sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Multidão lota anfiteatro da Uerj para ver e ouvir Mujica

“Queridos, recordemos. Ninguém é mais que ninguém”. Em diálogo que reuniu milhares na Uerj, Mujica falou de valores para construir um mundo menos injusto. De valores fora do mundo do mercado e do consumo, como a solidariedade, a igualdade de direitos.

Milhares de estudantes receberam o ex-presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, hoje na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O encontro aconteceu no anfiteatro da instituição de ensino superior – também conhecido como Concha Acústica. Mais cedo, Mujica havia almoçado rabada e feijoada no Bar do José, onde também bebeu cerveja.

Mujica veio ao Brasil a convite da Federação de Câmaras de Comércio e Indústria da América do Sul e fez questão, depois, de conversar com os universitários cariocas (vídeo abaixo).

Falou de valores para mudar o mundo, para construir um mundo menos injusto, governado pelas maiorias. De valores fora do mundo do mercado, do consumo e do individualismo, como a solidariedade, a igualdade de direitos. “Se gosta de dinheiro, vá ganhar no comércio ou na indústria. Mas não se meta na política”, disse ele.

Falou sobre a necessidade de uma mudança cultural. “Os estudantes tem que se dar conta que não é só uma mudança do sistema, é uma mudança de cultura, é uma cultura civilizatória. E não tem como sonhar com um mundo melhor se não gastar a vida lutando por ele. Temos que superar o individualismo e criar consciência coletiva para transformar a sociedade.”

Maioridade penal e legalização das drogas

Questionado sobre o que pensa da redução da maioridade penal, Mujica afirmou que “não considera um caminho ideal”. Perguntado se o Brasil teria capacidade para legalizar as drogas, ele se ateve a falar sobre sua experiência com o tema enquanto foi presidente do Uruguai.

“Nós temos que pensar como espécie e não como países. E isso engloba o mundo inteiro. Os pobres da África não são da África, são do mundo inteiro. Os homens que atravessam o Mediterrâneo são nossos. Todos são nossos conterrâneos. A liberdade não se vende, se ganha fazendo algo pelos demais”, disse o ex-presidente.

Se for necessário, serei candidato em 2018, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na manhã desta sexta-feira (28) que, se for preciso, poderá disputar a Presidência da República em 2018. Esta é a primeira vez que ele falou publicamente sobre a possibilidade de se candidatar.

"Não posso dizer que sou, nem que não sou [candidato]. Sinceramente, espero que tenha outras pessoas para serem candidatas. Agora, uma coisa pode ficar certa. Se a oposição pensa que vai ganhar, que não vai ter disputa e que o PT está acabado, ela pode ficar certa do seguinte: se for necessário, eu vou para a disputa e vou trabalhar para que a oposição não ganhe as eleições", afirmou Lula em entrevista à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, na cidade de Montes Claros (417 km de Belo Horizonte).

Ontem, o ex-presidente participou de evento na cidade mineira que serviu de estreia para as viagens que ele fará pelo país para tentar melhorar a imagem do PT.

A fala de Lula se deu após questionamento sobre a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo Lula, a oposição tem de "esperar 2018", aludindo à próxima eleição para a Presidência da República. Pesquisa do instituto Datafolha divulgada em junho mostra que, se as eleições fossem hoje, Lula teria 25% das intenções de voto, mas seria derrotado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), que teria 35% das intenções. Se o candidato fosse o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), Lula venceria: 26% das intenções de voto contra 20% do tucano, que seria superado ainda por Marina Silva (PSB-AC), com 25%.

"A oposição tem que ter paciência neste país. Eu perdi três eleições, voltava para casa. Eu não ficava xingando as pessoas. Eu não ficava falando palavrão. Eu ia para casa me preparar. Como diria o [Leonel] Brizola [1922-2004], se estive vivo, eu ia para casa lamber minhas feridas, ou seja, para me preparar para a outra eleição. Foi assim que eu fiz durante 12 anos. A oposição precisa parar de resmungar, tem de parar de xingar a presidenta, ela tem que torcer para que esse país melhore", afirmou.

O ex-mandatário afirmou ainda que a população do Brasil não "aceita golpe'.

"Ninguém quer mais golpe neste país. Quem quiser ser candidato à Presidência da República que espere 2018, dispute democraticamente e vê se ganha as eleições", afirmou.

Lula ainda alfinetou a oposição ao afirmar que ela nunca "fez nada por esse país" e que governava apenas para "um terço da população".

Ele disse não acreditar na interrupção do mandato de Dilma antes do término dele.

"Não acredito em impeachment da presidente Dilma. Acredito que as dificuldades que nós estamos passando agora serão vencidas na medida que a economia comece a se recuperar e os programas anunciados pela presidenta Dilma comecem a dar resultado', disse Lula.

Lula também defendeu a Petrobras e as investigações que versam sobre corrupção nas esferas públicas do governo. Ele afirmou que as administrações petistas permitiram a criação de instrumentos para a investigação dos casos de corrupção.

"PT cometeu desvios"
O ex-presidente avaliou que o PT "cometeu desvios" porque "passou a fazer política igual aos outros partidos políticos. O PT era para ser diferente de verdade", declarou.

"Teve gente do PT que errou, teve. Eu dizia, quando estava na presidência, que só tem um jeito, neste país, de você não ser molestado por uma investigação, é você ser honesto", afirmou.

Lula ainda declarou que Dilma não era conhecedora dos desvios de dinheiro público na Petrobras.

"Gostaria de ter sabido antes. A Polícia Federal não sabia, o Ministério Público não sabia, a direção da Petrobras não sabia. Só se ficou sabendo depois que houve um grampeamento e pegou o [doleiro] Alberto Youssef, que já tinha muitas passagens pela polícia, falando com outros caras", afirmou.

Palpites
O ex-presidente ainda disse que passará a falar mais com a imprensa para, segundo ele, rebater "palpiteiros" e que fiou mais quieto quando deixou o cargo de presidente da República para não ficar dando "palpites".

"Desde que eu deixei a Presidência, eu tomei uma decisão de não dar mais entrevistas, porque quem tem que governar é a Dilma. Eu não posso ficar dando palpite. Eu, sinceramente, estou até com saudade de um microfone (....). Eu vou voltar a falar, dar palpite nas coisas, porque eu vejo muita gente que já governou esse país, eu vejo muita gente que já foi deputado, eu vejo muita gente que já foi governador e que não fez nada e agora fica dando palpite como se fosse salvador da pátria. Então ele  pode ficar certo do seguinte: o Lula vai voltar a uma atividade política mais intensa, vou viajar o Brasil e vou disputar com eles ideias."

Fonte: http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/08/28/se-for-necessario-serei-candidato-em-2018-diz-lula.htm

Fundador do Pirate Bay é solto da prisão, mas é preso novamente na sequência

Na manhã desta quinta-feira (27), Gottfrid Svartholm, um dos fundadores do Pirate Bay, cumpriu a sua pena em uma prisão dinamarquesa, mas a liberdade dele durou pouco. Momentos após ser libertado, ele foi preso novamente pela polícia. Porém, a situação já era esperada.


Em junho deste ano, a mãe de Gottfrid, Kristina Svartholm, informou que o serviço de prisão e liberdade condicional sueco solicitou um mandado de prisão para o seu filho, porém as autoridades do país o enviaram para a Dinamarca para que ele fosse cumprido após a sentença anterior, que na verdade ainda não havia sido completada, faltando ainda quatro semanas.

Kristina comentou que isso nunca foi comunicado para Gottfrid, nem pela prisão da Suécia e nem pela da Dinamarca, e que a família descobriu por conta própria. Para complicar ainda mais a situação, ele só foi informado de que continuaria cumprindo pena 48 horas antes.

“Na terça-feira desta semana, dois dias antes da sua soltura, Gottfrid foi informado que o Ministério Público dinamarquês tinha decidido que ele deveria ser entregue por causa do mandado”, comenta Kristina.

O fundador do Pirate Bay enfrenta o tribunal dinamarquês nesta de sexta-feira (28) para tratar sobre a sua detenção e a decisão de enviá-lo para a Suécia. As autoridades suecas já entraram com um pedido para que a sentença seja cumprida na Dinamarca, o que foi recusado pelos dinamarqueses.

Se o encontro de hoje for bem-sucedido, Gottfrid pode cumprir a pena em prisão dinamarquesa, caso contrário ele será extraditado para a Suécia, onde deve ficar por um mês até ser liberado. O que se sabe é que ele não deve voltar para a Dinamarca, pois foi banido do país para sempre. Este fato pode até trazer dificuldades em possíveis visitas a países do restante da Europa por terra.

