terça-feira, 20 de abril de 2021

Covid in Brazil: Hunger worsens in city slums.

BBC
Mark Lowen

The queue snakes around the block and each day it gets longer: hungry residents of Heliopolis, São Paulo's largest favela, waiting in line for the handout that will keep them going until the next morning.

They are given a bowl of pasta with meat and a portion of rice, two packets of biscuits and a carton of milk, shared between a whole household and usually their only meal of the day. Before the pandemic, 300 people would queue up here. Now it is over 1,000, and the charity that runs it has 650 others across São Paulo.

"The vast majority of people who live in the favelas work in the informal economy, as cleaners in homes or helping to bake cakes, so when businesses close or houses stop using them, they feel the impact," says Marcivan Barreto, the local co-ordinator.

"You see people queuing up at 03:00 for food. I'm very worried that as the pandemic continues, a hungry father will start looting supermarkets. When you're starving, despair hits."

During the first wave of the pandemic, Brazil's government introduced emergency relief, known as "coronavouchers". More than 67 million people received a monthly sum of 600 reais (£83; $107, at the time).

It was the biggest single injection of financial aid in Brazil's history, introduced by a president, Jair Bolsonaro, who had previously railed against welfare spending. It pushed extreme poverty to its lowest level since the 1970s - and boosted the president's support.

But the relief was temporary. With ballooning public debt, the government first suspended the programme and then reintroduced it but at a far lower level of 250 reais and for fewer people.

The drop in aid has hit Luciana Firmino and her family hard. She and her husband now depend on the food handout to feed their five children, living in a cramped couple of rooms in one of the favela's narrow alleyways.

When the pandemic hit, she lost her job in a manicure studio and her husband's occasional work dried up.

Clutching her nine-month-old daughter, she says each day is a decision whether to pay for milk or diapers. "We can't afford the rent anymore. So we will soon be out in the streets or under a bridge."

Then she breaks down. "I was hoping for a good life," she says through tears. "Sometimes I think I should give my children away to social services."


Brazil is in the grip of a health and social emergency. It has the world's second-highest death toll from the pandemic at over 370,000, and hospitals are near collapse. A study last week found that 60% of Brazilian households have food insecurity, lacking sufficient access to enough to eat.

President Bolsonaro - who once dismissed the virus as "just a little flu", opposed lockdowns and failed to secure vaccine supplies in time - has lost support, particularly as the food handouts have declined. Attempts at impeachment are stirring.

But he still has his devoted fans, who insist "the establishment" are trying to destroy him.

Three hours' drive out of São Paulo, the corn harvest is underway on Frederico D'Avila's farm. He has 1,300 hectares of the crop, as well as soybean, barley and fava, nestled beside dense pine forests.

And as the harvester cuts through the stalks of corn, he talks of how the president is slashing "the system of kleptocracy - chains of corruption - that have run here for 35 years".

"President Bolsonaro wants to preserve liberty; he wants people to get out, work, feed their children," he says. "He wants people to decide if they want the vaccine, not to be obligated by the state. Freedom in Brazil has always been under threat."

I put it to him that the price of that policy is the public health disaster that Brazil is living through. "It's not a disaster", he replies. "We don't have all the data from other countries so we don't know true numbers of dead."

Supporters of the president echo the same line, hammered home by the effective Bolsonaro communication machine with claims that if other institutions, including the Supreme Court, had not tied his hands, he could have managed the pandemic fully.

To the charge that Brazil was desperately slow to order vaccines, they reply that the shots could not have been ordered earlier as they had not yet been approved by Brazil's health regulator.

When I remind him that many countries ordered large quantities of vaccines pending regulatory approval so they could then be rolled out quickly, Mr D'Avila tells me the Supreme Court could have sued the president if the shots were ordered and then not approved.

"If he had unlimited power like a king, it would be better. He wouldn't need to deal with the Supreme Court and pressure groups," he says.

President Bolsonaro is on the back foot. Under fire for mishandling what is becoming a humanitarian crisis and facing a threat from former President Luiz Inácio Lula da Silva, whose conviction for corruption was recently overturned, paving the way to challenge the president in next year's election.

And all the while hospitals fill up, the food queues grow longer, and this shattered country watches helplessly as fresh graves are dug.


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SP: Comércio reabre com filas, contagem regressiva e aglomeração.

Uol

O comércio popular amanheceu quente, apesar do chuvisco e do clima nublado no primeiro dia útil da fase de transição da quarentena na cidade de São Paulo. As regiões da rua 25 de Março e do Brás, no centro da capital, tiveram grande movimentação.

Na 25 e adjacentes, antes das 11h, horário permitido pelo governo paulista para abertura de shoppings, galerias e comércios de rua, já havia lojas com portões abertos. Algumas das que estavam com as portas fechadas tinham vendedores do lado de fora instigando a clientela.

Entre os vendedores ambulantes, alguns faziam contagem regressiva para o horário oficial da reabertura. Para quem passava na rua, como de costume, a cada metro era oferecido algum produto, como roupa, ou serviço, como conserto de celular.

Em grandes lojas da região, a ocupação máxima permitida, de 25%, ficou longe de ser respeitada. Em galerias comerciais conhecidas do centro, a situação era igual. Havia filas longas do lado de fora, que davam a volta no quarteirão. 

Nos portões de entrada dos estabelecimentos, seguranças mediam a temperatura no pulso dos compradores, ofereciam uma borrifada de álcool 70% nas mãos e liberavam a entrada. Dentro das lojas, compradores se espremiam entre brinquedos, roupas e produtos eletrônicos. 

A cabeleireira Vânia Pinto, 42, que foi a uma dessas grandes lojas da rua 25 de Março comprar produtos estéticos, disse que nas últimas semanas ficou sem poder oferecer alguns serviços, mas não deixou de trabalhar.

