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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O que as músicas que você escuta revelam ao Spotify?

App Spotify no iPhone
A relação do ser humano com a música é tão íntima e definidora de sua personalidade que o repertório de cada pessoa é capaz de contar ao Spotify não só sua idade ou local de residência, mas também sobre suas preferências políticas, se ele é sociável ou introspectiva, aventureira ou prudente.

O serviço de streaming analisa a atividade se seus usuários - que música escutam, quando, que padrões de reprodução seguem, que listas selecionam - para conhecer os gostos e, então, recomendar.

E, como o gosto musical é único, o Spotify descobriu que esse consumo pode dar pistas sobre a própria natureza humana.

"De todas as coisas que podemos medir com a tecnologia, a música é a que mais representa nossa personalidade", explicou à Agência Efe o responsável pelo setor de dados do Spotify, Brian Whitman.

Especialistas em inteligência artificial, cientistas, músicos, além de profissionais da sociologia e da psicologia, trabalham para compreender o que a música significa para cada usuário e desenvolver um serviço personalizado e adequado para os diferentes gostos.

"Somos capazes de descobrir, com um alto grau de confiabilidade, coisas sobre você: certamente a idade e onde a pessoa mora, mas também matrizes da personalidade", garante Whitman.

Por exemplo, é possível saber se uma pessoa é sociável, introspectiva ou aventureira. As preferências políticas - esquerda ou direita - e até mesmo grupos com os quais ela se simpatizaria.

"A música serve para expressar parcialmente quem somos, mas nunca vamos ser capazes de entender a complexidade de uma pessoa a partir da visão limitada que formamos através de sua atividade musical. Tentamos fazer suposições, nem sempre certeiras", alerta a responsável de produtos do Spotify, Ajay Kalia.

Na plataforma não há dois usuários entre os 100 milhões que usam o serviço que compartilhem gostos idênticos. Também há divergências sobre que canções são alegres, tristes ou relaxantes.

O Spotify analisa matematicamente cada música (tempo, ritmo, etc.), busca na web e nas redes sociais sobre o que os usuários escreveram sobre ela, faz reuniões para conhecer as motivações de quem a ouve.

Depois, reúne todas as informações para categorizá-la em seu catálogo de mais de 30 milhões de canções.

A próxima fronteira, segundo Whitman, é que o serviço "entenda as pessoas tanto quanto entende a música". Identificar o que o usuário é simples, revela Kalia. Outra história é fazer o mesmo com o não.

Para acrescentar complexidade ao quadro, os clientes nem sempre são honestos: identidade e atividade musical muitas vezes não estão alinhadas.

Ou seja, em algumas ocasiões, o usuário compartilha um tipo de música que não está escutando. Talvez um amigo seu, em vez de deleitar-se com Bach, esteja ouvindo Justin Bieber.

"Vimos que há músicas que as pessoas escutam, mas nunca compartilham porque não se ver associada a elas. E o contrário: composições que poucos reproduzem, mas muito publicam nas redes. É fascinante, queremos entender esse comportamento e conseguir um algoritmo que seja capaz de compreender isso", diz Kalia.

A conexão emocional com a música é evidente e todos na companhia sueca sabem disso, mas parece ser uma utopia determinar se uma canção é triste ou alegre. Mais ainda, criar algo capaz de adivinhar o estado de ânimo do ouvinte e o que ele deseja.

Rocío Guerreo, responsável da equipe editorial que elabora listas musicais, tem duas grandes conclusões: somos muito tolerantes com a músicas e estamos abertos ao descobrimento; e que gostamos de levar nossas emoções ao limite extremo.

No futuro, o serviço quer responder satisfatoriamente a pedidos do tipo: "Spotify, estou deprimido: me anime" ou "Tive um dia ruim, toque músicas relaxantes". Para isso, a empresa terá que conhecer que canções são capazes de despertar esses efeitos nas pessoas.

Será um caminho de teste-erro que hoje tem como máximo expoente as listas de descobrimento semanal: a cada segunda-feira é enviada aos usuários uma seleção que o algoritmo do Spotify acredita que possa ser interessante para aquela pessoa específica.

Talvez 70% das músicas ouvidas por alguém seja similar aos demais, mas o que acontece com os 30% que o tornam único?

