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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Supercomputador Watson cria trailer assustador para filme

Filme Morgan
Watson, o supercomputador cognitivo da IBM, adicionou mais um feito ao seu currículo de “faz tudo”. A máquina, em parceria com o estúdio de cinema 20th Century Fox, criou um trailer para o filme de ficção científica Morgan.

A trama do longa-metragem tem tudo a ver com o próprio Watson. A história é sobre um grupo de cientistas que cria uma inteligência artificial que foge de seu controle. A diferença, pelo menos até agora, é que o supercomputador da IBM não se revolta contra humanos.

Para realizar a tarefa, a IBM alimentou Watson com cenas de 100 trailers de filmes de terror. O supercomputador analisou vídeo, áudio e composição de cada uma das cenas para encontrar a fórmula do trailer perfeito.

Após a avaliação, Watson recebeu o filme completo, que tem 90 minutos, e escolheu dez cenas para compor o trailer. “Watson foi capaz de entender a cena visualmente e determinar se ela era assustadora, delicada, triste ou feliz”, explica John Smith, cientista da IBM, em vídeo (que você vê abaixo).

Como a união de todas as cenas totalizou longos seis minutos, um editor da IBM as organizou para contar uma história coerente e sucinta. Todo esse processo durou apenas 24 horas, sendo que um trailer leva geralmente semanas para ficar pronto.

Você pode ver o resultado final do trabalho de Watson no trailer (em inglês) abaixo:


Fonte: Exame

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Sony trabalha em robô que cria laços emocionais com pessoas

Dois robôs de mãos dadas
A Sony afirmou estar trabalhando em robôs que terão uma ligação emocional com pessoas. A afirmação foi feita pelo CEO da empresa Kaz Hirai em uma apresentação sobre os rumos da empresa, que foi realizada na última semana.

Este trabalho está sendo desenvolvido por uma nova companhia formada dentro da própria em abril deste ano. A nova divisão estaria desenvolvendo seu plano de negócios para um lançamento oficial que deve acontecer em breve. As informações foram publicadas pelo site The Verge.

A empreitada não será a primeira da Sony dentro do campo dos robôs. Em 2006, a empresa lançou o Aibo, um robô canino dotado de inteligência artificial.

Na época, o Aibo chegou a estabelecer ligação emocional com humanos—mais no senso de os humanos terem uma ligação do que algo partindo do próprio robô. A imprensa relatou que algumas pessoas estavam organizando funerais para seus “cães robôs” depois da “morte” de alguns deles.

Além dos comentários sobre robôs, o CEO da Sony falou sobre realidade virtual como um campo importante para o futuro da empresa. Uma das principais aplicações da tecnologia será com o Playstation 4, console de videogame da japonesa.

O CEO ainda estuda se realidade virtual será uma divisão da Sony ou se ela será desenvolvida dentro de outras categorias.

Fonte: Exame

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Robôs podem superar drones em entregas

Robô
Sob a Arena 02 em Greenwich – a abóbada futurista construída originalmente como a atração de Londres para o milênio – um objeto move-se rapidamente entre grupos de crianças surpresas.

Esse pequeno robô de entregas, projetado para circular com autonomia pelas calçadas, não pelas ruas, começará neste ano a fazer as entregas de empresas locais diretamente para os consumidores.

Ao fazer isso, ele poderia vencer o último desafio do comércio eletrônico: a reta final, o passo menos eficiente e mais problemático do processo de entregas.

“De trinta a quarenta por cento do custo da entrega surge na reta final”, diz Allan Martinson, diretor operacional da Starship Technologies, a empresa que constrói esse robô. O empreendimento é uma invenção de Ahti Heinla, um dos primeiros desenvolvedores do Skype, e é financiado pelo bilionário Janus Friis, um dos fundadores do Skype e investidor em tecnologia.

Os pequenos robôs de entrega criados pela Starship e pela startup concorrente Dispatch, dos EUA, são os BB-8s e Wall-Es do comércio eletrônico.

Esses fragmentos de androide estão enfrentando as forças mais potentes do setor tecnológico. A Amazon está testando drones voadores, assim como Wal-Mart e Google.

A Google também solicitou patentes para um caminhão sem motorista que transportaria um conjunto de armários que abrem com uma mensagem de texto.

E o Uber está implementando motoristas para entregar alimentos, um conceito que poderia se expandir para outros produtos. E não se esqueça dos responsáveis pelo transporte de bens, como Federal Express, UPS e os serviços de correio do governo.

