sexta-feira, 3 de junho de 2016

Google inaugura em BH nova sede de 1° Centro de Engenharia na América Latina


O Google inaugurou nesta segunda-feira em Belo Horizonte uma nova sede do primeiro centro de engenharia da empresa na América Latina, que será dedicada à pesquisa, ao desenvolvimento e ao controle estatístico das buscas dos usuários.

O centro conta com 110 jovens engenheiros de seis nacionalidades, com idades entre 25 e 30 anos. Os funcionários brasileiros são naturais de 12 diferentes estados.

Os jovens talentos são especializados em software de buscas para "organizar e facilitar" a interação do usuário com a plataforma, segundo o diretor de Engenharia do Google para a América Latina, Berthier Ribeiro-Neto.

"A expectativa a médio prazo é duplicar o tamanho (do centro) porque o Google tem uma confiança muito grande no capital humano brasileiro" e no potencial "de investimento em projetos críticos para os usuários no mundo todo", disse ele à Agência Efe.

A escolha da capital mineira como sede do centro se deve, de acordo com o diretor, ao fato de a cidade ter recebido em 2005 o primeiro escritório do Google no país e por ter o suporte de profissionais do chamado São Pedro Valley (em alusão ao Vale do Silício, nos EUA), um conjunto de 200 startups que opera na região metropolitana, principalmente no bairro de São Pedro.

Neste novo centro será possível alterar os códigos de busca, permitindo que um a cada dez resultados oferecidos ao usuário chegue a ele por esse processo de modificação específica.

Na opinião de Ribeiro-Neto, a expansão do Google em Belo Horizonte fortalece a imagem da cidade como o Vale do Silício brasileiro.

O presidente do Google Brasil, Fabio Coelho, afirmou que "o ecossistema digital ficou mais inclusivo e eficiente" com o centro, uma prova de que a crise econômica é "algo passageiro" e que as multinacionais ainda apostam em seus investimentos.

"Um investimento como este, em um momento como o de hoje, é uma aposta com a confiança de que vamos conseguir trazer profissionais de alto nível para projetos que impactem o mundo", ressaltou Coelho.

O Centro de Engenharia é um espaço anexo às instalações do Google Brasil na cidade, com 4,8 mil metros quadrados em quatro andares e respeitando o formato de "residência" de outros espaços da companhia no mundo, que levam em conta o paisagismo tecnológico, o design e a climatização.

Segundo o engenheiro Luiz André Barroso, com a abertura do centro de operações no Brasil fica provado "que nem todos os maiores cérebros do mundo estão em Mountain View", na Califórnia, onde está a central de operações da empresa.

Durante a fase experimental, o centro brasileiro forneceu 250 melhorias no sistema global de buscas, com profissionais focados no aperfeiçoamento da pesquisa em temas locais e de saúde.

"Hoje o sistema consegue associar o nome real (de um remédio ou doença) com seu nome mais simples, o que torna a busca mais útil e fácil. Isso está sendo reprogramado para a América Latina em Belo Horizonte", contou Bruno Pôssas, engenheiro responsável pelas buscas locais.

A biblioteca de dados do Google possui atualmente 60 trilhões de páginas da web que os engenheiros no centro brasileiro já revisaram e catalogaram.

Fonte: EFE

Fifa diz que Blatter, Valcke e Kattner embolsaram US$ 80 milhões em 5 anos

Joseph Blatter, Jérôme Valcke e Markus Kattner. EFE/Laurent Gillieron/Maxim Shipenkov/Eddy Risch
O ex-presidente da Fifa Joseph Blatter e dois ex-secretários-gerais da entidade, Jérôme Valcke e Markus Kattner, embolsaram cerca de US$ 80 milhões entre salários e bônus nos últimos cinco anos, de acordo com os advogados que realizaram uma investigação interna no órgão.

"A evidência parece revelar um esforço coordenado dos três ex-dirigentes para enriquecer mediante aumentos de salários, bônus da Copa do Mundo e outros incentivos que superam os 79 milhões de francos-suíços nos últimos cinco anos", afirmou Bill Burck, sócio do escritório de advocacia Quinn Emanuel.

Segundo a entidade máxima do futebol, a investigação revela que "houve descumprimento do dever fiduciário e abre dúvidas sobre o papel do Sub-Comitê de Compensação da Fifa".

A Fifa, que agora é presidida pelo suíço Gianni Infantino, repassou as informações ao Ministério Público da Suíça. Os documentos também serão enviados ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, dentro do compromisso de "cooperar com as autoridades e de tolerância zero com a corrupção".

Os dados sobre os contratos e os pagamentos aos dirigentes também serão enviados para avaliação do Comitê de Ética, disse a Fifa em comunicado.

Os três dirigentes fizeram contratos que os beneficiavam e com os quais poderiam ter violado as leis da Suíça, com as consequências penais que isso poderia gerar para eles.

Além disso, a publicação dos valores recebidos por eles no ano passado, como resposta ao escândalo de corrupção que afeta a entidade desde então, pôde ser correta, "mas não refletia o verdadeiro nível de compensações em anos anteriores".

No último dia 23 de maio, Kattner deixou o cargo de secretário-geral da Fifa após ter sido comprovado que ele violou seus deveres fiduciários.

Katter, Valcke Battler incluíram cláusulas em seus próprios contratos para enriquecer. As múltiplas medidas, muitas vezes realizadas no mesmo dia para os três ex-dirigentes, geraram "pagamentos maciços" em favor dos dirigentes entre 2011 e 2015, já eles mesmos aprovaram as alterações das cláusulas.

A investigação cita, por exemplo, que no dia 30 de abril de 2011, pouco antes de uma eleição para presidência da Fifa, Blatter estendeu os contratos de Valcke e Kattner até 2019. O suíço, que concorria à reeleição, não tinha certeza se venceria o pleito.

Esse prolongamento incluía um generoso aumento salarial e um bônus, assim como uma cláusula que garantia o pagamento total de multas - de US$ 17,5 milhões para Valcke e US$ 9,8 milhões para Kattner - caso os vínculos fossem interrompidos.

Caso Blatter não fosse reeleito, a possibilidade de seus dois subordinados serem substituídos era provável. A indenização deveria ser paga independentemente das causas do rompimento do contrato.

Outra cláusula forçava a Fifa a pagar todas as despesas legais, multas e restituições dos três, inclusive se eles fossem considerados culpados em uma ação, o que viola as leis suíças.

Além disso, Blatter, Valcke e Kattner receberam US$ 23 milhões de um suposto bônus especial pela Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, quatro meses depois do fim do torneio e base legal.

Os investigadores também descobriram que, em 2011, Valcke e Kattner se concederam vários milhões de dólares pelas Copas do Mundo do Brasil, em 2014, e da Rússia, em 2018.

Fonte: EFE

Promotoria inocenta Messi de fraude, mas pede prisão do pai do jogador


A Promotoria da Espanha acredita que o atacante Lionel Messi não teve intenção de cometer fraude e pediu sua absolvição nesta sexta-feira, ao apresentar seu relatório final no julgamento do caso, mas pediu a prisão do pai do jogador, Jorge Horacio Messi, acusado de três crimes contra a Fazenda Pública.

"O julgamento esclareceu as dúvidas e mostrou a ausência de dolo (intenção) de Messi em praticar fraude. Por isso, peço a absolvição dele", afirmou a promotora Raquel Amado, que já tinha solicitado o arquivamento das denúncias contra o craque do Barcelona.

A Promotoria, porém, manteve o pedido de 18 meses de prisão para o pai de Messi, que também atua como seu representante, pela fraude de 4,1 milhões de euros dos direitos de imagem recebidos pelo jogador e sonegados nas declarações do Imposto de Renda entre 2007 e 2009.

O valor, mais os juros (cerca de 5 milhões de euros no total), já foram pagos pelo jogador em agosto de 2013.

"A fraude - através da criação de uma sociedade no Uruguai e a instrumentalização de outras duas na Suíça e no Reino Unido - foi executada por decisão do pai", destacou Raquel.

A promotora explicou que a estratégia do pai de Messi durante o período foi "transferir a responsabilidade para seus assessores fiscais (Juárez Veciana Advogados)", mas destacou que, para efeitos penais, essa tese não se sustenta.

"Neste tipo de fraudes, é óbvio que é preciso que alguém lhe venda a moto, mas também é necessário que o interessado queira comprá-la. Jorge Messi comprou a moto", afirmou a promotora.

A Advocacia do Estado, por outro lado, manteve o pedido de 22 meses de prisão para ambos acusados, pois considera que, apesar de Jorge Messi ter "supervisionado" a criação de toda a estrutura da fraude, "manteve" o filho informado sobre o processo.

"Jorge Horacio Messi explicou que teve uma conversa com seu filho sobre a conveniência de serem assessorados por alguém legalmente. Depois, não voltaram a falar mais sobre o tema? Para mim, o que disseram não tem nenhuma credibilidade", disse o advogado que representa o governo da Espanha, Mario Maza.

"O jogador não se interessar por essas questões não quer dizer que o pai não o informava sobre elas. Até uma criança de dez anos entende que é preciso pagar impostos", completou o advogado.

Por outro lado, o advogado de Messi, Enrique Bacigalupo, destacou que as empresas usadas na fraude não estavam em paraísos fiscais e que seu cliente não mostrou ser "indiferente ao cumprimento do dever". "Messi sempre confiou em seus assessores e em seu pai, pessoa a quem pediu para buscar esses assessores, diante de seu total desconhecimento sobre assuntos legais", completou Bacigalupo.

A defesa mais veemente foi feita pelo advogado do pai de Messi. Javier Sánchez-Vera. "Não há nenhum dado, nenhum documento concreto que mostre que Jorge Horacio Messi supervisionou toda a estrutura".

Segundo o advogado, Jorge Messi foi uma vítima de seu ex-sócio Rodolfo Schinocca, que o "enganou" ao supostamente embolsar parte do dinheiro recebido pelo Messi por um contrato com a Adidas.

Por esse motivo, o pai do jogador pediu ajuda ao escritório Juárez Veciana Advogados.

Sánchez-Vera também afirmou que Jorge Messi passa muito pouco tempo em Barcelona, porque mora na Argentina e, por isso, não deve pagar impostos na Espanha. "A única empresa que possui é a do Uruguai para faturar os serviços de representação de seu filho. Isso é perfeitamente legal. Qual é o problema?", questionou.

Fonte: EFE

Harvard lidera lista de 100 melhores universidades; USP é única sul-americana

USP é a única universidade sul-americana entre as 100 melhores do mundo. EFE/Sebastião Moreira
A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, lidera pelo sexto ano consecutivo o ranking das 100 universidades com melhor reputação acadêmica elaborado pela consultoria britânica "Times Higher Education", enquanto a Universidade de São Paulo (USP) é a única latino-americana na lista.