A mãe de Gottfrid ainda diz que o filho pretende voltar ao seu trabalho de desenvolvimento em TI.

Fonte: https://torrentfreak.com/pirate-bay-founder-released-from-jail-but-immediately-re-arrested-150828/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

iPhone 5C será abandonado pela Apple, diz site; celular não tem sensor de digitais

A Apple pode descontinuar a produção do iPhone 5C após o lançamento dos novos smartphones, em evento marcado para 9 de setembro. Segundo rumores do site 9to5Mac publicados nesta quinta-feira (27), a companhia deve manter apenas a fabricação dos modelos de iPhone 5S, iPhone 6 e iPhone 6 Plus. O celular colorido com design de plástico foi lançado em 2013.

A escolha do aparelho para sair de linha não é tão inusitada, já que o iPhone 5C é o único modelo ainda fabricado com o processador mais antigo, A6 com tecnologia de 32 bits, o mesmo do já descontinuado iPhone 5, de 2012.

Além disso, ele não vem equipado com o Touch ID, leitor biométrico integrado ao botão Home, adicionado na época do seu “irmão” iPhone 5S. Pelo jeito, dentre os novos modelos apresentados em setembro, não é provável que a Apple invista em um suposto iPhone 6C.

O iPhone 5C é equipado com uma tela de 4 polegadas, memória RAM de 1 GB e câmeras de 8 megapixels na traseira e 1,2 MP na lente frontal. No armazenamento interno estão opções de 8, 16 e 32 GB. O modelo foi lançado com o iOS 7 e a Apple deve manter as tradicionais atualizações do sistema operacional por mais alguns anos.

Segundo as fontes do site, um novo smartphone "econômico" não deve aparecer durante a conferência em setembro deste ano. A fabricante deve lançar apenas os iPhones 6S e 6S Plus, com possível processado avançado, Force Touch, câmera de 12 MP e gravação em 4K. Ainda não há confirmação sobre estes dados e para saber mais sobre os novos celulares, resta esperar a apresentação no próximo mês.

Fonte: http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2015/08/iphone-5c-sera-abandonado-pela-apple-diz-site.html

Jogos Olímpicos 2020: organização reduz custos e lotação do estádio

Governo japonês anuncia redução da lotação do estádio de 80 para 68 mil lugares. Poupança ronda os 700 milhões de euros
Jogos Olímpicos 2020: organização reduz custos e lotação do estádio
O governo japonês aprovou o novo plano do estádio para os Jogos Olímpicos de 2020, que corta o orçamento para aproximadamente metade e diminui a capacidade de lotação do recinto desportivo de 80 mil para 68 mil lugares.

O estádio, onde vai realizar-se a cerimónia de abertura dos Jogos, tem um orçamento de 155 mil milhões de ienes (1.131 milhões de euros), de acordo com o documento aprovado esta sexta-feira pelo executivo nipónico.

Este valor representa um corte sigificativo ao valor que constava do projeto inicial, cujos custos rondavam os 252 mil milhões de ienes, cerca de 1.855 milhões de euros.

Apesar de o novo plano rever a descida da lotação do estádio, a capacidade inicialmente prevista (80 mil lugares) poder ser atingida com a colocação de arquibancadas suplementares.

O Governo também vincou o objetivo de terminar a construção do recinto em janeiro de 2020, tal como solicitado pelo presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), John Coates, durante uma reunião, no início da semana, na capital japonesa.

Em meados de julho, o Governo decidiu começar do zero e descartar o projeto inicial, concebido pela arquiteta anglo-iraquiana Zaha Hadid, na sequência de uma onda de críticas devido à sua dimensão faraónica e, consequentes, custos excessivos.

O Japão vai lançar em setembroT um novo concurso internacional para escolher outro projeto, devendo a construção ter início até finais de 2016.

Fonte: http://www.maisfutebol.iol.pt/japao/cortes/jogos-olimpicos-2020-organizacao-reduz-custos-e-lotacao-do-estadio

Vivendo Pablo Escobar em série, Wagner Moura diz: "As drogas deveriam ser legalizadas"

Interpretando o traficante Pablo Escobar na série 'Narcos', Wagner Moura revelou ser a favor da legalização das drogas no Brasil. O ator lança a série nesta sexta-feira (28), que será exibida pelo Netflix. Em um bate-papo com o site 'Ego', o baiano falou que acredita que outros países devem aos poucos pensar no mesmo.

"Eu acho que não só no Brasil, mas toda a política de combate às drogas na América Latina segue um pouco a política de combate às drogas dos EUA, que é uma política de enfrentamento e de repressão. A gente nota que com o tempo as coisas vão mudando. Hoje em dia o consumidor já não é tão criminalizado em todos os países. Eu acho que é um processo sem volta no sentido de legalização das drogas", disse.

Wagner diz: "As drogas deveriam ser legalizadas."

"É uma opinião que eu tenho, que talvez demore para acontecer, mas qualquer análise mais aprofundada - e eu não sou especialista em drogas nem nada -, não resiste ao fato de que os óbitos com relação ao abuso de drogas são muito menores em quantidade do que os óbitos da guerra contra o narcotráfico. A quantidade de dinheiro gasto com segurança pública é muito maior do que se gastaria com saúde pública. Para mim, as drogas são um caso de saúde pública, muito grave, muito sério. Não é não levar em conta o problema das pessoas com drogas, mas é um problema de saúde pública", completou.

A série conta as histórias de chefões do tráfico de drogas no final dos anos 1980 e o início da campanha de 'guerra às drogas" promovida pelos Estados Unidos. "É muito louco porque tem uma entrevista de Pablo Escobar para uma rádio em que ele fala exatamente isso: a tendência é que as drogas se tornem um comércio controlado pelo Estado. A minha opinião pessoal é essa: as drogas deveriam ser legalizadas", explicou.

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/single-entretenimento/noticia/vivendo-um-traficante-em-serie-wagner-moura-diz-as-drogas-deveriam-ser-legalizadas/?cHash=d0cdafd9be2a7ac04f919c29ae237d76

Após acidente, prefeitura de São Paulo instalou nova sinalização no minhocão

Após o acidente (19 de Agosto) que resultou na morte de um pedestre idos no elevado Costa e Silva (minhocão), a prefeitura de São Paulo instalou uma nova sinalização e espelhos para evitar futuros acidentes.
Ciclista usa ciclovia sob o Minhocão, no centro de SP, antes da liberação. http://folha.com/no1614103Foto: Ernesto Rodrigues/Folhapress
(Foto por: Ernesto Rodrigues)

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

EUA: 200 kg de cocaína da América do Sul são apreendidos em Los Angeles

Autoridades dos Estados Unidos apreenderam no último sábado 192 kg de cocaína em um barco vindo da América do Sul, que atracou no porto de Los Angeles (Califórnia, oeste), segundo anunciaram nesta terça-feira.


A droga, avaliada em aproximadamente 8 milhões de dólares, foi encontrada no sábado por agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) durante uma inspeção "não invasiva" realizada com métodos similares aos de raio X.

A cocaína estava entre o carregamento de pneus transportado pelo barco.
"Sem dúvida nenhuma, trata-se de uma das interceptações de droga mais significativas dos últimos anos neste porto, um dos mais importantes da costa oeste do país", informou em um comunicado o oficial Carlos Martel.

As autoridades americanas apreenderam nos últimos dez meses 29,9 toneladas de cocaína avaliada em mais de 1 bilhão de dólares, em vinte operações ao longo do litoral da América Latina, feitas com uma única patrulha.
Entre elas está o confisco de 5.443 kg de cocaína, que foram encontrados em 18 de julho em um semi-submersível a 320 quilômetros ao sul do México.

Colômbia e Venezuela começam reunião sobre crise fronteiriça

Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, dá as boas vindas a Juan Manuel Santos, presidente colombiano, em Puerto Ayacucho
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e Juan Manuel Santos, presidente colombiano: um pequeno grupo de colombianos se congregou para gritar palavras de ordem contra o governo venezuelano.

Delegações da Colômbia e Venezuela, lideradas por suas chanceleres, começaram nesta quarta-feira em Cartagena a reunião para discutir a crise na fronteira comum, detonada pela decisão de Caracas de fechar a principal passagem fronteiriça e deportar mais de mil colombianos.


