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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Drone leva ao fechamento do aeroporto de Dubai

Drone voando
O aeroporto de Dubai, um dos mais movimentados do mundo, foi fechado neste sábado por mais de uma hora por causa de um drone, que prejudicou o tráfego aéreo.

"O espaço aéreo do aeroporto internacional de Dubai teve que ser fechado por 69 minutos devido ao sobrevoo de um drone, que causou perturbações. Ele foi reaberto às 12h45 de sábado", informou a Dubai Airports.

Alguns voos sofreram atrasos de mais de quatro horas, e quatro voos tiveram que ser desviados, informou neste domingo o jornal "7Days". Segundo a imprensa local, este foi o segundo incidente grave em 18 meses no aeroporto, onde é proibida a presença de drones.

Fonte: AFP

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Para onde vai o dinheiro de um bilhete aéreo


Na última década, viajar de avião deixou de ser um luxo para se tornar uma realidade recorrente para muitos brasileiros. Com tarifas em queda e promoções, o número de passageiros no país saltou de 34 milhões, em 2002, para 103 milhões, no ano passado.

A democratização do transporte aéreo no Brasil está ligada aos preços das passagens, que caíram 40% nos últimos dez anos. Só entre 2011 e 2015, por exemplo, o valor médio da tarifa para voos domésticos caiu de 341 reais para 289 reais, segundo um levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Isso aconteceu em grande parte devido à chamada liberdade tarifária, em vigor desde 2002. Antes, o governo era responsável por estabelecer faixas de preços para os bilhetes aéreos. Com a desregulamentação, as companhias aéreas passaram a definir os valores com base nos custos e na demanda de mercado.

O movimento estimulou a competitividade e a entrada de novas empresas aéreas no mercado brasileiro. Mas, além da concorrência, muitos outros fatores influenciam o valor final do bilhete aéreo. Conheça, abaixo, quais são.

Gasto com combustível

O maior custo para colocar um avião no ar é o combustível: 38% do valor final de uma passagem são destinados ao abastecimento das aeronaves. No Brasil, o preço do galão de querosene de aviação (QAV) varia entre 4 e 6 dólares nos aeroportos, enquanto 3 dólares é a média mundial. Por aqui, para encher o tanque de um Boeing 787, que comporta mais de 33 mil galões de combustível, o gasto pode ultrapassar 200 mil dólares.

Como o preço do QAV está atrelado ao dólar, as companhias aéreas pagam antes pelo combustível que vão usar no futuro. Assim conseguem se proteger em casos de grandes flutuações cambiais. Isso também pode se refletir no preço final da passagem.

Impostos e taxas

A percepção de que voos nacionais muitas vezes custam mais do que internacionais não somente é real como tem um motivo claro: o valor dos impostos no Brasil. O principal é o ICMS sobre o combustível, que incide apenas em voos domésticos. Sua alíquota é variável e pode alcançar o teto de 25%, de acordo com o estado.

O ICMS, sozinho, representa cerca de 8% dos custos de voar. No caso de rotas para o exterior, tanto companhias aéreas nacionais quanto internacionais são isentas desse imposto – o que explica a diferença de preço entre voos internos e externos.

Existem ainda outros impostos e taxas que impactam o valor da passagem, como as tarifas cobradas pelos aeroportos para pouso, permanência, conexões, utilização dos balcões de check-in, comunicação e serviços de auxílio à navegação. Só em 2015 o reajuste foi de 72,8% em três taxas de navegação aérea. Os valores cobrados por áreas operacionais e por espaço nos aeroportos também têm sofrido alterações. A maior parte da arrecadação tem quatro destinos: o operador do aeroporto, o Programa Nacional de Auxílio a Aeroportos, o Fundo Nacional de Aviação Civil e o Comando da Aeronáutica.

Manutenção e demais serviços

A manutenção da aeronave e dos equipamentos de segurança usados durante o voo, os serviços oferecidos a bordo, os salários da equipe de comissários, e toda a estrutura administrativa das companhias aéreas também influenciam no preço final da passagem.

A busca das companhias aéreas por preços mais competitivos gerou uma mudança nos serviços de bordo ao longo dos anos. Hoje, são oferecidos lanches nos voos e algumas companhias não têm serviço de bordo em voos curtos, para deixar as passagens mais baratas.

