quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Tire suas dúvidas sobre transporte de cargas internacionais

OMDN

Especialista responde a questionamentos sobre documentações e regulamentos no transporte de mercadorias importadas

Uma garrafa de vinho que atravessa fronteiras entre nações tem um longo caminho de transporte e documentações até repousar na prateleira do seu empório favorito.

Somente de janeiro a maio de 2019, 60 milhões de litros de vinho entraram no país – são 64% a mais que 2018 e o dobro em relação a 2015.

Para escoar todas estas garrafas, que costumam chegar dentro de contêineres de 20 ou 40 pés, é necessário cuidar também do transporte. Considerando que nem todos os estados do nosso país são banhados por oceanos, e o modal marítimo é atualmente o mais utilizado no ato de importar, o transporte rodoviário estadual ou interestadual se torna peça-chave para que a operação seja concluída com sucesso.

É comum surgirem dúvidas a este respeito, de como se deve tratar este tipo de carga no deslocamento entre as diferentes unidades federativas, principalmente no que se refere ao ICMS, nota fiscal, e demais documentações obrigatórias. E é aqui que a organização apolínea entra.

Muitos importadores decidem por realizar o desembaraço aduaneiro em outro estado, diferente do porto no qual desembarcou a mercadoria. Se a empresa possuir filial em unidades federativas como Santa Catarina ou Espírito Santo, por exemplo, é possível garantir benefícios fiscais relativos ao ICMS, possibilitando uma redução de custos.

Documentação para o transporte rodoviário

Para evitar que a fase final de importação – ou inicial de exportação – vire um verdadeiro pesadelo dionisíaco, Leonardo Emílio, Gerente Comercial da Agillog Transportes Rodoviários, reforça que “a parte documental é uma das etapas mais importantes da sua exportação ou importação. São os documentos que embasarão a operação e que serão utilizados pelas aduanas de origem e destino da carga, assim como pelos demais intervenientes do processo“.

Evitar multas, custos extras e atrasos ao emitir documentos em conformidade com as necessidades estabelecidas no regulamento aduaneiro permitirá que suas operações corram da maneira mais tranquila possível – e para isso, é claro, é interessante que estejam amparadas por um apoio logístico eficiente.

Rodagem em rodovias

Durante todo o transporte rodoviário, além da nota fiscal, o produto deve estar acompanhado da Declaração de Importação (DI), do Comprovante de Importação (CI) e da guia do ICMS paga. Em SC, sendo que para transportes de importação dentro do estado, mercadoria com origem importação pode transitar apenas com DI/CI e PLMI (Protocolo de Liberação de Mercadoria ou Bem Importado), se a mercadoria for para outro estado então será necessário emissão da NF.

Se a carga for fracionada, não há a necessidade de se movimentar em comboios. Todo contêiner possui sua nota fiscal e por isso pode circular de forma independente. No estado de SP, por exemplo, na hipótese de venda de mercadoria com preço estabelecido para o todo, ou seja, para a totalidade da carga, e que não possa ser transportada de uma só vez, o remetente deverá observar os seguintes procedimentos:

  •  emitir Nota Fiscal para o todo, sem indicação correspondente a cada peça ou parte, com destaque do valor do ICMS, se devido, devendo constar no campo “Informações Complementares” que a remessa será feita em peças ou partes;
  • a cada remessa corresponderá uma nova Nota Fiscal, sem destaque do valor do imposto, com menção, no campo “Informações Complementares”, do número, da série (se adotada) e da data de emissão da Nota Fiscal a que nos referimos na letra “a” anterior.

Cada estado tem uma particularidade para o transporte de cargas. Normas e regulamentações podem ser adquiridas no DNIT e nos órgãos reguladores e caberá à transportadora organizar os documentos pertinentes ao deslocamento das mercadorias nas rodovias federais e estaduais.

Carregamentos para longas distâncias

Assim como qualquer transporte de cargas demanda cuidados específicos, os carregamentos de estado para estado de carga importada não são diferentes. “Quanto maior a distância, maior deve ser a atenção, principalmente com o excesso de peso por eixo, o qual gera multa e transtorno ao embarcado” – frisa Leonardo Emílio.

Na Agillog, aproximadamente 80% dos embarques da empresa são de produtos importados. Para Leonardo, “a importação é uma engrenagem importante para empresas no Brasil. Temos insumos necessários que só conseguimos através do mercado externo. Encontrar parceiros competentes com amplo conhecimento e experiência sempre irá ajudar nos processos diários e na redução de custo” – finaliza.

O mercado de bebidas importadas, por exemplo, cresce amplamente. O Brasil está entre os dez países que mais consomem vodka no mundo e é a quinta bebida mais consumida por aqui. O vinho, fica em terceiro no ranking nacional. Ave, Baco!

O consumidor está em busca por excelência cada vez mais, seja nos serviços prestados ou nos produtos adquiridos. Buscar parceiros com know how para desenvolver seus negócios é fundamental para garantir um bom posicionamento no mercado – seja de importação ou exportação.

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O que é um fechamento de câmbio?

OMDN

O momento da compra ou da venda de moeda estrangeira pode ser fundamental

O fechamento de câmbio é um processo do pagamento ou recebimento internacional. Acontece com o travamento do dólar comercial (ou outra moeda internacional) na negociação do valor a ser enviado ou recebido do exterior.

Se o motivo for um pagamento internacional, o fechamento de câmbio promoverá a compra da moeda internacional para remissão ao exterior. O valor em moeda estrangeira não aparece na conta corrente, apenas o débito em reais. O valor é remetido automaticamente pela instituição financeira responsável pela operação.

No caso do recebimento internacional, o valor fica disponível ’em nuvem’ e o fechamento acontece para a venda da moeda e o recebimento em reais. O beneficiário pode escolher o melhor momento para fazê-lo, conforme oscilação cambial e spread considerado pela instituição financeira.
Quais documentos são gerados no processo?

A negociação de venda ou compra da moeda internacional gera um documento entre as partes, o chamado contrato de câmbio. Ele define os detalhes da operação com a instituição financeira. Além dele, também será emitido o swift, que é basicamente o comprovante de pagamento.

Embora não se tenha controle sobre as variações cambiais, o fechamento de câmbio é uma etapa muito importante e estratégica nos negócios internacionais.

Saiba mais sobre os diferentes tipos de câmbio: Entenda os câmbios.
 
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Comércio exterior é caminho para indústria alavancar o crescimento.

PoderMercado
Poder360

CNI apresenta propostas e agenda internacional

Eliminar resíduos tributários é um dos desafios

Garantias de crédito asseguram competitividade

pós meses imersa em crise provocada pela pandemia de Covid-19, a indústria brasileira traça estratégias de recuperação e aposta em reforçar a internacionalização das empresas. Essa saída é importante no contexto de reestruturação das cadeias de suprimentos internacionais –afetadas pela pandemia– e exige que as empresas brasileiras estejam posicionadas para atender a demanda.

O reforço e o investimento no comércio exterior expandem a demanda pelo produto nacional e instigam a competitividade interna e externa da indústria. Esse processo é fundamental para aumentar a produtividade e acelerar o crescimento econômico.

Para ampliar a presença das empresas no comércio mundial, a indústria brasileira precisa de um aperfeiçoamento da governança da política comercial do país para tornar o processo decisório mais eficiente, eficaz e equilibrado nos resultados.

