Agência Brasil
Sistema Ocepar
A
queda nas importações acompanhada da estabilidade nas exportações fez a
balança comercial registrar o segundo maior superávit para meses de
outubro. No mês passado, o país exportou US$ 5,473 bilhões a mais do que
importou, divulgou nesta terça-feira (03/11) o Ministério da Economia.
Outubro de 2018 -
O resultado só perde para outubro de 2018, quando a balança comercial
tinha registrado superávit de US$ 5,792 bilhões. No mês passado, o país
vendeu US$ 17,855 bilhões para o exterior, com leve alta de 0,3% pelo
critério da média diária em relação ao mesmo mês do ano passado. As
importações, no entanto, caíram, somando US$ 12,383 bilhões, redução de
20% também pela média diária.
Superávit
- Com o resultado do mês passado, a balança comercial acumula superávit
de US$ 47,662 bilhões de janeiro a outubro. Esse é o segundo melhor
resultado da série histórica para o período, perdendo para janeiro a
outubro de 2017 (superávit de US$ 58,451 bilhões).
Acumulado do ano -
No acumulado de 2020, as exportações somam US$ 174,379 bilhões,
retração de 6,5% na comparação com o mesmo período de 2019 pela média
diária. As importações totalizam US$ 126,717 bilhões, recuo de 14,7%
pelo mesmo critério.
Queda
- A maior parte da alta do saldo em outubro é explicada pela queda da
importação da indústria de transformação, que recuou US$ 140,67 milhões
pela média diária em relação ao mesmo mês do ano passado, e da indústria
extrativa, cujas compras do exterior encolheram US$ 15,16 milhões.
Grãos
- Do lado das exportações, o fim da safra de grãos fez as exportações
da agropecuária caírem US$ 36,93 milhões pela média diária em relação a
outubro do ano passado. Em contrapartida, as vendas da indústria
extrativa subiram US$ 14,89 milhões, e as exportações da indústria de
transformação, que acumulavam uma longa sequência de quedas, subiram US$
23,38 milhões na mesma comparação.
Categorias
- Entre os produtos que puxaram a queda das exportações agropecuárias
em outubro, os destaques foram a soja, cujo valor vendido recuou US$
37,31 milhões no critério da média diária em relação ao mesmo mês do ano
passado, e o algodão bruto, com retração de US$ 2,91 milhões na mesma
comparação. As vendas de café não torrado, porém, saltaram US$ 5,14
milhões pela média diária no último mês.
Indústria extrativa -
Na indústria extrativa, subiram as exportações de minério de ferro, com
alta de US$ 43,52 milhões em relação a outubro do ano passado pela
média diária, motivadas tanto pelo aumento de mais de 40% da demanda
como pela alta no preço internacional.
Petróleo -
As exportações de óleos brutos de petróleo, no entanto, continuam a
cair e encerraram o mês passado com queda de US$ 29,6 milhões. Nesse
caso, a queda deve-se tanto à queda do preço internacional como do
volume de demanda por causa da pandemia da covid-19.
Transformação
- Na indústria de transformação, a alta decorreu de produtos
considerados semimanufaturados até o fim do ano passado, mas que
passaram a ser classificados como industrializados em respeito às normas
internacionais. O aumento nas exportações foi puxado pelo açúcar e
pelos melaços, com alta de US$ 35,36 milhões pela média diária, pelo
ouro (+US$ 8,31 milhões).
Aeronaves
- O principal produto manufaturado que influenciou a alta foram as
aeronaves e seus componentes, com aumento de US$ 4,93 milhões em relação
a outubro do ano passado pela média diária. Depois de meses em queda
por causa da crise econômica na Argentina, as exportações de veículos de
passageiros subiram US$ 3,21 milhões na mesma comparação.
Meta anual -
Depois de o saldo da balança comercial ter encerrado 2019 em US$ 48,035
bilhões, o segundo maior resultado positivo da história, o mercado
estima menor volume de comércio em 2020, por causa da pandemia do novo
coronavírus. No entanto, a retração das importações em ritmo maior que a
das exportações elevou as projeções de saldo.
Focus
- Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições
financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado
preveem superávit de US$ 58,7 bilhões para este ano. O Ministério da
Economia atualizou a estimativa de saldo positivo para US$ 55 bilhões,
com leve queda em relação à estimativa de US$ 55,4 bilhões divulgada em
julho.
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