Na reunião, realizada na Casa do Marqués de Valdehoyos, sede alterna da Chancelaria, participam as ministras de Relações Exteriores da Colômbia, María Ángela Holguín, e da Venezuela, Delcy Rodríguez, acompanhadas por outros membros dos respectivos gabinetes.

As delegações se cumprimentaram friamente no começo da reunião, mas não fizeram declarações, que serão feitas no final, quando haverá um balanço do tratado.

Na rua da sede do encontro, um pequeno grupo de colombianos se congregou para gritar palavras de ordem contra o governo venezuelano e a polícia teve que pedir que se retirassem para não entrar em conflito com dois venezuelanos que defendiam o presidente Nicolás Maduro.

A expectativa gerada para este encontro para solucionar a crise fronteiriça, iniciada há uma semana, deu passo ao ceticismo a teor das recentes declarações do governo venezuelano.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse ontem à noite que o fechamento da passagem fronteiriça de Cúcuta-San Antonio é quase "a ponta do iceberg" da resposta de seu governo à "violência paramilitar" e antecipou que na reunião bilateral de hoje na caribenha Cartagena serão ditas "verdades muito duras".

"Eu orientei a chanceler a dizer todas as verdades", disse Maduro.

A chanceler Rodríguez ratificou hoje essa postura em mensagem no Twitter na qual deixou claro que no encontro com Holguín a diplomacia será posta a toda prova.

"Parto para Cartagena para exigir respeito aos direitos da Venezuela na construção de uma fronteira produtiva, de paz e respeitosa dos direitos humanos", escreveu a chanceler venezuelana.

A Colômbia, por sua vez, advertiu por meio do presidente Juan Manuel Santos que a reunião de Cartagena, além de "buscar soluções conjuntas" à crise na fronteira, servirá para apresentar um "protesto pela forma como foram maltratados nossos compatriotas".

Em outro tweet publicado pouco antes do início da reunião, Rodríguez antecipou que seu país não aceitará exigências.

"A Venezuela convida o governo da Colômbia a levar muito a sério os graves problemas de desatenção de sua população", expressou.

TCU concede mais 15 dias para governo explicar contas de 2014

Prazo anterior concedido pelo Tribunal expiraria nesta quinta-feira (27 de agosto)

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira conceder mais 15 dias para o governo federal explicar pontos adicionais sobre as contas de 2014, após o ministro relator do processo, Augusto Nardes, ter dito que um eventual agravo interposto pela Advocacia Geral da União (AGU) atrasaria ainda mais o processo.

O prazo começará a correr após notificação feita à Presidência da República. O prazo anterior expiraria nesta quinta-feira.

Falando no início da sessão da corte, Nardes disse que o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, indicou em conversa que poderia entrar com um agravo caso o alongamento do prazo não fosse atendido.

"Com um agravo poderíamos perder mais 15, 20, 30 dias", pontuou o relator, acrescentando que a decisão do tribunal de estender o prazo seria, dentro desse contexto, uma forma de apressar o processo. Chamados a votar, todos os ministros acompanharam o relator.

Também presente na sessão, Adams disse que o pedido de mais 15 dias não era "meramente postergatório".

"Estamos tratando aqui de apresentação de esclarecimentos e de defesa em cima de argumentos e acusações que foram feitos pelo procurador (do Ministério Público junto ao TCU) Júlio Marcelo, que procura explicitamente criar responsabilidade presidencial que extrapola a discussão de contas", disse.

Com o novo prazo, o caso deverá ser votado pelo TCU a partir de meados de setembro, já que quando o governo entregar suas últimas explicações, a área técnica do TCU ainda terá que produzir um relatório a respeito.

A partir deste material o ministro Nardes elaborará seu voto, que só então será levado a plenário para análise dos demais ministros.

Em meados deste mês, o TCU já havia concedido outros 15 dias para o governo explicar dois fatos apontados pelo procurador Júlio Marcelo de Oliveira, envolvendo a edição de decretos presidenciais para abertura de crédito suplementar com o objetivo de custear despesas primárias. A iniciativa foi tomada após o Senado aprovar requerimento pedindo explicações nesse sentido.

Para o procurador, os decretos contrariam a Lei de Responsabilidade Fiscal e são de responsabilidade direta da presidente Dilma Rousseff.

Fonte: http://www.dci.com.br/economia/tcu-concede-mais-15-dias-para-governo-explicar-contas-de-2014-id491646.html

Em sabatina, Janot rebate acusações de Collor

Denunciado pelo Ministério Público Federal ao Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato, o senador Fernando Collor (PTB-AL) fez várias acusações ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante a sabatina desta quarta-feira (26). Janot precisa ser aprovado pelo Senado para ser reconduzido ao cargo.

Entre vários questionamentos, Collor acusou Janot de querer ser visto como “novo super-homem” e de vazar informações sigilosas dos processos. Janot respondeu dizendo que “o que tem sido chamado de espetacularização da Lava Jato, nada mais é do que a aplicação de princípio fundamental de uma República: todos são iguais perante a lei”.

O senador alagoano afirmou que Janot agiu com promiscuidade à frente do Ministério Público, por ter acolhido contraventores em sua casa de Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro.

“Não participarei da exumação pública de um homem que sequer pode se defender”, rebateu Janot, depois de explicar que um dos contraventores a quem Collor se referia era seu irmão, morto há cinco anos.

Collor acusou Janot de ter contratado a empresa Oficina da Palavra, sem licitação, para fazer a campanha dele ao cargo de chefe do Ministério Publico Federal em 2013 e de, após ser eleito, ter nomeado o dono da empresa, Raul Pillati, como secretário de Comunicação da Procuradoria-Geral da República.

"A Oficina da Palavra não é empresa de publicidade, é uma empresa que, nesses contratos, presta consultoria e treinamento de media training [treinamento para se relacionar com a imprensa] para membros do Ministério Público Federal. Aliás, [a empresa]  presta treinamento de media training para vários ministérios públicos, juízes e magistrados de vários estados", explicou Janot.

O senador quis saber detalhes do aluguel de uma casa no Lago Sul por R$ 46 mil mensais, que não teria habite-se (documento que autoriza ocupação de imóvel) para uso da Procuradoria-Geral da República. Janot esclareceu que o imóvel foi alugado para abrigar a recém-criada 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público.

"Foi sugerida a locação do imóvel, segundo critérios técnicos e menor custo em relação à área útil. No entanto, por ter sido apresentada carta de habite-se materialmente falsa para uso institucional, expedida pela Administração Regional do Lago Sul, bem como plantas arquitetônicas diversas das que foram visadas por aquele órgão, antes da ocupação pelo MPF, o contrato foi rescindido, e não houve pagamento de aluguel”, respondeu o procurador-geral.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2015/08/26/interna_politica,594618/em-sabatina-janot-rebate-acusacoes-de-collor.shtml

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

David Gilmour confirma shows no Brasil, dizem jornalistas

Um dos sonhos de todo brasileira fã do Pink Floyd pode estar perto de virar realidade! Nesta segunda-feira (24), dois jornalistas afirmaram que o músico David Gilmour fará shows no Brasil.
De acordo com o jornalista José Norberto Flesch, do jornal Destak, um dos profissionais mais bem informados sobre o showbiz brasileiro, Gilmour “bateu o martelo e está confirmadíssimo”. Flesh, no entanto, não revelou nomes de cidades ou datas prováveis. Já Roger Lerina, do jornal Zero Hora, revelou que o músico fará um show em Porto Alegre, no dia 16 de dezembro, na Arena do Grêmio.

Fonte: http://www.cifraclubnews.com.br/noticias/95547-david-gilmour-confirma-shows-no-brasil-dizem-jornalistas.html

Saltadora brasileira chega à final no mesmo estádio onde perdeu as varas em 2008

A brasileira Fabiana Murer se classificou para a final do salto com vara do Campeonato Mundial de Atletismo, em Pequim. Murer garantiu a vaga na grande final na noite de domingo (23), horário de Brasília, após saltar 4,55m na única tentativa que fez.

                        (foto por: Divulgação/COB)
Murer voltou ao estádio do Ninho do Pássaro, onde está sendo disputado o torneio, sete anos após os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, quando a atleta perdeu uma das varas que utilizava na competição e foi eliminada.

"Estou tão focada na disputa que nem penso nisso, o que houve ficou para trás. A única coisa certa é que será uma disputa difícil, com várias saltadoras em busca do pódio", disse a saltadora ao ser perguntada sobre o episódio. A final será disputada na quarta-feira (26), às 8h (horário de Brasília).