Na classificação divulgada anualmente pela "Times Higher Education", a USP se manteve entre as principais universidades do mundo, mas caiu em relação ao ano passado, quando ficou no patamar entre 51-60, para ocupar a agora a posição entre 91-100.

Os EUA continuam na ponta do ranking e possuem 43 instituições entre as 100 consideradas como de melhor reputação do mundo, com Harvard no primeiro lugar.

Já o Reino Unido perdeu duas universidades na classificação, mas continua sendo o segundo maior país com representação na lista, com dez no total. Entre elas estão as prestigiadas Cambridge e Oxford, que ocupam a quarta e a quinta posição, respectivamente.

A Ásia continua crescendo na lista, com 18 instituições, oito a mais do que no ano passado, com a Universidade de Tóquio no 12º lugar. Já as universidades de Tsinghua e de Pequim, ambas na China, ficaram com a 18ª e a 21ª colocações.

Em relação à Europa, o ranking inclui pela primeira vez seis instituições alemãs entre as 90 primeiras posições, mas Dinamarca e Finlândia perderam espaço na classificação. A Suécia, por outro lado, voltou a figurar com duas universidades entre as cem de melhor reputação no mundo pela primeira vez desde 2013.

A França, por sua vez, segue com uma sólida representação com cinco universidades no ranking da "Times Higher Education".

O diretor da consultoria britânica, Phil Baty, afirmou hoje que o ranking se baseia em uma avaliação feita entre mais de 10 mil centros acadêmicos de 133 países. "A reputação é a moeda global da educação superior. O conceito importa, mas pode ser subjetivo e nem sempre é justo", explicou.

Para Baty, o estudo mostra que há "um grupo de elite de seis universidades que sobressaem do resto". São elas: Harvard, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e Stanford, todas nos EUA, além de Cambridge e Oxford, no Reino Unido, e a Universidade da Califórnia, em Berkeley, também norte-americana.

"É excepcionalmente difícil conseguir alcançar os cem primeiros postos deste prestigiado ranking e, para fazê-lo, é preciso dar ênfase na hora de publicar pesquisa de ponta dirigida a uma ampla audiência global, com alto foco internacional, e um compromisso com as comunicações profissionais e o marketing das conquistas das universidades", explicou o responsável pela consultoria britânica.

"Ganhar uma reputação mundial representa um grande desafio, e essas universidades que estão no topo da lista têm algo que é preciso nutrir durante décadas, se não séculos: um grande registro de excelência", concluiu Baty.

Fonte: EFE

Governo dos EUA pede que universidades não exijam registro criminal de alunos

O secretário de Educação dos EUA, John B. King. Jr.. EFE/EPA/Jim Lo Scalzo
O secretário de Educação dos EUA, John B. King. Jr., pediu nesta segunda-feira às universidades do país que parem de exigir comprovante de antecedentes penais no processo de admissão dos estudantes nas instituições.
King anunciou um novo plano do Departamento de Educação para ampliar o acesso à educação superior de jovens com antecedentes, em um evento realizado na Universidade da Califórnia (UCLA), que já não existe a apresentação do histórico criminal.
O plano consiste em um guia de recomendações, que propõe formas alternativas de as universidades manterem a segurança nos campus sem a necessidade de excluir estudantes com antecedentes.
King afirmou que esse passo é necessário para garantir a reinserção dos jovens que tiveram problemas com a Justiça.
"Os alunos que estiveram envolvidos no sistema de justiça criminal em seu passado, mas pagaram sua dívida com a sociedade, devem ter a oportunidade de uma educação superior", disse.
Os processos de entrada nas universidades americanas, conhecidos por serem longos e complexos, não devem "impor barreiras" aos que têm antecedentes penais ou criminosos, já que, dessa forma, isso prolongaria sua exclusão do sistema, defendeu King.
Já a procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch, afirmou que "muitas oportunidades são negadas a vários americanos", incluindo o acesso à universidade, por eles terem sido "presos no passado".
O requisito de apresentar informações criminais dissuade potenciais candidatos com boas qualificações acadêmicas de apresentar sequer sua solicitação a programas de educação, de acordo com o Departamento de Educação.
As sugestões do governo indicam que as universidades adiem a solicitação do histórico criminal até depois de tomarem a decisão se o estudante merece ser admitido na instituição.
Cerca de 66% das universidades solicitam aos futuros alunos seu histórico criminal, apesar de algumas alegarem que isso não influi no processo de admissão, segundo o relatório do Centro para Alternativas Comunitárias, que se baseia em dados do governo.
Fonte: EFE

Coreia do Norte realiza lançamento fracassado de míssil balístico

O líder norte-coreano Kim Jong-un. EFE/Rodong Sinmun
A Coreia do Norte realizou nesta terça-feira o lançamento de um míssil balístico de médio alcance, mas o teste acabou falhando, informou o Ministério da Defesa da Coreia do Sul.

"A Coreia do Norte tentou lançar um míssil não identificado da região próxima a Wonsan (no sudeste do país) por volta de 5h20 (horário local, 17h20 de segunda-feira), mas tudo indica que não teve êxito", confirmou à Agência Efe um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano.

O Exército sul-coreano está estudando os detalhes do lançamento do artefato que, segundo o porta-voz, poderia tratar-se de um míssil Musudan de médio alcance, razão pela qual as Forças Armadas da Coreia do Sul se encontram em estado de alerta.

A fonte afirmou que o míssil explodiu na plataforma de lançamento móvel, antes mesmo de chegar a decolar. A explosão pode ter provocado feridos entre os responsáveis pela operação.

"Neste momento, estamos analisando o lançamento e, ao mesmo tempo, estamos reforçando nossas posições de defesa", explicou um porta-voz de Ministério da Defesa sul-coreano.

As Forças Armadas da Coreia do Sul alertaram também sobre a possibilidade de "provocações adicionais" por parte do país vizinho, já que o líder Kim Jong-un ordenou em março a realização de testes de mísseis de forma contínua, disse um porta-voz do Estado-Maior Conjunto em Seul.

Caso seja um Musudan, esta seria a quarta vez que a Coreia do Norte fracassa na hora de disparar um desses mísseis, já que realizou três lançamentos frustrados em abril, que foram detectados pelas Forças Armadas da Coreia do Sul.

Seul condenou a ação de hoje ao considerar que Pyongyang "ignorou as repetidas advertências da comunidade internacional que afirmam que esse tipo de provocação não pode ser tolerada". "Revisaremos junto aos nossos aliados as medidas de resposta que serão tomadas", disse um porta-voz do Ministério da Defesa do país em entrevista.

Os governos de Japão e Coreia do Sul já tinham advertido ontem sobre a possibilidade do lançamento iminente de um míssil Musudan, um novo projétil cuja categoria de alcance de até 4 mil quilômetros lhe permitiria atingir a base americana de Guam, no Pacífico.

O governo sul-coreano estima que o regime de Kim Jong-un possua por volta de 50 unidades desse míssil.

A Coreia do Norte realizou vários lançamentos ao mar, em março e abril, de projéteis de curto alcance, e um de um míssil de médio alcance, em um momento de tensão na península coreana pelas sanções contra o regime totalitário e por causa das manobras militares de Seul e Washington em território sul-coreano.

O país liderado por Kim Jong-un realizou em janeiro seu quarto teste nuclear e um novo teste de mísseis de longo alcance no mês seguinte, o que levou à imposição de novas e mais duras sanções comerciais por parte do Conselho de Segurança da ONU.

Fonte: EFE

Negociação entre UE e Mercosul gera esperanças com prudência entre governos

Os presidente de França, François Hollande (e), e Paraguai, Horacio Cartes (d), se reuniram nesta sexta-feira em Paris. EFE/Ian Langsdon
A perspectiva das negociações para um acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul suscitou nesta sexta-feira em Paris uma esperança prudente em meio a representantes governamentais, entre outras razões pelas novas regras que a França quer incorporar.

O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, manifestou interesse em um acordo UE-Mercosul no discurso inaugural do Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe, antes de ser recebido no Palácio do Eliseu pelo presidente da França, François Hollande.

Cartes ressaltou sua posição "firme" para reforçar a livre circulação de produtos e serviços no interior do Mercosul e as esperanças postas nas negociações com a União Europeia, após a troca de ofertas feitas em maio.

O ministro de Fazenda paraguaio, Santiago Peña, disse à Agência Efe que esse acordo era o principal assunto que havia sido preparado para o encontro entre Hollande e Cartes, o primeiro entre os presidentes de ambos os países em quase 20 anos.

Perguntado sobre um prazo para as discussões apresentarem resultados, Peña se mostrou prudente e respondeu que "por parte do Mercosul, por parte do Paraguai, estamos prontos".

"Somos uma economia pequena, mas aberta ao mundo. Entendemos que quanto mais acordos de livre-comércio tivermos, mais benéfico será para o país. A Europa também tem sua própria dinâmica. Esperamos que possam resolvê-lo o mais rapidamente possível", analisou.

Embora o ministro de Economia francês, Emmanuel Macron, tenha manifestado esperança em que as negociações resultem um acordo "ambicioso que responda aos interesses mútuos", o secretário de Estado do Comércio Exterior, Matthias Fekl, citou uma série de novas regras que seu país quer introduzir.

Fekl detalhou que estas conversas "devem ser a ocasião para fixar regras em nível mundial" sobre "novos desafios".

Concretamente, falou de critérios ambientais, para levar em conta os compromissos do acordo climático de Paris de dezembro, mas também outros de caráter trabalhista e social, assim como os que se referem à economia digital.

O secretário de Estado francês também se referiu à ideia de "um tribunal de justiça multilateral" para abordar os litígios.

O ministro de Fazenda argentino, Alfonso Prat-Gay, considerou que com a troca de ofertas entre Mercosul e UE, que abre as portas para a negociação prevista para setembro, "estamos a caminho de um acordo comercial".

A secretária executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), Alicia Bárcenas, mencionou que o comércio internacional perdeu dinamismo - só cresce ao mesmo ritmo que a economia em geral - e manifestou preocupação pela situação econômica da UE, que representa um terço do comércio mundial.

Bárcenas também afirmou que dentro da América Latina, o comércio em seu interior "está muito abatido", e inclusive reduziu seu peso relativo a 17% das exportações dos países da região, quando no caso da Europa essas trocas significam 60% das vendas ao exterior.

Por outro lado, a secretária executiva da Cepal pediu "uma ruptura" nas prioridades com a ideia de "colocar a igualdade no centro", e isso passa em primeiro lugar por lutar contra a evasão fiscal, da qual se beneficiam coletivos privilegiados e que custa à América Latina US$ 320 bilhões, ou 6,3% de seu Produto Interno Bruto (PIB).