Embora o robô da Starship talvez chegue primeiro ao mercado, a vitória não está garantida. Os androides têm limitações, e sua viabilidade econômica se restringe às zonas urbanas. Os drones têm um custo inicial mais alto e precisam superar obstáculos regulatórios maiores, mas poderiam ser menos caros por quilômetro. E, de acordo com alguns especialistas em logística, no futuro próximo os seres humanos continuam levando vantagem sobre qualquer adversário inspirado na ficção científica.

Drones x robôs

Heinla, um estoniano alto e magro, com cabelo loiro e a aparência desgrenhada de um engenheiro que considera que a forma é mais importante do que a moda, diz que os androides de entrega têm suas vantagens. Robôs menores são mais fáceis e baratos de construir. Como o androide da Starship pesa menos de 16 quilos e se move devagar, ele tem menos probabilidade de provocar danos. Além disso, por ser um veículo com rodas, ele não tem nenhuma hélice capaz de machucar – ao contrário dos drones.

O mais relevante é que ele se move pelas calçadas, não pelas ruas, o que simplifica a obtenção da aprovação regulatória para operar. Os robôs da Starship já percorreram mais de 3.057 quilômetros no Reino Unido, na Alemanha, na Bélgica, na Estônia e nos EUA, e planeja-se mais de 8.046 quilômetros neste ano.

Em comparação, os drones estão sendo testados em ambientes extremamente controlados, e as entregas comerciais estão à espera de que os reguladores resolvam questões de segurança, responsabilidade, direitos do espaço aéreo e privacidade. Até o momento, os veículos autônomos só têm autorização para testes restritos nas vias públicas.

“Fizemos testes na neve, na neve semiderretida, no gelo e na chuva – onde você imaginar”, disse Martinson. Nos EUA, a Starship está testando seu robô em Fayetteville, no Arkansas, a cerca de 56 quilômetros da sede da Wal-Mart em Bentonville, em conjunto com um laboratório de inovação da Universidade do Arkansas cujo nome homenageia a família do CEO da Wal-Mart, Doug McMillon. Isso gerou a especulação de que a gigante do varejo talvez esteja interessada no pequeno robô.

O 415C Lab, uma unidade interna da Wal-Mart que investiga diversas tecnologias inovadoras, disse que está monitorando o programa de teste. A Starship não quis comentar uma possível vinculação com a Wal-Mart. Mas Martinson disse que espera que os primeiros clientes de comércio eletrônico comecem a usar os robôs ainda neste ano.

A Dispatch, com sede em São Francisco, foi fundada por cientistas da computação saídos da Universidade da Pensilvânia e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Financiada pela empresa de empreendimento de risco Andreessen Horowitz, do Vale do Silício, a Dispatch também está testando seu próprio drone terrestre, que se chama Carry.

Fonte: Exame

segunda-feira, 7 de março de 2016

Reino Unido testará caminhões sem motoristas em estradas

Estrada
O governo do Reino Unido irá realizar testes com caminhões sem motoristas nos próximos meses em uma estrada do noroeste da Inglaterra, informou neste domingo o jornal "The Sunday Times".

De acordo com o jornal, o governo financiará um teste com um comboio de caminhões automatizados que avançarão em conjunto por uma estrada em Carlisle, no noroeste do país, uma região tranquila onde é possível analisar a tecnologia sem causar riscos.

A expectativa é que o anúncio do teste seja feito pelo ministro da Economia, George Osborne, durante a apresentação do orçamento geral do governo, marcada para ocorrer no dia 16 de março.

Até dez caminhões automatizados de grande porte seguirão um primeiro veículo conduzido por um motorista, que controlará eletronicamente a evolução de todo o grupo, segundo o jornal.

Apenas o primeiro veículo terá um condutor. No entanto, outros motoristas estarão nas cabines dos caminhões, inicialmente controlados por um computador, para casos de emergência.

O governo britânico já investiu 19 milhões de libras (24,5 milhões de euros) em outros programas piloto para testar carros sem motorista na Inglaterra.

De acordo com o "The Sunday Times", a vantagem desse tipo de veículos é que eles podem viajar com uma menor distância de segurança entre eles, o que reduz o uso de combustível e diminui a poluição.

Outros benefícios, indica o jornal, são que eles são flexíveis quanto às rotas utilizadas, o que pode contribuir para evitar congestionamentos e acidentes.

O presidente da Automobile Association (AA), a maior do Reino Unido, Edmund King, afirmou, no entanto, que esse uso desse tipo de caminhão não faz sentido já que as estradas estão sobrecarregadas.

"As vantagens dessa tecnologia podem ser notadas nas estradas desertas da Austrália, mas temos rodovias lotadas no nosso país, nas quais os motoristas estão constantemente tentando entrar e sair. Eles só vão obstruir a passagem dos carros", avaliou King.

Fonte: Exame