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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Estudante negro e LGBT é encontrado morto na UFRJ


Foi encontrado na noite de ontem (2), próximo ao alojamento de estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na Ilha do Fundão, zona norte do Rio, o corpo do estudante de letras Diego Vieira Machado.

De acordo com informações postadas nas redes sociais pelo Diretório Central dos Estudantes da UFRJ Mário Prata, Diego era negro, LGBT, natural do Pará e foi encontrado com sinais de espancamento.

“É um momento muito duro para todos e todas estudantes da UFRJ. Um de nós se foi. Não podemos deixar de denunciar a falta de segurança, a situação de vulnerabilidade e violações de direitos que os moradores do alojamento estão submetidos diariamente. Precisamos de mais segurança! Segurança para podermos circular no campus sem o medo de ter não apenas nossos pertences furtados, mas nossos corpos e vidas violentadas”.

A reitoria da UFRJ divulgou nota de pesar. “A Reitoria se junta aos amigos e familiares do estudante neste momento de dor, e informa que acompanhará de perto as investigações sobre o caso junto às autoridades policiais. A família de Diego, residente no Pará, foi informada pela Reitoria sobre seu falecimento neste sábado, 2 de julho”. Informações sobre o local e horário do sepultamento ainda não foram divulgadas.

A Polícia Militar não confirma a identidade da vítima, mas enviou nota sobre a ocorrência. “De acordo com informações do 17º BPM (Ilha do Governador), a unidade foi acionada na noite de sábado (02/07) para ocorrência na Ilha do Fundão. Chegando ao local indicado, uma pessoa já em óbito foi encontrada e a 37ª DP assumiu a ocorrência”.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Ativistas por direitos LGBT em Bangladesh são assassinados

Militante do movimento LGBT com placas nas ruas
Um grupo de homens não identificados assassinou nesta segunda-feira em Daca, capital de Bangladesh, dois membros do coletivo Roopbaan, criador da revista homônima pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT), informaram à Agência Efe diversas fontes.

Os assassinatos, o primeiro ataque deste tipo nesta comunidade no país, ocorreram no interior de uma casa da capital durante a tarde, disse o porta-voz da Polícia local, Marouf Hussain.

Segundo este oficial, uma das vítimas trabalhava para a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

O porta-voz apontou que estão sendo "investigados" os detalhes do ocorrido e disse que é cedo para determinar o motivo do crime, embora não tenha descartado o envolvimento de extremistas islâmicos.

Uma fonte do coletivo que pediu o anonimato indicou que cinco homens invadiram o domicílio de uma das vítimas, que tinham 27 e 40 anos, respectivamente, e eram membros destacados do comitê organizador do Roopbaan.

A fonte confirmou, além disso, que um dos mortos era empregado da USAID e tinha sido ameaçado de morte.

O coletivo foi fundado em 2014 e nesse mesmo ano lançou a primeira revista em linha para a comunidade LGBT de Bangladesh, com a qual promovem seus direitos com atos como o desfile que há dias terminou com quatro detidos na cidade no meio das celebrações do ano novo bengali.

Em Bangladesh, o homossexualismo é estipulado como crime e a seção 377 do Código penal prevê penas de até prisão perpétua, e embora na prática os processos não prosperam nos tribunais, a comunidade sofre contínuos casos de discriminação.

Fonte:Exame

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Vídeo faz público sentir na pele preconceito contra LGBTs

Ação da Inter-LGBT para falar sobre preconceito
Ter sua existência negada, ser constantemente excluído dos espaços, sofrer com o preconceito que se manifesta de formas que vão das mais singelas às mais explicitas possíveis, tudo isso por ser quem você é.

Pode não parecer algo real, mas pessoas homossexuais sabem exatamente que é isso o que acontece todos os dias.

Justamente pelo difícil exercício que é a empatia, a organização Inter-LGBT encontrou uma forma de fazer com que as pessoas se coloquem no lugar das outras inevitavelmente ao produzir um filme impactante que ganhou o adequado nome de "The Obstacle Course" ("A corrida de obstáculos", em tradução livre do inglês).

No vídeo, situações infelizmente comuns vividas por homossexuais, que vão desde o bullyng até rejeição da família, são mostradas enquanto a câmera posicionada em primeira pessoas faz com que o público "as vivencie".

A assinatura "Até que a sociedade progrida, nós continuaremos" encerra o filme, que faz parte de uma campanha da organização contra a homofobia e à favor da manutenção dos direitos de pessoas homossexuais e transsexuais.

Confira o filme:
Fonte: Exame

segunda-feira, 28 de março de 2016

Homossexual agredido é condenado à prisão no Marrocos

Marrocos
Um dos dois homossexuais marroquinos agredidos e exibidos despidos e ensanguentados por seus agressores foi condenado por um tribunal de Beni Melal (centro do Marrocos) a dois meses de prisão pelo artigo 489, que castiga o homossexualismo.

Segundo explicou nesta segunda-feira à Agência Efe o representante em Beni Melal da Associação Marroquina de Direitos Humanos, a agressão aconteceu em 9 de março e o julgamento no dia 15, mas não foi divulgado até o fim de semana passado, quando um vídeo nas redes sociais mostrava como dois jovens são tirados da cama, agredidos e obrigados a sair despidos na rua enquanto são insultados.

Um dos dois jovens cuidava de um pequeno comércio em Beni Melal, que tinha anexo um quarto. Um dia, quando ambos se encontravam na cama, um grupo de vizinhos forçaram a porta, invadiram o quarto e começaram a agredi-los até fazê-los sangrar, antes de jogá-los despidos na rua.

A agressão ficou então impune e só um dos jovens homossexuais foi detido pela polícia, apresentado perante o juiz e condenado a dois meses de prisão e uma multa de 500 dirhams (cerca de 45 euros), enquanto o outro conseguiu fugir.

A partir de sexta-feira o vídeo começou a circular nas redes sociais e o segundo homossexual se apresentou voluntariamente perante a polícia, que o deteve enquanto o juiz conclui a investigação.

Mas o escândalo gerado pelo vídeo fez com que a polícia também investigue os agressores até chegar a um deles, um jovem já fichado pela polícia por um crime anterior que será agora julgado pela agressão.

No Marrocos, o homossexualismo é expressamente castigado com até três anos de prisão pelo Código Penal em seu artigo 489, que persegue a "comissão de atos contra natura com indivíduos do mesmo sexo".

O homossexualismo também sofre uma grande reprovação social. No verão, um jovem travesti vestido com roupa feminina foi identificado por um grupo de jovens na cidade de Fez, tirado de um táxi e agredido e pisoteado até que conseguiu se safar e fugir.

Naquela ocasião, o Ministério da Justiça advertiu que ninguém devia fazer justiça com as próprias mãos e "sobrepor a justiça ou as forças da ordem".

Fonte: Exame