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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Sobrenome Trump está ligado a 32 empresas nos Panama Papers

Jovem segurando cartaz de apoio ao pré-candidato republicano Donald Trump, dia 08/03/2016
O sobrenome do empresário Donald Trump, virtual candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, aparece ligado a 32 offshores que estão na base de dados do escândalo Panama Papers, publicada nesta semana pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ).

Elas aparecem vinculadas a cinco endereços, dois no Panamá, outros dois em Seul, na Coreia do Sul e outro nos Estados Unidos.

O endereço dos EUA - número 725 da Quinta Avenida de Nova York - corresponde a Trump Tower, um dos arranha-céus mais altos de Manhattan, propriedade do candidato, usado por ele, por exemplo, para fazer o discurso da vitória nas eleições primárias do estado de Nova York visando o pleito presidencial de novembro.

No entanto, durante anos, Trump vendeu seu nome e sua imagem a grupos de investidores.

Por isso, a aparição de seu nome nos Panama Papers não o vincula necessariamente com as offshores criadas pelo escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca.

Os documentos da base de dados publicados no dia 9 de maio pelo ICIJ, com sede em Washington, provêm da Mossack Fonseca e incluem, no total, a quase 214 mil offshores.

Das 32 empresas ligadas ao sobrenome Trump, duas se destacam por levaram o mesmo nome do Trump Ocean Club, um hotel no Panamá que, com seus 284 metros de altura, é um dos prédios mais altos da América Latina, além de ser um dos projetos imobiliários mais icônicos do empresário.

As duas offshores vinculadas ao projeto são a Trump Ocean Club 5002 Inc., inscrita no dia 20 de junho de 2006 e já dissolvida, e o Trump Ocean Club Unit 2710 Inc., criada no dia 7 de maio de 2007 e também já inativa.

O sobrenome do empresário também aparece ligado a companhias criadas nas Ilhas Virgens Britânicas, Panamá, Samoa e Ilhas Seychelles.

Em mensagem exibida ao entrar na base de dados, o ICIJ alerta que as offshores têm "usos legítimos" e destaca que não pretende inferir que as pessoas ou companhias que aparecem nos documentos tenham descumprido a lei.

No total, o escândalo dos Panama Papers envolve o vazamento de mais de 11,5 milhões de documentos do Mossack Fonseca, especializado na gestão de capitais em paraísos fiscais, e afeta mais de 140 políticos e funcionários de alto escalão de governos de todo mundo, entre eles vários chefes ou ex-chefes de Estado e de governo.

Fonte: EFE

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Panama Papers serão publicados na internet

Logo da Mossack Fonseca, empresa envolvida no escândalo Panama Papers
Os já famosos "Panama Papers", que alimentaram uma enxurrada de revelações sobre a evasão fiscal em nível mundial, estarão quase integralmente acessíveis ao público a partir desta segunda-feira, em nome da "transparência", mas também com a esperança de revelar mais escândalos.

Depois que os documentos estiverem on-line, qualquer internauta poderá consultar um banco de dados criado com milhões de documentos do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, nos quais aparecem o primeiro-ministro britânico David Cameron e o presidente argentino Mauricio Macri, entre outros.

"É um avanço natural para a transparência, que permitirá que a sociedade civil tenha informações básicas sobre os dados contidos nos Panama Papers", declarou o diretor do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), Gerard Ryle.

O banco de dados, que será publicado às 14H00 (15H00 de Brasília), incluirá informações sobre cerca de 200.000 empresas de fachada e nomes de pessoas.

"Na verdade, existem muitos documentos. De modo que não podemos saber tudo o que esconde", disse Ryle, que acredita que serão necessários "muitos meses" para explorar plenamente toda a documentação.

A divulgação destes documentos na internet, uma medida que Mossack Fonseca ameaça bloquear na justiça, tem dois objetivos: cumprir com o objetivo da transparência e permitir que novos escândalos sejam revelados.

"As pessoas vão encontrar nomes importantes que nos escaparam em uma primeira análise, e terão a oportunidade de entrar em contato conosco para compartilhar os dados encontrados", disse Ryle.

Na quinta-feira passada, a empresa panamenha enviou uma carta ao ICIJ na qual o convoca a desistir de publicar integralmente os "Panama Papers", porque é "um roubo de informação e uma violação ao tratado de confidencialidade entre cliente e advogado, o que nos devemos esforçar em proteger".

"Esperamos que a polêmica não nos arraste a futuras ações legais", manifestou o escritório panamenho em um comunicado.