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/single-esporte/noticia/saltadora-brasileira-chega-a-final-no-mesmo-estadio-onde-perdeu-as-varas-em-2008/?cHash=d212dcca9dae3b227a367d7164fd4910

Exportações de calçados só devem refletir o dólar alto no final do ano

Heitor Klein (*)

Em julho as exportações de calçados registraram US$ 80 milhões com o embarque de 9,5 milhões de pares. Apesar de o resultado ser, levemente, superior ao registro de junho (US$ 78,5 milhões), ainda ficou aquém do auferido no mesmo mês de 2014, US$ 86,36 milhões. A queda, frente a um ano ruim para as exportações é preocupante.

Para se ter uma ideia da perda nas exportações, no mês de julho de 2010, exportamos US$ 152 milhões, quase o dobro do registro deste ano. Passamos, em poucos anos, da condição de 4º maior exportador mundial para a 15ª posição. A perda da competitividade da indústria calçadista brasileira, ao longo dos anos, foi acentuada por uma carga tributária altíssima, pela burocracia, por uma legislação trabalhista arcaica, por problemas de infraestrutura, entre outros pontos de ordem interna. O dólar, certamente, sempre influenciou para bem ou para o mal neste ínterim, mas o certo é que teríamos resultados mais estáveis se tivéssemos condições adequadas para concorrer com os nossos competidores internacionais.

Hoje, com uma situação prejudicada no mercado interno, que já registrou queda de 5% no volume de vendas de calçados no semestre, e um dólar valorizado os olhos dos calçadistas se voltam novamente para o mercado além-fronteiras, apesar de todos os entraves já citado. A participação brasileira nas feiras internacionais também é um indicativo de que teremos uma recuperação ainda em 2015. Por outro lado, o registro de julho demonstra que a euforia do dólar valorizado ainda não refletiu positivamente nas exportações, já que os pedidos das coleções de primavera-verão, comercializadas no segundo semestre, só devem chegar aos destinos daqui três meses ou mais. Portanto, o que está sendo registrado agora ainda é resultado de negociações anteriores à alta mais substancial da moeda norte-americana.

A expectativa dos calçadistas é de recuperação nas exportações a partir do último trimestre, sendo o incremento mais substancial registrado somente a partir do próximo ano. Em 2015, devido à injeção de ânimo aplicada pela valorização cambial, devemos buscar o empate com as cifras de 2014, chegando a US$ 1 bilhão em embarques, ainda muito aquém do potencial da indústria nacional.

(*) Heitor Klein, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados)

Fonte: http://www.comexdobrasil.com/exportacoes-de-calcados-so-devem-refletir-o-dolar-alto-no-final-do-ano/

Conselho empresarial defende união da América Latina para atrair investimentos estrangeiros

Integração energética, investimentos em infraestrutura e empreendedorismo inovador são caminhos para uma maior integração comercial e econômica na América Latina, com o fortalecimento da região no cenário global. Os temas foram acordados na assembleia do Conselho Empresarial da América Latina (Ceal), em Porto Rico, com a participação de mais de 100 lideranças empresariais e chefes de Estado.

A posição de consenso da assembleia do Ceal sugere uma América Latina mais unida. “Isso dentro de uma expectativa onde podemos atrair mais investimentos, fazer mais comércio e ter uma posição de destaque entre os grandes blocos”, disse o presidente internacional do Ceal, o engenheiro brasileiro Ingo Ploger, que participou do encontro na última semana. O PIB da América Latina corresponde a cerca de US$ 9 trilhões. “É metade do PIB dos Estados Unidos e da União Europeia e equivale a dois terços do PIB da China”, afirmou.

Inglo Ploger destacou que na região existem cadeias produtivas globais estratégicas e bem posicionadas, entre as quais, as proteínas vegetais e animais e alguns recursos naturais. Além disso, os países latino-americanos adicionam cada vez mais serviços na sua pauta de exportação. Nessa área, tem crescido muito a indústria do turismo, observou.

Para uma maior inserção da América Latina no contexto global, além das cadeias produtivas globais, inovações e empreendedorismo, cujas soluções atingem vários países ao mesmo tempo, o presidente do Ceal destacou a integração energética. “Os países estão buscando eficácia energética, do qual o Brasil é um grande provedor na área da biomassa e de fontes renováveis, como a solar.”

O vice-presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), embaixador José Botafogo Gonçalves, disse não ter dúvida de que os caminhos propostos podem fortalecer a América Latina. “Embora seja uma região muito vasta, os países têm aspectos em comum importantes, além da herança ibérica. Boa parte dos países latinos faz parte do grupo de economias emergentes, onde há uma incorporação crescente de consumidores na nova classe média”, ressaltou.

Segundo o embaixador, isso exige pressão sobre a infraestrutura logística, envolvendo transporte urbano, ferrovias, rodovias, portos, além de um consumo crescente de energia, para movimentar toda a atividade econômica. “São projetos comuns que, tanto no campo da infraestrutura quanto no alimentar e energético, oferecem grandes oportunidades para todos que queiram investir na América Latina”. Observou, entretanto, que isso não será aproveitado se as empresas não fizerem um grande esforço em produtividade. “Isso só se consegue com tecnologia e inovação. Uma coisa está ligada a outra.”

O presidente internacional do conselho confirmou que os investimentos em infraestrutura são um tema forte na região. Dados do Ceal revelam que o investimento estrangeiro direto (IED) dividido pelo PIB da América Latina é mais alto que nos Estados unidos, União Europeia ou China. A relação de IED na região latino-americana é hoje de 1,7% do PIB, contra 1,1% na União Europeia, 0,8% na China e 0,7% nos Estados Unidos. Segundo Inglo Ploger, uma das respostas para explicar por que os estrangeiros estão, proporcionalmente ao PIB, investindo mais na América Latina, é o fato de a infraestrutura nos Estados Unidos e na Europa está muito bem estabelecida. “Há pouco a investir”. Em relação à China, o governo não permite que o investimento estrangeiro direto invista nesse setor. “E a América Latina permite”.

José Botafogo afirmou que o IED pode ser aproveitado para o desenvolvimento da infraestrutura da região. Ele defende que se eliminem as barreiras burocráticas entre os países, por exemplo, na parte regulatória, que dificultam os negócios e complicam a circulação de mercadorias, serviços e pessoas entre as nações. Ingo Ploger analisou que a recente decisão do governo brasileiro de flexibilizar exigências para participação de estrangeiros nos leilões de concessão de rodovias “é um ótimo sinal para a integração entre os países e vai trazer investimentos”.

Fonte: http://www.comexdobrasil.com/conselho-empresarial-defende-uniao-da-america-latina-para-atrair-investimentos-estrangeiros/

Bovespa desaba quase 6% e toca mínima nos negócios desde 2009 com aversão a risco global

SÃO PAULO - O principal índice da Bovespa despencava quase 6 por cento no começo do pregão desta segunda-feira e voltava aos seus menores níveis de abril de 2009, contaminado pela forte aversão a risco global e com o quadro político doméstico instável reforçando o viés negativo.

Às 10:16, horário de Brasília, o Ibovespa caía 5,71 por cento, a 43.108 pontos.

Na China, as bolsas de Xangai e Shenzhen desabaram mais de 8 por cento cada nesta sessão, reforçando o quadro de preocupações com a segunda maior economia do mundo, que vem afetando o apetite por ativos de risco.

Fonte: http://www.dci.com.br/financas/bovespa-desaba-quase-6-e-toca-minima-nos-negocios-desde-2009-com-aversao-a-risco-global-id490938.html

Ministro do STF vota pela descriminalização do porte de drogas para consumo próprio

O artigo 28 da Lei de Drogas (Lei 11343/2006) que define como crime o porte de drogas para uso pessoal foi considerado inconstitucional pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do Recurso Extraordinário (RE) 635659. Para o ministro, a criminalização estigmatiza o usuário e compromete medidas de prevenção e redução de danos, além de se ser uma punição desproporcional do usuário, ineficaz no combate às drogas e que fere o direito constitucional da personalidade.

Ressalta-se, contudo, que os usuários poderão sofrer sanções no âmbito administrativo e cível, como advertência, prestação de serviços à comunidade e comparecimento em curso educativo, enquanto não se estipularem novas regras para a prevenção e combate ao uso de drogas.

Interessante registrar que para o ministro Gilmar Mendes a descriminalização do uso não significa a legalização ou liberalização da droga, que continua a ser repreendida por medidas legislativas sem natureza penal, assentando que podem ter outras medidas adequadas para lidar com o problema.