"Em vez de nos estabilizarmos em lugares comuns, podemos detectar essas raridades e oferecer algo que só faça sentido para você. Nisso que estamos trabalhando", explica Kalia.

Fonte: EFE

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Apple e Spotify entram em rota de colisão

Fones de ouvido da Apple
Era para ser apenas uma atualização, mas acabou virando uma briga. E das feias.

O Spotify, a plataforma de streaming de música mais popular do momento, submeteu à Apple uma atualização do seu aplicativo, mas a empresa da maçã acabou rejeitando as mudanças.

Esse fato levou um dos advogados do Spotify a enviar, no mês passado, uma carta à Apple, segundo uma reportagem divulgada pelo site Recode, afirmando que "o processo de aprovação na App Store é uma arma para ferir os competidores".

Na carta, o Spotify diz que o motivo para Apple rejeitar a atualização da nova versão do app foi a adequação ao sistema de cobrança da empresa liderada por Tim Cook.

Contudo, para a equipe do aplicativo, existe "um padrão preocupante de comportamento da Apple para excluir e diminuir a competitividade do Spotify no iOS", que é um "rival para o Apple Music".

A empresa da maçã, no entanto, não deixou barato.

Em uma carta enviada por um dos executivos ao Spotify, a companhia respondeu que o aplicativo já viola as regras da App Store, de acordo com uma notícia publicada pelo site BuzzFeed.

"Achamos que é preocupante você pedir isenções às regras, que se aplicam a todos os desenvolvedores", diz a carta da Apple, afirmando que o Spotify está publicizando "rumores" e "meias-verdades" sobre o serviço da empresa.

O documento, escrito por um dos advogados da Apple, diz ainda que, "ironicamente, é agora o Spotify que quer que as coisas sejam diferentes, pedindo um tratamento preferencial".

Enquanto isso...

Ao passo que esse imbrólio se desenrola, a Apple está negociando a compra do Tidal, a plataforma de streaming de música do rapper Jay Z, segundo uma reportagem publicada na semana passada pelo Wall Street Journal.

A ideia, de acordo com o jornal, é trazer o Tidal para reforçar o Apple Music, devido aos fortes laços entre o app de Jay Z e artistas populares, como Kanye West e Madonna.

O Spotify tem cerca de 30 milhões de clientes; já o Apple Music, 15 milhões.

Fonte: Exame

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Serviços de streaming impõem uma nova era na indústria fonográfica


O streaming chegou para ficar. Após empurrar em 2015 a indústria musical a seu primeiro crescimento significativo em 20 anos, com uma alta de 3,2%, o modelo de negócio em torno da venda de CDs se dilui para se adaptar rapidamente às formas e rotinas de uma inédita era digital.

"Criar música é cada vez mais barato e acessível e isso vai fazer com que no futuro haja mais artistas vivendo da música, em um mercado em crescimento", previu Íñigo Zabala, presidente da Warner Music para a América Latina.

As declarações de Zabala foram feitas durante a 50ª edição do Mercado Internacional do Disco e da Edição Musical (MIDEM), que termina nesta segunda-feira em Cannes (França), após reunir mais de quatro mil participantes de 85 países, segundo números da organização.

Com as mais "democráticas" vias de acesso à música de serviços, como Spotify, Deezer e YouTube, esse universo significa maior concorrência e maior necessidade de aparecer.

"As plataformas de streaming não são caixas mágicas onde se posta uma canção e senta esperando que as pessoas as reproduzam", disse um dos conferentes do MIDEM, Rami Zeidan, diretor de um desses serviços no Oriente Médio, Anghami.

Toda reprodução conta. A Associação da Indústria de Gravação da América (RIAA) determinou que 150 escutas ou visualizações de uma música equivalem a um download. Dessa forma, qualquer faixa reproduzida 300 vezes por uma mesma pessoa equivaleria a ter sido comprada duas vezes.

Nesse sistema, o usuário paga o mesmo e a indústria recebe um reembolso potencialmente maior em relação ao modelo tradicional, baseado na compra de CD.

O objetivo, então, passa por alongar pelo maior tempo possível a vida de uma música e pela revitalização do catálogos de uma gravadora, que neste tipo de serviços tem mais presença que as novidades (70%).

Para isso, é importante "estabelecer a marca do artista e envolver o maior número de fãs a um artista em uma conexão constante", analisou Zabala.