Já na região do Brás, apesar de as lojas também terem reaberto, o movimento era um pouco menor do que o de costume. A principal fila que se via no bairro era a da entrada do restaurante Bom Prato, que fornece alimento à população por um preço mais acessível.

Apesar de o Brasil estar no pico da pandemia do Corona vírus, a lojista disse não ter mais como priorizar a saúde. "Dentro ou fora de casa, todo mundo já pegou ou vai pegar [o vírus]. Todo mundo tem que sair um pouco de casa. Numa ida ao mercado, farmácia ou caminhada, você também se arrisca. Você falando comigo também está se arriscando. Então, não tem como parar [de trabalhar]", afirmou. Na região central de São Paulo, a Estação da Luz da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) teve um movimento bastante intenso de passageiros.

Fase de transição

O governo de São Paulo, sob a gestão de João Doria (PSDB), criou uma nova fase do plano de flexibilização da quarentena por causa da covid-19, entre a vermelha e a laranja, e permitiu a abertura de estabelecimentos comerciais e atividades religiosas, mas em horários reduzidos de funcionamento. 

Durante essa fase de transição, shoppings e lojas de ruas, que antes só tinham autorização para abrir a partir da fase laranja, agora vão poder operar. Apesar da flexibilização, o governo manteve o toque de recolher das 20h às 5h.

Horários de funcionamento 

Os shoppings e comércios de rua podem funcionar das 11h às 19h, com 25% da capacidade total. As atividades religiosas, como cultos e missas, devem respeitar o distanciamento social e ter controle de acesso dos fiéis.

Restaurantes e lanchonetes, salões de beleza e cabeleireiros, cinemas, teatros, museus, eventos e convenções estarão autorizados para atendimento presencial a partir do dia 24 de abril, das 11h às 19h, com 25% da capacidade total. Os parques serão reabertos também no dia 24, mas o horário de funcionamento ainda não foi divulgado. 

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O que a ACP propõe para que comércio não essencial não feche em novos decretos.

Gazeta do Povo
Fábio Calsavara

Segundo o proponente da ideia, o presidente da ACP, Camilo Turmina, o rodízio de abertura do comércio impactaria de forma positiva na redução da taxa de transmissão da Covid-19. Para tanto, seria necessário acabar com a definição de atividades essenciais e não essenciais atualmente em uso pelo poder público.

“Caso haja uma nova bandeira vermelha, nós queremos descaracterizar a ideia do essencial e não essencial. A área médica é importante, além dos hospitais e outros setores envolvidos na Saúde, e precisa sim ficar disponível o tempo todo. Os demais, mesmo as farmácias, poderiam abrir em rodízio. Não existe mais essa de se eleger meia dúzia de segmentos da economia e dizer ‘estes são essenciais, vão trabalhar o ano todo, mesmo que haja uma pandemia vão continuar ganhando dinheiro, os outros que se virem’. Todo trabalho é essencial”, explicou, em entrevista à Gazeta do Povo.

Ao apresentar o projeto na CMC, no começo de abril, Turmina deu um exemplo de como o rodízio de abertura do comércio poderia ser usado nas fases mais críticas da pandemia. “Quantos por cento da população queremos que fique em isolamento em casa? Se for 50% é bem simples. Um dia abre uma atividade econômica, no dia seguinte abre outra. Ninguém precisa de 800 farmácias abertas ou de todos os petshops abertos ao mesmo tempo”, destacou.

E nos shoppings?

A presidente do Sindicato dos Lojistas de Shopping de Curitiba, Carolina Assis, confirmou à Gazeta do Povo que aprova a ideia do rodízio para a abertura do comércio durante a bandeira vermelha, mas disse não saber como essa medida seria aplicada na prática às lojas de shopping. Ela sugere que, caso o projeto seja aprovado, seja acompanhado de uma maior fiscalização no transporte coletivo, para ela uma das maiores fontes de disseminação da Covid-19.

“Os shoppings não são o ponto de contaminação dessa doença. Nas nossas lojas temos gente limpando as superfícies o tempo todo, todos os funcionários de máscara. Às vezes as pessoas esperam nos corredores quando a loja está com sua capacidade máxima, para ficar em um ambiente com maior circulação de ar. Temos seguranças que orientam os consumidores quanto ao uso de máscaras. As pessoas podem se sentir seguras, porque todos estamos nos cuidando. O rodízio de abertura é uma medida que só terá efetividade se houver um aumento na frota do transporte coletivo. Porque não adianta nada ter essa possibilidade de abrir o comércio de forma alternada no lockdown se a circulação dos ônibus for reduzida”, comentou.

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Instalações portuárias do Arco Amazônico movimentaram 258,5 milhões de toneladas em 2020.

Portos e Navios

As instalações portuárias do Arco Amazônico movimentaram 258,5 milhões de toneladas em 2020, um crescimento de 0,88% em comparação com 2019. O grande destaque foi o granel sólido: 246,1 milhões de toneladas, ou 95,2% do total. Saíram ou entraram pelos portos privados nacionais 217,6 milhões de toneladas. Em relação aos portos públicos, esse número foi de 40,9 milhões de toneladas.

As principais instalações na região que contribuíram para o comercio exterior nacional em 2020 foram o Porto do Itaqui (22 milhões de toneladas); o Porto de Vila do Conde (9,85 milhões de toneladas) e o Porto de Santarém (7,35 milhões de toneladas). Itaqui está localizado no Maranhão; e os dois últimos no Pará.

As principais cargas do Arco Amazônico para o comércio exterior brasileiro foram soja, com 22,35 milhões de toneladas; milho (12,09 milhões de toneladas); e produtos químicos inorgânicos (8,42 milhões de toneladas).

Sem minério de ferro, as instalações portuárias movimentaram (importação e exportação) 64,2 milhões de toneladas em 2020, um crescimento de 3,38%. Desse número, 52 milhões de toneladas foram granéis sólidos.