Entre as propostas elaboradas pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) para a retomada da economia, está a necessidade de modernizar o financiamento público para as exportações e reduzir a burocracia e os custos do comercio exterior.

Nas duas últimas crises econômicas (2008/2009 e 2014/2016), a exportação teve papel fundamental como alavanca para a retomada do crescimento. Na crise de 2020 não é diferente. Por essa razão, precisamos utilizar ao máximo o potencial da demanda externa para auxiliar a retomada da economia brasileira”, contextualiza o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

Para Abijaodi, a indústria entende que o momento é delicado devido aos perversos efeitos da pandemia sobre os setores produtivos com reflexos na economia e na sociedade. “Precisamos lançar os princípios para recuperação do comércio exterior em paralelo ao combate à pandemia no Brasil. Essa doença provocou uma mudança de prioridades sobre um planejamento já elaborado“, explica.

A CNI também elaborou a Agenda Internacional da Indústria, produzidos a partir de ampla consulta ao setor privado brasileiro nos últimos meses de 2019, quando a crise da Argentina e a desaceleração do crescimento da China já impunham desafios ao comércio exterior brasileiro. A publicação reúne 109 ações, distribuídas em 4 eixos:

  • política comercial,
  • serviços de apoio à internacionalização,
  • ações em mercados estratégicos e
  • cooperação internacional.

Ainda nos falta uma Estratégia Nacional de Comércio Exterior com metas e prazos bem definidos, considerando que as exportações serão um dos poucos motores de retomada do crescimento após o fim da pandemia“, alerta Abijaodi. Ele lembra que países como Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido já têm esse instrumento. A Agenda traz ações importantes para 2020, mas que seguramente serão realocadas para 2021.

Desafios

Os danos causados pela pandemia ainda impõem alguns obstáculos para o desenvolvimento do comércio exterior. “Com a pandemia, os desafios para se posicionar no exterior são ainda maiores porque é uma crise global. Na prática, todos os mercados estão retraídos e o desafio de vender é maior. Então, as dificuldades de começar agora são maiores que no passado”, explica o presidente do Fórum das Empresas Transnacionais da CNI e CEO da empresa Stefanini, Marco Stefanini.

Um dos desafios do país é eliminar o resíduo tributário na exportação –com a reconstituição da alíquota do Reintegra– e assegurar a manutenção e pleno funcionamento dos instrumentos de financiamento e garantias.

No médio prazo, é importante que o Brasil continue avançando nas agendas de facilitação de comércio, com a modernização da aduana, e de acordos comerciais, com a abertura de novos mercados. Também é necessário reforçar a defesa comercial, pois a crise gera um aumento das práticas desleais de comércio.

Segundo Stefanini, é importante para as empresas definir metas de longo prazo. “Conquistar mercados internacionais demanda tempo, por isso é fundamental ter uma estratégia bem definida, além de investimento e perseverança”. Para ele, as empresas precisam desenvolver a marca em um país estrangeiro, desenvolver a cultura. Também é preciso conhecer o cliente na ponta, desenvolver maturidade de ponto de vista de pensar global e não local.

Desempenho da indústria no mundo

De acordo com dados do estudo Desempenho da Indústria no Mundo, feito pela CNI, a indústria brasileira é a 16ª em participação na produção mundial do setor. Até 2014, o Brasil estava entre os 10 maiores produtores no ranking mundial. Em trajetória de queda desde 2009, a participação do Brasil na produção industrial mundial caiu de 1,24%, em 2018, para 1,19%, em 2019. É o piso da série histórica iniciada em 1990.

A participação nacional nas exportações, que já havia recuado de 0,91% para 0,88%, de 2017 para 2018, manteve o viés negativo e ficou em 0,82%, em 2019, igualando o menor patamar da série histórica, registrado em 1999. O Brasil ocupava a 30ª colocação no ranking global no último dado disponível, de 2018.

O estudo aponta que, com a nova retração em 2019, a indústria nacional passa a ocupar a 16ª posição global. Desde 2015, foi superada pelas indústrias do México, da Indonésia, da Rússia, de Taiwan, da Turquia e da Espanha.

O desempenho das exportações da indústria de transformação brasileira retrata a perda de competitividade. “O cenário torna ainda mais urgente a aprovação de reformas e legislações que destravem a economia brasileira e aumentem a competitividade da indústria nacional. São os casos da reforma tributária, da nova lei do gás e do reforço em investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Essas são iniciativas essenciais para restabelecer condições para a indústria brasileira voltar a competir internacionalmente”, comentou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

A perda de participação da indústria brasileira na produção industrial mundial ocorre desde meados da década de 1990, mas os dados evidenciam que a crise econômica brasileira de 2014-2016 intensificou esse movimento. Nesse período, o PIB da indústria acumulou queda de 10,1%, enquanto a agropecuária recuou 2,1% e os serviços recuaram 4,9%. Diferentemente do Brasil, a produção industrial mundial manteve-se em crescimento, após queda em 2009, ano da crise financeira global.

Garantias de crédito

No atual cenário, a definição de políticas públicas de financiamento e garantias de crédito às exportações se torna ainda mais importante para a indústria.

Para que as empresas brasileiras possam competir em condições de igualdade com seus concorrentes no comércio internacional, elas precisam de um sistema público de financiamento e garantias às exportações que proporcione segurança para a realização dos investimentos.

Empresas que usam esses instrumentos chegam a exportar quase 15% a mais. Além disso, ampliam até 70% seus mercados e aumentam seu número de funcionários em até 10%. Instrumentos desse tipo existem em mais de 90 países e têm ganhado cada vez mais relevância na política comercial das maiores economias do mundo”, destaca o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

Para ele, os principais gargalos do sistema oficial de crédito no Brasil são: insegurança jurídica; falta de alinhamento da prática brasileira ao mínimo praticado pelos demais países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico); e falta de previsibilidade, clareza e dificuldade de acesso aos mecanismos de apoio oficial.

Nessa linha, para melhorar o sistema oficial de crédito é preciso aprimorar a governança. “É necessário reduzir a confusão de competências de formulação e operacionalização da política de financiamento à exportação e multiplicidade de órgãos atuantes. Também é preciso assegurar previsibilidade, transparência e segurança orçamentária no acesso aos mecanismos de apoio oficial, e alinhar a ação brasileira ao praticado internacionalmente”, diz Abijaodi.

Financiamento para exportações

Para garantir subsídios de apoio às exportações, a indústria pediu ao governo federal para ampliar a previsão orçamentária para o Proex (Programa de Financiamento às Exportações) Equalização em 2021, dos atuais R$ 1 bilhão para R$ 1,6 bilhão. A CNI, em parceria com o Fórum de Competitividade das Exportações, a AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil) e a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), também pediu suplementação de pelo menos R$ 400 milhões para o programa ainda neste ano, dos atuais R$ 600 milhões para R$ 1 bilhão.

O Proex Equalização é um programa do governo federal de apoio às exportações brasileiras de bens e serviços criado em 1979. Na modalidade Equalização, ele assume parte dos encargos financeiros do financiamento de exportações brasileiras, tornando-os equivalentes àqueles praticados no mercado internacional.

As entidades destacam que o programa é essencial por promover igualdade e isonomia entre as exportações do Brasil de alto valor agregado e as dos demais países. O custo de financiamento das exportações brasileiras é significativamente mais alto que o de exportações de países concorrentes. A título de exemplo, países como a Coreia do Sul, Espanha, Alemanha e Índia também fazem equalização de encargos financeiros das operações de crédito às exportações.

