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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

RJ: operação policial deixa quatro feridos e manifestantes fecham avenida

Quatro pessoas ficaram feridas durante uma operação policial realizada na manhã de hoje (31) na comunidade do Rola, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar (PM), durante o início da ação, houve um tiroteio entre policiais e criminosos armados. Depois da troca de tiros, quatro homens foram encontradas baleados.

Eles foram encaminhados para o Hospital Municipal Pedro II. Apesar de os quatro terem sido baleados depois do confronto, a PM informou que foram apreendidas apenas três armas e um explosivo.

Depois disso, um grupo de manifestantes fechou a Avenida Cesário de Melo e tentou atear fogo a pneus, próximo à estação do BRT (corredor exclusivo de ônibus), na altura da comunidade. O Batalhão de Polícia Militar de Santa Cruz (27º BPM), responsável pela operação, reforçou o patrulhamento na área.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Cinco policiais morrem em Dallas durante manifestação contra a violência

Pelo menos cinco policiais foram mortos em uma manifestação, ontem (7) à noite, nas ruas da cidade de Dallas, no estado do Texas, nos Estados Unidos. Mais 11 policiais foram baleados. Segundo relatos de testemunhas, a manifestação estava sendo feita de forma pacífica e visava a protestar contra a ação da polícia que, anteriormente, nos estados de Minnesota e Louisiana, atirou e matou duas pessoas de cor negra. Segundo testemunhas, os suspeitos aparentemente  não faziam parte da manifestação de Dallas e atiraram intencionalmente nos policiais que acompanhavam os protestos.

Três pessoas foram presas e um quarto suspeito estava sendo procurado na madrugada de hoje (8), depois de trocar tiros com policiais.

O chefe de polícia de Dallas, David Brown, descreveu a ação dos atiradores como de "estilo emboscada". Em entrevista, no fim da noite, David Brown disse: "Acreditamos que esses suspeitos foram se colocando de forma triangular sobre policiais de duas posições diferentes em garagens no centro da cidade". De acordo com o chefe da polícia, os atiradores "estavam planejando ferir e matar tantos policiais quanto pudessem". Alguns agentes foram feridos nas costas.

Dezenas de pessoas que participavam da manifestação, interrompida pela ação de atiradores contra policiais, ficaram retidas no centro de Dallas: elas não puderam sair do local porque o serviço de transporte coletivo foi interrompido para permitir que a polícia tentasse prender suspeitos.

Causas

O tiroteio em Dallas teve início às 20h45, quando centenas de pessoas se reuniram no centro da cidade para protestar contra a morte de dois negros, em ações executadas por policiais brancos, em duas cidades: em Baton Rouge, Louisiana, terça-feira (5), que resultou na morte de Aldo Sterling; e em Saint  Paul, Minnesota, quarta-feira (6), que provocou a morte de Philando Castile. Os dois episódios tiveram ampla repercussão no país porque foram filmados por aparelho celular e colocados no Facebook.

O que causou mais impacto foi o vídeo em que a namorada de Castile, Lavish Reynolds, registrou os momentos que se seguiram a disparos da polícia. No vídeo, Lavish Reynolds aparece sentada no banco do passageiro de um veículo com o namorado, ainda vivo, no assento do motorista e com uma camisa branca manchada de sangue. A filha de Lavish, de 4 anos, também estava no carro.

Em Chicago, manifestantes interromperam ontem um trecho da via Dan Ryan, uma das principais da cidade. Em Nova York, centenas de manifestantes bloquearam o tráfego na Times Square, no coração de Manhattan, entoando a palavra de ordem "mãos para cima, não atire". Devido às manifestações, mais de dez pessoas foram presas.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Ministério Público acompanhará inquérito sobre menino morto por policiais


O Ministério Público de São Paulo informou hoje (7) que vai acompanhar a investigação sobre a morte de um menino de 10 anos por policiais militares. De acordo com o órgão, a promotora de Justiça Maria Gabriela Ahualli Steinberg, titular do I Tribunal do Júri da capital, foi designada pela Procuradoria-Geral de Justiça para acompanhar o inquérito policial e começará a trabalhar amanhã (8).

De acordo com nota divulgada na semana passada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), o menino de 10 anos e um amigo de 11 furtaram um carro na garagem de um condomínio na Vila Andrade, zona sul de São Paulo. Policiais perceberam a ação e saíram em perseguição ao veículo, um Daihatsu Terios.

Pela versão policial, o menino foi baleado em confronto, após ter disparado três vezes contra os policiais com uma arma calibre 38. Os dois primeiros disparos foram feitos com o veículo ainda em movimento, antes de o carro bater em um ônibus e depois em um caminhão que estava estacionado, até perder o controle. Conforme os policiais, o terceiro tiro foi disparado pelo menor após as batidas.

O outros garoto que estava no veículo apresentou várias versões sobre o ocorrido à polícia. Na primeira vez em que foi ouvido, acompanhado apenas pela mãe, ele relatou à polícia que o outro menino atirou duas vezes nos policiais e que, depois de bater o carro, disparou novamente, pouco antes de ser atingido e morrer.