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, aproveitou a presença de membros do governo francês para pedir que Paris faça valer sua influência no Fundo Monetário Internacional (FMI) para modificar as regras de contabilidade do déficit e permitir que os países latino-americanos aproveitem as baixos taxas de juros para fazer investimentos.

"Há melhores caminhos que a austeridade a todo custo", afirmou Moreno, que considerou que as instituições financeiras internacionais teriam que ajudar para que esses países "acelerem os investimentos em infraestrutura física, mas também em programas sociais para estimular assim o crescimento econômico.

Fonte: EFE

Rússia admite que crise deixou 5 milhões de cidadãos na linha da pobreza


A crise econômica que a Rússia atravessa deixou na pobreza aproximadamente cinco milhões de russos, admitiu nesta quarta-feira Andrei Belousov, assessor do presidente Vladimir Putin, em entrevista divulgada pela agência oficial "TASS".

"Os cidadãos que vivem com renda inferior ao mínimo vital somam atualmente 13% da população. Antes da crise o número era de 10%. São quase 5 milhões de novos pobres", disse Belousov, ex-ministro de Economia.

Em março, o governo estabeleceu a receita mínima para as pessoas em idade de trabalhar em 10.187 rublos (cerca de R$ 542) mensais.

"Estamos diante de um problema muito grave", disse o assessor presidencial, acrescentando que pode levar vários anos para que a Rússia volte ao nível anterior a crise.

Belousov indicou que, apesar da mudança de foco, existe um consenso de que o modelo anterior ao crescimento econômico "praticamente se esgotou".

"Obter (esse modelo) mais de 1-2 % de crescimento é quase irreal. E se fosse possível, não seria nada produtivo. Aconteceriam novas bolhas e, depois, uma nova recessão", explicou.

Daí, acrescentou o assessor de Putin, a necessidade de buscar novas fontes de crescimento e criar novos mecanismos que permitam alcançar taxas anuais de expansão da economia na ordem de 4%.

"Há sinais de que foi alcançada uma certa estabilização (da economia), mas ao mesmo tempo há uma série de importantes assuntos estruturais que não foram resolvidos", afirmou.

Belousov indicou que uma série de setores ficaram na "zona de risco", entre eles o automobilístico, a indústria ferroviária, a construção e a indústria leve.

O assessor da presidência acrescentou que o governo russo adotou e lançou programas anti-crise para estabilizar esses setores.

"Entendemos que os programas anti-crise são medidas transitórias e exigem soluções estratégicas", frisou.

Fonte: EFE

Índia reconhece prostituição involuntária como trabalho forçado e eleva ajuda


O governo da Índia decidiu reconhecer como trabalhos forçados a prostituição involuntária e a mendicidade controlada por máfias, quadruplicar as ajudas a vítimas e reduzir a duração de seus julgamentos a um máximo de um mês, com uma reforma de seu Plano para a Reabilitação de Trabalhadores Forçados.

A nova versão do plano contempla ajudas de cerca de US$ 4.500 para casos "extremos de privação e marginalização" como os transexuais e as mulheres e crianças vítimas de exploração sexual, segundo a notificação divulgada nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho, à qual a Agência Efe teve acesso.

Apesar de ter abolido os trabalhos forçados com uma lei específica em 1976, a Índia é o país com maior incidência de emprego infantil, com 50 milhões de crianças trabalhadoras, segundo estimativas da ONG do vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Kailash Satyarthi, Bachpan Bachao Andolan (BBA, Movimento para Salvar a Infância).

Os homens adultos vítimas de trabalhos forçados receberão a partir de agora quase 80% a mais, US$ 1.500 frente aos US$ 300 contemplados no plano anterior, enquanto a quantia se eleva a cerca de US$ 3.000 para mulheres e crianças.

O departamento assegurou ontem à noite em comunicado que pretende aumentar a dotação orçamentária do plano de US$ 750.000 anuais a mais de US$ 7 milhões.

O novo programa garante, além disso, que os julgamentos das vítimas não durarão mais de um mês, um processo que até agora se estendia até uma década, detalhou à Efe o diretor de projetos da BBA, Rakesh Senger.

O ativista destacou que, sob o novo plano, serão reconhecidos como trabalhos forçados todos os tipos de "exploração" e qualificou sua aprovação como "muito frutífera", após seis meses de pressões ao Executivo por parte de sua organização para alcançá-lo.

Fonte: EFE

Armazenamento de energia renovável é vital para cumprir objetivos climáticos


Alcançar e estender o armazenamento de energia renovável será fundamental para acelerar a transição energética e para que os países possam cumprir com os compromissos assumidos no acordo do clima de Paris para que a temperatura do planeta não aumente mais do que dois graus no final do século.

Assim explica Luke Sussams, analista da organização internacional Carbon Tracker, especialista em risco climático nos mercados financeiros, em entrevista à Agência Efe.

Sussams disse que o desafio "crucial" para que de verdade ocorra uma transição energética rumo um mundo baixo em carbono "está em avançar no armazenamento da geração renovável, porque facilitaria sua penetração em massa no sistema elétrico".

"Se o armazenamento for feito, as energias renováveis serão imparáveis e se imporão sem dúvida nenhuma", ressalta.

O analista britânico é "otimista" neste sentido. "As melhoras que experimentaram as energias renováveis nos últimos anos foram realmente surpreendentes, a queda dos custos foi muito significativa e em muitos países se alcançou a paridade".

Sussams disse que a expansão das energias renováveis é "totalmente factível" sem a necessidade de subvenções. "As ajudas e as tarifas fixas eram um apoio para que a tecnologia decolasse até ser competitiva no mercado, quando isto é atingido, como ocorre em muitos países, as ajudas deixam de fazer sentido".

O analista da Carbon Tracker está convencido de que a queda de preços do petróleo "não afetará a expansão das energias renováveis", como, segundo sua opinião, demonstram dados como os US$ 329 bilhões de investimento em novos projetos de energia limpa em 2015.

"O investimento em energias renováveis resistiu aos baixos preços do petróleo, que se manterão assim durante todo este ano. Seguramente haverá um aumento do preço do petróleo em 2017, mas duvido que voltemos a ver o barril acima dos cem dólares", acrescenta.

Nessa linha, Sussams não acredita que os baixos preços do petróleo vão ser um impedimento para cumprir com os objetivos de redução de emissões aos quais cerca de 200 países se comprometeram em Paris.

Apesar de "haver muitas dúvidas abertas, como se os países vão levar a sério seus compromissos e vão implementá-los a cada cinco anos para assegurar que a temperatura não subirá mais de dois graus, o acordo de luta contra a mudança climática de Paris é quase um milagre".

"É a primeira vez na história da humanidade na qual tantos governos se unem em um mesmo acordo, o que é um sinal político tremendo para os mercados", acrescenta.

Sussams lembra também que o pacto inclui "terminologia muito ambiciosa que ninguém pensava que seria incluída", como "o compromisso de deixar a temperatura muito abaixo dos dois graus, e fazer todo o possível para que não supere 1,5".

"Isto não quer dizer que o 1,5 graus vai ser alcançado, porque tecnicamente é quase impossível, mas é preciso falar de 1,5 para tentar pararmos nos 2", aponta.

Sussams está convencido que para conseguir esse objetivo climático, dois terços das reservas de combustíveis fósseis conhecidas "devem ficar sob terra, e nessas reservas entram tanto as manejadas por empresas como pelos países".

No entanto, lembra que o "risco para a mudança climática" não está tanto nessas reservas fósseis conhecidas atualmente, mas nas que "ficariam por explorar no futuro".

Por isso, o analista acredita que somente a decolagem em massa das renováveis reduzirá a demanda de combustíveis fósseis e determinará que as reservas restantes fiquem sob terra.

No caso do carvão, Sunssams opinou que a demanda já "tocou pico" e que o declive da mesma "é totalmente estrutural e não cíclico".

Estamos em condições de dizer que "o declive do carvão é irreversível".

Fonte: EFE

Google patenteia adesivo para que pedestres atropelados "colem" no carro


O gigante da tecnologia Google patenteou uma nova "cola" para minimizar o dano aos pedestres que possam ser atingidos por um de seus veículos de condução autônoma, de modo que se forem atropelados fiquem colados à carroceria em vez de ser arremessados para longe.

O veículo de autocondução teria uma camada adesiva similar à cola colocada no capô e parachoque frontal, e nas laterais, segundo a solicitação de patente comentada pela imprensa americana.

"No caso de uma colisão entre um veículo e um pedestre, as lesões ao pedestre frequentemente são causada não só pelo impacto inicial do veículo, mas também pelo impacto seguinte, secundário, entre o pedestre e a superfície da estrada ou outro objeto", conforme descrito na patente.

"A ligação adesiva do pedestre ao veículo para que ele permaneça sobre o veículo até que este pare e não seja lançado, evitam deste modo um efeito secundário entre o pedestre e a superfície da estrada ou outro objeto", argumentou o Google.

Para evitar que outros objetos colem nessa camada adesiva, como insetos, terra e poeira, o Google afirma que a parte adesiva do capô é recoberta com um material como uma casca de ovo que se rompe com o impacto com um pedestre e deixa ao descoberto a camada adesiva.

Embora a apresentação da patente tenha sido publicado esta semana, o Google solicitou a patente em 2014, embora isto não signifique que a empresa vá utilizar de fato este mecanismo.

Fonte: EFE

Cientistas descobrem método que pode levar a vacina universal contra o câncer

Cientistas descobrem método que pode levar a vacina universal contra o câncer. EFE/EFE-TV
Cientistas alemães deram um importante passo para criar uma vacina universal contra o câncer, graças a uma técnica que instrui o sistema imunológico a atacar os tumores, de acordo com um trabalho publicado nesta quarta-feira pela revista britânica "Nature".

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Mainz, na Alemanha, utilizou nanopartículas que contêm RNA de um tumor para simular a invasão de um patogênico na corrente sanguínea e desencadear uma resposta autoimune.

Quando essas partículas entram em contato com o tecido linfático, um componente essencial do sistema imunológico, ativam os mecanismos de defesa frequentes, que dispõem de células como as dendríticas, para combater os organismos invasores.

A "Nature" ressaltou que os pesquisadores alemães conseguiram induzir respostas contra os tumores em ratos e, em uma primeira fase experimental, também em humanos, em três pacientes com melanoma.

"O trabalho provavelmente representa um passo adiante em direção a uma vacina universal para o câncer", disse a revista.

Os cientistas encontraram até agora dificuldades para descobrir mecanismos efetivos de vacinação porque as células cancerígenas são similares, em muitos aspectos, às normais. Por isso, o sistema imunológico se confunde e evita atacá-las.