O ministro destaca, ainda, que em países que o consumo foi descriminalizado, não houve aumento significativo do uso, já que a criminalização seria um fator de pouca relevância para os usuários.

O uso de drogas, em seu entendimento, é conduta que coloca em risco a pessoa do usuário, não cabendo associar a ele o dano coletivo possivelmente causado à saúde e segurança públicas. “Ainda que o usuário adquira as drogas mediante o contato com o traficante, não se pode imputar a ele os malefícios coletivos decorrentes da atividade ilícita. Esses efeitos estão muito afastados da conduta em si do usuário. A ligação é excessivamente remota para atribuir a ela efeitos criminais”, afirma.


Registra-se, por fim, que ainda não há decisão definitiva sobre o assunto e que o Ministro Edson Fachin pediu vista dos autos para se manifestar.

Yuan fecha em baixa ante o dólar

O yuan fechou em baixa frente ao dólar nesta segunda-feira (24/8), embora Pequim tenha mantido sua taxa de referência diária praticamente inalterada.

O PBoC (banco central chinês) estipulou a taxa de paridade desta segunda-feira em 6,3862 yuans por dólar.

Na sessão anterior a taxa era de 6,3864 yuans/dólar.

No fim do dia em Xangai, o dólar estava em 6,4044 yuans, com alta de 0,25% ante o fechamento de 6,3887 yuans de sexta-feira

Fonte: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2015/08/24/yuan-fecha-em-baixa-ante-o-dolar/?from_rss=rio

Temer deixa o dia a dia da articulação política do governo


Brasília - O vice-presidente Michel Temer deixará o dia a dia da articulação política do governo, que comanda desde abril. Temer continuará atuando na articulação do Executivo com os demais poderes, com um papel mais institucional.

As funções do chamado varejo da articulação política, como a negociação de cargos e emendas parlamentares, ficarão sob a responsabilidade do ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, pelo menos até o dia 1° de setembro.

Depois disso, o ministro deve passar a se dedicar exclusivamente à sua pasta.

A decisão de Temer foi comunicada à presidente Dilma Rousseff na manhã de hoje (24). O vice-presidente e Eliseu Padilha participaram da reunião de coordenação política, com outros ministros, e depois permaneceram no gabinete para a conversa com Dilma.

Em entrevista após a reunião, os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e das Cidades, Gilberto Kassab, defenderam a atuação de Temer no governo, independente da função que ele ocupe.

“O vice-presidente Temer tem sido vital na construção da agenda do governo e na sua aprovação no Congresso. Tenho certeza que em qualquer cargo ou função que entender melhor para seu desempenho, ele continuará sendo um importante agente de apoio, de construção e de contribuição", disse o ministro.

Segundo ele, "várias propostas foram melhoradas por contribuição ou sugestão do vice-presidente”, disse Barbosa.

Temer assumiu as funções da Secretaria de Relações Institucionais em abril, diante do agravamento da crise entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.

No período, ele foi responsável pela articulação da aprovação das medidas do ajuste fiscal na Câmara e no Senado.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/temer-deixa-o-dia-a-dia-da-articulacao-politica-do-governo

Criador do surf moderno, Duke Kahanamoku, é lembrado por google com um doodle havaiano

Criador do surf moderno, Duke Kahanamoku, é lembrado com Doodle Havaiano
foto:Wikipédia

O Google prestou homenagem ao nadador, ator e surfista norte-americano, Duke Kahanamoku, nascido em 24 de agosto de 1890, em Oahu, Havaí. Ele ficou conhecido como o idealizador do surf moderno após largar sua carreira de atleta olímpico em 1924 e, com sua popularidade, ajudou a divulgar a cultura havaiana e participou ativamente do processo que tornou o Havaí Estado dos EUA.
Sua carreia como atleta começou a brilhar em 1912, em Estocolmo, sua primeira participação. Participou também das Olimpíadas de 1920 e 1924 e ganhou no total cinco medalhas, sendo três de ouro e duas de prata. Por estes méritos e sua popularidade, Duke Kahanamoku também foi estrela de cinema e participou de 18 filmes entre 1925 e 1967.

Conhecido também como Big Kahuna, tinha um amor infinito pelo Havaí e isso o levou a popularizar o arquipélago como o local preferido dos surfistas até hoje. Duke  era tão popular no Havaí, que foi nomeado Xerife de Honolu várias vezes.  Antes de morrer, em 1968, com 78 anos, lançou uma grife para surfistas e deixando seu legado junto com a prancha de 12 pés.
Neste vídeo, podemos ver ele surfar na praia de Waikiki, no Havaí: https://www.youtube.com/watch?v=cPnM4ymNj3o

Governo Dilma Rousseff anuncia corte de dez ministérios

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciou hoje que o governo vai reduzir o número de ministérios do governo, baixando de 39 para 29 o total de pastas. A medida faz parte de um pacote de reforma administrativa apresentado hoje a ministros durante a reunião da coordenação política com a presidente Dilma Rousseff (PT).

Os ministérios que serão extintos serão definidos até o fim de setembro por uma equipe do governo. “Nosso objetivo é chegar a uma meta de dez (ministérios). Existem várias propostas possíveis para atingir essa meta. Precisamos ouvir todos os envolvidos, não tem nenhum ministério inicialmente apontado para ser extinto”, disse Barbosa.

A reforma também inclui cortes em estruturas internas de órgãos, ministérios e autarquias – com a redução de secretarias, por exemplo; a diminuição dos cargos comissionados no governo, os chamados DAS; o aperfeiçoamento de contratos da União com prestadoras de serviços, entre eles de limpeza e transporte; e a venda de imóveis da União e a regularização de terrenos.

O ministro não apresentou a estimativa da economia do governo com as medidas, mas disse que a reforma é necessária para a nova realidade orçamentária do país e vai melhorar a produtividade do governo. “Com o melhor funcionamento da máquina, você vai aumentar a produtividade do governo. É vital e crucial aumentar a produtividade dentro do governo”, disse.

Nelson Barbosa lembra que as medidas da reforma administrativa dependem de projetos de lei, decretos ou portarias para entrarem em vigor.



Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2015/08/24/interna_politica,594074/governo-dilma-rousseff-anuncia-corte-de-dez-ministerios.shtml

domingo, 14 de junho de 2015

Jô entrevista Dilma

Assisti a entrevista da Dilma ao Jo, acho que todos deveriam ver independente de ideologia ou opção partidária, mas por se tratar de raro momento.

A presidente foi incrivelmente lúcida,  mostrou que conhece estratégia e o cenário econômico. Estava muito a vontade e tranquila.

Ela sabe dos problemas de seu governo e de tudo que se passa nele, conhece seus programas, seus ministérios e seus pares.

O Jo foi o que todos devem ser,  educado e o mais imparcial que me lembro de ter visto a globo ser,  além de se informar antes de fazer qualquer afirmação, teve coragem de tomar partido e defender a democracia quando todos ali queriam o contrário.

A entrevista deixa abaixo qualquer sugestão de que o país ainda é governado por Lula, desmitifica os boatos de que ela não sabe o que faz e a presidente foi honesta admitindo a crise, explicou seus motivos e deu previsão de melhora.

Nunca tive vergonha em expressar minha opinião sobre minha intenção política,  mas hoje tenho certeza que minha escolha em apoiar este governo e ajudar eleger a Dilma foi a correta.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Aquecendo o ovo da serpente