Certificado de Origem Digital

Um dos caminhos da indústria para facilitar o processo do comércio internacional e avançar com a digitalização e desburocratização do setor em tempos de pandemia é o COD (Certificado de Origem Digital). A ferramenta traz vantagens como benefício tarifário, redução de custos operacionais, além de diminuir o tempo de duração do trâmite comercial como um todo.

Em maio, a CNI lançou uma nova plataforma para a emissão do COD para exportadores brasileiros. O sistema é mais ágil e moderno permite que o empresário emita o documento de forma simples. Além do benefício econômico, no contexto da pandemia da Covid-19, o COD reduz a circulação de papéis e pessoas que podem se tornar vetores da doença.

Hoje, a pandemia exige que as empresas reinventem o processo de  internacionalização e busquem novas formas de fazer negócio, em especial, sem o contato presencial. Toda essa energia deve estar focada em buscar ferramentas que possam reduzir o tempo, trazer vantagens financeiras e reduzir o esforço da empresa na produção de documentos de comércio exterior”, destaca o coordenador de Serviços de Internacionalização da CNI, Felipe Spaniol.

A emissão do COD é feita pela Rede CIN, (Brasileira de Centros Internacionais de Negócios) coordenada pela CNI. Presente nas federações de indústrias dos Estados e do Distrito Federal, ela promove a internacionalização das empresas brasileiras por meio da oferta de um conjunto de serviços customizados a suas necessidades. Em casos específicos, a depender do acordo comercial entre os países, o COD pode garantir a isenção completa das tarifas alfandegárias.

O COD impacta diretamente na competitividade das exportações brasileiras. Além disso, ele atesta que que o produto atende regras gerais de comércio. Ou seja, independente de ter o benefício fiscal, o COD garante legitimidade e reconhecimento daquele produto lá fora”, explica Spaniol.

No primeiro quadrimestre de 2020, a emissão de COD pela CNI mais que dobrou na comparação com o mesmo período de 2019. O salto foi de 116%.

Atualmente, é possível emitir certificado com a assinatura digital, que é um passo além da emissão eletrônica, para Argentina e Uruguai. “Com esses 2 países nós emitimos hoje exclusivamente certificado com assinatura digital. Então, além do documento ser feito em um sistema online, ele é assinado eletronicamente e enviado por arquivo digital direto para a aduana do país de destino”, esclarece Spaniol.

Em 2020, está em andamento o processo piloto de implementação do COD com o Paraguai, único integrante do Mercosul que ainda não aceita o documento com assinatura digital.

Para o presidente do Fórum das Empresas Transnacionais da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e CEO da empresa Stefanini, Marco Stefanini, o modelo digital ajuda a quebrar barreiras globais, o que considera fator importante para as empresas brasileiras expandirem os negócios.

Esse ponto do digital é uma variável que já estava presente antes da pandemia, mas agora acelerou. Então, se tem um viés positivo com a pandemia é esse, existe uma pegada muito mais digital que favorece a internacionalização. Reduz tempo, burocracia, ajuda a entender o cliente, o mercado. As soluções digitais facilitam a vida, aumentam a eficiência”, diz.

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Webinar discutirá tributação e logística no comércio exterior no ES.

Ramon Barros
Jornal Fato

Evento reunirá um time de especialistas para abordar temas estratégicos do comércio exterior, tais como regime aduaneiro de drawback, programas de incentivos estaduais, compliance aduaneiro e certificação OEA.

Fatores básicos para a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional, a infraestrutura logística e a tributação serão temas do webinário que acontecerá na próxima quarta-feira, 25 de novembro. O evento tem por objetivo apresentar aos participantes uma visão clara e precisa dos atores que vivenciam o dia a dia do comércio exterior, abordando, em especial, pontos relevantes do compliance aduaneiro, da certificação OEA (Operador Econômico Autorizado), do regime aduaneiro de drawback e principais pontos dos Programas de Incentivo ao Investimento no ES (Compete e Invest).

Realizado pelo Centrorochas e Sindirochas, o webinário será gratuito e contará com especialistas no assunto para apresentar o conteúdo que foi dividido em dois painéis. O primeiro abordará o regime aduaneiro de drawback e programas de incentivo ao investimento no Espírito Santo e terá mediação da advogada, Lígia Barroso Fabri. Os painelistas serão o auditor fiscal da Receita Estadual do Espírito Santo, André Luiz Figueiredo Rosa, e a especialista de negócios do Grupo Guidoni e representante do Centrorochas e Sindirochas, Míryam Paschke Heuller.

O segundo painel terá como foco o compliance aduaneiro, certificação OEA e aspectos relevantes no despacho aduaneiro.  Com mediação da advogada Elisângela Oliveira de Rezende, o conteúdo será apresentado pelo advogado e presidente da ABEAD, Fernando Pieri e pelo auditor fiscal da Receita Federal do Brasil e chefe da Equipe OEA da Alfândega de Curitiba, Rinaldi Boassi.

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Brasil e Reino Unido discutem possível negociação de acordo comercial.

Douglas Rodrigues
Poder360

O Brasil e o Reino Unido debatem a possibilidade de firmar 1 novo acordo comercial. O tema foi tratado em uma reunião realizada em 11 de novembro, pelo Comitê Econômico e de Comércio Conjunto entre as duas nações.

O encontro foi co-presidido por Roberto Fendt, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Brasil, e Elizabeth Truss, secretária de Estado para o Comércio Internacional do Reino Unido.

Outros pontos debatidos foram medidas que evitem a dupla tributação (quando um imposto é cobrado pelos 2 governos), a adesão do Brasil à OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e acordos bilaterais de tributação e seguridade social. Além disso, os países reconhecem a importância de fortalecer os laços econômicos por meio de um crescimento sustentável e limpo.

As tratativas sobre o possível acordo será verificada dentro de 6 meses, informaram os países, em nota conjunta.

Eis a íntegra da nota conjunta:

1.A 11ª reunião do Comitê Econômico e de Comércio Conjunto entre o Brasil e o Reino Unido (JETCO) foi realizada em 11 de novembro de 2020, por videoconferência. A reunião foi copresidida por Roberto Fendt, Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Brasil, e Elizabeth Truss, Secretária de Estado para o Comércio Internacional do Reino Unido.

2. Nesta primeira reunião entre os governos atuais do Brasil e do Reino Unido, os dois países reconheceram a mudança de cenário do JETCO, tanto do ponto de vista político, com o Reino Unido deixando a UE, quanto em virtude da Covid-19. O momento representou uma oportunidade e refletiu um sentido de urgência, pressionando por uma relação mais estreita e profunda entre o Reino Unido e o Brasil. Ambos os lados reiteraram seu compromisso com o fortalecimento dos laços comerciais bilaterais e com a cooperação para promover o comércio bilateral e as relações de investimento entre os dois países.

3. Brasil e Reino Unido concordaram em envidar seus melhores esforços na construção de uma visão de longo prazo para melhorar suas relações comerciais, a fim de maximizar as oportunidades potenciais. Para tanto, concordaram em continuar a trabalhar no tema de acesso a mercados e em intensificar os preparativos para um futuro Acordo de Livre Comércio, cujo progresso será verificado dentro de seis meses.

