Mostrando postagens com marcador japão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador japão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Cientistas japoneses detectam tremor raro no fundo da Terra

Sismógrafo
Cientistas que estudam terremotos no Japão afirmaram na quinta-feira que detectaram pela primeira vez um raro e profundo tremor de terra, e rastrearam sua localização até uma tempestade oceânica distante e poderosa.

As descobertas, publicadas na revista científica americana Science, podem ajudar os especialistas a saberem mais sobre a estrutura interna da Terra e melhorar a detecção de terremotos e tempestades oceânicas.

A tempestade detectada no Atlântico Norte é conhecida como "bomba climática", uma tempestade pequena mas potente que ganha força à medida que a pressão aumenta.

Grupos de ondas bateram com força no fundo do oceano durante a tempestade, que ocorreu entre a Groenlândia e a Islândia.

Usando equipamentos sísmicos em terra e no fundo do mar, que normalmente captam a crosta terrestre se desintegrando durante os terremotos, os pesquisadores descobriram algo que não tinham detectado antes: um tremor conhecido como microssismo onda S.

Microssismos são tremores muito fracos.

Outro tipo de tremores, conhecidos como ondas P, ou microssismos em ondas primárias, podem ser detectados durante grandes furacões.

As ondas P se movem rápido, e os animais muitas vezes podem senti-las pouco antes de um terremoto.

As ondas S, ou ondas secundárias, são mais lentas, e se movem apenas através de rochas. Os humanos as sentem durante os terremotos.

Utilizando mais de 200 estações operadas pelo Instituto Nacional de Pesquisa da Ciência da Terra e Prevenção de Desastres, no distrito japonês de Chugoku, os pesquisadores Kiwamu Nishida e Ryota Takagi "detectaram com sucesso microssismos desencadeados por uma tempestade intensa e distante no Atlântico Norte, conhecida como bomba climática, mas também microssismos de onda S", segundo o estudo.

"A descoberta marca a primeira vez que cientistas observam (...) um microssismo de onda S".

Os microssismos de onda S são tão fracos que ocorrem em uma faixa de frequência de 0.05 e 0.5 Hertz.

O estudo detalha como os pesquisadores rastrearam a direção e a distância até a origem das ondas, e os caminhos que elas percorreram.

A descoberta "dá aos sismólogos uma nova ferramenta para estudar a estrutura mais profunda da Terra", disseram Peter Gerstoft e Peter Bromirski, da Universidade da Califórnia, em San Diego, em um artigo que acompanha o estudo.

Aprender mais sobre os microssismos de onda S poderia "ampliar nossa compreensão sobre a crosta mais profunda e a estrutura do manto superior".

Fonte: AFP

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Sangue artificial é solução japonesa para transfusões

Sangue
Sangue produzido artificialmente in vitro - essa é a fórmula simples proposta por uma empresa japonesa, cujo projeto revolucionário procura aliviar a escassez dos bancos de doadores, diminuir os custos para sua conservação e evitar as transfusões contaminadas.

"Você tende a pensar que quando precisar de uma transfusão sempre terá sangue disponível, mas a verdade é que o pessoal médico vive permanentemente preocupado com o fornecimento", declarou à Agência Efe o presidente da Megakaryon, Genjiro Miwa, no escritório que a companhia tem no Instituto de Ciências Médicas da Universidade de Tóquio.

Miwa pretende que, para o ano 2020, a Megakaryon fabrique em série - a partir de material genético que pode ser conservado congelado por tempo ilimitado - concentrados de plaquetas e espera que, no futuro, a empresa possa fazer o mesmo com outras células sanguíneas.

Através de métodos descobertos há quase uma década que permitem gerar plaquetas ou glóbulos vermelhos a partir de células-tronco iPS, a empresa agora trabalha com corporações da indústria farmacêutica ou química e a Universidade de Harvard para refinar um sistema de produção industrial rentável.

A ideia é poder começar a fornecer daqui a quatro anos produtos com base nas plaquetas, sem necessidade de doações, base no modelo global atual de produtos para transfusão.