Os "Panama Papers" são um vazamento de documentos realizado pelo ICIJ que revelou que o escritório Mossack Fonseca criou uma série de empresas offshore para personalidades de todo o mundo, o que pode ter facilitado a evasão de impostos em nível mundial.

O escândalo revelado envolveu os líderes da Argentina, Ucrânia e Rússia, mas também estrelas como o jogador Lionel Messi e o cineasta Pedro Almodóvar.

Em meados de abril, no impacto das revelações, as maiores economias do mundo reunidas no G20 comprometeram-se em elaborar uma lista negra de paraísos fiscais que não cooperam com a transparência.

Na semana passada, os Estados Unidos também anunciaram uma série de medidas para bloquear as técnicas de evasão fiscal e lavagem de dinheiro através de empresas de fachada, técnicas reveladas pelos Panama Papers.

Fonte: AFP

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Uruguai aprova comissão para investigar Panama Papers

Placa da Mossack Fonseca, empresa envolvida no escândalo Panama Papers
O Senado do Uruguai aprovou nesta quarta-feira a criação de uma comissão para investigar o escândalo dos Panama Papers e os possíveis crimes de fraude financeira, evasão fiscal e lavagem de dinheiro cometidos por cidadãos do país.

A proposta foi apoiada por senadores de todos os partidos. A comissão será formada por sete parlamentares que ainda não foram definidos, informou o Senado em comunicado.

No início de abril, o senador Rafael Michelini, integrante da Frente Ampla (FA), bloco de esquerda que governa o país, anunciou a intenção de criar uma comissão para investigar os Panama Papers.

Michelini foi um dos parlamentares que votou a favor da proposta hoje, que também foi defendida por senadores do Partido Colorado, do Partido Nacional e do Partido Independente.

Através do escândalo batizado de Panama Papers, o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla em inglês), revelou mais de 11,5 milhões de documentos do escritório panamenho de advocacia Mossack Fonseca.

Os documentos incluem informações de mais de 214 mil off shores criadas em cerca de 200 países, empresas que supostamente teriam sido usadas por várias personalidades mundiais para sonegar impostos e lavar dinheiro.

No Uruguai, o escândalo foi divulgado pelo semanário "Búsqueda", que publicou que o país é um dos dez com mais companhias no exterior criadas pela Mossack Fonseca e que seus clientes compraram mais de 5 mil empresas nos 40 anos de atuação do escritório panamenho.

Fonte: EFE

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Dados dos Panama Papers serão públicos a partir de 9 de maio

Panamá Papers
Os milhões de documentos dos "Panama Papers" que revelaram um vasto escândalo de evasão fiscal em todo o mundo estarão acessíveis ao público a partir de 9 de maio, indicou nesta quarta-feira a organização por trás destas revelações.

Um banco de dados irá incluir informações sobre mais de 200.000 empresas, fundos fiduciários e fundações registadas em 21 paraísos fiscais, de "Hong Kong passando por Nevada nos Estados Unidos", informou o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) em um comunicado.

Desde o início de abril, as revelações dos "Panama Papers" provocaram a abertura de muitas investigações em todo o mundo e levou o primeiro-ministro islandês e um ministro espanhol a renunciar.

Os cerca de 11,5 milhões de documentos do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, revelados por uma centena de meios de comunicação, revelaram o amplo uso de empresas offshore para esconder ativos em jurisdições sigilosas e com baixa tributação.

Em seu comunicado, o ICIJ diz que a investigação sobre estes documentos "continua" e que novos artigos serão publicados "nas próximas semanas e meses à frente".

Com sede em Washington, o Consórcio já postou em 2013 um banco de dados sobre as suas revelações batizadas "Offshore Leaks".

Fonte: Exame

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Camero vai ao Parlamento para falar sobre "Panama Papers"

Primeiro ministro do Reino Unido David Cameron, em Washington, dia 01/04/2016
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, defendeu-se nesta segunda-feira, diante do Parlamento, sobre o seu envolvimento nas operações de seu pai em paraísos fiscais, reveladas pelos "Panama Papers", e anunciou medidas contra a evasão fiscal.

Na sessão, a oposição acusou Cameron de ter recorrido às táticas dos ricos para escapar do fisco, enquanto cortava ajudas sociais aos pobres.

O deputado trabalhista Denis Skinner foi expulso da Câmara dos Comuns por proferir palavras ofensivas ao primeiro-ministro duas vezes.

Cameron teve até 2010 uma participação em uma empresa offshore de seu pai Ian, já falecido, com sede nas Bahamas, e é mencionado nos documentos vazados do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca.