4. Os dois países reconheceram que um Acordo para evitar a Dupla Tributação facilitaria um aumento substancial dos fluxos de comércio e investimentos entre o Brasil e o Reino Unido. Este tem sido um dos principais mecanismos de promoção de investimentos levantados pelas empresas dos dois países. Eles se comprometeram a desenvolver ainda mais as discussões para tratar de questões técnicas e relatar o progresso feito no próximo Diálogo Econômico e Financeiro entre o Chanceler do Tesouro do Reino Unido e o Ministro da Economia do Brasil.

5. O Brasil e o Reino Unido observaram as oportunidades trazidas por uma troca mais intensa de pontos de vista sobre acesso a mercados, serviços, propriedade intelectual, facilitação de comércio e ambiente de negócios para aumentar a cooperação bilateral e os fluxos de comércio e de investimentos. O Reino Unido deu as boas-vindas à recente modernização das regulamentações do Brasil, que estava afetando cerca de £ 140 milhões das exportações britânicas em uma série de setores, incluindo agricultura, serviços financeiros e energia.

6. O Reino Unido recebeu com satisfação a notícia de que o Brasil alterou sua legislação nacional sobre indicações geográficas, permitindo o registro dos gentílicos, e o Brasil se comprometeu a considerar o pedido da Scotch Whisky Association para o reconhecimento do Scotch Whisky. O Reino Unido afirmou que consideraria quaisquer pedidos futuros de IGs brasileiras, incluindo Cachaça, a partir de 1º de janeiro, quando o governo do Reino Unido lançará seu novo sistema para IGs. Os ministros solicitaram uma atualização a respeito do tema dentro de quatro meses.

7. Ambos os Ministros enfatizaram o papel do comércio livre e aberto para o crescimento econômico e a prosperidade das economias e sociedades brasileiras e britânicas, especialmente na recuperação dos choques econômicos causados pela Covid-19. Eles concordaram que essa recuperação deve ser baseada na construção de economias mais sustentáveis e resilientes e reafirmaram seu compromisso de promover o crescimento com baixo teor de carbono e empregos verdes. Eles também concordaram em manter suas relações comerciais de uma forma que contribua para o desenvolvimento sustentável e leve em consideração os seus compromissos multilaterais, e reafirmaram seu compromisso de apoiar ainda mais a transição para fontes de energia e cadeias de suprimento mais sustentáveis, observando a importância crucial do combate ao desmatamento ilegal. O Reino Unido também enfatizou a importância do diálogo com outros grandes países consumidores e produtores, para promover o crescimento sustentável no período que antecede a COP26.

8. O Brasil e o Reino Unido reconhecem a importância de fortalecer os laços econômicos por meio de um crescimento sustentável e limpo. Eles aceleraram as discussões e pretendem assinar, antes do final de 2020, um Memorando de Entendimento que fortalece a colaboração mútua no crescimento limpo, ao mesmo tempo que apoia um mercado de energia eficiente e competitivo e incentiva mais comércio e investimento.

9. Os dois Ministros também reconheceram a importância do setor de serviços e apoiaram uma maior cooperação entre reguladores do Reino Unido e do Brasil como uma forma de trocar melhores práticas a respeito de assuntos regulatórios sobre serviços, a fim de propiciar um ambiente de negócios mais eficiente em ambas as jurisdições e impulsionar o comércio bilateral de serviços e investimentos.

10. Em relação aos desafios contínuos apresentados pela Covid-19, o Reino Unido e o Brasil continuam comprometidos em manter as cadeias de suprimentos abertas e funcionais. O Reino Unido reconhece o papel crítico do Brasil como um grande exportador de alimentos e seus esforços para manter as exportações à tona, apesar dos obstáculos logísticos trazidos pela pandemia. Os dois países concordam em desenvolver os compromissos assumidos pelos Ministros do Comércio do G20 em 14 de maio de 2020 para manter o comércio de produtos médicos fluindo, tendo em conta o uso de restrições comerciais durante a pandemia. Brasil e Reino Unido concordam em trabalhar juntos em ações permanentes que garantam uma maior liberalização desses bens, evitem novas restrições às exportações e fortaleçam seus sistemas de saúde, garantindo suprimentos essenciais aos dois países.

11. O Brasil e o Reino Unido concordaram que uma forte cooperação internacional, inclusive por meio do G20 e de fóruns econômicos multilaterais, é necessária para promover uma recuperação econômica global sustentável. Ambos os países reafirmaram seu compromisso com o fortalecimento do sistema de comércio multilateral baseado em regras e concordaram com a necessidade de uma reforma abrangente da Organização Mundial do Comércio para melhorar a transparência. Foi acordado que isso será essencial para promover o investimento, aumentar a produtividade e integrar as economias nas cadeias de suprimento globais. O Brasil espera trabalhar com o Reino Unido na OMC como membro independente. O Brasil também ressaltou que, como parte do momento atual das relações bilaterais, suas condições de acesso a mercados não devem ser prejudicadas pela saída do Reino Unido da União Europeia.

12. O pedido do Brasil de adesão ao Acordo de Compras Governamentais foi reconhecido como um passo importante para a liberalização do comércio e dos investimentos. O Reino Unido também reiterou seu apoio firme e ativo à adesão do Brasil à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e teve o prazer de anunciar a alocação de mais £ 600.000 para o ProsperityFund, que ajudará a acelerar este processo, incentivando o trabalho sobre preço de transferência no Brasil.

13. Os Ministros ficaram satisfeitos com o fato de que representantes empresariais de ambos os países puderam se reunir, antes da reunião plenária, em uma mesa redonda de negócios, onde tiveram a oportunidade de destacar e discutir oportunidades e desafios enfrentados por suas empresas em relação ao comércio e investimentos bilaterais. As discussões foram relatadas à reunião plenária e ambos os lados concordaram em desenvolver iniciativas conjuntas com base nessas discussões.

14. Os Ministros celebraram a realização da V Reunião do Diálogo Estratégico de Alto Nível Brasil – Reino Unido, no dia 7 de outubro, liderada pelo Ministro das Relações Exteriores do Brasil e pelo Secretário de Relações Exteriores do Reino Unido. Eles também compartilharam a expectativa de que a 4ª Reunião do Diálogo Econômico e Financeiro (EFD) Brasil – Reino Unido seja realizada antes do final do ano, liderada pelo Ministro da Economia do Brasil e Chanceler do Tesouro do Reino Unido.

15. Brasil e Reino Unido pretendem continuar trabalhando juntos no contexto do JETCO a fim de estabelecer um diálogo produtivo para fortalecer as relações bilaterais de comércio e de investimento.

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Acia define horário de comércio de fim de ano e se diz otimista.

Pedro Heiderich
TodoDia

A partir do dia 7, lojas ficarão abertas até as 21h de segunda a sexta; expectativa é de aumento nas vendas

A Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana) definiu o horário de comércio de fim de ano, conforme divulgado nesta terça-feira (24). O presidente da associação, Wagner Armbruster, se disse otimista com as vendas, mesmo com a pandemia. “Esperamos sim, apesar da atual realidade, resultados melhores e altamente rentáveis no fim de ano.”

O horário especial do comércio começa a partir do dia 7 de dezembro, quando as lojas irão atender, de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h. Nos sábados dos dias 12 e 19 de dezembro, funcionará das 9h às 18h e, nos domingos dos dias 13 e 20, das 9h às 15h.