É sabido por dez entre dez profissionais de comunicação que, com exceção da chamada agenda pública, ou seja, dos acontecimentos que se passam nas instituições que precisam obrigatoriamente se comunicar regularmente com a sociedade, que jornais, revistas e outros veículos da mídia tradicional são muito dependentes das assessorias de imprensa. Sem ospress-releases, notas e declarações passadas pelas empresas por meio de seus assessores, a imprensa não teria recursos para preencher a maior parte dos espaços e do tempo que têm disponíveis diariamente.
Essa dependência, associada à progressiva redução da força de trabalho nas redações, faz com que esse material seja publicado praticamente sem mudanças, eventualmente até com o título sugerido pelas assessorias.
As assessorias de imprensa mais aparelhadas prefeririam que seus textos fossem recebidos como sugestão de pauta, não como conteúdo para ser publicado, porque, no longo prazo, essa prática desvaloriza sua própria atividade e faz parecer muito fácil o que na verdade exige muita experiência e planejamento.
Essa fragilidade da imprensa faz com que profissionais e empresas com pouca qualificação e baixa exigência em termos éticos se estabeleçam no mercado, porque também eles conseguem emplacar materiais de valor duvidoso nos principais veículos da imprensa. Esse é o caminho usado, por exemplo, por candidatos a celebridade, por líderes instantâneos criados nas redes sociais e por empresas que precisam dar um lustro em suas reputações. O fenômeno cresce nas edições de fim de semana, quando as redações precisam de mais conteúdo para inserir entre os anúncios.
Essa prática condiciona há tempos o conteúdo dos cadernos de negócios e as editorias de entretenimento, eventualmente dissimuladas sob o signo de “Cultura”.
Mais recentemente, porém, também a editoria de Política tem se tornado terreno fértil para o plantio de informações, versões, frases e opiniões elaboradas sob medida por assessores para ganhar destaque na mídia. As redes do Twitter e Facebook tornaram a imprensa ainda mais vulnerável a essas ações.
Maioridade penal
Um exemplo curioso desse sistema de alimentação da imprensa é a notícia, publicada pelaFolha de S.Paulo na edição de segunda-feira (1/6), dando conta de que uma das filhas do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, está oferecendo serviços de marketing político para colegas de seu pai.
A moça admite que sua filiação, no momento em que o pai protagoniza uma sucessão de crises de relacionamento entre os poderes da República, facilita a obtenção de clientes, e o jornal não questiona o evidente problema ético presente nesse fato. Apenas registra que “ela afirma não ver conflito de interesse no que faz”.
Esse é, na verdade, o elemento central desse processo no qual a imprensa costuma validar informações de interesse específico de empresas ou de pessoas, abrindo mão de sua obrigação fundamental, que é checar a real relevância pública desta ou daquela notícia. Se há algum valor no fato de que a filha do presidente da Câmara usa a sombra do pai para ganhar dinheiro, esse valor está justamente no evidente problema ético que ela não enxerga.
Por outro lado, a mesma imprensa que noticia tal aberração sem qualquer senso crítico também abriga passivamente os factoides criados pelo pai da jovem candidata à marketagempolítica, como se fossem todos atos do mais alto valor para a República. O mais recente, exibido na segunda-feira (1/6) nas primeiras páginas dos diários de circulação nacional, destaca a intenção de Eduardo Cunha de colocar em pauta, na Câmara dos Deputados, a PEC 171, de 1993, que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.
O artifício usado pelo presidente da Câmara para se manter no noticiário foi publicar uma nota no Twitter, na qual afirma: “A próxima polêmica, após a conclusão da reforma política, será a redução da maioridade penal, que votaremos até o fim de junho em plenário”.
Sua intenção é promover um referendo popular para contornar a restrição constitucional sobre a proposta – pois, segundo muitos juristas, sendo uma cláusula pétrea da Constituição, a maioridade penal não pode ser alterada sem uma mudança no texto constitucional.
A maioria dos jornais parece discordar da proposta, mas trata o anúncio com brandura, aplicando ao tema apenas a rotina banal de “ouvir os dois lados”, sem se aprofundar no debate que movimenta juristas e entidades sociais desde o início do ano.
Aplicada em alimentar a crise política que interessa a Eduardo Cunha, a imprensa aquece o ovo da serpente gestado pela bancada mais reacionária que o Congresso já abrigou desde o fim da ditadura militar.

Por Luciano Martins Costa

quarta-feira, 20 de maio de 2015

As ruas pediram reforma política. O Congresso entrega uma taturana

Leonardo Sakamoto
Muitos dos jovens que foram às ruas em junho de 2013, reivindicando participar ativamente da política, não estavam pedindo a mudança do sistema proporcional (como é hoje, com uma correspondência entre cadeiras obtidas e votos no partido/candidato) para o distrital puro (a cidade e o estado são divididos em distritos que elegem apenas um representante), misto (em que se vota para o representante do distrito e para um partido) e o “distritão'' (em que a eleição de vereadores e deputados fica semelhante à de prefeitos e governadores – os mais votados vencem, independentemente do voto partidário).
Isso é uma resposta escolhida pelo próprio sistema que embalou uma serpente em um pacote reluzente e, sorridente, entrega de presente à população como se um modelo que pode levar a um desequilíbrio na representação política fosse a solução perfeita e final. Não estou demonizando o voto distrital misto de antemão, mas ele pode causar outras distorções e não ajudar no controle do representante pela população ou a baratear campanhas.
Mais efeito causaria uma mudança na forma de doação eleitoral por parte de empresas, que deveria ser revisto ou duramente limitado. Mas isso, a maioria dos nobres parlamentares não quer.
Os jovens queriam mais formas de interferir diretamente nos rumos da ação política de sua cidade, estado ou país. Mas não da mesma forma que as gerações de seus pais e avós.
Porque, naquela época, ninguém em sã consciência poderia supor que criaríamos uma camada digital de relacionamento social, que ignorasse distância e catalisasse processos. Pois, quando a pessoa está atuando através de uma rede social, não reporta simplesmente. Inventa, articula, mente, salva, agride, muda. Racional e irracionalmente. Enfim, vive.
Por isso, a molecada acha estranho quando alguém reclama com um “sai já da internet e vai jantar!''. Como assim?! – pensam. É como falar: “saiam já deste planeta''. Não dá, não é outra vida, é a mesma. Ele ou ela está lá e está aqui. Ao mesmo tempo. Os pais piram, mas é simples assim.
Então, para essa geração não é estranho que as plataformas digitais sejam usadas na discussão política, no debate de alternativas e, por que não, no processo de construção política e mesmo de eleição.
Estranho é não usar essas ferramentas. Por que eu preciso ir até uma reunião com meu representante, meu vereador, deputado, senador, se há maneiras mais fáceis, rápidas e interessantes que podem ser usadas na internet para isso? Por que fazer política tem que ser chato?
Não estou falando apenas das redes sociais convencionais. Mas há muita tecnologia  interessante sendo desenvolvida para esse fim que a maioria de nós desconhece (com exceção de quem está por dentro da cultura hacker, é claro) por falta de discussões sérias sobre o assunto.
Sei que não é possível adotar e universalizar processos digitais de participação direta imediatamente. Isso demanda algumas ações prévias. Por exemplo, reduzir o analfabetismo digital no Brasil, concentrado não na faixa de renda mais baixa, mas na faixa etária mais alta. Isso sem contar a ampliação da qualidade da educação formal e, mais importante que isso, da conscientização de que cada um é o protagonista de sua própria história.
E, é claro, aprofundar a reflexão sobre as próprias redes sociais e o seu uso para fazer política. A internet não é algo “bom'' ou “ruim''. É uma plataforma. O que fazemos dela e como é que importa.
O problema é que enquanto muitos discutem como manter a política de forma analógica, outros tantos fazem isso de forma digital com extrema competência. E nem sempre tendo boas intenções.
A várzea das redes sociais com as pessoas acreditando em qualquer coisa com texto bem escrito, mas anônimo, está aí para não me deixar mentir.
Dividir o país em distritos eleitorais geograficamente delimitados faz sentido em um momento em que os relacionamentos sociais e a vida comunitária rompe fronteiras, gera empatias e conecta pessoas em coletividades que pouco têm a ver com o seu bairro?
Plebiscitos, referendos, projetos de iniciativas populares, conselhos com representantes por tema ou distrito são os primeiros passos, não os últimos. A política está sendo radicalmente transformada pela mudança tecnológica. Participar do rumo das coisas a cada quatro anos não será mais suficiente. Pois, em verdade, nunca foi. Iremos participar em tempo real.
Mas ao invés de encaminhar essa discussão, o Congresso Nacional vai no sentido oposto, tentando implementar fórmulas que beneficiam os parlamentares que já estão no poder ou os que contam com currais eleitorais. Modelos que dificultam a eleição de quem está mais à esquerda ou mais à direita no espectro político e poderiam – mais do que os centristas – a forçar por mudanças.
Aliás, levando a sério alguns discursos que estão circulando nos plenários da Câmara e do Senado, a solução para os problemas de representação política passa apenas pela mudança do voto proporcional para o distrital ou para adoção da lista fechada.
E quando há qualquer proposta para aumentar os instrumentos de participação popular, como conselhos ligados à defesa dos direitos humanos – bandeira importantes de muitos parlamentares ligados ao PSDB e ao PT durante a redemocratização – elas é taxada de golpe no sentido de tirar poder do Legislativo.
É óbvio que, para essas arenas de participação popular serem efetivas, precisam deter algum poder e não serem apenas locais de discussão e aconselhamento. E isso gera conflito entre novas instâncias de representação e as convencionais.
Afinal, senadores, deputados, vereadores, membros das esferas federal estadual e municipal e quem sistematicamente ganha com a proximidade a eles, enfim, o grupo de poder estabelecido, tendem a não gostar da ideia de ver outros atores ganharem influência, outros que não fazem parte do joguinho. Há gente que teme, com o monitoramento por parte do povo, ficar sem o instrumento clientelista de poder asfaltar uma determinada rua e não outra, empregar conhecidos e correligionários.
Durante décadas, brigamos para a implantação de instâncias de participação popular. E, agora, que elas começam a ser discutidos em determinados espaços, ainda que de forma tímida e por conta de intensa pressão social, as propostas são congeladas por medidas em tramitação no Congresso e ações diretas de inconstitucionalidade.
Por fim, aos líderes políticos, econômicos e sociais que gostam mais do cheiro da antiga naftalina do que de gente, vale um lembrete:
“Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.'' Constituição Federal, artigo 1o, parágrafo único.
Isso é tão claro. Mas a vida anda tão nonsense que um deputado federal está propondo a mudança para “todo poder emana de Deus''. O PSol pode até ter expulsado o cabo Daciolo, autor dessa sugestão tresloucada, de suas fileiras, mas o seu pensamento está mais vivo do que nunca.
O Congresso vai mudar muita coisa nos próximos anos. Para pior.