Uma resposta defensiva eficiente só ocorre quando as células cancerígenas produzem antígenos - substâncias que fomentam a criação de anticorpos - diferentes aos das células saudáveis.

Outro dos fatores que freia a resposta imune ao câncer é que o crescimento dos tumores não é acompanhado de sinais inflamatórios importantes, como os que ocorrem durante uma infecção por bactérias, por exemplo, que disparam a resposta autoimune.

Por esses motivos, o sistema imunológico em algumas ocasiões tolera, ou inclusive promove a formação de tumores.

Em artigo que acompanha o trabalho dos alemães, Jolanda de Viers, do Centro Médico Universitário de Radboud (Holanda), afirma que o grupo de cientistas de Mainz, liderado por Ugur Sahin, adotou perspectiva "diferente" para as pesquisas realizadas até agora.

Os pesquisadores criaram nanopartículas nas quais os fragmentos de RNA estão cobertos de uma camada de lipídios, similares a uma membrana celular, para protegê-los.

Ao estabelecer uma carga elétrica negativa nessas partículas, os cientistas conseguem que elas sejam atraídas pelas células dendríticas, que, por sua vez, descobrem um antígeno específico contra o tumor cancerígeno.

Os pesquisadores alemães acreditam que qualquer antígeno baseado em uma proteína pode estar codificado no RNA. Por isso, consideram que essa técnica pode ser utilizada para criar vacinas contra qualquer tipo de câncer.

Fonte: EFE

Descoberto primeiro gene associado à origem da esclerose múltipla

PEsquisadores descobriram primeiro gene associado à origem da esclerose múltipla. EFE/Hugo Ortuño
Uma equipe de pesquisadores na Universidade de Colúmbia Britânica e do Vancouver Coastal Health, no Canadá, descobriu o primeiro gene associado à origem da esclerose múltipla.

O estudo, publicado na revista "Neuron", indica que o gene NR1H3 aumenta em 70% as possibilidades de desenvolver esclerose múltipla e que a doença poderia ser hereditária.

Segundo informou a universidade em comunicado, para realizar o estudo os autores analisaram os dados do Projeto Colaborativo canadense sobre a Suscetibilidade Genética para a Esclerose Múltipla, trabalho em cujo registro se armazena a informação genética de mais de 2.000 famílias canadenses.

Para realizar a pesquisa, comandada pelo biólogo e geneticista espanhol Carles Vilariño-Güell em colaboração com a professora Dessa Sadovnick, levaram em conta mais de 4.000 mostras de pacientes com esclerose múltipla e 8.600 de parentes consanguíneos.

Os pesquisadores localizaram a mutação em duas famílias canadenses nas quais em ambos os casos dois terços de seus membros desenvolveram a doença, e todos eles tinham a mesma alteração do genoma, que por sua vez produzia uma proteína defeituosa conhecida como LXRA e que impacta em outros genes.

A descoberta desta mutação evidencia que algumas formas de esclerose múltipla são hereditárias.

"Esta descoberta é fundamental para nossa compreensão da esclerose múltipla. Até agora sabíamos muito pouco sobre os processos biológicos que dão lugar à aparição da doença, mas nosso achado tem um potencial enorme para o desenvolvimento de novos tratamentos voltados a suas causas subjacentes, e não somente os sintomas", explicou Vilariño-Güell.

Os resultados poderiam ajudar a encontrar tratamentos que incidam no mesmo gene ou combatam os efeitos prejudiciais da mutação, e uma pesquisa da mutação em pacientes de alto risco permitiria um diagnóstico e um tratamento antes que os sintomas apareçam.

Os resultados do trabalho também demonstraram que o aumento dos níveis de vitamina D ajudam a prevenir a doença.

Fonte: EFE

Autópsia confirma que Prince morreu por overdose de opioides


O músico Prince morreu devido a uma overdose do opiode Fentanyl, de acordo com os resultados finais da autópsia revelados nesta quinta-feira pelo Midwest Medical Examiners Office de Ramsey, em Minnesota (EUA).

O relatório clínico foi divulgado publicamente depois de a imprensa americana ter antecipado hoje a causa da morte do artista, de 57 anos. As conclusões da autópsia apontam para uma overdose de Fentanyl no último dia 21 de abril.

De acordo com a descrição disponível no site do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (NIDA, na sigla em inglês), o Fentanyl é um opiáceo sintético "similar à morfina, mas mais potente". Segundo o NIDA, o Fentanyl costuma ser usado no tratamento de pacientes com dores intensas ou crônicas , ou após uma operação.

O relatório do centro médico revelou, além disso, que o músico pesava 50,8 quilos no momento da morte.

Desde a morte do músico, diferentes informações apontavam para o consumo excessivo de opioides como o possível motivo de seu falecimento. Na época, o site "TMZ" publicou que Prince tinha sido hospitalizado por uma overdose de Percocet, outro opioide, seis dias antes de sua morte.

Além disso, funcionários do artista entraram em contato com Howard Kornfeld, um especialista em tratamento de vício em opioides, um dia antes da morte de Prince.

Fonte: EFE

Musk acredita que somos personagens de um jogo de videogame

Elon Musk
O excêntrico Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, soltou mais uma de suas ideias que deixam qualquer cético com uma pulga atrás da orelha. Conhecido por suas profecias dramáticas, Musk disse durante a Conferência Code, na Califórnia, nesta quarta-feira, que existe uma grande chance de os seres humanos serem personagens de um jogo controlado por uma civilização super avançada.

O CEO passa tanto tempo tentando salvar o mundo, que é quase irônico que ele acredite na teoria de que a realidade não passa de uma simulação. Segundo ele, a possibilidade de que a humanidade é algo real, e não programado, é insignificantemente pequena. “Há uma em um bilhão de chances de que isto [o mundo] está baseado em uma realidade”.

A base para o argumento de Musk é o rápido avanço tecnológico das últimas décadas. “Quarenta anos atrás, nós tivemos o Pong. Eram dois retângulos e um ponto. Isso era o que considerávamos jogos. Agora, 40 anos depois, nós temos simulações em 3D com milhões de pessoas jogando simultaneamente. Logo nós teremos a realidade virtual, a realidade aumentada”, explica o CEO.

Ele continua a fala explicando que, devido a esta evolução, os jogos irão se tornar indistinguíveis da realidade.

Pode até parecer que o pensamento de Musk é original. Porém, ele não é o primeiro a discorrer sobre esta teoria. A hipótese da simulação foi motivo de reflexão para o filósofo Nick Bostrom, que publicou, em 2003, seu artigo “Você está vivendo em uma simulação de computador?”.

O artigo argumenta que, pelo menos, uma das seguintes proposições é verdadeira: é muito provável que a espécie humana seja extinguida antes de atingir uma fase “pós-humana”. A segunda é que é muito improvável que qualquer civilização pós-humana consiga executar um número significativo de simulações de sua história evolutiva. A última – defendida por Musk – é que a humanidade está vivendo em uma simulação de computador.

De acordo com o CEO da SpaceX, ele já passou tanto tempo pensando e conversando sobre o assunto com seu irmão que falava sobre isso até em jacuzzis. “Eu participei de tantas discussões sobre simulação que é uma loucura. Na verdade, chegou ao ponto de que, basicamente, todas as conversas eram sobre simulação ou inteligência artificial”.

A ideia pode assustar algumas pessoas, porém para Musk viver em uma simulação pode ser algo bom. “Se a civilização parar de avançar, isso pode acontecer devido a algum evento calamitoso que irá destrui-la. Então, talvez, devemos ter esperança de que isto é uma simulação."

Ainda durante sua fala, Musk previu que se a humanidade parar de evoluir, as pessoas se tornarão animais de estimação das inteligências artificiais. Para ele, a melhor defesa contra isto é instalar chips ou outros tipos de tecnologia -- que ele chama de "Laços Neurais" -- nos cérebros humanos para que as pessoas possam controlar a tecnologia com a mente.

Veja o vídeo da conferência (em inglês) abaixo:


Fonte: Exame

Twitter passa dados de mulher a hacker que a ameaçava

Hacker
As redes sociais trazem possibilidades incríveis, mas também criam um problema sério: a invasão de privacidade.

Seja no Facebook, no Instagram ou no Twitter, é preciso estar sempre atento aos termos que explicam como seus dados serão compartilhados com os amigos e o mundo. Mas, às vezes, essas informações de compartilhamento não ficam claras, o que pode ser muito perigoso.

Foi o que aconteceu com Sandra*, uma norte-americana que teve seus dados pessoais revelados a um homem que a perseguia - tudo por causa de uma confusão com o formulário de denúncia do Twitter.

Segundo o Business Insider, tudo começou quando Sandra se envolveu publicamente em questões políticas, apoiando um dos candidatos à presidência dos Estados Unidos.

Foi o suficiente para alguns opositores começarem a usá-la como um bode expiatório: rastrearam todas as informações da moça, invadiram a conta do Dropbox dela e vazaram várias fotos - algumas, inclusive, com o tal candidato apoiado por ela. Passou até a receber mensagens com ameaças.

Assustada, ela denunciou todos os posts. A resposta demorou: o Twitter respondeu, por e-mail, apenas sete dias depois.

A empresa ainda explicou que, como a reclamação dela envolvia fotos, seria classificada como violação de direitos autorais - e que, para que a denúncia fosse levada adiante, Sandra precisaria preencher um formulário chamado DMCA (Digital Millennium Copyright Act, que se refere à lei que regula as questões de copyright nos Estados unidos), procedimento praxe em casos desse tipo.

No questionário, Sandra precisou deixar uma série de dados: nome, endereço, e-mail e um link para a foto ou vídeo denunciado - só assim o site consegue ter certeza de que você é realmente o dono daquele conteúdo.

Em uma situação normal de copyright infringido, esses dados também são enviados para a pessoa acusada, para que ela possa entrar em contato com você e se defender.

Só que o caso de Sandra era muito mais delicado, já que ela estava sendo ameaçada pela pessoa.

E o pior foi que o Twitter nem chegou a avisar que uma cópia do formulário seria enviada para o acusado de infringir o copyright - no caso, o cara que a perseguia.

Ela descobriu da pior maneira: o homem tuitou todos os dados dela e depois os compartilhou em um fórum político.

A perseguição recomeçou - dessa vez ainda pior, com o endereço dela. Sandra mandou vários e-mails e tuítes para o Twitter, mas ninguém respondeu.

Alguns dias depois, a conta do homem que espalhou os dados de Sandra foi derrubada, mas o mal já havia sido feito - ela já fora exposta.

Por isso, ela agora quer que o Twitter deixe mais claro em seu termo de privacidade as informaçõres sobre exposição de dados dos usuários, principalemente em casos de denúncia.