O horário especial vai até 23 de dezembro. No dia 24, véspera de Natal, uma quinta-feira, o comércio abrirá das 9h às 17h. Na sexta-feira de Natal, dia 25, não abre, reabrindo no sábado, dia 26, das 9h às 15h. O horário volta ao normal e, no dia 31 de dezembro, funcionará das 9h às 13h. As lojas não abrirão dia 1, apenas no sábado do dia 2, das 9h às 15h.

A intenção da Acia era que o horário fosse das 9h às 22h, porém é preciso seguir as regras da Fase Verde do Plano São Paulo de retomada gradual da economia, do Governo do Estado, que limita em 12 horas o horário de funcionamento diário do comércio. O Governo deve fazer nova avaliação na segunda-feira (30). Em caso de avanço de fase da região, o horário poderá ser estendido até 22h.

“Seguiremos o padrão pré-estabelecido pelas autoridades municipais e pelo governo estadual, como temos feito desde o início da pandemia. Estamos, sim, amplamente otimistas de que teremos um final de ano bastante alegre e feliz”, disse Armbruster.

REGIÃO

Conforme definição do Sindicomerciários (Sindicato dos Empregados no Comércio de Sumaré e Hortolândia), o horário especial de funcionamento do comércio de Sumaré, neste final de ano, está previsto para começar no dia 4 de dezembro. Mas este ano, por conta da pandemia, poderá haver alterações no horário.

Em nota, a Acias (Associação de Comércio e Indústria de Sumaré) confirmou que pode haver mudanças se a região avançar de fase no Plano São Paulo. Por hora, o horário especial começa no dia 4 de dezembro, das 9h às 21h, indo até o dia 23.

Nos sábados dos dias 5,12 e 19, funcionará das 9h às 18h, e nos domingos 6, 13 e 20, das 10h às 16h. As lojas não abrem nem no Natal e nem no Ano Novo. Na véspera de Natal, dia 24, abrem das 9h às 18h, e no dia 26, um sábado, das 9h às 12h. Na quinta, véspera de ano novo, dia 31, o comércio abre às 9h e fecha às 15h. No sábado dia 2, das 9h às 12h.

Samuel Teixeira, presidente da Acino (Associação de Comércio e Indústria de Nova Odessa), declarou que vai pedir para a Prefeitura a abertura de forma estendida, das 9h às 22h, com uma hora a mais do que o permitido pelo Plano São Paulo. A reportagem não conseguiu retorno das associações comerciais de Hortolândia e Santa Bárbara.

A região de Americana faz parte do DRS (Departamento Regional de Saúde de Campinas), que, segundo avaliação do Governo do Estado, está na Fase Verde do Plano São Paulo desde 9 de outubro. A última fase do plano é a azul, mas a região tem demonstrado aumento nos casos e internações, gerando uma desconfiança de possível segunda onda.

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Procon lista 200 sites de comércio online não recomendados.

Agencia Brasil
Catraca Livre

Às vésperas da Black Friday, o Procon do Rio de Janeiro divulgou uma lista com 200 sites de comércio online com má reputação.

De acordo com o órgão, o isolamento social causado pela pandemia de covid-19 provocou um aumento considerável das compras pela internet e, consequentemente, também têm sido registradas mais fraudes. Nesta semana, a preocupação redobra devido à avalanche de ofertas da Black Friday, que acontece na próxima sexta-feira, 27.

A lista foi elaborada com base em diversos fatores como o volume de reclamações do consumidor e a quantidade de notificações enviadas pela Procon-RJ. Os 200 sites não recomendados incluem aqueles que foram denunciados por não entregar os produtos comprados, que não disponibilizam contatos para os clientes efetuarem reclamações, que estão sem cadastro ativo na Receita Federal ou que não estão aptos a emitir nota fiscal.

Para evitar fraudes, o Procon-RJ recomenda atenção redobrada com sites que anunciam preços muito abaixo da média do mercado. O órgão orienta nunca encaminhar cópia de documentos durante o processo de compra online, mesmo que o vendedor os solicite. O órgão também chama atenção para formas de clonagem de dados, em que a empresa pede ao cliente que informe códigos recebidos por aplicativos ou por mensagens de telefone.

Outra dica do Procon-RJ é dar preferência a sites de empresas que tenham endereço físico no Brasil. Como o Código de Defesa do Consumidor (CDC) tem abrangência nacional, problemas envolvendo sites estrangeiros podem ser de mais difícil solução. Além disso, é importante que o consumidor confira na barra do navegador se o endereço eletrônico usa o protocolo HTTPS e se é exibido um ícone em forma de cadeado fechado. Ao clicar em cima da fechadura, deve aparecer o certificado de segurança do site.

Cartilha com dicas para Black Friday

Uma cartilha com dicas preparada pelo Procon-RJ para a Black Friday chama atenção para outras irregularidades frequentemente observadas no mercado online. Uma delas é a prática de informar em destaque apenas o valor da parcela, obrigando o consumidor a fazer o cálculo do preço final do produto.

Embutir o valor da garantia estendida no produto também é infração ao direito do consumidor. Toda mercadoria tem obrigatoriamente uma garantia legal de 30 dias em caso de bem não-durável, como alimentos, e de 90 dias em caso de bem durável, como equipamentos eletrônicos. A garantia estendida pode ser contratada à parte, mas é uma opção do consumidor e não deve ser imposta como condição para a compra de nenhum produto.

O Procon-RJ lembra que, em toda compra pela internet, está previsto por lei o direito de arrependimento. O prazo é de sete dias a partir da data da entrega do produto para manifestar desistência e assim receber de volta todos os valores eventualmente pagos, inclusive os do frete. Consumidores que se sentirem lesados podem recorrer ao órgão, efetuando reclamação por meio de seu site ou do aplicativo para telefone celular.

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segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Embaixador argentino vê “reconstrução” da relação e celebra alta do comércio com Brasil.

Fernando Jasper e Isabella Mayer de Moura
Gazeta do Povo

A Argentina conduz um trabalho de “reconstrução” da relação com o Brasil e os resultados já começam a aparecer, com uma recuperação do comércio bilateral nos últimos meses. A avaliação é do embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli. Segundo ele, como resultado de um esforço para “buscar o interesse comum”, o Brasil voltou a ser “o sócio comercial número um da Argentina no mundo”.

“As perspectivas são muito positivas, porque a indústria automotiva está mostrando uma grande recuperação, e todo o complexo agroalimentar”, disse Scioli em entrevista à Gazeta do Povo no dia 10, quando esteve em Curitiba para uma reunião com o governador do Paraná, Ratinho Jr.

Brasil e Argentina comercializam entre si principalmente produtos da indústria de transformação. Mais de 30% das exportações e importações envolvem o setor automotivo, com intercâmbio de veículos, motores e autopeças entre montadoras instaladas nos dois países.
Comércio entre Brasil e Argentina reage, mas ainda é o pior em mais de 15 anos

Em recuperação desde junho, a corrente de comércio entre os dois países – isto é, a soma do que um vende para o outro – chegou a US$ 1,61 bilhão em outubro, o maior valor em um ano e 27% acima da média mensal dos nove primeiros meses de 2020. O número, no entanto, ainda ficou 5% abaixo do registrado no mesmo mês de 2019.

O desdobramento dos dados – extraídos da plataforma Comex Stat, do governo federal – mostra que as exportações do Brasil para a Argentina estão se recuperando mais rápido que as vendas de lá para cá.