terça-feira, 19 de maio de 2015

1º de maio, dia dx trabalhadxr

(Socialista Morena)
Gustavo Fernandes, de 20 anos, fez questão de não esconder nada na entrevista de trabalho na UNIP (Universidade Paulista) em Brasília: “Sou homem trans”. A honestidade, porém, não o livrou de sofrer assédio moral durante o tempo em que atuou lá, como auxiliar de coordenação psicológica. Ele afirma que o setor de recursos humanos lhe negou o uso do nome social no crachá, e que, sob ameaça de ser demitido, teria sido obrigado a utilizar um uniforme feminino. Sem conseguir emprego fixo há seis meses, desde que deixou a universidade, ele diz que a discriminação ao trabalhador transexual começa já na entrevista.
“Muitos acreditam que, por sermos trans, não somos sérios ou capazes de desempenhar funções. Sou dispensado em menos de cinco minutos de conversa nos locais onde preciso apresentar algum documento de identificação. Dizem de cara que não tenho o perfil que a empresa procura.”
O preconceito, conta Gustavo, também parte de pessoas do próprio meio LGBT que não entendem o que é identidade de gênero. “Um ex-colega de trabalho, que é gay, sempre me fazia perguntas invasivas sobre a minha vida íntima na frente de outros funcionários e alunos, o que era humilhante. Ele via em mim uma figura feminina ‘defeituosa’. Suportar esse tipo de desconforto, além da resistência por parte da empresa em aceitar que não sou uma mulher, foi o que, depois de um ano e sete meses, me fez pedir as contas”, diz. “Arranjar emprego é difícil, principalmente na condição de homem trans, mas não vi outra saída. Não me sentia bem-vindo.”
Em nota, a UNIP negou as acusações e afirmou repudiar todo e qualquer ato de discriminação. “Transexuais são mais do que bem-vindos na universidade. Atualmente, inclusive, contamos com profissionais trans, que são tratadas pelo nome social e com o respeito que merecem. Ocorrências do tipo não são compatíveis com a natureza do estabelecimento. Como uma instituição de ensino, prezamos pela tolerância, pelo amparo e pelo respeito a todo o pessoal interno ou externo, independente de cor, gênero, crença, orientação sexual etc.”.
Um levantamento feito em 2013 pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) aponta que 90% das mulheres transgêneras recorrem à prostituição no Brasil devido à rejeição na hora de concorrer a uma vaga no mercado formal. A travesti Rafaelly, de 24 anos, conhece de perto essa realidade: assistente social, ela ganha a vida como garota de programa. O único emprego de carteira assinada que teve foi há cinco anos, quando estagiou em um programa de jovens aprendizes na Embrapa Cerrados. Na época, o salário, de pouco mais de 400 reais, não compensava a intolerância de que era vítima, diz.
“Algumas atitudes eram veladas, outras mais ostensivas. Comentários, risadinhas… Tudo isso eu vivenciei durante três anos. Minha chefe sempre foi receptiva, me chamava pelo nome social. Mas ouvi de outras chefias, enquanto era aprendiz, que querer ter um ‘pseudônimo’ estampado no crachá seria ilegal e ia contra as regras da empresa.” A Embrapa não respondeu aos questionamentos da reportagem.
rafaelly
(A garota de programa Rafaelly)
Com o término do estágio, Rafaelly não viu outra alternativa a não ser fazer das ruas do Setor Comercial Sul, na capital federal, seu “escritório noturno”, como descreve, bem-humorada. Ela revela ganhar até 5 mil reais por mês se prostituindo. Saiu de uma casa simples na cidade-satélite de Candangolândia, e hoje tem carro novo e um apartamento na Asa Norte. Orgulha-se de pagar os impostos em dia e de ajudar a avó, com quem mantém pouco contato. O sentimento de liberdade, no entanto, não é pleno. “Não faço programa porque morro de amores pela profissão. Sonho me casar e ter uma família… Ainda tento sair dessa vida. Envio currículos, mas na hora da entrevista vem o problema. Como no CV consta um nome masculino, quando eles me convocam e aparece uma mulher, o preconceito grita. Fazem a entrevista, mas nunca ligam para dar uma resposta.”
A publicitária Ludmylla Santiago, de 32 anos, nunca teve um trabalho formal até assumir um cargo comissionado na Secretaria de Direitos Humanos do Distrito Federal (SDH/GDF), em março deste ano. Negra e transexual, Ludmylla sabia que as dificuldades de colocação profissional seriam um desafio a mais que precisaria encarar.
“Desde que me formei, em 2008, envio currículos para agências de marketing e publicidade. No início, achava que não retornavam por conta da inexperiência que tinha na área. Recebia elogios, mas, após a seleção, a resposta era sempre negativa. Com o tempo, passei a notar que colegas de faculdade, que também nunca haviam exercido a profissão, tinham muito mais facilidade em arranjar emprego. Comecei a me identificar como mulher nos currículos, sempre salientando a questão da identidade de gênero. A partir de então, nem mesmo para as seleções eu era convocada. Caí no limbo profissional”, relata Ludmylla.
Hoje ela preside o Núcleo de Apoio e Valorização à Vida de Travestis, Transexuais e Transgêneros (Anav-Trans) do Distrito Federal. “Ainda batalho para conseguir reconhecimento. Espero contribuir para que, um dia, nós alcancemos espaço e tratamento igualitário no mercado de trabalho e na sociedade como um todo.”
ludmylla
( A publicitária Ludmylla)
Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Keyla Simpson acredita que o índice de pessoas trans sem emprego no país seja maior do que as estimativas sugerem. “São números superficiais, se considerarmos a extensa demografia do Brasil. Infelizmente, o governo só separa a população por masculino e feminino. Mesmo em levantamentos voltados aos LGBTs, o público trans é invisível. O número de transexuais e travestis desempregados deve ser ainda mais assustador.”
Um estudo realizado em 2008 pela Universidade de Chicago revelou que mulheres transexuais (MtF) recebem um salário 32% menor do que recebiam antes de assumirem a identidade feminina. Já os homens trans (FtM) recebem até 1,5% a mais do que as mulheres cisgêneras.
Graduada em análise de sistemas e em letras, com pós-graduação em engenharia de software, Daniela Andrade tem um currículo respeitável aos olhos de qualquer especialista em recursos humanos. Um detalhe, porém, sempre serviu como barreira para que a colocação profissional da paulista de 31 anos ocorresse: Daniela é transexual. Baseando-se na própria experiência, Daniela se juntou à advogada Márcia Rocha, 50, e ao designer mineiro Paulo Bevilacqua, 28, para colocar no ar o site Transempregos, para apoiar a colocação profissional de travestis e transexuais no mercado de trabalho. Lançada há pouco mais de um ano, a plataforma pode ser acessada por empresas e trabalhadores sem pagar nada.
“Tem contratador que encara a aparência de um candidato como empecilho para a admissão. Se o nome que consta no currículo não condiz com o ‘pré-conceito’ que ele cultiva sobre o que é masculino ou feminino, surge um obstáculo. Esse problema independe de qualificação profissional”, analisa Márcia Rocha, que também integra a Comissão de Direitos à Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em São Paulo. “As empresas têm a chave para romper com esse problema. Se transexuais conseguirem oportunidades de se alavancar na carreira como qualquer outro trabalhador, sua história vai quebrar paradigmas.” O Transempregos conta atualmente com mais de 400 currículos cadastrados e aceita colaboração de empresas de todo o país.
O blog conversou com a procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT) e representante da Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), Renata Coelho Vieira.
Socialista Morena – Como o trabalhador trans deve agir em caso de assédio moral?
Renata Vieira – Condutas discriminatórias e práticas que causam aviltamento são motivos para que o trabalhador exija a rescisão contratual. Nesse caso, é importante procurar o sindicato de classe para pedir a rescisão indireta judicialmente, alegando culpa do empregador, assim o funcionário sai da empresa com todos os direitos assegurados e ainda pode pleitear uma indenização por dano moral.
SM – A que se deve a marginalização do transexual no trabalho?
RV – Nossa sociedade é machista e sexista. A aceitação de homossexuais ainda é pouca e a representação de negros no serviço público é ínfima. Com pessoas trans, isso tudo é ainda mais evidente. São fatores culturais, religiosos e educacionais que influenciam no comportamento dos empregadores, um reflexo da conduta social excludente. A diversidade ainda é um bem a ser conquistado no Brasil. Nas organizações privadas não é diferente: a contratação muitas vezes não é pautada em um bom currículo ou na experiência do candidato trans, mas em elementos subjetivos ligados a preconceitos. A nossa cultura ainda distingue “o trabalho da mulher” do “trabalho do homem”… Critérios que formam um “operário padrão” que não se coaduna com a realidade diversificada, miscigenada e heterogênea da população brasileira.
SM – Não existem muitos números oficias sobre trabalhadores trans…
RV – É verdade. Travestis e transexuais sofrem pela aparência fora dos padrões considerados “normais” pelas pessoas e pela documentação com nome diverso do nome social. Desde a família, a escola, a universidade, ao atendimento em serviço de saúde, ao tratamento que recebem de policiais, até os “olhares” em espaços de lazer – tudo para esse grupo é restrito a partir do momento que assumem a própria identidade. Os desafios são enormes, obter ensino e qualificação é árduo… Num mercado de trabalho competitivo, baseado no lucro e no alcance de metas, essas pessoas acabam tendo maior dificuldade de colocação profissional. Marginalizar essa minoria, assim, acaba sendo o caminho adotado por muitos.
SM – Muitas companhias alegam que acatar um nome alheio ao que consta no RG é ilegal.
RV – Reconhecer o nome social é uma grande medida de inclusão. Não existe ilegalidade nenhuma nisso. O empregador, quando contrata, contrata uma pessoa, uma vida – não um braço, uma perna, uma cabeça. O funcionário cede sua força de trabalho, não sua dignidade e seus direitos fundamentais, porque esses não fazem parte do contrato de trabalho. Contrata-se a pessoa como um todo, e o nome faz parte deste todo, faz parte da identidade de cada um.
SM – Então a deslegitimação do nome social adotado por pessoas trans pode ser considerada um tipo de violação aos direitos fundamentais?
RV – Sim. Socialmente, o nome é um símbolo importantíssimo. Quando encontramos alguém de quem esquecemos o nome, ficamos constrangidos. Confundir o nome da pessoa num encontro é quase um “delito” social. Por outro lado, nos orgulhamos quando vemos nosso nome num livro publicado, numa referência elogiosa, ou quando alguém nos cita numa aula, num evento, numa festa familiar… Com a tecnologia, “marcamos” os nomes das pessoas em fotos e eventos nas redes sociais. Acatar o nome social de transexuais é um ato político.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Não entendeu a legalização do aborto e da maconha? Vou desenhar