Este sistema, em vigor desde que o austríaco Karl Landsteiner descobriu os tipos sanguíneos por antígenos em 1900, apresenta desde então três grandes problemas, começando com o fornecimento estável.

Como as plaquetas e glóbulos vermelhos só podem sobreviver armazenados um máximo de cinco e 42 dias, respectivamente, o fluxo contínuo de doações é atualmente a única maneira de manter os bancos abastecidos.

A isto se soma o fato de que os mais jovens dispensam a maior parte do sangue e que os idosos são o grupo que mais consome, então na maioria dos países mais desenvolvidos, com sociedades mais envelhecidas, o fornecimento tende a diminuir.

De fato, a empresa calcula que, seguindo esse ritmo, em 2027 faltarão 850 mil doadores para cobrir a demanda mundial.

A segunda desvantagem é o alto custo de métodos para preservar o sangue assim como os testes que certificam que está livre de doenças e que sua qualidade é adequada para a doação, um obstáculo mais urgente em países pobres e em desenvolvimento que conduz ao terceiro grande problema: a contaminação de amostras.

Neste último se soma a força do mercado negro de transfusões de sangue, que atingiu proporções enormes e levou a consequências desastrosas em regiões com enormes populações e escassez de bancos como China, Índia e a África Subsaariana.

A Megakaryon foi fundada em 2008 quando Miwa, um economista com vasta experiência na indústria química, participou de uma reunião de antigos alunos de ensino médio com o professor Hiromitsu Nakauchi, ex-companheiro de classe que se tornou em um renomado geneticista da Universidade de Tóquio.

Nakauchi disse que tinha conseguido criar megacariócitos - que são a base celular das plaquetas sanguíneas - e glóbulos vermelhos a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS).

As iPS são células maduras - obtidas, por exemplo, de uma amostra da pele - que ao serem reprogramadas podem se transformar em qualquer tipo de célula.

Apesar da promessa da ideia, o médico disse a seu amigo que para que as transfusões de sangue artificial se transformassem em realidade em médio prazo seria imprescindível a participação da iniciativa privada.

"Ele me disse: 'você esteve em conselhos de administração por toda sua vida e viu o dano que provocam (a falência de Lehman Brothers acabava de antecipar o início da crise global). Agora você começa a fazer algo de bom para os outros'. E me convenceu plenamente", lembrou Miwa.

Um ano depois foi constituída a Icell para aproveitar as patentes descobertas por Nakauchi, que tinham ficado nas mãos da Universidade de Tóquio e em 2011 foi fundada a Megakaryon - cujo nome vem de megacariócito - como uma subsidiária.

A iniciativa imediatamente chamou a atenção do exército dos Estados Unidos, que se ofereceu para financiá-la, mas Miwa e seus ajudantes rejeitaram a opção, porque não quiseram que "se transformasse em um projeto militar".

Finalmente em 2013 a empresa obteve financiamento da Corporação de Redes de Inovação do Japão (INCJ), um fundo público-privado do qual participam 20 grandes empresas como Toshiba, Sharp e a farmacêutica Takeda.

A Megakaryon espera agora que "a segunda revolução das transfusões", como a chama, siga avançando após 2020 com um fornecimento cada vez mais aperfeiçoado.

A ideia neste sentido é oferecer no futuro produtos específicos para aqueles que necessitam de transfusões contínuas - como os pacientes de rádio ou quimioterapia - e têm grupos "raros" de antígenos leucocitários humanos (HLA) que os impedem de encontrar facilmente transfusões compatíveis.

Fonte: EFE

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Google ativa cabo submarino de internet entre EUA e Japão

Google
O Google anunciou nesta quinta-feira a ativação do cabo submarino de internet de alta velocidade de 9 mil quilômetros entre Estados Unidos e Japão, projeto no qual a empresa trabalhava desde 2014.

O cabo, registrado com o nome de "Faster" (Mais rápido), tem uma velocidade de 60 terabits por segundo, 10 milhões de vezes mais rápido que o típico modem, e custou R$ 300 milhões.

"Os usuários de internet e nossos clientes no Japão devem notar que as coisas se movimentam um pouco mais rápido. Nosso cabo submarino Faster entre Japão e Estados Unidos entrou em serviço oficialmente hoje", afirmou através da rede social Google Plus o vice-presidente de infraestrutura do Google, Urs Hölzle.