Em outubro, as empresas brasileiras exportaram US$ 820 milhões em mercadorias para o país vizinho, o maior volume do ano e 12% maior que o de outubro de 2019. No sentido oposto, US$ 799 milhões em produtos argentinos entraram no Brasil, o melhor desempenho desde março. Mas, na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de 18%.

Apesar da melhora recente, os negócios entre os dois países ainda estão no pior patamar em mais de 15 anos. No acumulado de 2020, as exportações para a Argentina somam US$ 6,7 bilhões, 19% abaixo do registrado no mesmo intervalo de 2019. As importações, por sua vez, caíram 28%, para US$ 6,4 bilhões.

Com isso, a corrente comercial acumulada em 2020, de US$ 13,1 bilhões, está 24% menor que a do mesmo período do ano passado, e também é a pior para o intervalo janeiro-outubro desde 2004.

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Brasil abre 100 novos mercados externos para produtos agropecuários.

Siscomex
Ministério da Economia

O Brasil conquistou a abertura de 100 novos mercados para produtos da agropecuária nacional desde janeiro de 2019. O mais recente é exportação de suínos (reprodução) para a Colômbia.

O trabalho de abertura de mercados externos não contempla apenas a venda de produtos tradicionais dos quais o Brasil já é um grande exportador, como carnes, mas de diversos produtos da cadeia agrícola, como castanhas, chá, frutas, pescados, lácteos e plantas, atendendo ao objetivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) de diversificar a pauta exportadora brasileira.

“Isso significa novas oportunidades para os produtores brasileiros que vêm trabalhando com afinco e demonstrado muita resiliência, mesmo passando por uma pandemia. Acredito muito na competência e competitividade dos nossos produtores e essas aberturas refletem a intenção do Mapa em diversificar cada vez mais nossa pauta de exportação”, destaca a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Entre as aberturas de produtos não tradicionais estão Castanha de Baru para a Coreia do Sul, mudas de coco para a Guiana, Castanha do Brasil para Arábia Saudita, milho de pipoca para Colômbia, gergelim para Índia, mudas de eucalipto para Colômbia, ovos com casca para Singapura e abacate para Argentina.

Continentes

Dos 100 novos mercados, 45 são na América (Argentina, Colômbia, Peru, Estados Unidos, México, Canadá, Guiana, Equador, Venezuela, Guatemala e Bolívia); 40 na Ásia (Arábia Saudita, China, Cazaquistão, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Índia, Japão, Malásia, Indonésia, Taiwan, Irã, Tailândia, Mianmar, Singapura e Qatar); 14 na África (Egito, Marrocos e Zâmbia) e um na Oceania (Austrália), conforme dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa. 

Mesmo com os impactos da pandemia do coronavírus, a maioria dos processos de abertura foi concluída este ano, com 66 mercados.

Países

Os novos mercados envolvem 30 países. Isso porque algumas nações passaram a importar mais de um produto agrícola do Brasil. Cada novo mercado corresponde a exportação de um produto.  Nesse sentido, houve uma ampliação significativa com os vizinhos sul-americanos, com a abertura de 17 novos produtos para a Argentina, oito para a Colômbia e seis para a Bolívia.

“Abrir um mercado é abrir uma porta. E estou certa de que trabalharemos juntos para que nossos produtores de fato passem por ela”, afirma a ministra.

Na Ásia, Singapura e Mianmar abriram sete novos mercados, cada um, para os produtos brasileiros. Na África, Egito abriu oito mercados.

Categorias por produtos

Os produtos derivados de aves (carnes, miúdos e farinhas) estão entre os mais procurados, totalizando 13 aberturas, assim como 11 de bovinos, nove de plantas, oito de suínos, oito de material genético bovino, sete de lácteos e cinco de frutas.

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País tem segundo maior superávit para outubro, com US$ 5,4 bilhões.

Siscomex
Ministério da Economia

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 5,473 bilhões em outubro, o segundo melhor resultado do mês na série histórica iniciada em 1989, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3/11) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. O recorde de outubro foi registrado em 2018, com US$ 5,8 bilhões. Na comparação com outubro do ano passado (US$ 2,5 bilhões), o aumento foi de 136,1%.

A corrente de comércio chegou a US$ 30,238 bilhões, com US$ 17,855 bilhões em exportações e US$ 12,383 bilhões em importações. No ano, as exportações alcançam US$ 174,379 bilhões, e as importações, US$ 126,717 bilhões, com saldo positivo de US$ 47,662 bilhões e corrente de comércio de US$ 301,096 bilhões.

Na comparação com outubro do ano passado (US$ 19,6 bilhões), as exportações tiveram uma redução de 2%, mas com dois dias úteis a menos em 2020. Já pela média diária, em outubro deste ano (US$ 892,77 milhões) houve crescimento de 0,3% em relação ao mesmo mês de 2019 (US$ 889,86 milhões), enquanto as importações (US$ 619,14 milhões) diminuíram 20%, na comparação pela média diária (US$ 773,97 milhões).

 Veja os dados completos da Balança Comercial  

 Apesar da redução em outubro, o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior da Secex, Herlon Brandão, lembrou que há uma trajetória ascendente da média diária de importações desde junho de 2020, quando o valor foi de US$ 497,6 milhões/dia. “Então, observamos uma recuperação gradual do montante das importações, que foram mais afetadas pela Covid-19”, comentou. As exportações, segundo a Secex, também apresentam tendência de aumento na média diária.

A média diária da corrente de comércio totalizou US$ 1,511 bilhão no mês, com saldo de US$ 273,63 milhões. Comparando-se este período com a média de outubro de 2019, houve queda de 9,1% na corrente de comércio.

Setores

O crescimento das exportações em outubro, na média diária, foi puxado pela indústria extrativa (+7,2%) e pela indústria de transformação (+4,7%), enquanto a agropecuária, desta vez, apresentou redução (-20,6%). foi o segundo crescimento mensal da indústria de transformação, em 2020, comparado ao mesmo mês do ano passado – com destaque, agora, para açúcar, etanol, celulose e carne suína, além de aeronaves e veículos automóveis de passageiros. Na indústria extrativa, destacou-se o minério de ferro, que experimenta uma recuperação de preços em outubro (+44%), principalmente devido ao aquecimento da demanda asiática.

O desempenho desses produtos se reflete também no crescimento das vendas para destinos como Argentina (+23,7%), com o segundo aumento mensal consecutivo, África (+10,6%) e União Europeia (+6,6%).

Acumulado

Brandão apontou que houve queda nas exportações no acumulado do ano (-6,5%), principalmente devido à queda nos preços dos bens no mercado internacional, além da redução nas importações de janeiro a outubro (-14,7%). O saldo comercial, assim, cresce 25,5%, enquanto a corrente de comércio também diminui (-10,1%).

Neste ano, com aumento de 10,2% até outubro, a China continua como maior destino das exportações brasileiras, já que é o principal comprador de soja, minério e petróleo brasileiros. Os Estados Unidos tiveram redução de 29,6% e a Argentina, no acumulado do ano, ainda apresenta redução de 18,2%, enquanto a União Europeia tem queda de 13,5% de janeiro a outubro.

Nas importações, houve redução de todas as origens, à exceção de América Central e Caribe (+1,3%). Da China (-7,5%), dos Estados Unidos (-19,7%), da Argentina (-26,7) e da União Europeia (-14,6%), houve diminuição das compras brasileiras.

