituições públicas do setor educativo", escreveu O'Connor.

Na esteira de conquistas marcantes dos direitos dos gays, como a legalização nacional do casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2015, os direitos dos transgêneros vêm se tornando cada vez mais um pomo da discórdia nos EUA, e o uso de banheiros públicos está sendo um dos principais elementos da polêmica.

Fonte: REUTERS

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Exército dos EUA retira proibição de recrutamento de transgêneros


O exército dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira que retirou a proibição de recrutamento de transgêneros, com o argumento de que as Forças Armadas devem poder dispor dos soldados mais qualificados, independentemente da orientação sexual.

Em entrevista coletiva no Pentágono, o secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, anunciou a retirada da restrição, com a justificativa de que já há transexuais no exército hoje em dia - embora não assumidamente - e que a profissão militar deve ser aberta a todos os americanos.

"O Departamento de Defesa e o exército necessitam dispor das melhores pessoas. Não queremos que haja barreiras que nos impeçam de recrutar os mais qualificados", apontou Carter, que calculou que 2,5 mil transexuais sirvam nas Forças Armadas atualmente.

"A realidade é que temos transexuais servindo de farda hoje em dia. Os americanos querem servir e a profissão das armas deve estar aberta a todos", acrescentou o chefe do Pentágono. A nova medida entra em vigor "com efeito imediato", por isso que a partir de hoje os transexuais podem servir abertamente.

Carter garantiu que no caso dos transexuais serão aplicados os mesmos padrões e procedimentos do restante dos integrantes do exército, e que agora se abre uma fase de 90 dias para a elaboração de guias para os diferentes estamentos militares, desde os oficiais até os médicos.

A partir do dia 1º de outubro, e com os guias já encerrados, os integrantes do exército que se identificarem como transexuais e que assim desejarem terão direito a serem submetidos a cirurgias de mudança de sexo pagas pelo Departamento de Defesa, o que terá um custo adicional "mínimo", segundo os cálculos do Pentágono.

"É o correto e outro passo para garantir que recrutamos e mantemos as pessoas mais qualificadas. Nosso exército, nossa defesa e nosso país serão mais fortes", concluiu Carter.

Fonte: EFE