Dez dias após o massacre na boate gay Pulse, em Orlando, no estado da Flórida, um novo tiroteio matou ao menos três pessoas hoje (22) em Thurston, no estado norte-americano de Washington.
De acordo com a polícia local, as vítimas são dois homens e uma mulher. Uma quarta pessoas sobreviveu ao ataque. Ferida, ela conseguiu telefonar para os serviços de emergência.
O tiroteio ocorreu perto de duas escolas, mas ainda não se conhecem detalhes do caso. O mais novo episódio de violência vem em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tenta convencer o Congresso a reformar as leis de vendas de armas de fogo.
A Segunda Emenda à Constituição norte-americana garante o direito ao porte de arma.
Fonte: Agência Brasil
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quarta-feira, 22 de junho de 2016
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Este foi o 355º tiroteio em massa nos EUA apenas em 2015
O massacre na cidade de San Bernardino (Califórnia) que deixou 14 mortos e 21 feridos na última quarta-feira é o mais grave tiroteio em massa dos Estados Unidos desde 2012, quando um jovem de 20 anos invadiu a escola Sandy Hook (Connecticut) e matou 26 pessoas. Esse é também o 355º episódio do gênero a acontecer no país apenas em 2015.
É o que mostra um levantamento o Mass Shooting Tracker, uma ferramenta online colaborativa que tem como objetivo monitorar tiroteios em massa nos EUA. De acordo com os seus desenvolvedores, para um evento ser contabilizado como tal, é preciso que quatro ou mais pessoas, incluindo os atiradores, tenham sido mortas ou feridas por armas de fogo.
As razões por trás do ocorrido ainda não foram esclarecidas pelas autoridades, mas o ataque trouxe novamente à tona o debate em torno da regulamentação para compra de armas de fogo nos EUA. Segundo a rede de notícias CNN, o casal suspeito de ter cometido o ataque, Syed Rizwan Farook e Tashfeen Malik, portavam armamentos comprados legalmente.
Em um comunicado horas após o ataque, o presidente Barack Obama não descartou que o caso tenha relação com o terrorismo e reiterou a necessidade de que seja feita uma reforma nas regras para o controle de armas no país. “Esse tipo de evento não acontece com essa frequência em outros países”, disse ele.
“Há a prevalência de tiroteios em massa nesse país e os americanos sentem que não há nada que possa ser feito”, disse Obama, “mas não podemos deixar esses casos apenas nas mãos dos nossos profissionais. Todos temos culpa”. Os legisladores, considerou Obama, precisam tornar mais difícil a vida de uma pessoa que decide usar armas de fogo para machucar outras .Nesse momento, isso ainda está fácil demais”, concluiu.
Massacre: o que aconteceu
O que era para ter sido uma confraternização de fim de ano de colegas do departamento de saúde local no Inland Regional Center acabou em uma longa e intensa troca de tiros entre a dupla de atiradores e policiais.
Farook, 28 anos, e Tashfeen, 27 anos, eram casados há dois anos e tinham uma filha de seis meses. Americano, ele era formado em estudos do meio ambiente pela Universidade do Estado da Califórnia e trabalhava como inspetor para o departamento. Sobre sua esposa, pouco se sabe além de que seria paquistanesa.
Segundo a CNN, que ouviu sobreviventes e fontes ligadas às investigações, naquela manhã, Farook estava na festa e, de repente, deixou o local enfurecido. Voltou armado e com Tashfeen. Minutos depois, a polícia chegou e iniciou uma troca de tiros que acabou matando o casal. Mais tarde, foram ainda encontrados explosivos no prédio.
Colegas de trabalho se mostraram surpresos com a notícia de que eles teriam sido os responsáveis pelo massacre. Descrito como um sujeito religioso, quieto e educado, Farook estaria vivendo o sonho americano ao lado da esposa. “Nunca vi nada suspeito nele”, disse um colega de baia ao jornal The Los Angeles Times.
Entre familiares, o clima também é de espanto. “Eu não faço a menor ideia do porque eles fizeram isso”, contou o cunhado de Farook, “estou em choque”. Ainda de acordo com a CNN, oficiais teriam descoberto que o casal mantinha contato com suspeitos de terrorismo.
Fonte: Exame/Abril
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