Na segunda versão, ele contou que foram feitos dois disparos e que não houve o terceiro tiro, o que indicaria o confronto. No último domingo, porém, em uma entrevista à Corregedoria da Polícia, acompanhado por uma psicóloga, o menino mudou novamente a versão, dizendo que ele e o amigo não estavam armados e que não foi feito nenhum disparo em direção à polícia. O garoto disse que a arma encontrada com eles foi plantada ali por policiais.

Hoje (7), a mãe do menino, Cintia Ferreira Francelino, prestou depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ao sair, por volta das 14h de hoje, ela não quis responder a perguntas da imprensa, mas disse que o filho não atirou nos policiais. “Meu filho não atirou em ninguém. Ele não tinha nenhuma arma”, afirmou Cintia.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Policial de NY que matou jovem negro se livra da prisão

Atirador dispara revólver
Um policial de Nova York considerado culpado de matar um jovem negro, em 2014, conseguiu livrar-se da prisão e deverá cumprir um período de testes de cinco anos e realizar trabalhos comunitários, informou a promotoria.

Peter Liang, de 28 anos, declarado culpado de homicídio culposo por um júri popular em 11 de fevereiro, poderia ser sentenciado a até 15 anos de prisão, mas a promotoria havia recomendado deixá-lo livre.

Nesta terça-feira, foi condenado a um período de teste de cinco anos e 800 horas de trabalhos comunitários.

Em 20 de novembro de 2014, o jovem policial matou Akai Gurley, de 27 anos, que não estava armado, em uma escada pouco iluminada de um condomínio público do Brooklyn, onde fazia uma patrulha juntamente com um colega.

Peter Liang, de origem chinesa, havia entrado para a polícia 11 meses antes.

O uniformizado declarou, durante o processo, que não se deu conta que de que havia alguém na escada quando a arma disparou acidentalmente.

As investigações demonstram que a bala ricocheteou na parede antes de atingir Gurley, pai de uma menina pequena.

Os promotores afirmaram que o policial disparou após ouvir um barulho e denunciaram que ele ignorou sua vítima agonizante e não chamou seus superiores, nem pediu socorro imediatamente.

A morte de Akai Gurley se soma a outras mortes de negros desarmados nas mãos de policiais, reavivando as tensões raciais entre os americanos e causando várias manifestações em diferentes cidades do país.

Não é comum nos Estados Unidos que um policial em serviço seja julgado por ter matado alguém.

Fonte: Exame

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Rio condena 13 policiais por tortura e morte de Amarildo

Em protesto, moradores da Rocinha e parentes de Amarildo de Souza cobram informações sobre o desaparecimento do pedreiro
A 35ª Vara Criminal do Rio de Janeiro condenou 13 dos 25 policiais militares acusados da tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza, em 2013, na Rocinha, na zona sul da cidade.

Entre eles está o ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha major Edson Santos, condenado a 13 anos e sete meses de prisão pelos crimes de tortura e ocultação de cadáver.

Outro condenado é o tenente Luiz Felipe Medeiros, subcomandante da UPP na época do desaparecimento de Amarildo, que recebeu a pena de dez anos e sete meses de prisão pelos crimes de tortura, ocultação de cadáver e fraude processual (por ter tentado prejudicar a investigação do crime).

A segunda maior pena recaiu sobre o soldado Douglas Roberto Vital Machado: 11 anos e seis meses, pelos crimes de tortura e ocultação de cadáver.

A Justiça também condenou, pelos mesmos crimes, a dez anos e quatro meses de reclusão, os soldados Marlon Campos Reis, Jorge Luiz Gonçalves Coelho, Jairo da Conceição Ribas, Anderson César Soares Maia, Wellington Tavares da Silva, Fábio Brasil da Rocha da Graça e Felipe Maia Queiroz Moura.

As policiais Rachel de Souza Peixoto e Thaís Rodrigues Gusmão receberam pena de nove anos e quatro meses cada uma.

O décimo terceiro réu, o soldado Victor Vinicius Pereira da Silva, teve a punição extinta por ter morrido no ano passado.

Os 12 condenados também vão perder a função pública.

Investigação

O caso aconteceu em julho de 2013, quando o então comandante da UPP, major Edson Santos, determinou que os policiais de sua unidade localizassem suspeitos de ligação com a venda de drogas na comunidade e levassem essas pessoas à sede da UPP, para interrogá-las.

Durante a ação, os policiais receberam a informação de que Amarildo de Souza "estaria com as chaves do paiol do tráfico".

O pedreiro então foi detido e levado para a base da UPP. Ali, segundo a Justiça, sob as ordens dos dois oficiais da UPP, Amarildo foi torturado e morto por um grupo de policiais, enquanto outros faziam a vigilância do entorno da base. Depois da morte, os policiais ocultaram o corpo.

O advogado João Tancredo, que auxilia a família de Amarildo, disse que a condenação é um reconhecimento da morte do pedreiro pelo Estado.

“O sentimento [da família] é que não importa o tempo de pena. O que importa é que o Estado reconheceu que foram os policiais que sequestraram e assassinaram Amarildo”, disse. O corpo do pedreiro nunca foi localizado.

Fonte: Exame