O executivo lembrou que o cabo recém-ativado é o mais potente de todos os cabos submarinos e entre suas peculiaridades figura a de emitir luzes de múltiplas cores em diferentes frequências.

"Faster é um dos cabos submarinos que conectam diferentes partes do mundo e que, em conjunto, integram uma importante espinha dorsal que contribui para o funcionamento da internet", explicou Hölzle.

O primeiro cabo transoceânico foi utilizado para comunicações via telegrama foi instalado em 1906. A maioria dos cabos funcionam dentro dos países e entre continentes, mas alguns cruzam oceanos, como o Atlântico.

O cabo SEA-ME-WE 3, que conecta a Europa com a Austrália e a Ásia, é o mais longo do mundo, com uma extensão de 39 mil quilômetros e 39 pontos de conexão terrestre.

Facebook e Microsoft trabalham agora no desenvolvimento de um cabo submarino que se chamará Marea (maré, em espanhol) e que deve ser concluído em 2016, o primeiro a conectar os EUA com o sul da Europa, mais especificamente as cidades de Virgínia (EUA) e Bilbao (Espanha).

Fonte: EFE

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Japoneses protestam contra presença militar dos Estados Unidos em Okinawa

Militares norte-americanos cometeram mais de 5.800 crimes nas Ilhas Okinawa desde 1972, quando os territórios foram devolvidos ao Japão, informa a agência de notícias do país Kyodo, referindo-se à resolução adotada na véspera por participantes de uma manifestação popular contra a presença norte-americana na região.

Os autores da resolução, que tiveram acesso a dados da polícia de Okinawa, observaram que 571 infrações cometidas por norte-americanos na região, onde está concentrada a maior parte de bases militares do país no Japão, podem ser classificadas como crimes graves.

Em torno de 65 mil manifestantes participaram do evento popular em Naha, capital da província, levando cartazes e gritando "A nossa raiva chegou ao limite!" e "Fora Marinha! [dos EUA]". Os protestos ocorrem na cidade logo depois do homicídio de uma jovem, cujo suspeito é um funcionário da base militar norte-americana.

De acordo com a agência Kyodo, depois desse incidente, outra militar da mesma base foi flagrada embriagada após causar um acidente de trânsito, ferindo dois japoneses. Em março passado, um marinheiro norte-americano foi detido suspeito de estuprar uma japonesa.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que visitou o Japão no fim de maio para participar da cúpula do G7, prometeu medidas preventivas contra esses incidentes, assim como o fortalecimento da disciplina nas Forças Armadas. Entretanto, de acordo com o governador de Okinawa, Takeshi Onaga, essas declarações costumam ser feitas depois de cada crime, porém a situação não muda.

A Kyodo informa ainda que a manifestação foi marcada por apelos de mudança de status dos militares dos EUA no país, para que possam responder perante a Justiça japonesa.

Okinawa representa apenas 0,6% do território do Japão, mas a província abriga 74% da infraestrutura militar dos Estados Unidos e mais de metade das Forças Armadas norte-americanas no Japão. De acordo com a prefeitura das ilhas, Okinawa tem 25,8 mil militares dos EUA.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Pokémon, a franquia que continua a crescer após 20 anos

Comercial do Pokémon
A franquia Pokémon, que marcou a infância de muitos adultos e continua a acompanhar as novas gerações com jogos, cards, filmes, anime e mangás, completa 20 anos de história neste sábado, um dia após o anúncio oficial das versões "Sun" e "Moon" para Nintendo 3DS, que serão lançadas no final de 2016.

Para quem acompanhou desde o início, era difícil imaginar que uma das marcas mais lucrativas da indústria de games começaria em uma escolha sobre com qual Pokémon iniciar a jornada: Bulbasaur, Charmander ou Squirtle, quando ainda não havia o protagonismo de Ash e Pikachu.

Desde então, foram mais de 275 milhões de cópias vendidas no mundo todo e faturamento de mais de 4,6 trilhões de ienes (US$ 41 bilhões) em produtos relacionados à franquia.

