Mostrando postagens com marcador Bélgica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bélgica. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Belgas deixam de caçar Pokémons para caçar livros

Livros em campo com flores (natureza)
Inspirada pelo sucesso de Pokémon Go, a diretora de uma escola primária da Bélgica desenvolveu um jogo online para que pessoas busquem livros, e não monstros, atraindo dezenas de milhares de jogadores em semanas.

Enquanto com Pokémon Go jogadores usam o GPS e a câmera do celular para rastrear criaturas virtuais pelas cidades, a versão de Aveline Gregoire é jogada por um grupo no Facebook chamado "Chasseurs de livres" (Caçadores de Livros).

Jogadores publicam fotos e dicas sobre onde esconderam livros e outros tentam localizá-los. Ao terminar de ler um livro, os jogadores devolvem à cidade.

"Enquanto estava organizando minha biblioteca, percebi que não tinha espaço suficiente para todos os meus livros. Jogando Pokémon Go com meus filhos, tive a ideia de liberar os livros na natureza", disse Gregoire à Reuters.

Embora tenha sido criado há poucas semanas, mais de 40 mil pessoas já se juntaram ao grupo de Gregoire no Facebook.

Os livros variam de infantis a suspenses de Stephen King e são espalhados por cidades e áreas rurais, muitas vezes envolvidos em plástico para serem protegidos da chuva.

A família Detournay, da cidade de Baudour, no sul da Bélgica, disse que o jogo se tornou parte das caminhadas matinais. Eles encontraram um livro e deixaram outros quatro para que pessoas encontrassem.

"Minha filha disse que é como caçar por ovos de páscoa, só que com livros", disse Jessica Detournay.

Quando voltou para casa, a família recebeu uma notificação no Facebook informando que alguém já havia encontrado dois dos livros colocados. Gregoire agora pensa na ideia de avançar com o jogo e criar um aplicativo para ele.

Fonte: REUTERS

quarta-feira, 23 de março de 2016

Bruxelas tenta voltar à normalidade após atentados

Praça da bolsa na Bélgica - um mausoléo improvisado em homenagem às vitimas do atentado terrorista - 23/03/2016
"Sinto um pouco de medo, mas não temos outro remédio". Os moradores de Bruxelas tentavam nesta quarta-feira voltar à normalidade depois dos piores atentados de sua história, embora saibam que nada será como antes.

Dominique Salazar, de 18 anos, acompanhava os dois irmãos, de 3 e 6 anos, à escola na estação do metrô Schumman, reaberta, bem ao lado da de Maelbeek, onde na terça-feira morreram cerca de vinte pessoas quando um suicida detonou os explosivos que levava consigo.

"Sinto um pouco de medo, sobretudo por meus irmãos pequenos. Mas não temos outro remédio, temos que nos deslocar", explica a estudante.

"É uma linha que pegamos todos os dias e quando vemos o que aconteceu ontem... Hoje, há muito menos gente", constata. A estação, um dos principais pontos de comunicação da cidade, agora é vigiada por militares que controlam todos os passageiros na entrada.

Neste bairro, normalmente movimentado, que concentra a maior parte das instituições europeias, reinava uma estranha calma e muitos funcionários optaram por ir trabalhar de bicicleta até o imponente edifício da Comissão Europeia, onde as bandeiras tremulavam a meio mastro.

"Vou de metrô, aconteça o que acontecer. Não vou abandonar minha forma de viver porque um imbecil decidiu se fazer explodir", dizia, entre a raiva e a resignação, Vasco, um homem de 27 anos, que trabalha em um supermercado.

Presos no aeroporto

Perto do aeroporto internacional de Zaventem, onde na terça-feira morreram pelo menos 15 pessoas em duas explosões, muitos passageiros tiveram que passar a noite em um pavilhão esportivo próximo depois que cancelaram seus voos.

Aqui tampouco será fácil voltar à realidade. As autoridades anunciaram que os trabalhos para reparar os destroços levarão tempo e que o aeroporto também ficará fechado nesta quinta-feira.

"Quarenta pessoas dormiram aqui. Vinham de Espanha, Canadá, Catar... Dormiram em camas de campanha, embora ache que não dormiram muito", explica Eva Bruyninckx, uma funcionária do município que habilitou o pavilhão.

Valentino Martín, um espanhol de 28 anos, teve sorte e conseguiu passar a noite na casa de um morador de Zaventem depois que cancelaram seu voo de Praga a Madri, com escala em Bruxelas.

