A União Europeia (UE) pediu nesta segunda-feira ao Conselho de Segurança da ONU que autorize sua missão naval no Mar Mediterrâneo a assumir o controle do embargo de armas sobre a Líbia.
"Só posso confiar que este Conselho faça mais uma vez o correto e nos ajude a fazer do Mediterrâneo um lugar mais seguro para todos", disse a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, em comparecimento ao principal órgão de decisão das Nações Unidas.
Em maio, os ministros das Relações Exteriores da UE firmaram um plano para que a operação naval EUNavfor Med "Sofia" vigie o cumprimento do embargo de armas e para que, além disso, comece a formar a guarda costeira líbia para que controle melhor os fluxos migratórios.
Enquanto a formação da guarda costeira será feita a pedido das autoridades líbias, a UE necessita a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para poder se ocupar do embargo de armas.
O Conselho já deu sinal verde às operações atualmente desenvolvidas pela missão "Sofia", voltadas a interromper o modelo de negócio das máfias que traficam com imigrantes no Mediterrâneo central.
Para isso foi necessário superar certas reservas da Rússia, que nesta segunda-feira já deixou perceptível que também tem dúvidas sobre esta ampliação de funções.
Logo após o discurso de Mogherini, o embaixador russo perante a ONU, Vitaly Churkin, questionou os sucessos conseguidos até agora pela operação naval europeia e pela gestão que os 28 Estados-membros fizeram da crise dos migrantes.
A alta representante da UE ressaltou que, desde que começou, a missão "Sofia" salvou "milhares de vidas" e levou muitos traficantes à justiça.
Mogherini falou perante o Conselho de Segurança em sessão dedicada à cooperação entre a organização europeia e Nações Unidas. Em outra sessão já prevista para esta segunda-feira, o Conselho abordará a situação na Líbia com o enviado das Nações Unidas para o país, Martin Kobler.
Segundo fontes diplomáticas, os membros do Conselho também começarão a analisar uma minuta de resolução apresentada pelo Reino Unido para dar sinal verde à solicitação da União Europeia.
Fonte: EFE
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