A febre começou em 27 de fevereiro de 1996, quando foram lançados no Japão os títulos originais "Pokémon Red" e "Pokémon Green" para o revolucionário Game Boy da Nintendo, nas quais o jogador precisava superar os oito líderes ginásios, vencer a Elite dos Quatro e capturar todos monstros de bolso para se tornar um Mestre Pokémon.

À época, a desenvolvedora Game Freak era apenas um pequeno estúdio fundado poucos anos antes por Satoshi Tajiri, que teve a ideia de relembrar sua infância capturando insetos com um jogo.

Apesar de Tajiri já ter entrado na briga com os gigantes antes, quando em 1991 lançou "Mario & Yoshi", criado em parceria com Shigeru Miyamoto, pai de Mario Bros., foi Pokémon que alavancou a trajetória da empresa.

Após os jogos originais, mais de 60 games inspirados na franquia já foram lançados, com destaque para os consoles portáteis, que costumam seguir o padrão dos primeiros games, inclusive com remakes como "Pokémon Omega Ruby", "Pokémon FireRed" e "Pokémon HeartGold".

Os videogames foram apenas o início de um fenômeno que hoje em dia inclui uma série de animação com mais de 800 episódios, um card game com 21,5 bilhões de cartas vendidas e eventos que reúnem mais de 450 mil participantes no mundo todo a cada ano, segundo os últimos dados da The Pokémon Company.

Para organizar esses grandes encontros, que muitas vezes consistem em campeonatos, a empresa decidiu dar vida ao "Professor Pokémon", o personagem encarregado de guiar os primeiros passos do jogador nos games.

"Um Professor Pokémon é um intermediário entre a organização e a comunidade de jogadores, uma pessoa que esclarece dúvidas que possam ocorrer ao longo de disputas sobre a mecânica dos jogos e das cartas", explicou o espanhol Alejandro de Torre, de 26 anos, que faz parte do programa.

De Torre decidiu se candidatar ao posto há um ano "porque queria criar um ambiente justo e honesto no qual todos possam se divertir livres de armadilhas".

Esse é um dos pontos que os jogos exploram desde sua origem com um importante componente social, de companheirismo, dado que cada título possui Pokémon diferentes. Para ter todos, é preciso trocá-los com amigos.

Além dos já anunciados "Pokémon Sun" e "Pokémon Moon", a Game Freak, em parceria com Niantic e Nintendo, se prepara para o lançamento ainda neste ano de "Pokémon GO", um jogo que promete tirar os monstrinhos do universo digital para que os usuários os capturem ao redor do mundo com seus dispositivos móveis.

Fonte: Exame

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Japão lança satélite para observação de buracos negros

Lançamento de foguete com o satélite "Astro-H", do Japão, dia 17/02/2016
O Japão lançou nesta quarta-feira ao espaço, com sucesso, o satélite astronômico Astro-H, projetado para observar os raios-X emanados por buracos negros e agrupamentos de galáxias.

O satélite foi lançado a bordo de um foguete H-2A às 17h45 local (6h45, em Brasília) desde a estação espacial situada na ilha de Tanegashima, na Prefeitura de Kagoshima (sudoeste do país).

O lançamento estava originalmente previsto para 12 de fevereiro, mas teve que ser cancelado devido às más condições meteorológicas.

Com este são 24 lançamentos bem-sucedidos consecutivos do H2-A, desenvolvido pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) e a Mitsubishi Heavy Industries.

O Astro-H tem cerca de 14 metros de comprimento e pesa 2,7 toneladas, o que o transforma no satélite mais pesado lançado até agora pelo Japão.

O dispositivo, fabricado pela JAXA, Nasa e outras instituições, orbitará a cerca de 580 quilômetros de altura e observará buracos negros e agrupamentos galáticos distantes através de seus detectores de raios gama e quatro telescópios de raios-X.

Entre estes destaca-se o "Microcalorímetro de raios X", um instrumento de última geração que ostenta o maior espectro para observar raios X no espaço projetado até o momento.

Os cientistas esperam começar a obter dados a grande escala a partir do próximo verão.