Estimativas

O subsecretário explica que esses resultados do ano estão em linha com a última estimativa da Secex para 2020. A previsão é de queda de 6,5% nas exportações e de 12% nas importações. “Então, ainda esperamos uma manutenção do ritmo das exportações e uma continuidade da melhora das importações”, comentou Herlon Brandão.

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Ministério da Economia automatiza processamento de registros no Sisprom.

Siscomex
ministério da economia 

Os registros no Sistema de Registro de Informações de Promoção (Sisprom) serão processados de forma automática a partir desta segunda-feira (9/11), segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. São registradas no Sisprom as contratações, no exterior, de serviços de pesquisas de mercado e de promoção comercial previstas pela Lei nº 9.481, de 13 de agosto de 1997.

O registro prévio é necessário para a remessa dos valores ao exterior com a alíquota do Imposto de Renda reduzida a zero, conforme previsto no Decreto nº 6.761, de 5 de fevereiro de 2009. Em 2019, foram realizados 2.643 registros no Sisprom.

O objetivo da substituição do processamento manual pela solução automatizada é agilizar o registro e, assim, simplificar o processamento dos pagamentos relacionados à promoção comercial e a pesquisas de mercado no exterior. A medida facilita as ações destinadas a melhorar a inserção das exportações brasileiras em mercados estrangeiros e faz parte do amplo processo de facilitação e melhoria do ambiente de negócios promovido pelo governo federal, que tem como norte os preceitos da Lei de Liberdade Econômica – Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019.

A Secex destaca que o registro tem finalidade apenas declaratória e sua efetivação no sistema não implica comprovação de regularidade da operação, que fica sujeita à fiscalização posterior pelas autoridades responsáveis. Não são efetivados registros relativos a remessas destinadas a países que não tributem a renda ou que a tributem a alíquotas inferiores a 20%, conforme demanda a Instrução Normativa RFB nº 1.037, de 4 de junho de 2010.

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Brexit e lentidão na renegociação de cotas tarifárias UE-Reino Unido preocupam países membros da OMC.

Equipe Comex do Brasil
Comex do Brasil

Brasília – À medida que se aproxima o final do período de transição para a União Europeia e o Reino Unido, um grande número de membros da OMC expressou sua preocupação com a falta de progresso na renegociação das cotas tarifárias da UE e do Reino Unido (TRQs) nos termos do Artigo XXVIII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio e a retificação e modificação das listas de concessões do Reino Unido em consequência de sua saída da União Europeia.

Como em reuniões anteriores, a questão foi levantada pela Federação Russa em reuniões do Comitê de Acesso ao Mercado realizadas nos dias 12 e 16 de novembro, em Genebra. O Comitê é presidido por Anatoly Chaplin, que assumiu o posto recentemente,  tornando-se o primeiro russo a presidir um comitê da OMC desde a adesão da Rússia  à Organização, em 2012.

A representação russa enfatizou que as negociações sobre a nova distribuição de TRQs não podem ser concluídas sem uma discussão mais ampla com outros membros da OMC e uma estratégia de compensação clara para os principais fornecedores dos mercados da UE e do Reino Unido, a fim de manter um nível geral de concessões recíprocas e geralmente vantajosas.

Várias delegações intervieram para partilhar esta preocupação, sublinhando que, com o fim do período de transição se aproximando, a UE e o Reino Unido têm de assegurar concessões compensatórias pela perda de oportunidades de mercado prevista. Pediram-lhes que esclarecessem como o comércio bilateral UE-Reino Unido será tratado na ausência de um acordo bilateral. Essas delegações reiteraram que as modificações propostas às TRQs diminuirão potencialmente o valor comercial de seu acesso ao mercado existente ou tornarão algumas alocações de TRQs muito pequenas para serem comercialmente viáveis. Além disso, as delegações externaram preocupação com o fato de que, na ausência de um acordo bilateral entre a UE e o Reino Unido, seu comércio seria excluído nessas TRQs.

As delegações incentivaram a UE e o Reino Unido a demonstrar que estão prontos para apresentar respostas significativas para abordar suas preocupações. Isso inclui garantias de que outros membros da OMC não ficarão “em pior situação” como resultado de suas renegociações TRQ e não serão “excluídos” do acesso ao mercado que negociaram de boa fé sob as chamadas cotas erga omnes (ou seja, TRQs sem alocação específica para o país). Na sua resposta, a União Europeia afirmou que as negociações ao abrigo do procedimento do Artigo XXVIII ainda estavam em curso com os parceiros que têm direitos reconhecidos, tendo a última ronda realizada em Outubro de 2020 revelado alguns bons progressos nessas discussões. A UE congratulou-se com o empenhamento acrescido de muitos membros e estava disposta a fazer mais progressos, abrindo caminho para uma finalização construtiva das discussões com o maior número possível de membros até ao final do ano. Na mesma linha, o Reino Unido reiterou seu compromisso de se envolver de boa fé com os membros e de construir com base no progresso e nas conversas construtivas das negociações recentes. O Reino Unido informou que realizou sua transição após o Brexit com o objetivo de manter o equilíbrio existente de direitos e obrigações entre o Reino Unido e seus parceiros comerciais. Vários membros também expressaram preocupação com a retificação inicial do Reino Unido de sua programação de mercadorias, que foi distribuída em julho. Eles enfatizaram que a retificação contém mudanças substanciais nas atuais concessões da OMC do Reino Unido, incluindo os compromissos de Medida Agregada de Apoio (AMS) e direitos de Salvaguarda Agrícola Especial (SSG), e a metodologia proposta para converter os compromissos expressos em euros em libras esterlinas

Em sua resposta, o Reino Unido se referiu à ‘Tarifa Global do Reino Unido’, o regime tarifário de nação mais favorecida (NMF) aplicado a longo prazo que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2021 após o final do período de transição. Esta é uma tarifa feita sob medida para a economia do Reino Unido, expressa em libras esterlinas. O Reino Unido indicou que a taxa de câmbio à qual o novo calendário foi redenominado (€ 1 = 0,83687 GBP) representa a média das taxas de câmbio diárias entre 2015 e 2019. Reflete as condições econômicas mais recentes e relevantes do momento, garantindo que o escopo das concessões e compromissos oferecidos para aplicação ao Reino Unido não foi alterado, finalizou a representação do Reino Unido.

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ABIMO e Apex promovem Projeto Comprador visando aumentar exportações de equipamentos odontológicos.

Equipe Comex do Brasil
Comex do Brasil

Brasília – A Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) deram início hoje (23) a mais uma edição do Projeto Comprador que tem como objetivo fomentar as exportações das indústrias de artigos e equipamentos da área odontológica. O evento se estenderá até o dia 3 de dezembro.

Por conta da pandemia, o projeto vai acontecer em formato online e reunirá 20 empresas brasileiras e 14 compradores internacionais de países como Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Irã, República Dominicana e Rússia. Os encontros têm como objetivo o desenvolvimento de novos contatos com potenciais compradores, o fortalecimento da imagem do Brasil em relação a produtos com um bom custo-benefício, a geração de negócios lucrativos em médio prazo e a promoção das exportações para os países participantes do projeto.

“Essa estratégia de aproximação com potenciais mercados já vem sendo realizada ao longo da última década, em paralelo às feiras de negócios dos setores apoiados pela ABIMO e, agora, foi adaptada para o modelo virtual. As rodadas de negócios sempre geraram resultados satisfatórios para a internacionalização da indústria brasileira e a consolidação da marca Brasil perante a compradores internacionais e, com este novo formato, não foi diferente”, afirma Larissa Gomes, gerente de projetos e marketing internacional da ABIMO.