As informações são do diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, que participou da primeira live do Norte Export - Fórum Regional de Logística e Infraestrutura Portuária. Tokarski palestrou sobre a importância do arco amazônico para o comércio exterior brasileiro nesta segunda-feira (19).

O transporte de cargas na navegação de longo curso em vias interiores no Arco Amazônico somou 44,6 milhões de toneladas em 2020, contra 45,6 milhões de toneladas em 2019. Apenas a navegação interior transportou 27,9 milhões de toneladas no ano passado. Em 2019, o número somou 25,2 milhões de toneladas. Em relação à cabotagem em vias interiores, a movimentação foi de 12,4 milhões de toneladas, um crescimento de 1% sobre 2019. As principais cargas transportadas no ano passado foram soja, milho e bauxita.

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Balança comercial tem superávit de US$ 14,22 bilhões até a terceira semana de abril.

Sistema Ocepar

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 14,22 bilhões neste ano, até a terceira semana de abril, com corrente de comércio de US$ 127,84 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19/04) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. As exportações somam US$ 71,03 bilhões, com alta de 23,1%, pela média diária, e as importações sobem 14% e atingem US$ 56,81bilhões.  

Acumulado do mês - No acumulado do mês, as exportações cresceram 59% e somaram US$ 15,38 bilhões, enquanto as importações subiram 44,3% e totalizaram US$ 9,07 bilhões. Dessa forma, a balança comercial registrou superávit de US$ 6,31 bilhões, e a corrente de comércio alcançou US$ 24,45 bilhões, com alta de 53,2%.

Terceira semana de abril - Se for considerada apenas a terceira semana de abril, a corrente de comércio alcançou US$ 10,684 bilhões, com US$ 6,844 bilhões de exportações e US$ 3,84 bilhões de importações, o que gerou um superávit de US$ 3,004 bilhões.  

Exportações no mês - Nas exportações, comparada a média diária até a terceira semana deste mês (US$ 1,398 bilhão) com a de abril de 2020 (US$ 879,69 milhões), houve crescimento de 59%, em razão do aumento nas vendas da Indústria Extrativista (78,7%), da Agropecuária (56,8%) e dos produtos da Indústria de Transformação (50,9%).

Aumento - O aumento das exportações foi puxado, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos da Indústria Extrativista: minério de ferro e seus concentrados (116,1%); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (57,5%); minérios de níquel e seus concentrados (18.860.869,1%); outros minérios e concentrados dos metais de base (279,2%) e outros minerais em bruto (34,4%).

Indústria de Transformação - Já em relação à Indústria de Transformação, destaque para o crescimento nas vendas de celulose (70,1%); produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (113,9%); açucares e melaços (72,7%); óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (61,6%) e ouro, não monetário, excluindo minérios de ouro e seus concentrados (73,2%).

Vendas maiores - Por fim, a alta das exportações também contou com o crescimento nas vendas dos seguintes produtos agropecuários: soja (56,5%); algodão em bruto (128,1%); café não torrado (28%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (90,1%) e milho não moído, exceto milho doce (830,9%).

Importações no mês - Nas importações, a média diária até a terceira semana de abril de 2021 (US$ 824,63 milhões) ficou 44,3% acima da média de abril do ano passado (US$ 571,55 milhões).

Compras - Nesse comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com compras de produtos da Indústria de Transformação (45,8%), com a Indústria Extrativista (29,1%) e com a Agropecuária (3,7%).

Destaques - O aumento das importações foi puxado pelo crescimento nas compras dos seguintes produtos da Indústria de Transformação: óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, (111,4%); válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (95,8%); partes e acessórios dos veículos automotivos (82,2%); cobre (249,2%) e equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios (37%).

Indústria Extrativista - Já na Indústria Extrativista, os destaques de alta nas importações foram para o gás natural, liquefeito ou não (70,3%); carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (43,7%); outros minérios e concentrados dos metais de base (95,6%); minérios de cobre e seus concentrados (171,8%) e minério de ferro e seus concentrados (1.661.318%).

Agro - Por fim, a alta das importações também contou com o crescimento nas compras dos seguintes produtos agropecuários: cacau em bruto ou torrado; pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (143,9%); látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (35,7%); soja (53%) e tabaco em bruto (612,7%). (Ministério da Economia).

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Bolsonaro reduz tarifa de importação de skates e instrumentos musicais de corda.

O Globo

O governo reduziu nesta terça-feira tarifas de importação de uma série de produtos, inclusive skates e instrumentos musicais de corda.

A informação foi divulgada pelo presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais e publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Segundo Bolsonaro, a tarifa sobre skates foi cortada de 20% para 2%. Já a cobrança sobre instrumentos de corda foi reduzida de 18% para 5%.

O presidente não explicou os critérios adotados para escolher esses produtos para serem objeto de desoneração agora.

Em fevereiro, Bolsonaro havia anunciado a reduçao gradual da tarifa de importação que incide sobre bicicletas, na ocasião em 35%. A decisao foi criticada por representantes da indústria nacional.

A redução de tarifas de importação estimula a entreda de produtos produzidos no exterior para competir com similares produzidos no país, o que favorece a queda dos preços.  

As novas regras entram em vigor no dia 27 de abril, segundo resoluções da Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex).

Isenção também da tarifa de alimentos

Os documentos também tratam da redução a zero de alíquotas de produtos como soja e milho, cujos preços internacionais em alta contribuem para a alta dos itens da cesta básica no país e dão combustível à inflação. Nesse caso, a redução vale até o dia 31 de dezembro.

As mudanças foram feitas por meio da alteração da chamada Tarifa Externa Comum (TEC), que define o Imposto de Importação cobrado nos países membros do Mercosul nas compras de produtos de países que não fazem parte do bloco.

Nos últimos meses, o governo tem adotado essa estratégia para reduzir a tributação de itens importados.