Fonte: Exame

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Camiseta "smart" japonesa ajuda a melhorar condição física

Modelo usa camiseta com tecido "hitoe", feito pela empresa Toray do Japão, dia 30/01/2016
Duas empresas japonesas desenvolveram uma camiseta inteligente capaz de se comunicar com um smartphone e oferecer dados sobre a pessoa que a veste para melhorar o rendimento e a condição física.

A peça tem um sensor ultrafino e flexível que mede a postura, o ritmo cardíaco e o número de calorias ingeridas e queimadas, indicou à Agência Efe um porta-voz da empresa tecnológica NEC, uma das duas companhias que fabricaram a camiseta junto da têxtil Gunze.

O aparelho obtém os dados da fibra condutora da camiseta e os envia a um smartphone, onde o usuário pode analisar a informação através de um aplicativo específico.

A ideia é que o aplicativo proporcione a partir desta informação conselhos sobre como melhorar o rendimento do usuário e forneça um programa de treinamento específico para os que usam a peça -transpirável e elástica.

A Gunze deve lançar este ano o produto na rede de academias que possui no oeste do Japão.

Embora ainda não haja nada decidido, se cogita a possibilidade de os clientes das academias poderem alugar a camiseta por mês, explicou o porta-voz da NEC.

O sensor pode ser retirado na hora de lavar a camiseta, que ainda não tem nome comercial definitivo, indicaram os fabricantes.

Fonte: Exame

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Japoneses criam 1ª prótese de língua capaz de se movimentar

Dentista examina dentes e boca de um paciente em uma consulta
Uma equipe de dentistas japoneses da Universidade de Okayama desenvolveu a primeira próteses de língua capaz de se movimentar para pessoas que passaram por um câncer de boca e tiveram problemas de fala, informou nesta segunda-feira o diário "The Japan Times".

A prótese é feita de resina, de modo que o paciente possa movimentá-la de cima para baixo, e se conecta aos dentes inferiores graças a um arame.

Os usuários controlam o dispositivo através do empurrão da base da língua, o que lhes permite fazer contato com o paladar e falar, algo que até agora as pessoas que sofreram uma extirpação neste órgão não podiam fazer.

O líder da equipe de pesquisadores, o dentista Shogo Minagi, afirmou ao "The Japan Times" que o desenvolvimento desta prótese é uma "boa notícia para as vítimas de câncer oral", e explicou que iniciou a pesquisa incentivado por um colega que teve a doença.

Ele afirmou que espera que esta criação, que por enquanto está sendo testada em quatro pacientes, chegue a mais afetados pelo câncer de boca.

"Usamos materiais amplamente utilizados previamente, portanto qualquer consultório poderia realizar este tipo de procedimento. Gostaríamos de compartilhar nosso conhecimento sobre este dispositivo com as clínicas odontológicas do país para ajudar o maior número possível de pessoas", concluiu Minagi, que não especificou se o produto será desenvolvido no futuro para pacientes de fora do Japão.

Fonte: Exame

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Tela dobrável e viagens à Lua: a tecnologia da Ásia em 2016

Imagem da Lua capturada por astronautas, 5 de outubro, 2001
Uma volta de montanha-russa nos mercados financeiros, um frenesi de negócios entre as operadoras web chinesas impulsionado pela Alibaba e pela Tencent, a ascensão das empresas asiáticas bilionárias e uma onda de fusões e aquisições no ramo de semicondutores: 2015 foi um ano agitado para o setor tecnológico da região.

Apertem os cintos, há mais emoção pela frente em 2016. Confira uma lista de previsões para a região preparada pela equipe de tecnologia da Bloomberg na Ásia:

Chegada dos telefones dobráveis

A Samsung continuará superando limites em relação às telas (no mesmo estilo da tela curva do Galaxy S6 Edge).

Vídeos de exibição mostram uma tela de plástico do tamanho de um tablet que pode ser dobrada para se transformar em um telefone antes de ser guardada de volta no bolso da camisa.

Como a gigante sul-coreana está desesperada para reverter a queda nos lucros, 2016 poderia ser o ano de lançamento dessa tecnologia, que está em gestação há tempos.