Nesta edição, o Projeto Comprador pretende ampliar a representatividade dos dispositivos odontológicos brasileiros no cenário internacional e desenvolver as relações comerciais com os países participantes, que são mercados-alvo das empresas.

“A rodada de negócios do Projeto Comprador, organizada pela ABIMO e Apex-Brasil, será uma excelente oportunidade para trazer potenciais clientes para a Baumer. Durante a pandemia, com o cancelamento de todos os eventos presenciais, tínhamos uma grande dificuldade em encontrar empresas interessadas em nossos produtos. A busca online muitas vezes se tornava infrutífera pela falta de informação. Com esse evento, esperamos abrir novas oportunidades em um mercado que vem demonstrando sinais de reaquecimento”, afirma André Baumer, head de exportação de ortopedia e dental da Baumer, uma das empresas participantes do projeto.

Para Alessandro Oliva, gerente de exportação da Traumec, por se tratar de uma ferramenta estruturada com o propósito de colocar a empresa frente a frente com outras que realmente demonstram interesse em adquirir produtos brasileiros, a rodada de negócios é importante

para direcionar a potencializar as prospecções, o aumento do networking e o fechamento de novos negócios no curto e médio prazo. “Temos boas expectativas para que as empresas nos busquem e agendem as reuniões. Além disso, eventos como a rodada de negócios online estão alinhados com o que acreditamos ser a inovação nas relações de negócios no atual momento que vivemos”, completa.

Em agosto deste ano, o Projeto Comprador teve a sua primeira versão realizada online com foco nos setores médico-hospitalar, laboratórios e reabilitação. Na ocasião, foram 160 reuniões realizadas com 45 empresas (16 compradores internacionais e 29 empresas brasileiras).

O Projeto Comprador faz parte do Brazilian Health Devices, projeto setorial executado pela ABIMO em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) que visa promover as exportações das indústrias de artigos e equipamentos da área da saúde. Entre janeiro e junho de 2020, as 130 empresas que compõem o BHD exportaram mais de 100 produtos para 125 países.

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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

A estratégia defendida por pesquisadores para não fechar comércio em segunda onda de Covid-19.

Alessandra Goes Alves
BBC

Limitar ocupação máxima de estabelecimentos e levar em conta necessidades de mobilidade da população podem reduzir a contaminação sem obrigar fechamento total de estabelecimentos, aponta estudo americano; especialistas brasileiros comentam como isso pode ser adaptado à realidade brasileira.

No momento em que alguns indicadores sinalizam que o Brasil pode estar no início de uma nova onda de Covid-19, a possibilidade de intensificar medidas restritivas e fechar estabelecimentos comerciais novamente preocupa epidemiologistas, economistas, comerciantes e a população.

Mas um estudo publicado neste mês na revista "Nature" defende que desenvolver estratégias mais direcionadas para cada tipo de estabelecimento, com base em dados dos deslocamentos das pessoas pelas cidades, pode ser mais eficaz do que adotar o fechamento generalizado de comércios.

Desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Stanford e da Universidade de Northwest, o estudo coletou dados de mobilidade de 98 milhões de pessoas de 57 mil bairros situados nas dez maiores cidades dos Estados Unidos (Atlanta, Chicago, Dallas, Houston, Los Angeles, Filadélfia, Miami, Nova York, San Francisco e Washington). 

Os dados são anônimos, foram registrados entre março e maio de 2020 e disponibilizados gratuitamente pela empresa Safe Graphic para acadêmicos e pesquisadores. Esses dados reúnem informações como: o bairro de origem e o destino do deslocamento, qual foi o tempo médio de permanência no estabelecimento e o número de visitantes por hora que este recebeu.

Em seguida, foi feito um cruzamento entre esses dados e o número de casos da Covid-19 em cada cidade, os pesquisadores calcularam os níveis médio de infecção em alguns estabelecimentos fechados e concluíram que alguns lugares têm maior potencial de disseminar o coronavírus. Esse é o caso sobretudo de restaurantes, mas também de cafés, bares, hotéis, academias e templos religiosos. 

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OMC vê recuperação no comércio, mas espera desaceleração no fim do ano.

Reuters
G1

Organização disse que as perspectivas para o comércio são incertas em caso de um segunda onda de infecções por Covid-19.

A Organização Mundial do Comércio disse nesta sexta-feira (20) que o comércio global de bens se recuperou no terceiro trimestre em relação aos lockdowns provocados pela Covid-19, mas previu uma desaceleração no final de 2020.

A OMC disse que seu barômetro para o comércio de bens subiu para 100,7 pontos, ante uma mínima recorde de 84,5 pontos registrada em agosto, impulsionado por um aumento nas encomendas de exportação. Uma leitura maior que 100 indica crescimento acima da tendência.

"A leitura mais recente indica uma forte recuperação do comércio no terceiro trimestre, pois os lockdowns foram relaxados, mas é provável que o crescimento desacelere no quarto trimestre à medida que a demanda reprimida se esgota e o reabastecimento de estoque termina", disse a OMC.

A OMC disse que as perspectivas para o comércio são incertas, com uma segunda onda de infecções por Covid-19 levando a novos lockdowns na Europa e na América do Norte, o que poderia desencadear outra rodada de fechamentos de empresas. 

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Confira o funcionamento do comércio no feriado da Padroeira de Natal.

G1 RN
G1

Comércio da Cidade Alta vai ter abertura facultativa neste sábado (21). Supermercados abrem normalmente e alguns shoppings terão serviços com horários especiais.

O comércio de Natal vai sofrer alterações nos horários de funcionamento neste sábado (21), feriado municipal em celebração ao Dia de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira da cidade.

A Câmara de Dirigentes Lojista de Natal (CDL-Natal) aponta as mudanças no comércio de rua, shoppings e supermercados. Confira:

Comércio de Rua

  • Alecrim: Vai funcionar normalmente, a partir das 8h.
  • Centro da Cidade: Abertura facultativa, com abertura a partir das 8h.
  • Os grandes magazines como Riachuelo, C&A, Rio Center, vão abrir das 9h às 15h.
  • Zona Norte: Abertura facultativa.

Shoppings

Natal Shopping

  • Lojas e os quiosques abrirão das 15h às 21h
  • Praça de alimentação das 11h às 22h

Midway Mall

  • Alimentação e lazer: 12h às 22h
  • Lojas de Departamento: 12h às 22h

Praia Shopping

  • Praça de alimentação e lazer: a partir das 11h
  • Lojas e quiosques: 15 às 21h

Shopping Cidade Jardim

  • Praça de alimentação: a partir das 11h
  • Lojas e quiosques: 14h às 20h

Shopping Via Direta

  • Lojas, boxes e quiosques: 14h às 20h
  • Praça de alimentação: 12 às 21h

Partage Norte Shopping Natal

  • Carrefour: 7h às 21h;
  • Smart Fit: 9h às 18h;
  • Cosern: fechada;
  • Praça de alimentação e lazer: 11h às 22h;
  • Lojas e quiosques: 15h às 21h, com abertura facultativa a partir das 12h;
  • Cinema: conforme sessões disponíveis
  • Lotérica: fechada.

Shopping 10

  • Aberto das 08h às 15h.

Supermercados

  • Funcionamento das 7h às 22h
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