A Nasa (agência espacial americana) anunciou ter encontrado o que a imprensa internacional chama de mini-lua na órbita terrestre. O corpo celeste é um asteroide bem menor do que a nossa já conhecida Lua e tem uma trajetória irregular.
Como o curso do asteroide chamado 2016HO3 é elíptico, a distância dele varia entre 38 e 100 vezes a distância da Terra da Lua. Com isso, ele fica entre 14 milhões e 40 milhões de quilômetros de nós.
Seu movimento de translação ao redor do Sol leva 365,93 dias, o que é um pouco mais do que o tempo que o nosso planeta precisa para realizar o mesmo movimento.
Avistado pela primeira vez em 27 de abril deste ano, com o uso do telescópio espacial Pan-STARRS 1, que fica no Havaí, o asteroide tem 36,5 metros de diâmetro. O 2016HO3 gira em torno do nosso planeta há um século e deve permanecer nesse trajeto durante várias centenas de anos.
Veja abaixo a rota do asteroide e a rota do planeta Terra ao redor do sol.
A Nasa revelou uma gravação com uma "música estranha", que a equipe da Apollo 10 ouviu em maio de 1969 durante o voo do lado escuro da lua, sem contato de rádio com a Terra.
O comandante do voo, Thomas Stafford, o piloto do módulo de comando, John Young, e o do módulo lunar, Eugene Cernan, fizeram a viagem durante um teste geral antes do primeiro desembarque em 21 de julho de 1969, quando na missão Apollo 11 Neil Armstrong tornou-se o primeiro homem a pisar na lua.
A gravação de assovios agudos - com um total de uma hora de duração - foi apresentada na noite de domingo na série "Os documentos inexplicáveis da Nasa", do canal de televisão a cabo Discovery Channel.
Os sons foram registados e transmitidos para o centro de controle, em Houston (Texas, sul), onde foram transcritos e arquivados.
O áudio surgiu em 2008 e só pode ser ouvido pelo público agora.
"Você ouviu isso? Esse apito...", diz Eugen Cernan na gravação. "É realmente uma música rara", continua o astronauta, enquanto sua nave sobrevoava o lado escuro da lua a 1.500 metros sem qualquer contato de rádio com a Terra.
Os três astronautas julgaram o fenômeno muito estranho e debateram se informariam seus superiores no centro de controle, por medo de não serem levados a sério e comprometerem seu futuro de participar de novas oportunidades de voos espaciais, segundo a Discovery.
Por mais raros que possam ter sido aqueles sons, não têm uma origem extraterrestre, insistiu a Nasa.
Um engenheiro da agência espacial entrevistado durante o programa explicou que "as rádios das duas naves, o módulo lunar e o módulo de comando (que estavam ancorados) criam interferência entre elas".
Esta explicação foi contestada pelo astronauta Al Worden, comandante do módulo de comando do Apollo 15. "A lógica me diz que se algo foi registrado ali, deve haver algo ali", afirmou no programa.
John Young chegou a fazer uma caminhada lunar como comandante da missão Apollo 16 e Eugene Cernan, comandante da Apollo 17, foi o último homem a pisar na lua.
Ao todo, 12 astronautas caminharam sobre a superfície do satélite da Terra.