IPOs do setor de tecnologia chinês

Os investidores americanos vão se cansar das ações chinesas sem brilho, por isso as empresas de tecnologia optarão por abrir o capital em seu país.

A recente reabertura de uma torneira fechada pelo governo durante o colapso do mercado no terceiro trimestre despertou bruscamente dezenas de empresas que estavam com processos de IPO parados.

As empresas que se tornaram bilionárias recentemente perceberam que podem conseguir melhores negócios com chineses endinheirados e famintos do que com estrangeiros exigentes.

“Baxi 2016”

O termo de busca, que significa “Brasil 2016”, personifica o amor crescente da China pelos esportes internacionais e a explosão dos conteúdos on-line e de streaming -- tanto licenciados quanto não licenciados.

Os vídeos e blogs sobre o Brasil, sede das Olimpíadas, dominarão um bilhão de telefones chineses em agosto, seis anos antes de o país asiático receber as Olimpíadas de Inverno, em 2022.

Cresce ambição chinesa em relação aos chips

Dando sequência a uma tendência de 2015, a expectativa é que a China continue abocanhando tecnologias de semicondutores em todo o globo. Empresas como a Tsinghua Unigroup e a China Resources Holdings Co. já estão provocando reflexos no setor.

Como o presidente Xi Jinping está disposto a criar campeãs nacionais, há mais negócios à vista.

Realidade virtual ganha força

A Samsung, a Sony e a HTC se unem à Oculus, da Facebook, no espaço da realidade virtual. Os jogos serão o foco inicial, mas as empresas poderiam encontrar outros usos no futuro.

Uma adormecida gigante indiana do comércio eletrônico se desperta

A empresa que detém o monopólio ferroviário na Índia é também a maior player do país no comércio on-line, com 20 milhões de usuários registrados comprando 300.000 passagens por dia e US$ 2,5 bilhões em receita anual.

A empresa finalmente está atualizando seu ultrapassado aplicativo e adicionando uma loja on-line para comercializar outras coisas além das passagens de trem.

A companhia atende assim ao pedido do primeiro-ministro Narendra Modi para explorar a internet e gera uma dura concorrência para a Flipkart Online Services Pvt Ltd e a Amazon.

A Ásia vai à Lua

Tanto o Japão, quanto a Índia, a China e a Rússia estão planejando atualmente missões à Lua.

No ano que vem, um desses países finalizará os planos da primeira viagem lunar tripulada desde que o americano Eugene Cernan voltou para bordo da Apollo 17, em 1972.

Há missões não tripuladas programadas, mas pousar um robô não é o mesmo que quando um humano coloca seus pés no chão e dá origem a algo profundo.

Jack Ma atualiza status do relacionamento com o governo

A política do presidente do conselho da Alibaba para lidar com o governo é se apaixonar, mas não casar. Veremos.

Como os empreendimentos de sua empresa estão se diversificando cada vez mais em relação ao comércio eletrônico e entrando nos setores de finanças e mídia, ela vai se chocar com assuntos espinhosos, como a política.

A forma como o jornal South China Morning Post, que pertence à Alibaba, lidará com a cobertura do aniversário do massacre da Praça da Paz Celestial mostrará se Ma está tendo um caso com o governo... ou colocando um anel no dedo dele.

Fonte:Exame/Abril

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Três astronautas da Estação Espacial voltam à Terra

Terra capturada durante viagem da Missão Apollo 11
Três astronautas - um russo, um americano e um japonês - da Estação Espacial Internacional (ISS) retornaram à Terra nesta sexta-feira a bordo de uma nave Soyuz, que aterrissou durante a noite no Cazaquistão.

Oleg Kononenko, Kjell Norwood Lindgren e Kimiya Yui aterrissaram na Terra às 13H18 GMT (11h18 de Brasília) a bordo da nave Soyuz TMA-17M, informou a agência espacial russa Roskosmos.

"Aterrissaram com total segurança e a equipe de socorristas os encontrou. Tudo vai ocorrendo como estava previsto", declarou um porta-voz da agência.

Trata-se do primeiro pouso noturno de uma cápsula Soyuz desde novembro de 2012 e o sexto no total.