Por enquanto, tanto no site americano quanto no brasileiro, o aviso de que o relatório pode ser compartilhado aparece sem destaque nenhum: "Se decidirmos remover ou desativar o acesso ao material, notificaremos o(s) usuário(s) afetado(s) depois de remover ou desativar o acesso ao material, forneceremos a ele(s) acesso à reclamação do denunciante, além de instruções sobre como registrar uma contranotificação".

Também não há nenhuma informação sobre como evitar confusões como a que Sandra passou.

Em outros sites, porém, esse tipo de aviso é menos nebuloso. No Wordpress, por exemplo, ele aparece assim: "Nós reconhecemos que você nem sempre se sentirá confortável de compartilhar suas informações com o usuário contra quem você está batalhando pelos direitos autorais. Mas você pode, por exemplo, colocar as informações de outra pessoa (seu advogado, seu amigo, alguém da sua família); só deixe claro no DMCA que as informações de contato são válidas, e que você é citado como autor".

Procurado, o Twitter disse que não comenta sobre contas individuais.

* Nome alterado para proteger a identidade da fonte.

Fonte: Superinteressante

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Facebook copy briefly surfaces in North Korea

Screengrab of StarCon social network
Hosted on the StarCon.net.kp address in North Korea it had many of the features of other social networks.

It is not clear who created StarCon but it is thought to be a test project for a future service to be offered by the nation's telecoms operator.

Soon after being discovered, the site was hacked and it is now not accessible.

The site was spotted by Doug Madory, a researcher at network management firm Dyn, who said it was rare to see any websites hosted in the secretive nation. The site's name suggested it was linked to North Korea's Star telecom service, he said.

Parody account

StarCon was built around a commercial software package called phpDolphin and had many of the features, including newsfeeds, messaging systems and personal spaces, seen on other social sites. However, many of the site's pages were unfinished and were filled with placeholder text.

"I don't believe it was intended to be accessible from outside North Korea," Mr Madory told the BBC.

However, he said, Dyn's mention of StarCon on its Twitter feed led people to set up personal pages on the site and start using it to swap messages.

One of the first accounts created parodied North Korean leader Kim Jong-un. Outsiders created about 300 accounts on StarCon during its brief existence.

"There were a lot of people signing up that, based on their comments, appeared to genuinely think they could reach the North Korean people through the website," he said.

"I'm quite sure that no North Koreans ever really used it for a social network website despite the fact that it was hosted in North Korea."

A day after being discovered, the site was hacked to re-direct every visitor to a YouTube video. Soon after, it went offline completely.

Source: BBC

India Bihar students to be retested after viral video

Cheating in Saharsa
The decision was taken after one of the students, 17-year-old Ruby Rai, told a local media channel that political science was about cooking.

Video of the interview with her and other students went viral in India.

Last year, parents of students in the state were photographed climbing school walls to pass on answers.

The embarrassed state government had announced tough measures like fines and jail terms intended to curb cheating this year.

The markedly lower pass rate seen in the results announced last week was taken as an indication that the steps had worked.

That is, of course, until the footage of arts student Ruby Rai's interview was aired.

The government said that her result, as well as that of Saurabh Shrestha who came first in science and was unable to answer a simple chemistry question, had been suspended with immediate effect.

The two students, along with 12 others who excelled in the examinations, will now have to appear for a written test and interview before a panel of subject experts on 3 June, Bihar examinations chairman Lalkeshwar Prasad Singh told Indian media.

Their handwriting will also be checked to verify if they answered their own questions, he said.

Source: BBC

Art disasters: Boy reduces £10,000 Lego statue to rubble

The statue is said to have cost more than 100,000 yuan (£10,382) and taken creator Mr Zhao three days and nights to build.

He posted before and after photos of Nick on the Sina Weibo social network.

A "no touching" sign in place at the Chinese Lego expo seems to have been of little help.

Following the incident, the hashtag #ManSpends3DaysAndNightsBuildingBlocks has been used over 13,000 times on Chinese social media.
Series of photos from Mr Zhao's Weibo account showing the building of Nick the fox from Zootopia until it got smashed. The last photo is on an animated man smiling while shedding tears.

Source: BBC

Google contrata passageiros para viajar em carros sem motoristas

Google começou a contratar passageiros para viajar em carros sem motoristas. EFE/Andrew Gombert
O Google começou a contratar passageiros no estado do Arizona, nos Estados Unidos, para viajar nos veículos experimentais automáticos da companhia, que circulam sem motorista pela cidade de Phoenix.

A oferta de trabalho divulgada pela companhia no site www.hireart.com afirma que o Google está buscando "especialistas em segurança de veículos para ser parte do projeto de automóvel automático do Google".

Os contratados terão que viajar no veículo de seis a oito horas por dia, cinco dias por semana, e receberão US$ 20 por hora. Eles terão que "proporcionar aos engenheiros informações detalhadas e exatas" sobre as observações durante os trajetos. Além disso, eles terão que "manter confidenciais todos os detalhes do projeto".

O Google exige que os candidatos tenham carteira de motorista, mas o trabalho não exige que o veículo seja conduzido por eles, exceto em casos de extrema necessidade.

Os veículos automáticos do Google já percorreram mais de 2,4 milhões de quilômetros em testes realizados nos Estados Unidos.

Ao contrário dos protótipos de veículos autônomos utilizados até agora, a frota de carros que a empresa testará em Phoenix será formada por Lexus RX-450h, um híbrido de luxo da fabricante japonesa Toyota, equipada com a tecnologia do Google.

No último dia 3 de maio, Google e Fiat Chrysler (FCA) anunciaram que chegaram um acordo de colaboração para o desenvolvimento de veículos autônomos. O acordo é o primeiro que Google assina com montadoras de automóveis.

Segundo o pacto, a FCA produzirá 100 Chrysler Pacifica para integrar a tecnologia de veículos, incluindo os sensores e software da companhia de tecnologia.

O projeto entre Google e FCA começará no final do ano, o que permitirá que a empresa americana duplique o número de veículos que fazem parte do programa.

Fonte: EFE

Anel vaginal contra a Aids é a nova esperança para milhões de mulheres

Anel vaginal apresentado pela Associação Internacional para os Microbicidas ajuda a prevenir a transmissão do vírus. EFE/Jèssica Martorell
Em uma nova tentativa de vencer a batalha contra a Aids, um anel vaginal que ajuda a prevenir a transmissão do vírus pode se tranformar na esperança de milhões de mulheres que vivem sob alto risco de contágio, especialmente nos países mais pobres.

O anel, que libera pouco a pouco um fármaco anti-retroviral, foi apresentado nesta terça-feira pela Associação Internacional para os Microbicidas (IPM, em inglês), um entidade sem fins lucrativos que participa da conferência internacional Womem Deliver.

"Embora muitos falem que o fim da epidemia está perto, a batalha ainda não terminou. As mulheres seguem se infectando a níveis muito altos na África Subsaariana", explicou à Agência Efe a diretora-executiva da IPM, Zeda Rosenberg, que precisou que seis de cada dez afetados desta região são mulheres.

Este anel de silicone, que é colocado na vagina e deve ser substituído a cada quatro semanas, pretende ajudar a atalhar a epidemia na região, onde as mulheres de entre 15 e 24 anos têm o dobro de possibilidades de contrair HIV do que os homens.

Com este novo método, similar ao anel vaginal anticoncepcional, as mulheres podem controlar sua saúde sem necessidade de negociar com seu parceiro -algo que deve fazer na maioria de países em vias de desenvolvimento- e inclusive evitar o contágio em caso de estupro.

Após realizar vários experimentos na África Subsaariana para demonstrar sua efetividade, o anel está agora sob um novo estudo -cujos resultados serão revelados a partir de julho- como passo prévio a conseguir a aprovação regulatória que permita sua comercialização.

"O seguinte passo é que as mulheres que necessitam tenham o anel vaginal em suas mãos. Se tudo ocorrer perfeitamente, podemos tê-lo no mercado no final de 2018. Nosso objetivo é que o preço esteja abaixo dos US$ 5 por unidade", explicou Rosenberg.

Ativistas e especialistas que participam nestes dias do encontro Women Deliver para traçar novas estratégias que permitam melhorar a saúde de meninas e mulheres receberam com entusiasmo este avanço científico que pode marcar um antes e um depois na luta contra a Aids, especialmente, no continente africano.

"O mais importante é que o anel pode ser usado sem o consentimento do homem e que as mulheres terão a opção de escolher por elas mesmas", disse à Agência Efe a ativista de direitos humanos sul-africana Yvette Raphael.

Um dos principais desafios, explica, é trabalhar lado a lado com as comunidades locais, explicar as vantagens do novo fármaco e conseguir sua aceitação porque, sem ela, poucas jovens se atreverão a usá-lo.

Por isso, a IPM trabalha com ativistas como Raphael no terreno para apresentar o anel vaginal como uma opção a mais para se proteger contra o HIV, lembrando que não deve ser um substituto, mas um reforço a outros métodos como os preservativos.

Desde 2012, a IPM realizou diferentes estudos nos quais participaram mais de 2.600 mulheres de entre 18 e 45 anos com alto risco de contágio na África do Sul, Uganda, Zimbábue e Malawi e que provaram que este método permitiu reduzir os contágios até 56% em mulheres maiores de 21 anos.

Além dos desafios científicos, o grande desafio para desenvolver este anel vaginal foi o financiamento, já que cada vez é mais difícil conseguir aliados -especialmente quando se tenta métodos de prevenção- perante o grande número de pesquisas que ocorrem atualmente.

No entanto, o projeto conta com o apoio de algumas grandes companhias e de governos como o da Dinamarca.

"Infelizmente a pesquisa tem cada vez menos interesse para os doadores. Por isso decidimos investir no anel vaginal, porque queremos fazer tudo o que for possível para tentar conter a epidemia da Aids", afirmou a principal assessora de saúde no Ministério dinamarquês de Relações Exteriores, Sanne Helt.

Fonte: EFE

Twitter torna mais flexível o limite de 140 caracteres

Fotos, vídeos, gifs e pesquisas deixarão de ocupar espaço nos tuítes, que têm limite de 140 caracteres. EFE/Lex Van Lieshout
O Twitter anunciou nesta terça-feira que fotos, vídeos, gifs e pesquisas deixarão de ocupar espaço nos tuítes, que contam com um limite de extensão de 140 caracteres.

Os links, no entanto, seguirão "comendo" parte dos caráteres disponíveis, embora a rede não descarta estudar a possibilidade de mudar isto mais adiante.

"Averiguamos sempre como fazer com que os tuítes possam ser mais expressivos", indicou o executivo-chefe da empresa, Jack Dorsey.

O limite de caracteres foi ao mesmo tempo a marca do Twitter - é esta brevidade a que contribuiu com sucesso de seu imediatismo - e dor de cabeça para seus usuários.