Em março, o Executivo anunciou redução de 10% nas tarifas que incidem sobre produtos como celulares, computadores e máquinas usadas em indústrias, conhecidas como bens de capital.

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segunda-feira, 19 de abril de 2021

COMÉRCIO EXTERIOR: Exportações do agro em março batem recorde de US$ 11,57 bilhões.

Sistema Ocepar

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram o valor recorde para o mês de março, alcançando US$ 11,57 bilhões. A cifra nunca havia ultrapassado US$ 10 bilhões para os meses de março, em toda a série histórica desde 1997. O valor é 28,6% superior aos US$ 9,0 bilhões no mesmo período de 2020.

Preços - Um dos motivos que explicam o bom desempenho do agronegócio é o aumento dos preços dos produtos exportados, que registraram alta de 8,7% na comparação com março de 2020. A quantidade vendida ao exterior registrou aumento de 18,3%.

Complexo soja - O complexo soja foi o setor de maior destaque, com aumento nas exportações absolutas de US$ 1,66 bilhão. As condições climáticas da safra 2020/2021, que geraram atrasos na colheita do primeiro bimestre de 2021, em função do excesso de chuvas, concentraram os embarques da soja em grãos para março.

Carnes - O setor de carnes também bateu recorde de exportações, ao totalizar US$ 1,60 bilhão, alta de 16,1%. A China foi o principal país responsável pelo aumento das exportações de carne bovina e carne suína do Brasil.

Enfermidades - “O setor de criação animal para produção de carne na China possui histórico de enfermidades nos anos recentes, com destaque para Peste Suína Africana e a gripe aviária de alta patogenicidade, que assolaram e afetam os rebanhos chineses, sendo o principal fator responsável pela expansão das exportações brasileiras de carnes”, segundo análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

Bovina - A principal carne exportada foi a bovina, com US$ 711 milhões em vendas externas (alta de 11,9%) e volume recorde de 158 mil toneladas (+7,8%). As exportações de carne suína também bateram recorde, com aumento de 51,2% no volume exportado, alcançando 108 mil toneladas equivalentes a US$ 260 milhões (+57,4%).

Sucroalcooleiro - O complexo sucroalcooleiro observou a maior taxa de crescimento percentual dentre os principais setores exportadores (+59,4%). O volume de açúcar atingiu recorde de praticamente 2 milhões de toneladas em março de 2021 (+39,6%). Esse recorde de volume, em conjunto com o aumento de 9% no preço médio, gerou US$ 638,96 milhões em exportações (+52,1%).

Demais produtos- Apesar do recorde das exportações do agronegócio em março, houve também forte elevação dos valores demais produtos (+37,6%), fato que explica a queda da participação do agronegócio de 49,1% para 47,4% no total do mês.

Importações - As importações do agronegócio também aumentaram, passando de US$ 1,28 bilhão em março de 2020 para US$ 1,34 bilhão, o que representa elevação percentual de 4,5%.

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COMÉRCIO EXTERIOR CAPIXABA APRESENTOU CRESCIMENTO DE 46,65% EM MARÇO, APONTA IJSN.

Es Hoje

Em março, o comércio exterior capixaba apresentou expansão de 46,65% ante o mês anterior, com crescimento tanto nas exportações (71,44%) quanto nas importações (17,26%). No Brasil também houve ganho de 36,90% na corrente de comércio, com exportações (49,37%) e importações (22,88%) em crescimento, no mesmo período. Os números são resultados preliminares de um estudo apresentado pelo Instituto Jayme dos Santos Neves nesta segunda-feira (19).

Na comparação com março de 2020, o comércio exterior capixaba e brasileiro também avançaram, com ganhos de 24,39% e 29,67%, respectivamente. As exportações capixabas avançaram 35,20% e as   
importações 9,23%; no país as exportações apresentaram avanço de 33,17% e as importações 25,17%, nesse período.

No acumulado do primeiro trimestre de 2021 , frente ao mesmo período do ano passado, a corrente de comércio capixaba exibiu expansão de 13,62%, puxada mais fortemente pelas exportações, que cresceram 25,61% enquanto as importações cresceram em menor intensidade (0,67%). No Brasil, houve crescimento de 15,70% nas exportações e 5,37% nas importações, levando a corrente de comércio a um aumento de 10,69% nesse período.

No acumulado dos 12 meses até março de 2021, ante aos 12 meses anteriores, período que capta toda a retração do comércio mundial, dado pelo fechamento das economias devido à Covid-19, o comércio exterior capixaba apresenta queda de 15,41%, com exportações retraindo em 19,21% e importações 11,01%. A tendência da corrente de comércio, que nos documentos anteriores apresentava quebra de crescimento apenas no último período, passou a apresentar retração a partir do penúltimo período.   

Essa mudança ocorre no contexto de uma revisão metodológica de dados empreendida pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), da Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (SECINT), do Ministério da Economia, no dia 07 de abril de 2021 , na compilação das estatísticas de comércio exterior, com o objetivo de "aprimorar a qualidade e a disponibilidade dos dados e aumentar a transparência dos processos de compilação e disseminação das estatísticas brasileiras de comércio exterior".

Ocorreram exclusões e inclusões de operações de exportação e de importação amparadas por regimes aduaneiros especiais, como é o caso do Repetro-Sped, que havia impactado fortemente os dados do  comércio exterior capixaba desde 2019, com o registro da exportação de uma plataforma de petróleo em setembro daquele ano, que representou um valor extremamente elevado para os padrões do Espírito Santo.   

Essa informação "fora da curva" foi tirada dos dados, assim como os dados de importações superestimados no estado, sobretudo durante o ano de 2020, no contexto da nacionalização de equipamentos para exploração de petróleo.   

Os dados do pais também foram impactados, mas de forma menos intensa que os estados produtores de  petróleo, como o Espírito Santo, pois no contexto do país esses dados eram, de certa forma, diluídos no  agregado.   