"Estávamos comendo um kebab quando um homem nos disse 'Se quiser, pode vir para minha casa'. Tivemos um dia horrível. Bebemos cervejas com ele e dormimos no seu sofá. Foi muito gentil porque aqui estava cheio", disse este andaluz de Alcaudete que ainda não sabe como voltará para casa.

Praça da Bolsa, um mausoléu improvisado

No centro da cidade, a Praça da Bolsa - bem ao lado da emblemática Grande Place - se tornou um mausoléu improvisado em homenagem às vítimas.

Em frente ao imponente edifício da bolsa, as pessoas acenderam velas, bandeiras de todos os países e mensagens escritas com giz como 'A união faz a força' e 'Todos somos humanos'. Também há pequenos Manneken-Pis - a emblemática escultura do menino urinando que todos os turistas conhecem - e inclusive garrafas de cerveja - outro símbolo belga - vazias.

"Confio na nossa polícia e no nosso Estado e lamento as críticas do exterior. Os Estados Unidos não puderam evitar um 11 de setembro e nós, um país pequeno, teríamos que fazê-lo?", lamenta Pascal Huylebroeck, em alusão a um ministro francês que criticou a "ingenuidade" das autoridades belgas.

"Agora, espero que haja um grande movimento de solidariedade. Normalmente, aqui, quando alguém tropeça e cai no chão, ninguém faz nada", explica Pierre, um funcionário municipal de 48 anos que se diz "disposto a pagar" mais impostos para ter mais segurança.

Desde a primeira hora da manhã e até as 12h00 do meio-dia, quando o país parou para fazer um minuto de silêncio, dezenas de pessoas, a caminho do trabalho, deixavam buquês de flores.

"Agora será muito mais difícil, teremos que nos adaptar", prevê Pierre, com ar resignado.

Fonte: Exame

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Igreja belga recebeu mais de 400 denúncias de pedofilia

Padres da Igreja Católica
A Igreja Católica na Bélgica recebeu desde 2012 cerca de 400 denúncias de pessoas que dizem ter sofrido abusos sexuais pelas mãos de sacerdotes quando eram menores, anunciaram nesta segunda-feira autoridades católicas.

O anúncio foi feito quase seis anos depois de um enorme escândalo de pedofilia na instituição.

Em abril de 2010, o ex-bispo de Bruges, Roger Vangheluwe, confessou ter abusado de dois de seus sobrinhos, e renunciou.

Pouco depois, surgiram milhares de testemunhos sobre abusos cometidos durante décadas por sacerdotes ou membros de congregações religiosas na Bélgica.

Acusada de permanecer em silêncio, a Igreja belga decidiu no início de 2012 apostar na transparência e convidou as vítimas a se apresentar, através de 10 "pontos de contato", prometendo indenizações.

Em 2012, 286 pessoas se manifestaram em um desses pontos de contato. Em 2013 foram 37 e em 2014-2015 95.

Ou seja, um total de 418, indicaram numa conferência de imprensa o bispo de Tournai (oeste), Guy Harpigny, e de Antuérpia (norte), Johan Bonny.

Em 80% dos casos, os eventos relatados ocorreram há mais de trinta anos.

Cerca da metade dos casos, 43%, teria ocorrido em escolas, e cerca de 25% nas paróquias, de acordo com o relatório anual sobre as iniciativas tomadas pela Igreja nesta área apresentado por ambos os bispos.

No momento dos fatos, 89% das supostas vítimas eram menores de 18 anos, e 23% tinham menos de dez.

Os bispos de Tournai e Antuérpia chamaram outras vítimas em potencial a falar: "Temos de quebrar o tabu. É melhor prevenir que remediar."

Fonte: Exame

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Bélgica prende nono suspeito de ataques em Paris

Flores e velas deixadas na calçada em frente à casa de shows Bataclan, local de um dos ataques terroristas em Paris - 14/11/2015
utoridades da Bélgica informaram que prenderam o nono suspeito de envolvimento nos ataques realizados em Paris no mês passado.

O homem, preso na terça-feira, teria entrado em contato com a prima do suspeito líder dos ataques.

Os oficiais afirmaram que o suspeito foi detido sob a acusação de participar de um grupo terrorista e de assassinatos.

O homem é um cidadão belga, nascido em 1985, e entrou em contato com Hasna Ait Boulahcen diversas vezes após os ataques de 13 de novembro, que deixaram 130 mortos.

Ait Boulahcen é prima de Abdelhamid Abaaoud, o suposto líder dos ataques.

Ambos foram mortos em novembro, quando a polícia francesa cercou seu esconderijo, no norte de Paris.

Fonte:Exame/Abril