Dos dados resultantes de cada escuta ("big data") é possível ter um melhor conhecimento do "que as pessoas gostam". Um algoritmo se revela assim capaz de propor ao usuário músicas similares.

Na busca por reproduções também têm relevância especial as playlists, isto é, listas de músicas montadas pelos usuários, algumas apoiadas por suas próprias plataformas de streaming.

Entrar em uma lista de sucesso muito seguida pelos usuários pode representar um salto de "8 reproduções diárias para 24 mil", como explicou outro palestrante, James Farrelly, da Believe Digital, sobre a evolução de uma música que conseguiu entrar na seleção oficial de novidades emergentes do Spotify.

"As estrelas de hoje vão viver com maior nível de exigência do que as de 10 anos atrás. Antes era lançado um álbum a cada dois anos, fazia-se uma turnê e descansava-se antes de voltar a começar. Agora é preciso concorrer constantemente e os hits, que ultrapassam fronteiras com maior facilidade, podem vir de qualquer lugar", ressaltou Zabala.

Este tipo de escuta tão fragmentada representa uma aposta por um mercado de simples. "O álbum não desaparecerá, mas deve chegar como uma experiência nova e integral, como um novo conceito; não fará sentido como uma mera soma de canções", opinou o diretor da Warner Music.

Neste sentido, cabe destacar o último disco de Beyoncé, "Lemonade", no qual ao longo de seu repertório narra a experiência (própria) da infidelidade, passando pela suspeita, a confirmação e a resolução final do conflito de casal.

Este álbum foi lançado em primeiro lugar exclusivamente através do Tidal. Com esta estratégia, conseguiu recrutar 1,2 milhão de novos inscritos para este serviço de streaming do qual o marido da cantora, Jay-Z, é sócio.

Outros seguiram os passos de Beyoncé assinando contratos de lançamento exclusivos, como Drake, um tremendo trunfo com 32 milhões de seguidores mensais no Spotify. Enquanto isso, músicos como os da banda Radiohead continuam a se mostrar contra o que consideram uma baixa compensação pelas reproduções de suas músicas.

"É um erro. O povo se pronunciou. O streaming veio para ficar e vai ser a forma de levar a música às pessoas no futuro", acredita Zabala sobre "um negócio potencialmente enorme, muito eficiente em distribuição, mas ainda muito menor do que tínhamos antes".

Fonte: EFE

sexta-feira, 18 de março de 2016

Spotify alcança acordo sobre direitos autorais

Spotify
Spotify, líder mundial de música on-line (streaming), chegou nesta quinta-feira a um acordo sobre o pagamento de direitos autorais nos Estados Unidos, um passo para evitar eventuais ações judiciais no futuro.

O acordo, anunciado em um comunicado conjunto de Spotify e da Associação Nacional Discográfica, que defende os detentores de direitos autorais nos Estados Unidos, "é um passo crucial para melhorar a transparência no mundo da música e garantir que os compositores recebam seus direitos autorais".

Uma fonte ligada às negociações informou à AFP que os direitos autorais não pagos somam 16 milhões de dólares, aos quais a Spotify agregaria mais cinco milhões.

O acordo estabelece que cada autor ou selo que tenha alguma de suas canções distribuída pela plataforma sem pagamento poderá solicitar uma indenização.

Até o momento, o Spotify afirmava não ter as informações necessárias para identificar autores e selos para o pagamento dos direitos autorais.

Fonte: Exame

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

The Beatles chegará ao Spotify e à Apple ainda em 2015

Beatles na Abbey Road
Os álbuns de estúdio da banda The Beatles finalmente chegarão às plataformas de streaming de música ainda neste ano, segundo a Billboard.

Não se sabe por ora quais serviços receberão o catálogo, mas a revista afirma que quase todos, "se não todos" – como Spotify, Apple e Deezer –, terão os discos da banda.

Nenhuma das marcas confirmou, mas as fontes da Billboard indicam que o primeiro trabalho dos Beatles a chegar ao streaming será a música Hey Jude – clássico lançado em 1968 –, na véspera de Natal.

Este esperado acontecimento para os fãs dos quatro garotos de Liverpool vai se concretizar após Rob Wells, ex-executivo digital da Universal Music, ter assinado contratos em setembro.