Assim, a tendência da corrente de comércio brasileira continuou a mesma, com a quebra do ciclo de alta nos dois últimos períodos. Em termos de variação nos últimos 12 meses houve recuo de 6,86% no comércio exterior do pais, com exportações em -1,33% e importações em -13,39%

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Exportações crescem 59% na terceira semana de abril e balança comercial tem superávit de US$ 14,22 bilhões.

Comex do Brasil

Brasília – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 14,22 bilhões neste ano, até a terceira semana de abril, com corrente de comércio de US$ 127,84 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19/4) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. As exportações somam US$ 71,03 bilhões, com alta de 23,1%, pela média diária, e as importações sobem 14% e atingem US$ 56,81bilhões.

No acumulado do mês, as exportações cresceram 59% e somaram US$ 15,38 bilhões, enquanto as importações subiram 44,3% e totalizaram US$ 9,07 bilhões. Dessa forma, a balança comercial registrou superávit de US$ 6,31 bilhões, e a corrente de comércio alcançou US$ 24,45 bilhões, com alta de 53,2%.

Se for considerada apenas a terceira semana de abril, a corrente de comércio alcançou US$ 10,684 bilhões, com US$ 6,844 bilhões de exportações e US$ 3,84 bilhões de importações, o que gerou um superávit de US$ 3,004 bilhões.

Exportações no mês 

Nas exportações, comparada a média diária até a terceira semana deste mês (US$ 1,398 bilhão) com a de abril de 2020 (US$ 879,69 milhões), houve crescimento de 59%, em razão do aumento nas vendas da Indústria Extrativista (78,7%), da Agropecuária (56,8%) e dos produtos da Indústria de Transformação (50,9%).

O aumento das exportações foi puxado, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos da Indústria Extrativista: minério de ferro e seus concentrados (116,1%); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (57,5%); minérios de níquel e seus concentrados (18.860.869,1%); outros minérios e concentrados dos metais de base (279,2%) e outros minerais em bruto (34,4%).

Já em relação à Indústria de Transformação, destaque para o crescimento nas vendas de celulose (70,1%); produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (113,9%); açucares e melaços (72,7%); óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (61,6%) e ouro, não monetário, excluindo minérios de ouro e seus concentrados (73,2%).

Por fim, a alta das exportações também contou com o crescimento nas vendas dos seguintes produtos agropecuários: soja (56,5%); algodão em bruto (128,1%); café não torrado (28%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (90,1%) e milho não moído, exceto milho doce (830,9%).

Importações no mês  

Nas importações, a média diária até a terceira semana de abril de 2021 (US$ 824,63 milhões) ficou 44,3% acima da média de abril do ano passado (US$ 571,55 milhões).

Nesse comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com compras de produtos da Indústria de Transformação (45,8%), com a Indústria Extrativista (29,1%) e com a Agropecuária (3,7%).

O aumento das importações foi puxado pelo crescimento nas compras dos seguintes produtos da Indústria de Transformação: óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, (111,4%); válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (95,8%); partes e acessórios dos veículos automotivos (82,2%); cobre (249,2%) e equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios (37%).

Já na Indústria Extrativista, os destaques de alta nas importações foram para o gás natural, liquefeito ou não (70,3%); carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (43,7%); outros minérios e concentrados dos metais de base (95,6%); minérios de cobre e seus concentrados (171,8%) e minério de ferro e seus concentrados (1.661.318%).

Por fim, a alta das importações também contou com o crescimento nas compras dos seguintes produtos agropecuários: cacau em bruto ou torrado; pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (143,9%); látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (35,7%); soja (53%) e tabaco em bruto (612,7%).

*Com informações da Secex/Ministério da Economia

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A nova MP para modernização de negócios promete tornar o Brasil mais atrativo.

Rede Jornal Contábil
Esther Vasconcelos

A má performance do Brasil no cenário do comércio internacional é histórica. Durante anos avaliados pelo ranking do Banco Mundial, o Doing Business – principal referência sobre o ambiente de negócios – nunca estivemos dentre os 100 melhores países.

Transformar o Brasil em uma das melhores economias do mundo para se fazer negócios pode parecer uma promessa ousada, mas pela primeira vez, possível de ser atingida com a nova MP de Ambiente de Negócios.

Anunciada no final de março, a proposta tem por objetivo reduzir a burocracia e permitir uma maior facilidade para se empreender no país. Além disso, será possível diminuir a insegurança jurídica entre os investidores nacionais e internacionais, por meio de três premissas: modernizar o ambiente de negócios como estratégia de recuperação econômica pós-pandemia; contribuir com a melhoria da posição do Brasil nesse ranking e; atrair investimentos estrangeiros através de um melhor ambiente institucional.

Em geral, a medida provisória tem como foco quatro grandes blocos estruturais: a abertura de empresas, proteção a investidores minoritários, execução de contratos e comércio exterior.

A facilitação na abertura de empresas é, sem dúvidas, uma das mais atrativas para o mercado nacional. Esse processo demandava grande tempo para os empresários, que se viam obrigados a se cadastrar em três órgãos tributários diferentes para legalizar a abertura de sua empresa.

Com a MP, esse processo será centralizado em um único CNPJ, diminuindo consideravelmente e otimizando o tempo para a abertura.

Em conjunto, as pautas envolvendo o comércio exterior são as mais promissoras e importantes para alavancar a economia do país e mudar de uma vez por todas nossa imagem no mercado internacional. 

Afinal, se analisarmos a postura nacional perante as relações comerciais, a visão é péssima: cerca de 95% das ações trabalhistas no mundo estão registradas no Brasil, um dado que gera receio e desânimo, especialmente nos estrangeiros.

Felizmente, temos uma vantagem econômica a nosso favor: a valorização do dólar atrai investidores estrangeiros, tornando o Brasil um país altamente atrativo. O capital estrangeiro pode ser investido de duas formas, seja por meio de aquisições  de empresas nacionais – os conhecidos processos de fusão e aquisição (M&A) – ou pelo empréstimo de capital nas organizações nacionais.