"Têm havido comentários profundamente injustos e prejudiciais contra meu pai. Aceito todas as críticas por não responder mais rapidamente a essas questões na semana passada, mas fiquei indignado pela forma como a memória de meu pai foi atentada", declarou Cameron.

"Eu sei que (meu pai) foi um homem que trabalhou duro e um pai maravilhoso", ressaltou o primeiro-ministro, que, em sua última tentativa de resolver a questão, divulgou um resumo das suas declarações de impostos dos últimos seis anos, desde que chegou ao poder.

Cameron vendeu suas ações na empresa de seu pai em janeiro de 2010 por 30.000 libras esterlinas (37.000 euros, 42.000 dólares), poucos meses antes de assumir o cargo de primeiro-ministro.

Em 2014/15, pagou 76.000 libras (94.000 euros, 106.000 dólares) de impostos sobre uma renda de mais de 200.000 libras (240.000 euros, 271.000 dólares).

Cameron, que alega ter vendido todas as ações em seu poder quando assumiu o cargo de chefe de Governo, afirma ter como renda o salário de primeiro-ministro e o aluguel da casa da família em Londres, que foi de 46.899 libras no exercício.

Nos anteriores também declarou 300.000 libras recebidas de herança após a morte do pai em 2010, assim como duas doações de sua mãe de 100.000 libras cada.

A primeira-ministra escocesa, a nacionalista Nicola Sturgeon, o ministro das Finanças, George Osborne, e o prefeito de Londres, Boris Johnson, ambos conservadores como o primeiro-ministro, assim como o líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, seguiram o exemplo e divulgaram suas declarações de renda.

Além disso, Cameron reiterou que a empresa de seu pai, Blairmore, destinava-se a ajudar a fazer negócios no exterior, não para fugir dos impostos.

Reino Unido e evasão fiscal

Corbyn respondeu ao discurso de Cameron chamando-o de "obra-prima das manobras de distração".

Além disso, o líder trabalhista considerou que "o Reino Unido está no centro da indústria mundial da evasão fiscal", referindo-se a paraísos fiscais como as Ilhas Cayman e Ilhas Virgens Britânicas, que são territórios britânicos ultramarinos.

Nesse sentido, Cameron anunciou que a polícia britânica terá acesso a informações de certos paraísos fiscais e que irá compartilhá-los com as autoridades de outros países.

"Pela primeira vez, a polícia britânica e as forças de ordem poderão ver exatamente quem possui e controla todas as empresas" domiciliadas em paraísos fiscais.

Especificamente, Cameron estava se referindo a todos os territórios britânicos ultramarinos, com exceção de Anguilla e Guernsey.

A informação não será pública, como exigiram várias vozes, mas será compartilhada com a polícia de outros países.

"Não há dúvida de que em algumas dessas jurisdições e países coisas muito ruins acontecem, e por isso nós queremos que nossas autoridades examinem tudo o que puderem".

Para isso, criará um registro de proprietários de empresas que incluirá os beneficiários de um investimento.

O primeiro-ministro conservador anunciou ainda a criação de um "grupo de trabalho" com os principais especialistas na luta contra a lavagem de dinheiro e a evasão fiscal para investigar as revelações dos "Panama Papers".

Fonte: Exame

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Panamá lança campanha turística "Paraíso sem papéis"

Bandeira do Panamá vista em região bancária na cidade do Panamá, dia 04/04/2016
Com o objetivo de capitalizar sua imagem e aproceitando toda a exposição que vem tendo na imprensa mundial em função do escândalo Panama Papers, o Panamá lançou uma campanha publicitária intitulada "Paraíso sem papéis" para mostrar os atrativos turísticos do país, disse nesta sexta-feira à Agência Efe o ministro de Turismo, Gustavo Him.

O vídeo, de 30 segundos, começa com a frase "Dizem que somos um paraíso" e exibe alguns dos elementos mais representativos do país, como belas praias, trajes folclóricos, danças indígenas, navios cheios de mercadorias cruzando o Canal do Panamá e os luxuosos arranha-céus da capital.

"Este é o momento de ensinar às pessoas sobre as maravilhas naturais e culturais do Panamá, agora que os olhos do mundo estão voltados para nós", declarou Him.

A campanha foi lançada nas principais redes sociais acompanhada da hashtag #SomosPanama, disse o ministro.

"As pessoas não sabem o que há no Panamá, e temos que mostrar a elas. Somos muito mais do que um escândalo", reconheceu Him.

Fonte: Exame