O peso da bagagem

A ANAC tem uma proposta de desregulamentação das franquias de bagagens despachadas. Atualmente, em voos domésticos, os passageiros brasileiros podem levar 5 quilos de bagagem de mão e despachar até 23 quilos sem cobrança adicional. Nos voos internacionais, a franquia chega a duas malas com 32 quilos cada uma.

O valor da bagagem é diluído no preço de todas as passagens. Assim, a tarifa fica mais alta e as pessoas que voam sem malas pagam pelas que carregam bagagem. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, apenas a mala de mão é gratuita. Um passageiro da American Airlines paga 25 dólares pela bagagem despachada. Na europeia Ryanair, o preço gira em torno de 40 euros (cerca de 150 reais).

Preços em queda

É muito possível que o processo de democratização do transporte aéreo, iniciado com a liberdade tarifária, na década passada, tenha continuidade nos próximos anos. Mudanças como a proposta de desregulamentação da franquia de bagagem visam aproximar a legislação brasileira dos padrões internacionais, facilitando a integração com o mercado global. Além disso, a própria concorrência entre as companhias aéreas, um dos motores da queda de preços após a liberdade tarifária, deve continuar mantendo o patamar atual dos valores praticados. “A concorrência faz com que as empresas voem com o preço bem perto do valor de custo”, afirma Felipe Souza, especialista da Lafis Consultoria.

Fonte: Exame

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Governo restringe uso de drones em mais de 300 cidades

Drone voando
A Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República anunciou nesta semana uma medida que restringe o uso de drones nas 329 cidades pelas quais a Tocha Olímpica irá passar até chegar ao seu destino, o Rio de Janeiro.

A restrição é válida até o dia 4 de agosto, um dia antes da abertura oficial dos Jogos Olímpicos no Brasil. A exceção à regra é quando o voo acontece dentro de áreas já estabelecidas previamente e for realizado por pessoas devidamente autorizadas pelos órgãos responsáveis pela regulação de drones no Brasil.

A secretaria tem um guia com orientações para a fiscalização do uso de drones pelas forças policiais regionais. Lá, estão detalhados os documentos que o operador dessa aeronave não tripulada deve ter consigo.

A medida é válida para os drones de uso não recreativo, como, por exemplo, aqueles que realizam filmagens para emissoras de TV. Um operador de drones precisa ter registro na Anac (Agência Nacional de Avião Civil), bem como no Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo). Fora isso, o aparelho precisa ter homologação na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Feira de drones 

Na semana que vem, acontece em São Paulo o encontro do setor chamado Droneshow. No evento, serão debatidos temas como uso comercial desses aparelhos e a regulamentação necessária para que isso seja possível.

"A comunidade de drones entende que não é algo tão simples quanto imaginavam. Os profissionais têm que entender mais sobre o que precisam realizar", afirma Emerson Granemman, engenheiro cartógrafo e idealizador do Droneshow, ao traçar um paralelo sobre o cenário do mercado nos últimos 12 meses.

"Temos numa ponta, os fabricantes brasileiros de drone e as startups. Será possível investir mais para conseguir escala no mercado nacional com uma regulamentação clara. Há até intenções de investimentos internacionais. Existem dezenas e dezenas de drones importados por empresas brasileiras também. Mas muitas marcas não entraram no Brasil pela falta de regulamentação", pondera Granemman, que disse que o Comitê Olímpico pressionou o governo federal para que o uso de drones fosse detalhado.

O Droneshow começa na próxima terça-feira (10), em São Paulo, e vai até a quinta-feira da mesma semana. Ingressos podem ser adquiridos no site do evento.

Fonte: Exame

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Primeira colisão de drone com avião pode ter acontecido

Airbus A320
A primeira colisão entre um drone e um avião pode ter acontecido na Inglaterra. No início da tarde de ontem, o piloto de uma aeronave da companhia aérea British Airways reportou à polícia que acreditava que um drone teria batido e ficado preso ao avião.

O voo ia de Genebra a Londres pousou em segurança no aeroporto de Heathrow Airport, na Inglaterra. No total, 137 pessoas estavam no avião. A polícia removeu o objeto da aeronave, que acredita-se que fosse um drone.

Os engenheiros da companhia aérea avaliaram o Airbus A320 como funcional após o incidente.