Para o desenvolvimento de qualquer uma dessas ações, precisamos de mudanças radicais em nosso sistema jurídico e principalmente tributário que, felizmente, já estão sendo sinalizadas com essa MP.

Uma das metas altamente promissoras é a diminuição da burocracia do processo de importação, pela vedação de exigência de licenciamento de importação em razão de características das mercadorias quando não há ato normativo com a previsão.

O Brasil exige de duas a três vezes mais licenças de importação que outros países, e não há critérios claros para disciplinar a criação dessas licenças. Se aprovada, a MP irá revogar as medidas que tornam o nosso comércio exterior tão moroso e ineficiente.

Outras medidas que podem trazer resultados promissores são a criação de um novo sistema de comércio internacional em substituição ao Siscoserv – com dados compartilhados por diversos órgãos públicos – e o fim da exigência de que importações e exportações de estatais ou bens com favorecimento tributário sejam feitas por navios com bandeira brasileira, uma vez que acabam enfrentando uma extensa burocracia para conseguirem autorização para o transporte.

Estas medidas são apenas algumas das inúmeras listadas na Medida Provisória. Quando implementadas, deverão melhorar a plataforma de negócios no Brasil.

A entrada de capital estrangeiro pode ajudar o país, e a vinda de investidores internacionais é um dos caminhos para retomar e acelerar o crescimento da nossa economia, em especial após os impactos econômicos causados pela pandemia.

Ainda temos um longo caminho até que a MP do Ambiente de Negócios seja implementada em sua integralidade, e até lá, nos manteremos otimistas para que seu objetivo de fato ajude o Brasil a se tornar referência no comércio internacional.

Por Angelo Ambrizzi é advogado especialista em Direito Tributário pelo IBET, APET e FGV com Extensão em Finanças pela Saint Paul e em Turnaround pelo Insper e Líder da área tributária do Marcos Martins Advogados.

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A agenda internacional da indústria como peça-chave para o alavancar o comércio exterior.

O Brasilianista
Helio

No dia 30 de março de, foi lançada a agenda internacional da indústria 2021, em evento virtual, no qual reuniu 111 ações distribuídas em quatro eixos de atuação: ações em mercados estratégicos, cooperação internacional e serviços de apoio à internacionalização. Durante esse evento, membros do congresso nacional, do governo federal e representantes das indústrias participaram com o intuito de propor medidas para melhorar o comércio exterior.

O superintendente de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da indústria (CNI), João Emílio Gomes, comentou que o cenário do comércio exterior está em queda, e uma série de ações coordenadas devem ser feitas para aumentar a competitividade da indústria. A abertura comercial por meio de acordos equilibrados e do aprofundamento da agenda econômica do Mercosul é uma das medidas que poderiam ser adotadas para aperfeiçoar a questão do Comex.

Uma das prioridades das indústrias, é a internalização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, pois isso facilitaria a entrada do Brasil na OCDE, fazendo com que mude a legislação e lucros das multinacionais brasileiras no exterior. Para a abertura comercial acontecer, é preciso ter um diálogo com os países do Mercosul e com o setor produtivo.

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quarta-feira, 14 de abril de 2021

Dica para não ser inconveniente logo no início do relacionamento com seu novo cliente (ou prospecção)

1. não force intimidade

Não chame Juliana de Ju, Mariana de Mari, Rafael de Rafa. Se for para essa intimidade existir, ela virá naturalmente. Muita gente não gosta de ter proximidade com contatos profissionais


2. não force amizade

Tenho muitos amigos clientes, que começaram amigos e se tornaram clientes e o contrário. Mas isso aconteceu por diversos motivos e não por eu ter forçado


3. não diga que sabe como melhorar a logística, operação, etc do cliente

Você não tem como saber se pode, pois não tem acesso à todas as informações da empresa. A estatísticas estão apenas dados de rotas e volume. Existe um motivo para que o cliente faça algo como faz. Dizer à ele que está errado e que você tem a "salvação" é prepotência, além de insinuar que ele está fazendo tudo errado


Quando eu trabalhava no importador, uma vendedora que ligava para bater papo. Eu sempre atendi todo mudo e já na primeira ligação ela me contou sobre a família, filhos, perguntou como foi meu feriado

Forçou uma intimidade que conseguiu me deixar desconfortável - e olha que fico muito à vontade em situações de exposição


E você, já passou por situações em que o vendedor deu uma forçada na amizade? Conta aí

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Logística Internacional na Pandemia: as fases do caos

Eu trabalhava em um operador logístico no início de 2020 quando a pandemia de Covid-19 era apenas uma ameaça em Wuhan, na China, primeiro epicentro da doença. Pouco se sabia, muito se especulava e minha primeira atuação direta no assunto foi tratando uma pilha de solicitações de cotações de transporte internacional para exportação de máscaras do Brasil para o maior produtor deste EPI no mundo. Em poucas semanas esgotamos toda a produção nacional até que a Anvisa publicou uma resolução de diretoria colegiada informando que passaria a controlar a exportação de máscaras e outros equipamentos de proteção.

Pouco tempo depois, foi a vez do álcool em gel. O fluxo foi parecido: picos de exportação, preço em alta no mercado nacional (no mercadinho perto de casa custava uma fortuna), desabastecimento no mercado interno, barreira sanitária para exportação e ficamos sem álcool em gel para uso próprio, pois a substância principal para a produção é importada e a pandemia comprometeu a logística internacional no mundo todo, tornando o custo do frete mais caro que o do próprio insumo.