"Obviamente é mais complicado, mas nossas equipes estão treinadas para trabalhar dia e noite e em todo tipo de condições meteorológicas", explicou à AFP um controlador aéreo, Serguei Talalasov.

Os três astronautas chegaram à ISS em julho passado a bordo de uma nave espacial russa Soyuz, apesar da falha de um sensor solar, em um voo que havia sido adiado dois meses após a perda espetacular de uma nave Progress.

Durante sua missão de 141 dias, Oleg Kononenko, Kjell Norwood Lindgren e Kimiya Yui realizaram vários experimentos científicos para tentar manejar robôs por controle remoto.

A Rússia fornece à ISS seu principal módulo, onde se situam os motores-foguetes, e as naves russas Soyuz são o único modo de levá-los e de repatriar tripulação da estação, depois que os Estados Unidos colocaram fim ao seu serviço.

Dezesseis países participam da ISS, uma estação laboratório colocada em órbita em 1998 com um custo total de 100 bilhões de dólares, financiado principalmente por Rússia e Estados Unidos.

Fonte:Exame/Abril

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Sonda japonesa Akatsuki entra com sucesso na órbita de Vênus

Imagem de Vênus obtida pela sonda japonesa Akatsuki, dia 09/12/2015
A sonda Akatsuki entrou com sucesso na órbita de Vênus após cinco anos consecutivos girando ao redor do sol, depois de a primeira tentativa ter fracassado devido a problemas de propulsão, informou nesta quarta-feira a Agência Espacial do Japão (Jaxa).

A sonda levará três meses para se aproximar mais do planeta e obter uma melhor trajetória, mas a equipe da Jaxa já recebeu algumas imagens, nas quais foi possível observar os gases que rodeiam Vênus, explicou em entrevista o responsável pela missão, Masato Nakamura.

"Hoje recebemos as primeiras imagens e fiquei muito surpreso porque nunca tínhamos visto imagens tão boas como essas. Acredito que podemos esperar muito dos trabalhos da Akatsuki", destacou.

A partir de sua posição atual, a sonda demora 13 dias e 14 horas para dar uma volta completa em Vênus, mas corrigirá sua trajetória nos próximos meses para reduzir para nove dias o tempo necessário para cumprir o mesmo percurso.

A expectativa da Jaxa é que o equipamento comece a operar regularmente em abril de 2016.

A sonda Akatsuki foi lançada em maio de 2010 com seis tipos de equipamento de observação, com objetivo de estudar as espessas nuvens sulfúricas que envolvem o planeta.

Além disso, pretende analisar os fenômenos vulcânicos e meteorológicos como a super-rotação atmosférica, que se movimenta 60 vezes mais rápido que a superfície de Vênus.

A sonda deveria entrar na órbita do planeta em dezembro desse mesmo ano, mas uma falha no sistema de propulsão do motor principal impediu a desaceleração necessária e deixou Vênus sem completar a missão.

A partir de então, a Akatsuki ficou dando voltas ao redor do Sol para fazer as manobras necessárias para corrigir sua trajetória.

A Jaxa reprogramou o equipamento para que os quatro propulsores restantes o recolocassem na trajetória desejada.

Após uma manobra que durou 20 minutos e 28 segundos, a Akatsuki entrou na órbita de Vênus com sucesso.

O Japão investiu cerca de 25,2 bilhões de ienes (US$ 205 milhões) na missão a Vênus, com a qual pretende realizar o primeiro mapa tridimensional das espessas nuvens sulfúricas que envolvem o planeta.

Fonte: Exame/Abril

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Japão irá formar nova unidade de inteligência focada no EI

Porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga
Uma nova unidade do Ministério das Relações Exteriores do Japão irá começar a coletar informações sobre grupos militantes como o Estado Islâmico em países onde estão localizados, informou o governo nesta sexta-feira, em ação após os ataques do mês passado em Paris.

A unidade, que irá trabalhar ao lado de outras operações de inteligência lideradas pelos ministérios da Defesa e Relações Exteriores e a polícia, será estabelecida com uma equipe de cerca de 20 pessoas, com um número similar trabalhando no exterior em embaixadas japonesas.