Além daqueles que afetam ao limite da composição, a companhia fez outras remodelações relativas aos tuítes.

No futuro, os usuários poderão tanto citar tuítes próprios como retuitar a si mesmos.

Além disso, quando começar um tweet com a menção a outra pessoa já não será necessária que um ponto preceda ao nome do destinatário para que apareça na "timeline" de todos seus.

"Aperfeiçoar o produto e deixá-lo mais simples é uma das principais prioridades de Twitter para este ano", garantiu o executivo.

Deixar mais simples a acessibilidade da plataforma foi uma das obsessões de Dorsey desde que voltou a ocupar o cargo no ano passado: a mudança de "favorito" por "eu gosto" e a introdução da seleção dos tuítes mais relevantes - que rompeu com o conceito de linha de tempo cronológica - foram projetados para contribuir para esta finalidade.

Uma das queixas mais repetidas pelos investidores do Twitter é que a rede social é difícil de utilizar e resulta pouco atrativo para novos usuários.

Fonte: EFE

Guiné é declarada novamente livre do vírus do Ebola

OMS declarou que Guiné esta novamente livre da transmissão do Ebola. EFE/EPA/Ahmed Jazllanzo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quarta-feira que Guiné esta novamente livre da transmissão do Ebola, após passar os 42 dias regulamentares desde que o último infectado que testou negativo em dois testes que mostram se há presença do vírus no sangue.

O país africano agora passará por um período de 90 dias de vigilância sanitária reforçada para garantir que qualquer novo caso seja rapidamente identificado antes que se espalhe entre a população.

A Guiné foi declarada pela primeira vez livre do Ebola no final do ano passado, mas entre os dias 17 de março e 6 de abril foram registrados sete casos e outras três pessoas tinham suspeitas de ter contraído a doença. Oito delas morreram.

O último surto no país foi relacionado a uma infecção pelo sêmen de um sobrevivente da doença, mas devido a uma resposta rápida por parte das autoridades, cerca de 1,2 mil pessoas foram imunizadas com uma vacina experimental e colocadas sob vigilância médica.

Além disso, entre os dias 1º e 5 de abril foram confirmados três casos, uma mulher e seus dois filhos, que tinham viajado de Guiné para a Monróvia, a capital da Libéria.

Guiné, Serra Leoa e Libéria foram os países mais afetados pela última epidemia do Ebola que começou há cerca de dois anos e meio.

Na Libéria, as autoridades mantêm sob observação cerca de 100 de pessoas que puderam ter contato com doentes e, da mesma forma que aconteceu no Guiné, há um plano para vaciná-los.

Se nos próximos dias a Libéria não confirmar nenhum caso novo de contágio, no dia 9 de junho o país será declarado livre do vírus pela terceira vez, depois que perder este status em novembro do ano passado.

Embora os dois países africanos fiquem livres da transmissão do vírus nos próximos dias, a OMS disse hoje que o risco de novos surtos segue latente, especialmente devido ao contágio através dos fluidos corporais - como o sêmen e o sangue - dos sobreviventes, onde o vírus pode permanecer por vários meses.

Desde o início do último surto e até o dia 26 de maio (os últimos dados disponíveis da OMS) foram confirmados 28.616 casos de ebola nos três países, onde 11.310 morreram.
Fonte: EFE

Temer anuncia Torquato Jardim como novo ministro de Transparência

Michel Temer ainda não comentou a renúncia de Fabiano Silveira do Ministério de Transparência. EFE/Cadu Gomes
O governo interino do Brasil designou nesta quarta-feira como novo ministro de Transparência Torquato Jardim, um respeitado jurista que substituirá Fabiano Silveira, quem renunciou após 20 dias no cargo em meio a um escândalo.

Jardim, de 66 anos, foi membro do Superior Tribunal Eleitoral, é especializado nesse área do direito constitucional e assumirá seu cargo na quinta-feira, segundo confirmaram fontes oficiais.

O novo ministro ocupará a vaga aberta pela renúncia de Silveira, que deixou o cargo em meio a um escândalo provocado pela divulgação de um áudio no qual criticava a operação Lava Jato e até dava conselhos a alguns dos suspeitos.

O presidente interino, Michel Temer, que desde 12 de maio substitui Dilma Rousseff, ainda não comentou a renúncia de Silveira, o segundo ministro que renuncia ao cargo em três semanas que o interino está no poder.

Fonte: EFE

Começa leitura de parecer sobre processo contra Cunha

O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, faz sua defesa no Conselho de Ética da Casa, dia 19/05/2016
Começou na tarde desta quarta-feira, 1º, a leitura do parecer do relator Marcos Rogério (DEM-RO) sobre o processo por quebra de decoro parlamentar do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Após sete meses de trâmite, os membros do Conselho de Ética tomarão conhecimento do conteúdo do relatório, que deve pedir a cassação do mandato de Cunha.

O parecer tem 84 páginas e a leitura deve levar mais de uma hora. O presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), anunciou que está disposto a dedicar toda a sessão desta tarde para a apresentação das conclusões de Rogério.

Se a leitura for interrompida pelo início da ordem do dia, Araújo disse que retomará os trabalhos ainda hoje, assim que for concluída a votação no plenário.

O objetivo é não atrasar o processo e votar o pedido de cassação de Cunha na próxima semana. "Quero acabar a leitura do relatório hoje", declarou.

Fonte: Estadão

Ataques de tubarões podem aumentar em 2016

Tubarão
Com a chegada do verão nos Estados Unidos, um especialista prevê aumento nos ataques de tubarões em todo o mundo neste ano, superando o número recorde do ano passado.

"Devemos ter mais mordidas de tubarão que no ano passado", afirmou George Burgess, diretor do Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão da Universidade da Flórida, em entrevista pouco antes do fim de semana em que é comemorado o Memorial Day nos Estados Unidos, feriado que marca o início oficial das férias de verão norte-americanas.

Em 2015, foram registrados 98 ataques de tubarões, com seis fatalidades, de acordo com Burgess.

Por que o aumento? Pois a população de tubarões está crescendo e se recuperando lentamente dos números baixos históricos registrados na década de 1990. A população humana também cresceu e o aumento nos termômetros encoraja mais as pessoas a nadarem nas praias, explicou Burgess.

Ainda assim, a universidade observa que os ataques fatais de tubarões, embora sejam inegavelmente trágicos, são tão pouco frequentes que os banhistas enfrentam maior risco sendo mortos em buracos de areia na praia.

Fonte: REUTERS

Descoloração ameaça futuro da Barreira de Corais australiana

Mergulhadores vistos na Grande Barreira de Corais australiana
O embranquecimento em larga escala de corais destruiu pelo menos 35% do norte e do centro da Grande Barreira de Corais australiana, disseram cientistas nesta segunda-feira, o que representa um golpe duro na atração que é considerada um Patrimônio da Humanidade e que gera cerca de 3,59 bilhões de dólares anuais para o turismo local.

Os cientistas australianos disseram que a cifra da mortalidade de corais provavelmente irá aumentar, já que parte dos 65% de corais restantes nos recifes do norte e do centro não estão se recuperando da degradação.

O levantamento põe em xeque as perspectivas de longo prazo da Grande Barreira de Corais tendo em vista a mudança climática, e os cientistas afirmaram que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) pode reconsiderar sua decisão de não incluir a barreira em sua lista de locais ameaçados.

"A Austrália argumentou que os valores do Patrimônio da Humanidade estão intactos por causa da região norte, e agora, é claro, sofreu um golpe duro", disse o professor Terry Hughes, diretor do Centro de Excelência de Estudos de Recifes de Corais ARC da Universidade James Cook, no Estado de Queensland.

Em março, os cientistas australianos disseram que só sete% da Grande Barreira de Corais escapou dos estragos causados pelo descoramento, e que estão muito preocupados especialmente com os corais do recife do norte.

O embranquecimento ocorre quando a água se torna muito quente, forçando os corais a expelirem algas vivas, o que faz com que se calcifiquem e fiquem esbranquiçados.

Fonte: REUTERS

5 dicas de segurança para você não cair no "golpe do Uber"

Uber
Imagine a cena: você sai do trabalho tarde da noite, e para não voltar para casa de ônibus, decide chamar um Uber.

Enquanto espera na calçada, um carro encosta e pergunta se você está esperando um dos veículos da empresa. Você entra?

Relatos como este estão se tornando comuns. Pessoas mal intencionadas se aproveitam do fato de os carros do Uber não terem nenhuma identificação externa para aplicar esse tipo de golpe.

Não há motivo para desespero, no entanto. É fundamental ficar de olho e seguir essas 5 dicas de segurança para não cair em roubada no Uber.

1. Acompanhe o caminho que o carro está fazendo

O aplicativo mostra o carro a caminho. Se no mapa parece que o carro vai chegar pela direita, e ele chega pela esquerda, tem algo estranho aí.

Se parece que ele está na rua de trás, provavelmente não é o mesmo carro que encostou ao seu lado. Fique atenta!

2. Sempre cheque a placa do carro

Quando o aplicativo seleciona o carro que vai atender sua chamada, ele informa a placa, modelo e marca do carro.

Mesmo se você não souber a diferença entre um Chevrolet Celta e um Honda HR-V, você pode identificar o carro pela placa. Nunca entre no carro sem checar se a placa informada no app corresponde à placa do carro.

3. Nunca diga seu nome antes do motorista

Se você tem o hábito de perguntar “esse carro é para a Fulana?”, pode tratar de mudar. O motorista tem acesso ao seu nome, e em geral ele mesmo pergunta, até para a segurança dele. Espere que ele pergunte, e então você pode confirmar.

4. Verifique se o motorista está usando o aplicativo

Em geral os motoristas deixam o celular com o aplicativo aberto no painel do carro. Lá, antes deles iniciarem a viagem, você pode ver seu nome e sua foto. Isso confirma que aquele motorista é o que foi designado para atender seu chamado.

5. Ainda insegura? Compartilhe sua localização

Você pode enviar para seus amigos e familiares um link que mostra onde você está enquanto está no Uber. Basta entrar no menu da viagem e clicar em “Compartilhar rota”.

Dessa forma a pessoa que receber a mensagem com link poderá ver em tempo real onde você está, se está mesmo a caminho de casa ou de qualquer que seja seu destino.

Fonte: MdeMulher

Encontrados em cometa dois ingredientes-chave para a vida

Cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko
Cientistas conseguiram detectar, pela primeira vez, em um cometa a presença de dois ingredientes fundamentais para a vida: a glicina - um aminoácido - e o fósforo, segundo estudo de pesquisadores europeus, divulgado nesta sexta-feira.

O achado foi realizado no 67P/Churyumov-Gerasimenko (ou simplesmente 'Chury'), um cometa descoberto no fim dos anos 1960 por cientistas ucranianos, e que é investigado pela sonda europeia Rosetta.