Em seguida, veio a corrida do teste covid, dos termômetros, dos respiradores e dos oxímetros. Uma enxurrada de importações de todos os lados. Aviões e mais aviões abarrotados de testes e respiradores vindo de todas as direções. Índia, China e Estados Unidos lideravam no ranking de origens e novamente, a agência reguladora precisou intervir para colocar ordem sem comprometer o abastecimento. Não precisava muito, bastava o exportador estar registrado entre os fabricantes confiáveis que era possível que qualquer empresa pudesse fazer a importação, desde que ela estivesse habilitada para atuar no comércio exterior.

E todo tipo de empresa importou estes itens: fabricantes de máquinas, lojas de roupa, de material para escritório e quem mais tivesse um dinheiro para investir.

E então, o primeiro grande lockdown pelo mundo. Países de todos os continentes começaram a restringir a entrada e estrangeiros. Depois passaram a limitar a circulação de pessoas para praticamente qualquer lugar, incluindo dentro das cidades. E com a proibição de circulação, foi dada a largada para a primeira corrida por matérias primas para a indústria farmacêutica, já que a índia, maior produtor de insumos para medicamentos do mundo estava totalmente paralisada.

E surgiu a cloroquina, hidroxi-cloroquina, Ivermectina e diversos outros possíveis medicamentos que trariam a tão sonhada cura. Nova onda de importações, que continuaram por um tempo, mesmo havendo logo comprovação da ineficácia de qualquer tratamento precoce.

Até então, aproximadamente há um ano atrás, estávamos com uma lotação de média para alta nas UTIs para tratamento do novo corona vírus. Fizemos aquilo que chegou mais perto de ser um isolamento sério no Brasil até agora, que veio seguido de um platô na curva do índice de mortes e uma queda. E enquanto o mundo inteiro já estava em pesquisa para desenvolvimento de uma vacina em tempo recorde, iniciamos, a desativação dos hospitais de campanha recém-inaugurados, pois eles pareciam não ser mais necessários.

Pouco tempo depois, o assunto era o imunizante. Quem vai fabricar? Quem pode importar? Será um sonho distante?

E o ciclo iniciou novamente. Vamos cotar transporte de vacina, estudar a importação, planejar distribuição e devolução de contêineres aéreos, trabalhar para que a logística e desembaraço seja rápido e simples. Criamos uma cartilha que descreve o passo a passo para a importação e liberação de vacinas prontas e matérias primas por iniciativa do ProComex, que conseguiu unir todos os atuantes do setor com o mesmo propósito humanitário de agilizar o processo como um todo.

Uma, duas, três vacinas aprovadas pela Anvisa para uso emergencial ou definitivo e a população brasileira começou a ser imunizada em um domingo, após a transmissão da reunião da diretoria colegiada em rede nacional.

A primeira vacina aplicada no Brasil foi a CoronaVac, produzida em parceria entre o Instituto Butantan e a Chinesa Sinovac Biotech. Em seguida a Fiocruz importou suas primeiras doses após um desentendimento entre autoridades brasileiras e indianas e muita especulação.

Mas não acabou por aí. Os índices de contaminação voltaram a subir de uma forma nunca vista em consequência das festas de fim de ano e os leitos dos hospitais da região norte do país lotaram rapidamente, causando uma crise por falta de oxigênio, gerando uma nova demanda por importação de cilindros com o gás nobre que viria de todas as partes possíveis do globo, incluindo, a Venezuela, vizinho deixado de lado de todas as iniciativas de diplomacia brasileira. Aviões foram fretados pela iniciativa pública e privada.

Agora, quando estamos chegando a 18 meses convivendo com a doença no mundo, quase três milhões de mortos no planeta todo, iniciamos no Brasil uma nova corrida para a importação de medicamentos para intubar pacientes em estado grave porque falta no mercado nacional.

O leitor que chegou até aqui conseguiu concluir que existe um padrão: entramos sempre no círculo entre correr atrás de um item para combate à Covid-19 e tentar adivinhar qual será o próximo a faltar.

Eu tenho participado da logística internacional de praticamente todas as iniciativas de importação e exportação desde que a pandemia começou. Já faltou máscara, já faltou álcool em gel, termômetro, respirador, luva, avental, continua faltando vacina, insumo para a vacina, seringa para vacina, ampola par vacina, oxigênio, cilindro de oxigênio, medicamento para intubação e contando.

Sou um profissional da saúde que não atua na linha de frente. Eu fico em uma mesa seguro dentro de casa enquanto profissionais de linha de frente literalmente se matam para salvar vidas todos os dias, mesmo sabendo que o índice de mortalidade entre os casos mais graves é de mais de 80%.

Eles não desistem e eu também não vou desistir, vou continuar contribuindo com a minha parte pelo tempo que for necessário para abastecer o país, independentemente do que possa vir a faltar.

Mas eu estou cansado.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Carol Conká 99,17%, alienação?

Eu acho o BBB uma alienação em massa e uma perda de tempo, isso é opinião, porque eu não gosto. Assim como acho que futebol é a mesma coisa, também não gosto

Nas minhas redes eu vejo muita gente fanática por futebol chamando quem gosta do Big Brother de encéfalo alienado

BBB é entretenimento, futebol também, filme da marvel também.

Claro que todos podemos achar o que quiser do BBB, do futebol, da anovela (desde que não se use direito à opinião para justificar discurso de ódio), mas temos que olhar para dentro primeiro e ver se também não gostamos de uma alienação que nos convém

Não acham?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Vacina da Covid em Cuba

A vacina chamada Soberana 2, que tem sua terceira fase de testes clínicos prevista para 1 de março, não será aplicada apenas em cidadãos cubanos, mas a todos os turistas que visitarem a ilha e desejarem ser imunizados.