"Ressaltada pelos ataques recentes em larga escala em Paris, a situação relativa a ataques terroristas é extremamente grave", disse o chefe do gabinete ministerial japonês, Yoshihide Suga, a parlamentares e membros do governo.

"O governo precisa fazer seu máximo para conter ataques terroristas enquanto trabalhamos com a comunidade internacional", acrescentou.

Os ataques em Paris, reivindicados pelo Estado Islâmico, deixaram 130 mortos.

O Japão irá receber uma série de eventos, como a cúpula do G7 no ano que vem, a Copa do Mundo de Rúgbi em 2019 e a Olimpíada de 2020.

O Estado Islâmico matou dois reféns japoneses neste ano após o premiê japonês, Shinzo Abe, prometer cerca de 200 milhões de dólares em assistência não militar para países que lutam contra o grupo militante.

Fonte: Exame/Abril

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Pesquisadores japoneses descobrem proteína que inibe HIV

Amostra de pessoa que vive com HIV é vista em laboratório que realiza pesquisas sobre Aids em 13 de setembro de 2013, na cidade de Abidjan, na Costa do Marfim
Um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Infecções do Japão descobriu que uma proteína encontrada em humanos tem efeitos inibidores sobre o vírus da imunodeficiência humana (HIV), informou nesta quarta-feira a emissora pública "NHK".

As células em que este tipo de proteína foram encontradas, denominadas MARCH8, não infectam as células saudáveis do indivíduo, indicaram as conclusões do grupo de pesquisadores japoneses.

Um dos cientistas que participou da pesquisa, Kenzo Tokunaga, espera que a descoberta permita o desenvolvimento de um remédio que ajude o corpo humano a produzir esta proteína, que poderia tratar os pacientes com HIV.

O estudo do Instituto Nacional de Infecções do Japão se baseou no cultivo do vírus da aids usando células com MARCH8 e outras que não possuiam esta proteína, o que mostrou que a maioria das que continham MARCH8 não infectaram a outras sãs.

Isto poderia beneficiar os 36,9 milhões de portadores do vírus da imunodeficiência adquirida. Somente 15,8 milhões recebem tratamento antirretroviral, segundo dados da agência das Nações Unidas contra a Aids (Unaids).

Fonte: Exame/Abril

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Jogos Olímpicos 2020: organização reduz custos e lotação do estádio

Governo japonês anuncia redução da lotação do estádio de 80 para 68 mil lugares. Poupança ronda os 700 milhões de euros
Jogos Olímpicos 2020: organização reduz custos e lotação do estádio
O governo japonês aprovou o novo plano do estádio para os Jogos Olímpicos de 2020, que corta o orçamento para aproximadamente metade e diminui a capacidade de lotação do recinto desportivo de 80 mil para 68 mil lugares.

O estádio, onde vai realizar-se a cerimónia de abertura dos Jogos, tem um orçamento de 155 mil milhões de ienes (1.131 milhões de euros), de acordo com o documento aprovado esta sexta-feira pelo executivo nipónico.

Este valor representa um corte sigificativo ao valor que constava do projeto inicial, cujos custos rondavam os 252 mil milhões de ienes, cerca de 1.855 milhões de euros.

Apesar de o novo plano rever a descida da lotação do estádio, a capacidade inicialmente prevista (80 mil lugares) poder ser atingida com a colocação de arquibancadas suplementares.

O Governo também vincou o objetivo de terminar a construção do recinto em janeiro de 2020, tal como solicitado pelo presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), John Coates, durante uma reunião, no início da semana, na capital japonesa.

Em meados de julho, o Governo decidiu começar do zero e descartar o projeto inicial, concebido pela arquiteta anglo-iraquiana Zaha Hadid, na sequência de uma onda de críticas devido à sua dimensão faraónica e, consequentes, custos excessivos.

O Japão vai lançar em setembroT um novo concurso internacional para escolher outro projeto, devendo a construção ter início até finais de 2016.

Fonte: http://www.maisfutebol.iol.pt/japao/cortes/jogos-olimpicos-2020-organizacao-reduz-custos-e-lotacao-do-estadio