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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Suécia testa 1ª rodovia elétrica para caminhões do mundo

Caminhão da Scania em teste da rodovia elétrica com tecnologia Simens na Suécia
A Suécia inaugurou neste mês o primeiro sistema de rodovia elétrica para transporte de cargas pesadas do mundo, investida que vai ao encontro da meta do país de tornar toda a sua frota de transporte livre de combustíveis fósseis até 2030.

Durante os próximos dois anos, um trecho de dois quilômetros na rodovia E16 ao norte de Estocolmo, equipado com a tecnologia 'eHighway', da multinacional Siemens, passará por testes. Segundo a empresa, esse sistema é duas vezes mais eficiente no consumo de energia que o convencional sistema de combustão interna e, também, menos poluente.

Dois caminhões híbridos (diesel e elétrico) da Scania foram adaptados para o teste, que vai criar uma base de conhecimentos para saber se o sistema de rodovia elétrica é adequado para o futuro uso comercial de longo prazo.

Como funciona

A operação é simples. Os caminhões se movimentam por um mecanismo instalado no topo, chamado de pantógrafo inteligente, combinado com um sistema de acionamento híbrido.

Sensores permitem que o pantógrafo seja conectado e desconectado da rede aérea a velocidades de até 90 km por hora. Graças ao sistema híbrido, também são possíveis operações fora da linha de contato, mantendo assim a flexibilidade dos caminhões.

Soluções de baterias ou gás natural, por exemplo, também podem ser implementadas como uma alternativa ao sistema de acionamento híbrido a diesel.

É inevitável indagar por que o país não considera transportar mais mercadorias por meios ferroviários, prática já estabelecida por lá.

Segundo a Siemens, o crescimento esperado para o transporte rodoviário de mercadorias vai ser tão grande quanto o do transporte de cargas por ferrovia, então o ideal é realmente encontrar uma forma de torná-lo mais sustentável, sem sobrecarregar outros meios.

Outro motivo é que nem toda mercadoria pode ser transportada por trem.

"De longe a maior parte das mercadorias transportadas na Suécia passa pelas rodovias, mas apenas uma parte limitada das mercadorias pode ser transferida para outros tipos de modal. É por isso que temos de libertar os caminhões de sua dependência de combustíveis fósseis, para que eles também possam ser utilizados no futuro. Rodovias elétricas oferecem essa possibilidade e são um excelente complemento para o sistema de transporte", diz Anders Berndtsson, estrategista-chefe da Administração de Transportes da Suécia, em nota.

Fonte: Exame

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Sueca resgatada no Iraque não conhecia o Estado Islâmico

A sueca Marylin Nevalainen, de 16 anos
A adolescente sueca que era refém do Estado Islâmico (EI) e que foi nesta semana resgatada por forças curdas nos arredores de Mosul, Iraque, disse que não fazia a menor ideia do que era o grupo extremista quando deixou a Europa com seu namorado para viajar à Síria.

Marliyn Nevalainen, de apenas 16 anos, concedeu uma entrevista nesta quarta-feira para um canal de televisão curdo e o vídeo da conversa foi divulgado pelo jornal britânico The Telegraph. “Ele (o namorado) disse que queria ir para o Estado Islâmico e eu disse que tudo bem. Eu não sabia o que era aquilo ou o que significava”, contou.

O casal deixou a Suécia em maio de 2015 e chegou até a Síria via Turquia. De lá, foram levados por militantes do EI até Mosul. Os detalhes sobre que aconteceu com a dupla até o momento do resgate da jovem não estão claros, mas uma fonte informou para o jornal britânico The Independent que Marilyn era mantida no país contra a sua vontade.

“Na Suécia tínhamos tudo e quando cheguei lá (ao território controlado pelo EI), não tínhamos nada: nem água, nem eletricidade e nem dinheiro. Era uma vida muito difícil”, continuou. Ao conseguir um telefone, ligou para sua mãe na Suécia e pediu para ser resgatada.

Segundo um comunicado do Conselho de Segurança da Região do Curdistão no Twitter, a família e as autoridades suecas teriam então entrado em contato com as forças curdas para que auxiliassem no resgate de Marilyn. Não há informações consolidadas sobre o que teria acontecido com seu namorado.

A jovem agora está em território curdo no Iraque e será em breve levada de volta para casa. Ainda de acordo com os curdos, Marilyn é da cidade de Boras, que fica na região oeste da Suécia e a 57 quilômetros de Gotemburgo, a segunda maior cidade do país.

Um jornal baseado em Boras, o Boras Tidning, disse ter entrado em contato com familiares de Marilyn, que não quiseram comentar a história, e também com o governo sueco, que informou não ter quaisquer informações sobre o caso.

Fonte: Exame

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Dilma faz visita à fabricante de caças comprados pelo Brasil


Piloto de testes e o premiê da Suécia, Stefan Lofven (e), mostra para a presidente Dilma Rousseff um caça Gripen
A presidente Dilma Rousseff encerrou nesta segunda-feira sua viagem à Suécia com uma visita à fábrica da empresa Saab, em Linköping, para verificar o processo de fabricação dos caças Gripen NG, comprados há um ano pelo Brasil.

Os governos dos dois países firmaram um acordo em 2014, avaliado em US$ 5,4 bilhões, pelo qual a Força Aérea Brasileira (FAB) receberá 36 caças entre 2019 e 2014, em uma operação financiada pelo Instituto Sueco de Crédito à Exportação.

Do total, 15 aviões serão construídos nas fábricas da Embraer, em acordo no qual a Saab transferirá a tecnologia necessária para o desenvolvimento dos caças pela companhia brasileira.

Durante sua passagem pela Suécia, Dilma defendeu em várias oportunidades a solidez das finanças do país para quitar o financiamento apesar da crise da economia brasileira.

"Não acredito que a questão da crise tenha relevância no acordo dos Gripen", declarou em entrevista coletiva conjunta o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Löfven, ressaltando que a aquisição dos caças é um dos projetos mais importantes do Brasil.

Dilma tinha defendido a economia brasileira horas antes em um fórum empresarial em Estocolmo, capital da Suécia, enfatizando que o comércio entre os dois países cresceu 45% na última década e que há potencial para ampliá-lo.

A presidente também visitou o Real Instituto de Tecnologia e a sede da fabricante de equipamentos de telecomunicação Ericsson.

A Ericsson anunciou hoje um acordo com a mexicana América Móvil para testar em 2016 os sistemas para redes 5G no Brasil, além de vários programas de pesquisa com universidades brasileiras.

Após a visita à fábrica da Saab, onde hoje começaram a trabalhar 50 engenheiros brasileiros em virtude do acordo entre ambos os países sobre a transferência de tecnologia, Dilma viajou para Helsinque, capital da Finlândia.

Ela se reunirá amanhã com o presidente finlandês, Sauli Niinistö, e o primeiro-ministro, Juha Sipilä, além de participar de um evento com empreendedores.

Fonte: Exame/Abril