Ainda que tenha sido detectada a presença de mais de 140 moléculas orgânicas diferentes no espaço, é a primeira vez estes que são encontrados estes elementos, essenciais para o desenvolvimento do DNA e das membranas celulares.

Os resultados desta investigação, obtidos graças a Rosina, espectrômetro da sonda Rosetta, foram publicados na revista americana Science Advances.

Traços de glicina, necessários para formar proteínas, já haviam sido encontrados nos restos da cauda do cometa Wild 2, que a Nasa conseguiu obter em 2004.

Mas naquele momento, os cientistas não puderam descartar por completo a possibilidade de as amostras terem se contaminado de alguma maneira durante a análise feita na Terra.

O achado agora permite confirmar a existência de glicina e fósforo nos cometas.

"Trata-se da primeira detecção com total certeza de glicina na atmosfera de um cometa", assinalou Kathrin Altwegg, da Universidade de Berna (Suíça), chefe do projeto Rosina e autora do trabalho.

É muito difícil detectar a glicina, pois ela passa do estado sólido ao gasoso abaixo dos 150 graus Celsius, o que significa que este aminoácido se decompõe na forma gasosa na fria superfície do cometa.

Diferentemente de outros aminoácidos, a glicina é a única que pode se formar sem a necessidade da presença de água em estado líquido, assinalaram os cientistas.

A origem do fósforo detectado na fina atmosfera do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko não foi determinada, acrescentou a investigação.

"Demonstrar que os cometas são reservatórios de materiais primitivos do sistema solar e que eles podem transportar esses ingredientes-chave para a vida na Terra é um dos principais objetivos da Rosetta", assinalou o cientista encarregado desta missão da Agência Espacial Europeia, Matt Taylor.

Fonte: AFP

Jovens que postam fotos bebendo têm mais risco de alcoolismo

Pessoa toma bebida
Seu perfil nas redes sociais revela mais do que você imagina - e pode dar indícios de problemas de saúde. Pesquisadores americanos descobriram que universitários que postam fotos bebendo no Facebook, Twitter e Instagram têm chances maiores de ter problemas com álcool.

O estudo da Universidade Estadual da Carolina do Norte contou com 364 estudantes.

Os participantes que tinham o hábito de publicar conteúdo relacionado a bebida - contando o que estavam bebendo, fazendo check-in em bares, postando fotos dos amigos bêbados ou reclamando da ressaca - também eram os que tinham problemas com álcool com mais frequência.

Faltavam às aulas e ao trabalho, entravam em brigas e tinham notas maiores em um questionário que avalia o risco de desenvolver dependência do álcool.

O resultado preocupa os pesquisadores porque, segundo estudos anteriores, quase todos os jovens postam conteúdos relacionados ao consumo de álcool - antes de entrar na faculdade, são 40% e o número sobe para 90% no primeiro ano.

O que mais surpreendeu os cientistas é que postar sobre os seus drinques está mais ligado ao abuso do álcool do que beber em si.

Os estudantes que bebiam, mas ficavam longe das redes sociais, relataram uma quantidade menor de problemas relacionados ao álcool.

E a pesquisa encontrou uma explicação para isso: dentro da cultura universitária, alguns estudantes passam a associar a própria identidade com o hábito de beber.

E aí fica mais fácil perder o controle. O grupo testou a hipótese com outro questionário - e os "postadores" foram os que mais se identificavam com frases como: "Beber é parte de quem eu sou" e "beber é parte central da experiência na faculdade".

É possível que, com isso, os universitários caiam em um ciclo perigoso: consideram beber como parte da sua identidade, postam nas redes, recebem um feedback positivo dos amigos através das curtidas e comentários, e acabam por beber - e postar - mais.

Fonte: AFP

EUA anunciam novas sanções para isolar Coreia do Norte

Líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, olha peça de foguete, dia 15/03/2016
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira novas sanções contra a Coreia do Norte, que apontam ao reforço das restrições que já pesam sobre seu acesso ao sistema financeiro internacional, devido à "ameaça" que o regime comunista representa.

Uma vez implementadas, as medidas tomadas pelo Tesouro dos Estados Unidos pretendem designar o regime de Pyongyang como responsável de operações de lavagem de dinheiro e limitar ao máximo as possibilidades de realizar transações com empresas financeiras estrangeiras.

"A medida tomada hoje é uma etapa suplementar, que aponta para o corte de vínculos bancários com a Coreia do Norte, e esperamos que todos os governos e autoridades financeiras façam o mesmo", disse Adam Szubin, sub-secretário do Tesouro encarregado da luta antiterrorista, citado em comunicado.

A Coreia do Norte está submetida a sanções internacionais que foram reforçadas no início de março devido a vários disparos de mísseis e a um quarto teste nuclear em janeiro.

As novas medidas buscam determinar como Pyongyang utiliza as instituições financeiras para "estimular a proliferação e o desenvolvimento de armas de destruição em massa de mísseis balísticos", afirma comunicado.

"É fundamental tomar todas as medidas necessárias para impedir que o regime (norte-coreano) engane as instituições financeiras do mundo", acrescentou Szubin.

O anúncio dessas novas sanções acontece um dia depois que Coreia do Norte fez um disparo de míssil balístico, em violação das resoluções da ONU, segundo o informe do ministério sul-coreano de Defesa.

Fonte: AFP

Estudo alerta para o risco de aquecer o adoçante sucralose

Adoçante no café
Um estudo feito na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que o adoçante artificial sucralose – o mais consumido no mundo e, até agora, considerado pelas agências sanitárias o mais seguro – pode se tornar instável e liberar compostos potencialmente tóxicos ao ser aquecido a 98 ºC.

Os resultados do estudo, apoiado pela FAPESP, foram publicados na revista Scientific Reports, do grupo Nature.

“Trabalhos anteriores haviam mostrado que a sucralose se degrada em altas temperaturas – não usuais no dia a dia. Porém, observamos que isso também ocorre a 98 ºC, calor facilmente atingível durante o preparo de alimentos. Foi uma surpresa”, disse Rodrigo Ramos Catharino, professor na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) e coordenador do Laboratório Innovare de Biomarcadores da Unicamp.

A sucralose é uma substância criada em laboratório a partir da modificação química da molécula de sacarose, o açúcar de mesa.

À estrutura original são acrescentados três átomos de cloro, o que aumenta em 400 vezes o dulçor e impede a sucralose de se decompor durante a digestão e de ser usada como fonte de energia pelo organismo.

Seu uso é liberado sem restrições pelos principais órgãos de segurança alimentar no mundo, incluindo o Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, o Joint Expert Committee on Food Additivies (JECFA), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil.

Porém, ao aquecer a substância em banho-maria por cerca de 2 minutos, os pesquisadores da Unicamp notaram a liberação de compostos organoclorados tanto no gás proveniente da fervura como na fase sólida, ou seja, no caramelo que se formou após a fusão da sucralose.

Essa classe de compostos é considerada potencialmente tóxica e tem efeito cumulativo no organismo.

As análises foram feitas com auxílio de técnicas como termogravimetria, espectrometria de massas e espectroscopia no infravermelho.

“No gás, observamos a presença de ácido clorídrico, que pode ser irritante se inalado. Na fase sólida, encontramos hidrocarbonetos policíclicos aromáticos clorados (HPACs), uma classe de substâncias recentemente descoberta, sobre a qual se sabe muito pouco”, disse Catharino.

Segundo o pesquisador, o efeito mutagênico e carcinogênico de compostos correlatos aos HPACs, como os HPAs (hidrocarbonetos policíclicos aromáticos), já está bem estabelecido na literatura científica.

As principais fontes de exposição a esses mutagênicos são a poluição ambiental proveniente da queima de combustíveis fósseis e o cigarro.

“São necessários novos estudos para avaliar os efeitos dos HPACs no organismo humano. Mas é bem provável que, por causa da presença de átomos de cloro nas moléculas, elas sejam ainda mais reativas que os HPAs clássicos”, disse.

Doce risco

As análises que deram origem ao artigo foram feitas durante o doutorado de Diogo Noin de Oliveira, no âmbito de um Projeto Temático dedicado a investigar disfunções mitocondriais e processos metabólicos associados a doenças como diabetes, obesidade e dislipidemia – "Metabolismo energético, estado redox e funcionalidade mitocondrial na morte celular e em desordens cardiometabólicas e neurodegenerativas".

“Decidimos estudar os adoçantes por serem produtos muito usados por portadores dessas doenças. Começamos pela sucralose, o mais consumido de todos. Como temos a intenção de usar a substância em experimentos com animais, na formulação de ração, achamos melhor antes caracterizar o produto e fazer testes de estabilidade”, contou Catharino.

Uma das principais formas de se medir a estabilidade de um composto, explicou o pesquisador, é aquecê-lo.

No experimento feito em laboratório, foi usada a sucralose comercial pura – a mesma empregada pela indústria farmacêutica e alimentícia no preparo de seus produtos.

“É um pouco diferente da sucralose encontrada nas gôndolas dos supermercados, que vem misturada com outros aditivos para ganhar corpo. Se esses aditivos protegem a sucralose da degradação pelo aquecimento ou se potencializam o efeito tóxico do adoçante é algo que ainda não sabemos. Precisa ser estudado”, explicou o pesquisador.

Na próxima etapa da pesquisa, o grupo pretende testar o efeito do caramelo formado pela fusão da sucralose em culturas de células humanas e em experimentos com camundongos.

Além disso, os cientistas intencionam verificar se, ao ser aquecida junto com alimentos, a sucralose também se degrada e libera compostos organoclorados.

Entre os passos futuros está ainda a análise da estabilidade e dos subprodutos gerados pela degradação de outras classes de adoçantes artificiais.

Em um estudo publicado em 2012 na revista Food Chemistry, o grupo mostrou que a estévia – adoçante natural extraído da plantaStevia rebaudiana – torna-se instável em contato com alimentos ácidos, como refrigerante ou café, liberando glicose e também um esteviol com potencial efeito cancerígeno e abortivo.

“É importante frisar que nosso objetivo não é prejudicar os produtores desses produtos ou a indústria de alimentos e sim alertar o consumidor para que faça um uso consciente”, disse Catharino.

O artigo Thermal degradation of sucralose: a combination of analytical methods to determine stability and chlorinated byproducts(doi:10.1038/srep09598), de Diogo N. de Oliveira, Maico de Menezes e Rodrigo R. Catharino, pode ser lido em www.nature.com/articles/srep09598.

Fonte: AGÊNCIA FAPESP

Superbactéria pode causar doenças intratáveis

Bactéria
Uma superbactéria mutante pode ser o fim da era dos antibióticos e criar as primeiras infecções impossíveis de tratar.