Lentidão

Os Beatles são conhecidos pela demora para aderir às novidades tecnológicas, explica a Billboard.

O catálogo da banda chegou à loja iTunes, da Apple, depois de seis anos da estreia. Vendeu dois milhões de músicas na primeira semana.

Em 1987, eles lançaram CDs, mas a versão remasterizada de seus trabalhos veio 22 anos depois disso.

O primeiro game dos Beatles veio apenas em 2009, com The Beatles: Rock Band, lançado pela EA Games.

Fonte:Exame/Abril

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Spotify mostra qual personagem do Star Wars combina com você

Star Wars
O tão aguardado filme Star Wars – O Despertar da Força estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira e o Spotify quer dar aos fãs da série a chance de descobrirem, por meio do seu gosto musical, com qual personagem mais se assemelham.

Para saber, o usuário deve acessar o site da ação e logar com sua conta do Spotify. Se você ouve muito hair metal dos anos 80, a chance de você se parecer com o Chewbacca é grande.

Depois de descobrir com qual personagem você se assemelha, é possível compartilhar o resultado no Facebook, Twitter, Tumblr e Instagram.

Fonte: Exame/Abril

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Por que Adele não colocou seu novo álbum no Spotify ou Apple

A cantora britânica Adele
Adele já teve problemas com o Spotify antes sobre música grátis. Inicialmente, ela reteve seu álbum “21” porque o serviço se recusava a limitar as músicas para assinantes pagos. Taylor Swift fez a mesma coisa no ano passado com “1989”, apesar de ter permitido que o disco fosse incluído no serviço de streaming Apple Music após a estreia do serviço.

“Amamos e respeitamos Adele, assim como os seus 24 milhões de fãs no Spotify”, afirmou a empresa na quinta-feira em um comunicado enviado por e-mail. “Esperamos que ela dê a esses fãs a oportunidade de desfrutar de ‘25’ no Spotify junto com ‘19’ e ‘21’ em breve”.

Pandora Media Inc, pioneira em rádios na web, que trabalha com regras diferentes que seus rivais de streaming, terá acesso ao álbum e vai oferecê-lo aos clientes em poucos dias.

É fácil ver por que todos querem estrelas como Adele, cujo apelido é Adkins.

O último disco da cantora britânica já vendeu mais de 11 milhões de cópias nos EUA, atingindo essa marca mais rápido do que qualquer artista em mais de uma década. Swift conseguiu a maior semana de vendas em 12 anos com “1989”.

Ao contrário de Swift, que é mais popular entre os ouvintes mais jovens, Adele tem mais presença entre consumidores mais velhos.

Mais adultos compraram discos on-line e em lojas em 2011 graças a “21” de Adele, de acordo com Russ Crupnick, analista de MusicWatch.

Crupnick credita a Adele a diminuição temporária do declínio nas vendas totais de álbuns nos EUA. Nesse país, depois que as vendas da indústria da música caíram 11 por cento em 2010, subiram 0,2 por cento em 2011 antes de voltarem a cair.

Mesmo assim, é um risco deixar o streaming de fora. Estes serviços mais recentes surgiram como uma importante fonte de receitas desde 2011, quando representaram cerca de 10 por cento.

No primeiro semestre de 2015, o streaming on-line cresceu para 32 por cento de todas as vendas de música nos EUA, compensando a queda nas compras de CDs e singles digitais, de acordo com um relatório da Recording Industry Association of America.

Esse crescimento explica por que alguns analistas e executivos questionam a decisão de Adele de limitar o acesso ao seu álbum.

O hit single do disco “Hello”, que está disponível no Spotify, já está perto do topo das paradas, e o vídeo da canção foi visto mais de 400 milhões de vezes no YouTube em menos de um mês.

Abençoado com um hit certeiro, os executivos da indústria fonográfica repetem um mantra simples: não mexam com os fãs.

O crescimento dos serviços de streaming não impediu que recebessem o desprezo dos artistas mais populares do mundo quando lançam novos discos.

Um streaming ainda não é tão valioso quanto uma venda, e a popularidade de uma canção no YouTube e no Spotify pode indicar que uma música é um sucesso.

Fãs de Beyoncé e Adele sempre podem fazer streaming dos discos mais tarde, quando as vendas começam a desacelerar.

Fonte:Exame/Abril