A investigação policial ainda não determinou oficialmente se o objeto encontrado era, de fato, um drone. Se isso se confirmar, esta será a primeira vez que um drone colidiu com uma aeronave de uma companhia de grande porte.

Segundo o The Wall Street Journal, há muitas denúncias sobre drones que voam perto de aeroportos, mas as leis britânicas, assim como as brasileiras, ainda não são explícitas para proibir que as pessoas pilotem drones nessas áreas.

Fonte: Exame

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Drones viram ameaça para aviação civil, alerta associação

De acordo com a Women on Waves, o drone irá decolar na Alemanhã às 11h locais neste sábado
Os drones civis estão se tornando uma real e crescente ameaça para a segurança da aviação comercial, advertiu hoje (15) a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata), pedindo uma regulamentação antes que ocorram acidentes.

O diretor-geral da Iata, Tony Tyler, afirmou que a ameaça que os aviões não tripulados representam está evoluindo, já que as pessoas estão apenas começando a descobrir o potencial da tecnologia.

“Estou tão animado quanto vocês em relação à ideia de ter uma pizza entregue por um drone”, disse Tyler, durante conferência sobre aviação em Cingapura. Ele chamou a atenção, por outro lado, para o reverso da moeda.

“Não podemos permitir que sejam um obstáculo ou uma ameaça à segurança da aviação comercial”, sustentou, defendendo uma “abordagem avisada” relativamente à regulação e um “método pragmático” de aplicação da mesma para quem "não observar as regras e os regulamentos e colocar os outros em perigo”.

À medida que a utilização dos drones se expande da esfera militar para a comercial e até para fins puramente recreativos, os especialistas temem que os aparelhos – caso não sejam regulados – possam um dia colidir com um avião comercial.

“A questão é real. Temos uma série de relatórios de pilotos relativos a drones que não estavam à espera de [os] encontrar, particularmente a baixas altitudes em torno dos aeroportos. Não há como negar que existe uma ameaça real e crescente à segurança da aviação comercial” causada pelos drones, afirmou Tyler.

Rob Eagles, um especialista da Iata em drones, disse que o grupo não dispõe de números sobre os aviões não tripulados que existem em todo o mundo.

Ele informou que quando a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos ordenou o registo de drones com peso de até 25 quilos, no ano passado, foram contabilizados 300 mil só no primeiro mês (em dezembro).

"Sendo os drones com esse peso considerados pequenos, dá para se ter uma ideia do número”, disse Eagles à agência France Presse na conferência, antecipando um aumento no alcance e no tamanho dos equipamentos.

A principal preocupação da Iata é com os drones que voam a baixas altitudes perto dos aeroportos, que podem representar ameaça para os aviões na hora de decolar ou aterrissar.

Os reguladores da aviação garantem que o espectro de rádio usado para controlar os drones não interfere nos sistemas de controle do tráfego aéreo.

Fonte: Exame

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Cabine destacável pode salvar passageiros de queda de avião

Cabine de avião destacável
Um inventor russo propôs uma nova tecnologia para salvar passageiros de uma queda de avião: uma cabine destacável.

Em vez de atingir o solo ou o mar junto com o restante da aeronave, o compartimento em que ficam os passageiros é ejetado e um paraquedas se abre para que ele pouse em segurança.

Segundo o inventor, Tatarenko Vladimir Nikolaevich, isso pode acontecer durante qualquer momento: decolagem, aterrissagem ou no meio do voo. A cabine destacável conta também com boias que permitem um pouso na água, se necessário.

Na patente registrada por Nikolaevich, há um espaço para a bagagem. Com isso, as malas dos passageiros também podem ser salvas.

Segundo um levantamento feio pelo próprio inventor – com uma base de entrevistados não divulgada – 95% das pessoas estão dispostas a pagar mais para viajar em um avião com a sua tecnologia.

De acordo com o The Independent, a criação gerou controvérsia. Enquanto alguns acreditam que isso pode poupar vidas, outros questionam sobre os pilotos, que ficariam fora dessa cabine destacável, bem como sobre o ponto de impacto da aeronave desgovernada, que poderia ser um prédio ou uma avenida.

Como bem lembra a Wired, esse tipo de tecnologia de ejeção de passageiros já foi proposta, de maneira similar, pela Airbus, em 2013.

Fonte: Exame