Ela já foi encontrada pelo menos uma vez em cada continente - em porcos, em amostras de comida da China, e, agora, na infecção urinária de uma americana.

O Departamento de Defesa dos EUA encontrou uma bactéria resistente à colistina, um dos antibióticos usados como "último recurso" em infecções que resistem a outros remédios.

A bactéria deve seu superpoder ao gene mcr-1 e resiste a um grande número de outros antibióticos - ela tem um total de 16 genes que dificultam o funcionamento de remédios.

Mas não é a primeira vez que o mcr-1 é encontrado - o estudo americano se baseia, inclusive, em uma pesquisa da USP, que identificou a presença do gene no gado do Brasil, se espalhando silenciosamente desde 2012.

A indústria de alimentos é, possivelmente, a origem da resistência da bactéria. Tanto na China quanto no Brasil, ela é amplamente usada no gado para combater infecções por salmonela e E. coli  - mas também para acelerar o crescimento dos animais.

E os cientistas acreditam que através da carne a bactéria passou a infectar humanos.

A preocupante novidade é que esse gene circula entre bactérias com uma facilidade enorme.

O mcr-1 fica hospedado em um pedaço de DNA conhecido como plasmídeo.

Quando duas bactérias encostam uma na outra, os plasmídeos se descolam e podem ser absorvidos pelo outro microrganismo. Assim, a resistência passa de um para outro e se espalha rapidamente.

O grande perigo é que essa bactéria se misture e transmita o gene para germes já resistentes a outros antibióticos.

Existe um grupo de bactérias conhecido como "o bicho do pesadelo" - as enterobactérias resistentes a carbapenema - entre elas, algumas mutações da E. Coli, que vive no intestino mas pode causar diversas doenças em pessoas com imunidade baixa.

Elas produzem uma enzima que inutiliza uma classe ampla de antibióticos, como a penicilina.

Em muitos casos, só a colistina consegue eliminar esses bichos - e basta um encontro com um germe com gene mcr-1 para ganhar resistência.

Segundo os autores do relatório americano, existe o risco dessa mistura criar uma bactéria pan-resistente - em outras palavras, incurável por antibióticos.

E o mais assustador: isso pode já estar acontecendo, em um encontro casual de duas E. Coli dentro do intestino de alguém, muito antes dos cientistas conseguirem isolar o superbicho em laboratório.

Fonte: Superinteressante

Poluição de Manaus inibe fotossíntese e reduz chuvas

Barcos em Manaus (AM)
Está comprovado: a poluição urbana produzida pela cidade de Manaus tem influência direta – e potencialmente prejudicial – sobre a biogeoquímica da floresta amazônica.

Por onde passa, a pluma de poluição que emana da capital amazonense interfere nos mecanismos de produção de partículas de aerossóis, com consequências nos mecanismos de formação de nuvens, sua evolução e a produção de chuva.

A interação da pluma urbana com as emissões naturais da floresta produz ozônio em níveis que podem ser fitotóxicos para a vegetação.

É o que mostra o artigo “Fotoquímica do isopreno sobre a Floresta Amazônica”, que acaba de ser publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Trata-se de um dos primeiros resultados da campanha científica internacional GoAmazon, um grande experimento realizada ao longo de 2014 e 2015 ao redor de Manaus, envolvendo vários projetos financiados pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, na sigla em inglês), a Fapesp e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), entre outros parceiros.

O projeto liderado por Artaxo, “GoAmazon: Interação da pluma urbana de Manaus com emissões biogênicas da Floresta Amazônica”, foi desenvolvido no âmbito do Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas da Fapesp, e utilizou, entre outros recursos, dois aviões de pesquisa com instrumentos de última geração que sobrevoaram extensivamente a Amazônia central ao longo de 2014 (Mais informações em: agencia.Fapesp.br/20150/).

“O foco dos estudos foi desvendar os mecanismos de interação entre as emissões de Manaus e as da floresta”, diz Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e um dos coordenadores do experimento GoAmazon.

Com cerca de 400 trabalhos publicados e mais de 12 mil citações, Artaxo foi um dos quatro brasileiros citados no início do ano entre os pesquisadores “mais influentes” do mundo pela empresa Thomson Reuters.

Segundo Artaxo, a floresta emite naturalmente os chamados compostos orgânicos voláteis (VOCs) como parte do seu metabolismo. Uma vez na atmosfera, os VOCs interagem com outros gases e são oxidados.

Esse processo tem papel fundamental na formação de nuvens e, consequentemente, da chuva que cai na região.

É neste ponto que a pluma de poluição manauara mostra a sua influência. As emissões que saem das chaminés industriais e dos escapamentos da frota de veículos formam uma pluma de poluentes na troposfera sobre Manaus.

Tal pluma é continuamente transportada pelos ventos para longe da cidade, geralmente na direção oeste, formando uma mancha atmosférica que se estende por 100, 200 e até 300 quilômetros (km) de distância.

Os gases poluentes da pluma alteram as reações químicas dos VOCs na atmosfera, produzindo mais ozônio e mais partículas de aerossóis do que ocorreria naturalmente longe da presença da pluma de poluição. “O ozônio é um gás fitotóxico. Ele é tóxico para as plantas em altas concentrações”, diz Artaxo.

A concentração normal de ozônio na troposfera da Amazônia é muito baixa, de 10 a 15 partes por bilhão (ppb) no meio do dia. Por onde passa a pluma poluente de Manaus, as concentrações de ozônio quadruplicam, saltando para 40 a 50 ppb.

“A maior concentração de ozônio inibe a fotossíntese, pois faz com que os estômatos não se abram para a realização da fotossíntese. Como resultado, as plantas absorvem menos carbono da atmosfera. Nessas condições, a vegetação tem a fotossíntese reduzida”, afirma Artaxo.

“Uma exposição de longo prazo da vegetação a elevadas concentrações de ozônio levaria a uma redução na quantidade de biomassa da floresta que estiver sob a influência da pluma de Manaus.”

Tal redução ainda não foi verificada in loco, sublinha o físico brasileiro.

“Esta aferição é muito difícil. Requer um monitoramento de longo prazo. Sabemos do efeito nocivo das altas concentrações de ozônio sobre as plantas graças aos estudos em estufas artificiais. Quando as plantas são submetidas a concentrações de ozônio de 40 a 50 ppb, a fotossíntese é reduzida. Estamos neste momento desenhando novos experimentos que vão tentar quantificar qual seria o efeito da pluma de Manaus na floresta,” completa Artaxo.

Interações entre partículas

Um segundo efeito importante observado no experimento GoAmazon diz respeito às interações entre as partículas formadas pela interação dos VOCs naturais da floresta com os óxidos de nitrogênio emitidos pelos carros e indústrias.

Foi observada uma produção alta de partículas como resultado da interação da poluição com as emissões da floresta.

Essas partículas afetam os mecanismos de formações de nuvens, formando gotas menores, que demoram mais para crescer e evoluir, potencialmente diminuindo a chuva para nuvens formadas a partir da interação entre a poluição com as emissões da floresta.

“Ainda não temos uma quantificação precisa do efeito, só estudamos os mecanismos até o momento”, afirma Artaxo.

A compreensão de tais efeitos terá aplicação em toda a Amazônia, dado que a pluma de poluição sobre a floresta não é uma exclusividade da área urbana de Manaus.

Ela existe, em menor grau, em todas as outras cidades amazônicas, como Belém, Santarém, Porto Velho e Rio Branco.

O artigo Isoprene photochemistry over the Amazon rainforest (doi: 10.1073/pnas.1524136113), assinado por Artaxo e Yingjun Liu, Joel Brito, Matthew R. Dorris, Jean C. Rivera-Rios, Roger Seco, Kelvin H. Bates, Sergio Duvoisin Jr, Frank N. Keutsch, Saewung Kim, Allen H. Goldstein, Alex B. Guenther, Antonio O. Manzi, Rodrigo A. F. Souza, Stephen R. Springston, Thomas B. Watson, Karena A. McKinney, and Scot T. Martin, publicado em Proceedings of the National Academy of Sciences, está acessível no endereço: http://www.pnas.org/content/early/2016/05/10/1524136113.abstract.

Fonte:AGÊNCIA FAPESP

Waze ganha navegação com voz de Fábio Porchat

Waze Porchat
Uma atualização lançada hoje leva a voz de Fábio Porchat para o aplicativo Waze. O comediante poderá guiar você pelas ruas, seja seu smartphone Android ou iOS.

Algumas frases engraçadas fazem parte da narração gravada por Porchat. Ao iniciar uma rota, por exemplo, ele diz "Estamos prontos, Judith! Judith? Judith...".

Para ativar a voz de Porchat no seu aplicativo do Waze, o caminho é Configurações>Som>Idioma da voz>Português (BR) - Porta dos Fundos.

Confira a seguir o vídeo de divulgação da nova voz do Waze.  

Fonte: Exame

Arsenal nuclear dos EUA ainda roda com disquetes

Disquete - computador
Feche os olhos e imagine a central de armas nucleares do governo dos Estados Unidos. O que você vê?

Homens de vestes militares, luz baixa e computadores de última geração com luzinhas vermelhas piscando? Bom, desculpe matar sua imaginação, mas a coisa não é bem assim - pelo menos no quesito dos computadores.

O governo americano revelou que, na verdade, a máquina que controla o armamento nuclear do Obama é um sistema da década de 1970 que lê disquetes.

Mesmo que você tenha reimaginado a cena toda é capaz que nem assim tenha conseguido visualizar direito.

Os disquetes em questão não são nem mesmo aqueles que se popularizaram no Brasil nos anos 1990 (com cerca de 3,5 polegadas), estamos falando da versão-avó daquela tecnologia - os disquetes de 8 polegadas.

De acordo com relatório do Departamento de Defesa dos gringos, as forças armadas locais usam um IBM/Series 1 para controlar mísseis intercontinentais, bombas nucleares, e aeronaves transportadoras de combustível.

"O sistema continua em uso porque, basicamente, continua funcionando", afirmou, em entrevista à AFP, a coronel Valerie Henderson - porta-voz do Pentágono.

No próprio relatório é feita uma crítica ao uso do IBM. "De acordo com oficiais, o sistema [do Departamento de Defesa] é feito à base de tecnologias que estão no final de suas vidas úteis" afirmam os escritores do texto que reforça "[o computador] possui partes difíceis de substituir porque hoje são obsoletas".

Essa história, no entanto, já começou a mudar. O governo americano anunciou que investiu 60 milhões de dólares (cerca de R$ 215 milhões), para que até o fim de 2020 todo o sistema seja substituído.

Os disquetes em si devem desaparecer um pouco antes. O plano é que eles sejam trocados por cartões digitais antes de 2017 acabar.

Fonte: Superinteressante