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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Status da Vacinação pelo mundo, segundo a OMS

130 países não receberam nenhuma dose da vacina até agora75% das doses foram administradas pelos integrantes do G20. Países mais pobres vão receber a vacina por último, se receberem, tenho dito isso aqui há meses

Estão sendo feitos 2 estudos no Brasil ao mesmo tempo sobre a Covid-19:

- vacinação em massa na cidade de Serrana, em SP, onde 30 mil moradores previamente cadastrados vão receber a vacina para se saber como é a ação da vacinação em grande público

- lockdown na cidade de Araraquara depois que a lotação dos leitos de UTI chegaram a 100%, então vai se saber como o isolamento forçado funciona de verdade numa cidade toda

O primeiro é um laboratório formal, o segundo é "acaso"

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Whatsapp é uma ótima ferramenta de prospecção. Fecho muito negócio por ele, mas tem que saber usar.

Ele é um aplicativo de recado. Não é um aplicativo de conversa. 

Então ele serve para você deixar uma mensagem sem incomodar o outro, porque você não liga numa hora ruim e deixa o outro decidir se quer te responder e quando vai te responder.
O ideal é abordar dizendo que está enviando a mensagem para não ligar e correr o risco de interromper [quem você está ligando] num momento importante e aqui é que o próximo passo muda de negócio para negócio.

Eu tenho clientes ativos que nunca falei ao telefone, mas se seu negócio precisa de contato, use o WhatsApp para agendar um horário para conversar.

Ah, não se esqueça que nada é tão eficiente quanto passar a mão no telefone e ligar para o cliente, ok? WhatsApp é secundário. Ajuda, mas não pode ser única maneira e você precisa medir o quanto ele se encaixa no seu negócio.

No comércio exterior funciona e deve ser usado, mas sem incomodar ninguém e sem excessos.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Não existe vida profissional e vida pessoal:Existe vida

Não existe vida profissional e vida pessoal:Existe vida

Se você tem um trabalho em que consiga fechar a gaveta na sexta-feira à tarde e abrir novamente apenas na segunda, você é exceção, então se prepare para o dia que essa realidade mudar

Não estou dizendo que temos que "trabalhar enquanto dormem...", mas que precisamos, na verdade, saber conciliar bem o que é momento certo de trabalhar e momento certo de ter lazer, ou de aproveitar o fim de semana com a família

Com o tempo, o trabalho também vicia, sou um exemplo claro disso, então precisamos nos concentrar para poder investir energia naquilo que funciona e evitar perder tempo com que aquilo que não dá resultado - e isso aprendi muito na minha atual experiência

Se você, como eu, tem dificuldades para encontrar esse meio termo, se aproxime de pessoas que aprenderam, utilize tecnologias que ajudam a manter o foco e estude técnicas de produtividade

Os mais bem sucedidos no mercado não se matam de trabalhar e nem trabalham pouco, eles trabalham certo!

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Não há como ser tão especialista em comércio exterior a ponto de esgotar o grau de especificidade em que você está

1- Na área de Administração está o comércio exterior
2- Dentro do comércio exterior existe a logística
3- Uma logística pode ser de importação ou exportação (ou nacional, multimodal, transmodal)
4- Dentro de uma importação está a logística de produtos perecíveis
5- Se formos a fundo, temos a logística de medicamentos perecíveis diversos
6- Um sub tema da logística de perecíveis é o transporte de embalagens passivas e ativas (e ainda híbridas)
7- As embalagens passivas podem ser de XPS, EPS, VIP, que são refrigerados com PCM, água, esponja molhada. As ativas podem ser de gelo seco e bateria, na maioria das vezes, variando seu alcance a partir de temperaturas negativas até positivas e com diversos tamanhos, performances e modelos
8- As ativas/passivas são importadas (podem ser) como "embalagens" e entram no país como admissão temporária automática, de acordo com a IN 1600/2015, e não precisam de controle por parte da RFB ou importador. O processo de exportação para reposicionamento é simples e não requer DUE ou qualquer controle, nem nota fiscal, nem invoice, nada, apenas o conhecimento de carga

Conclusão: não há como ser tão especialista em comércio exterior a ponto de esgotar o grau de especificidade em que você está. Sempre é possível se aprofundar mais

Conhecia essa?

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ClubHouse

Esse desespero por um convite para entrar no club house é uma patologia já diagnosticada e se chama FOMO, fear of missing out.Fonte: Dá um Google aí.

Há quem pague 30 dólares pelo convite (e há quem ganhe 30 dólares vendendo cada convite hahahaha). Quanto mais se usa o aplicativo, mais convites se ganha.
Fonte: Dá outro Google aí.

Os criadores já anunciaram que estão trabalhando em uma versão para Android e que os convites devem deixar de existir em breve.
Fonte: Você já sabe.

Eu não sei se tenho saúde para uma nova rede social, e você?

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Denúncias de tentativa de furar a fila na vacinação contra a covid 19

3 mil denúncias de pessoas tentando furar a fila da vacinação em 3 semanas de campanha
Como já dizia o Humberto Guessinger: São todos iguais, uns mais iguais que os outros.

(segundo o Jornal o Globo)

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Eduque o algoritmo

Tudo o que você curte, compartilha e comenta é tido como sendo um assunto que você se interessa


Toda rede funciona de forma parecida, então caso você reclame do conteúdo que vê em cada uma, pode ser que você só não saiba como educar seu feed

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10 Curso on line grátis com certificado

É amanhã às 21 horas que eu vou explicar as regras para o sorteio de 10 cursos de importação completos totalmente grátis em instituição de ensino renomada (não posso dizer o nome ainda)


Sem pegadinha, sem aquela história de pagar só o frete (ou só o material), nada! Você não vai tirar 1 real do bolso e vai receber o certificado de "analista de importação"

Tudo na vasca
Tudo 0800-free
Tudo VIP, all inclusive, open bar

À quem se destina o curso?
- empresas que querem importar e não têm caixa para isso
- empresas que querem começar a importar e não sabem por onde começar
- pessoas que querem entrar na área e não conhecem nada
- profissionais que querem melhorar o conhecimento
- pessoas que estejam desempregadas e desejam aumentar o network

Quem quiser participar, compartilha esse post e convide os coleguinhas a me seguir

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