Não sou a favor do aborto. Não sou a favor do uso maconha quando não sendo para uso medicinal. Mas sou a favor da legalização de ambos.Quando digo isso, a primeira pergunta é: “Você é favor de liberar a maconha?” Eu respondo, então: “Sou a favor de legalizar, pois liberada ela já está”.

Estou mentindo? Continue lendo, explicarei porque penso assim.

Não quero que meu filho use maconha, assim como não gostaria que uma filha minha fizesse um aborto, contudo, se ele quiser usar a maconha ou se ela decidir fazer um aborto, eu prefiro que seja com segurança. Quando afirmo que ambos estão liberados é porque ela conseguirá fazer o aborto, sendo legal ou não, e ele vai conseguir usar a maconha sem nenhuma dificuldade, a diferença aqui é que, estando ilegal, o risco de morte em clínicas clandestinas e médicos negligentes é muito mais presente. E no caso da maconha, a erva sem controle de qualidade e sem tributação abre espaço para uma cadeia de outras ilegalidades.
No caso maconha é que a sociedade decidiu reprimi-la, existe muito mais preconceito que fatos sobre ela. Desde quando ela foi rotulada como “droga” e “ilegal”, ela foi combatida com dureza pela polícia e mídia. Está bem visível que esta tratativa não foi eficaz, pois a ilegalidade da maconha alicia crianças e jovens para o mundo do crime, fazendo com que tanto traficantes como os usuários precisem ir até os morros ou becos buscar a erva e corram riscos de morte.
Portanto, ao legalizar a maconha, os usuários poderão consumir a substância em locais controlados, com devida tributação e segurança. Claro que deve haver uma conscientização para o consumo, se há ou não há riscos à saúde, mas o ponto não é este, se o cidadão quiser usar a maconha, ele irá, sendo ilegal ou não. Assim como o aborto, se uma mulher quiser realizar o procedimento, o fato ser ilegal não irá desencorajá-la, tanto que existem inúmeros relatos de mulheres mortas na mesa de cirurgia.

Se por tanto tempo fomos incompetentes ao tratar o aborto e maconha com maus olhos, não vai adiantar repetindo o erro, este é o ponto de mudar como países de primeiro mundo estão fazendo.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Configurações da conta: desativar

Acabo de excluir minha conta do Facebook. Meu coração dói tanto... Parece que saí de casa e esqueci de alguma peça de roupa. A princípio, ele era uma ótima ferramenta de comunicação, tornou-se muito mais popular que os concorrentes, ótimo para propagandas e melhor que qualquer ferramenta de spam para espalhar um boato. Inteligente, o Facebook encontra amigos de infância, do colégio, ensino médio, faculdade, empresas que trabalhei e ainda sugere amigos que nem eu lembrava que conhecia. Além disso, o filme Rede social, que conta a história da criação do site e o processo milionário que foi movido por coprodutores contra presidente da rede, deixou mais popular o que até menos de dois anos atrás era conhecido apenas fora das bordas brasileiras.
Descredenciei-me do Facebook, pois ele é utilizado atualmente apenas para entreter a massa com joguinhos, charadinhas, tirinhas e prende qualquer vulnerável cidadão a discussões quase nunca produtivas – ninguém discute nele assuntos como política, sociologia, filosofia. Não há como negar que, além de muito didáticos – o que trouxe à rede de computadores pessoas que jamais se viam em frente a um computador –, sites de relacionamento em geral são muito coloridos e divertidos, prendem mesmo a atenção de todos e fazem o usuário pensar que é mais popular entre sua rede de relacionamento.
Contudo, novas políticas de privacidade – como a recente divulgada pelo Google, que infelizmente, a maioria dos usuários nem tem ideia que pode agredir a soberania nacional – cliques pagos, páginas oficiais, verified accounts e “Curtir” evidenciam o verdadeiro objetivo de quem os administra, propaganda e moda. Por esses motivos, quem quiser me contatar, de agora em diante terá de se render ao bom e velho telefone celular (velho?), ao meu endereço de e-mail (também velho, não?) ou bater palmas em frente ao portão da minha casa

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Para os colegas do "MIM NÃO CONJUGA VERBO"

Sorry fella

Mim conjuga verbo sim, talvez não na sua gramática engessadinha de trás do corretor automático ou nas suas construções sintáticas medianas, mas mim conjuga verbo pelo Brasil afora e conjuga nos outros países que falam português.

A gramática do "isso existe, isso não existe" é construída com base na língua, mas a gramática é inflexível e demora demais para ser adequada às realidades linguísticas. A língua muda todos os dias e a gramática de anos em anos. Portanto, mim conjuga verbo tanto quanto nóis vai, nós vem e nós vorta.

O ideal é não ser preconceituoso e não julgar as pessoas pelas construções sintáticas, porque se fossemos analisar isso ao pé da letra a, maioria ficaria de fora do padrão, já que sabem apenas formar sentenças simples e muitas vezes "equivocadas".

rgrds